Porque a Gaiola não é seu lugar
Se o passarinho não voltar, não se desespere em acreditar que sua gaiola não foi forte o suficiente, que o cereal não alimentou bem ou que seu canto não encantou, apenas lembre que passarinho que vai e não volta é passarinho sem fome de carinho, sem apego a prisão do coração sem encanto para as mais belas palavras ditas na penumbra em cama quente em noite fria
Abro a janela, minha vitrine do mundo; uma gaiola de vidro que me faz ver tudo, exatamente como se traduz o pulso da vida, porém, de modo reverso, de lá, visto de cá; de cá, vendo e sentindo de lá... a vida metódica passando do mesmo modo - todos os dias o sol nasce; todos os dias as pessoas andam pelas ruas... Todos os dias vejo a mesma cena!
''E que dia você volta ? Eu sei que pássaro voa, mas às vezes a gente tem que prendê-lo numa gaiola, que é pra perceber a exuberâncioa das suas plumas. Às vezes temos que cortar as asas, que é pra não perdê-lo. Mas pássaro, bonito de verdade, nunca é nosso.. é sempre de olhares alheios. Sempre de outras pessoas. E quando menos esperamos, está ele, o pássaro bonito, indo embora de novo. Mas o que é bom e sincero fica com toda força. Fica com um gás de explosão. Volta, novamente, e trás todo o seu sorriso. Toda sua cor, sua tinta, sua expressão. Porque é disso que a gente precisa.''
(Volta)
COMO UM PÁSSARO PRESO
Sinto-me como um pássaro preso em uma gaiola dependurada numa arvore cheia de belos frutos,alucinado pelo desejo de saboreá-los, e por estar preso, ainda que os deseje, nunca poderei sentir quão doces são, estando eu perto de ti sinto o mesmo,pois ainda que eu possa sentir o perfume do seu corpo, ainda que possa admirar sua beleza, ver o brilho de seus olhos e imaginar como seria o gosto do seus beijos, nunca poderei saciar meu desejos, pois alem de estar preso, me cortaram as asas, e mesmo que se eu pudesse fugir, nuca teria forças para voar.
Por mais que a porta da gaiola esteja aberta e outros pássaros a convidem para voar, ela ainda espera por aquele que a faria voar, até mesmo sem asas.
Abra a gaiola, liberte-se... Todavia não feche a janela da alma. Todo Espírito precisa de uma nova oportunidade.
O pássaro vive preso numa gaiola cujos vazios enfeitam as barras e o homem vive preso numa gaiola cujas barras enfeitam os vazios.(Walter Sasso)
PRESO NO PARAÍSO
Demétrio Sena, Magé - RJ.
O passarinho está livre na gaiola. Mas está preso... na gaiola. Está livre do gato e do gavião. Do sol... da chuva. Livre até de ser preso em outra gaiola. Livre da liberdade.
Tem alpiste, água e remédio. Tem um senhor... um senhor que lhe dá o alpiste, a água, o remédio e a garantia de que o gato, o gavião, a chuva e o sol não o pegarão... muito menos a liberdade o pegará.
E o passarinho canta. Canta para o seu dono e senhor, que além de prover suas necessidades, garantir o socorro e as libertações, ainda lhe dá o direito de olhar o mundo e sentir o ar, mesmo sem poder explorá-los... avançar os limites das permissões espremidas. Ele apenas olha, e sabe que deve agradecer por tudo, esse tudo-nada, para não ofender seu dono e senhor, que sempre sabe o que é bom.
Hoje, o passarinho entende que esse é seu livre arbítrio. Não é livre... nem é arbítrio. Mesmo assim é seu livre arbítrio, depois do medo que aprendeu a ter das consequências de não ter medo. De ser livre. Ter arbítrio. Correr os riscos de ser quem é por natureza ou pelo pecado original de haver nascido.
Essa é a sua casa. Seu mundo; seu habitat. Sua prisão no paraíso... longe do seu ninho. A gaiola é o templo... a igreja do passarinho.
Assim caminha a humanidade aprisionada dentro de uma grande gaiola que a cega cada vez mais, sem tempo tão necessário para encontrar-se consigo mesmo em direção à liberdade.
Aquele que é capaz de aprisionar, uma pequena ave em uma gaiola, deveria receber a mesma pena, e louvar por isso.
Ouvi um pássaro cantando dentro de uma gaiola:
Há mais felicidade para esse que um homem livre que murmura.
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