Poetas Cristãos
Todos poetas, cordelistas, são Doutores pois quando os poemas estão doentes, aplica uma métrica, passa umas doses de rimas e manda o SEU (Sr.) Verso ter oração e o problema se transforma em solução...
Poetas da Construção
Sempre ouvi falar dos pedreiros em piadas e comentários. Dizem que têm mãos de ferro, a famosa cantada que nunca falha, e até um prato digno de um banquete. Mas será que realmente entendemos o valor desses mestres das construções?
Escolhemos casas para morar sem imaginar o quanto de suor e dedicação foram investidos para que elas se erguessem. Quando algo quebra ou precisamos de uma reforma, imediatamente chamamos um pedreiro, pois não sabemos fazer o que eles fazem. Estudamos, obtivemos diplomas, somos reconhecidos na sociedade, mas diante do trabalho desses artífices, nossos títulos se tornam meros papéis. Eles não nos ensinam a construir um lar, onde começa uma família. E para formar uma família, começamos com uma casa, erguida pelas mãos calejadas de um pedreiro.
Outro dia, da minha janela, vi os pedreiros trabalhando no condomínio ao lado. Trabalhavam como formiguinhas, em uma dança harmônica de risos e piadas. Paravam para tomar café, dividindo tudo entre si. Compartilhavam um velho rádio, vibrando com as músicas que tocavam, e cada um cantava mais alto que o outro. Havia pedreiros de todas as idades, e um deles parecia ter uns 20 anos. Pensei comigo mesmo: como seria maravilhoso ter a amizade dessas almas vibrantes, que faziam do seu tempo de trabalho um momento de irmandade e fraternidade.
Aqueles pedreiros eram como poetas da construção, escrevendo versos em tijolos e cimento, compondo uma sinfonia de gestos e sorrisos. Suas mãos ásperas contavam histórias de resiliência e amor pelo que faziam. Cada parede erguida era um testemunho de sua maestria, cada lar construído um poema de dedicação.
E assim, entre risos e música, eles transformavam um simples canteiro de obras em um palco de emoções. Eram artesãos da felicidade, criando sonhos em concreto, moldando o futuro com suas próprias mãos.
O mundo necessita de poetas
Poetas esses
Que entende o amor
O ódio
O desejo
A tristeza
Para trazer assim
O conhecimento aos não poetas.
Absortos em seus pensamentos
Os poetas não acumulam idade
Fazem poemas de vida LONGA
Colhem primaveras pela eternidade
Na verdade...
Saúde!
Longevidade!
Muitas Felicidades!
Tatuam poesias na ponta dos dedos
E cantam parabéns !
Num evento, num enredo
Nas orlas das estrelas.
Caxias Maranhão, Cidade dos Poetas e de uma gente bonita, forte e valente.
Terra de Antônio Gonçalves Dias e de Raimundo Teixeira Mendes.
Os poetas têm o dom de deixar a vida mais leve, de nos fazer acreditar novamente, de nos fazer ver alegria na dor e dar colorido aos dias cinzas.
Somos todos poetas da vida, e cada um vive sua história todos os dias em um universo do tamanho dos seus sonhos.
Elegia
Eu queria escrever sobre o amor
sentimento louvado pelos grandes poetas
que cantam amor como profetas
Tentei e tentei por infinitas vezes
transcrever sutilezas de sentimentos
sou obtusa, aposento
Amargo na pena que me traí
escorregando sempre ao reverso
ficando sem beleza o meu verso
Os poetas escrevem sobre verbos que perdem sua função, ficando inanimados, diante de certos substantivos próprios.
A pontuação é quem o ajuda no discorrer de suas histórias . A exclamação é quem diz;
- tem uma emoção sendo contada.
Caros poetas,
Com todo o respeito e amizade por vós, lance as seguintes questões. Só existe o RELATIVO? Em dimensão outra, não humana. Não existe uma verdade ABSOLUTA? Então porque todos a procuramos?
Eis oh povo, mundo e poetas de arte!
Sabei uma verdade eterna!
Meu nome é Helder Duarte!...
Meu nome é imundo e aquele que erra!
Mas oh povo e Portugal!
Oh pinhais de Leiria!...
E reino de Bal,
E terras do rei, Faria!
Sabe tu existência, que eu vivo eternamente.
Não há morte em mim!...
Nem nada de mal, concretamente.
Porque, havendo em mim, o mal,
A fé no bem e meu amar, enfim.
A vida me traz afinal!...
Escrever
Tento outros temas escrever...
Mas vós poetas ouvi:
O porquê, neste, permanecer?!
E sobre outros, a tanto não m'atrevi.
Sabe tu irmão ser existir;
Vós sol, flores e estrelas.
Mar e tudo ao que ao poeta, faz sentir!...
Que na verdade, eu faço parte, dos homens hipócritas!
Mas sabei, que até que a morte venha,
Este homem cheio de dor...
Só no peito, neste sentimento se empenha.
Sim oh Deus! Deus!...
Tu és amor!...
E eu escrevo sim! Mas sobre actos teus!...
Helder Duarte
Parkinson III
Eis ó poetas ouvi-me esta minha confissão,
que diante de vós, me inclino em posição.
Eu tenho sintomas de: loucura, depressão,
agressividade e muita mesmo ansiedade.
Isto existe em mim com muita regularidade.
Mas esta doença nasceu comigo, de congénito.
Eu sou uma pessoa doente, isso eu bem o sei.
Sou eu mesmo deste modo assim tão único.
Peço desculpas, por todo o mal que vos causei,
mas eu tenho a doença de Parkinson desde cedo,
e ela me causa algum grande e forte medo...
Não sei o que me vai acontecer, não não sei.
Só isto sei, que Deus me ama, tal como sou,
ainda que mal eu muito, mesmo estou!..
Atores
...Sim! Somos poetas atores. Pois nem sempre estamos bem, mas Deus nos ama! Ele às vezes parte o nosso vaso para fazer um novo. O vaso somos nós. As vezes a nossa tristeza é um resultado de Deus partir o vaso.Mas ele sempre está conosco! E vai reconstruir o nosso vaso até estarmos na sua vontade!...
Perduram os olhos que não vêm o que não querem
Simpáticos os poetas patéticos de outrora.
Quisera eu ser igual a mim ao me verem
Nos dias de chuva e frio quando não me regenero.
Sonoro desgosto da longuíssima ilusão,
quando te vais no meio da escuridão,
De braços cruzados e fechados
Esperando que tenha meus lábios molhados
O teu beijo
o teu beijo me engana
acende poeira e não chama
e nem diz que me ama
ah... e nem diz que me ama..
Triste ilusão que se derrama
a meia-luz que não me detêm...
Triste ilusão que diz que me ama
A mente cansa porque os olhos assim o vêm...
