Poeta
tRECHO DE: UM POEMA DE AMOR"
Ah! Como eu queria que pudesse, mesmo que baixinho, e nem que fosse uma única vez, chamar-me de papai, mas se não consegue, não importa. O importante é que, apesar do seu silêncio, eu consigo escutar um voz mais baixa que o pensamento, me chamar.
Eu queria tanto que pudesse entender as estórias que lhe conto quando estamos sozinhos, ou que pudesse pedir-me para cantar uma canção de ninar para lhe fazer dormir, nas noites quando acorda sem sono. Talvez até queira e não consegue, mas não importa. O importante é que continuo a contar-lhe estórias e a fazer-lhe poesias, pois sei que um dia irá lê-las, então, se hoje elas falam de você para o mundo, amanhã falarão de mim para você.
Te amo, minha filha.
É impossível existir tanto amor e tanta felicidade, e no entanto existe. E o que eu posso querer mais ?
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Transcrito do livro : “O Diário de Déborah” Autor : Vaumirtes Freire
E-Mail= vaumirtes@GMAIL.COM
Pássaros sem asas
Todo pássaro engaiolado
É de uma inocência santa.
Com cântico melancólicos
O seu algoz ele encanta.
São preces para ir embora...
É um poeta que chora,
Não é um pássaro que canta.
Cínico e cruel, o homem
Diz que o amo o dia inteiro.
No entanto sorrir, ao vê-lo
Ali inocente e prisioneiro.
E sem amor no coração
Ainda chama aquela prisão,
Onde ele morre, de viveiro.
Gostaria de colocassem esta poésia em toda as gaiola onde existise um pássaro aprisionado chorando, enquanto seu algoz delira pensado ser um cântigo, e pior ainda diz que o ama.
O Natan, um amigo meu de profissão, apôs ler esta poesia soltou um pássaro, então o pedi que lesse todo os dias e hoje ele não cria mais nenhum e ainda distribui esta poesia por aí a meu pedido. Tente você fazer o mesmo.
Obrigado.
Fui o silêncio
do sino das históricas torres das catedrais,
após seus dobrados.
E ouvi,
além da voz da brisa
em busca de paz,
o rebuliço das andorinhas
e pardais
confeccionando
seus ninhos.
Trecho do poema “Já fui silêncio”
"É impossível existir tanto amor e tanta felicidade, no entanto existe...E o que eu poso querer mais? Mas, se minha filha, mesmo que uma só vez pudesse chamar-me de papai e nem que depois voltasse ao seu silêncio, eu seria bem mais feliz. No entanto aprendi ser impossível exigir que uma flor fale para que possamos ser feliz, se só sua presença já é sufiente para isso. Talvez se a flor falasse, andasse, não seria tão bela, tão perfumada, não seria flor, nem os beija-flores felizes."
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Fragmentos de um poemas do seu livro: O Diário de Déborah.
Acesse www.poetadosilencio.blogspot.com
EM NOSSO FÚRTIVO LEITO,A SÓS FICAMOS
ÉBRIO DEIXOU-ME TEU AMENO PERFUME,
ME SEDUZINDO,DANDO-ME IMENSO CIÚME
DOS TEUS SUSPIROS QUANDO NOS AMAMOS.
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TRECHO DO SONETO " SUSPIROS"
"Na liberdade de meus pensamentos, me aprisiono em meu silêncio a contemplar uma curva, na triste ilusão de lhe ver surgindo me procurando..."
Do livro: Vaga-lumes que choram...
Ponto oculto:
Tapar os olhos e fingir,não vi,não escutei!
Parar e olhar de vários ângulos,e observar!
Sentir as verdades nos olhares trocados!
Ocultar uma verdade,movimentando os lábios!
Qual é o ponto x? fingir que não viu nada?
Colocar uma pedra,e sentar em cima?
Até que ponto seria capaz você esconder,uma mentira?
Seria capaz,só pra ajudar um amigo(a)?
E você se pertencer a uma crença onde o temor fala!
Carregaria,consigo o pêso para defender seu semelhante.
Na busca por respostas cheguei a conclusão.
Que até mesmo os mais fiéis é capaz de criar o chamado,ocultar uma verdade,para salvar alguém...
Porisso a palavra o Ponto X!
"SELÊNCIO RELATOS DO DIA"
Silência!,é se calar diante de um olhar,ou um gesto nos lábios.
Silência!não é tapar os olhos para não ver,é sentir o desejo ficar calado.
Silênciar!é juntar o quebra cabeça,uma situação inacabada.
Silênciar!é matar dentro de si próprio o que te tráz a incerteza de algo obscuro.
Silênciar!é ter cautéla no que vai falar,silênciar é saber esperar a hora certa de argumentar.
O melhor a fazer,quando essa incerteza invade seu ser,o melho é não dizer nada,ou seja esperar é a solução.
O silêncio nos faz pensar,nos faz agir com sabedoria e inteligência.
Não há nada diante dos olhos de Deus,que fique oculto,se não falamos por medo,nossa conciência nos traem,se não falamos por égo que nos é um instinto,nossos lábios nos traem,se deixamos passar,achando que vai ficar a vida toda sem ser revelada,nossos olhares nos condena.
Isso é uma formação em cadeia que está em nosso espírito,está em nosso ser.
Os dons dado por Deus,nos mostra que temos a capacidade de captar,diversos pontos negativos uma passoa,nos olhares,que é o maior inimigo,de nossa vasta mentiras,e não vem só vem acompanhado do balbuciar de nossos lábios,e sendo assim constantemente,seja no homem seja na mulher,é a natureza criada por Deus que opera em nós independente de crença religiosa."
LÁGRIMA (soneto)
Quando meus olhos leram o cerrado
Umedeceram de lágrima ressequida
Que pagou os meus pecados da vida
E o que devo, ainda num tempo calado
Por outro lado, brada a poesia, e lida
Se não é como gastaria, é um estado
Faço todos os dias, pois me é sagrado
Nela, as lágrimas, escrevo a dor doida
Também rimam a felicidade, o meu fado
No poema misturado, n'alma repartida
Porém, cada lágrima, um sonho sonhado
De lágrima em lágrima, a poesia cumprida
A existência traduzida, o verbo anunciado
E segue, poeto, até a hora da despedida...
Luciano Spagnol
Outubro, 2016
Cerrado goiano
De lágrima em lágrima, a poesia cumprida
A existência traduzida, o verbo anunciado
E segue, poeto, até a hora da despedida...
Luciano Spagnol
Cerrado goiano
Viva a vida, não se sinta largado
O amor no coração é muito mais
Tire a tristura, não olhe para trás
O caminho por Deus é marcado
Luciano Spagnol
Cerrado goiano
Família é assim, muda só o endereço
Se complicada, simples é a tradição
No sangue é o amor, o amor é união
Mas o que mesmo conta é o apreço
Luciano Spagnol
Cerrado goiano
Família em família tem direito e avesso
A emergência numa quase legislação
É nome, é sobrenome e de vital preço
Luciano Spagnol
Cerrado goiano
SONETO PRUM ADEUS
Tendo a cova por último ornamento
Na incógnita lápide minha pequenez
Lembrança na lembrança, um talvez
Sob a terra o mais vil esquecimento
No redobrar dos sinos, a total nudez
Dum defunto sem data de nascimento
Um ninguém, de solidão e sofrimento
Dos que à vida, na vida foi escassez
Deixei atos em versos de sentimento
Podem até ser os tais sem a polidez
Mas, foram vozes, e não só momento
No adeus, o adeus com total lucidez
Pois se meu fado foi sem argumento
Então, pós morte, perde-se a validez...
Luciano Spagnol
Cerrado goiano
Tendo a cova por último ornamento
Na incógnita lápide minha pequenez
Lembrança na lembrança, um talvez
Sob a terra o mais vil esquecimento
Luciano Spagnol
Cerrado goiano
SONETO AO PÉ DO PEQUI
O fado ao pé do pequi, no cerrado
pôs-me a ouvir e um soneto narrar
estórias que eu não podia imaginar
e que fez da gratidão o meu agrado
Era o destino me propondo reciclar
pra me tirar do espírito aperreado
do fútil que estava acorrentado
me dando a chance doutro lugar
Sim, ai eu pude então ser evocado
qual a terra prometida, vim me achar
na eterna busca de ser encontrado
De filho pra pai, pai me vi no olhar
então na compaixão fui anunciado
e entendi o doce sentido de amar...
Luciano Spagnol
Cerrado goiano
ao meu velho pai
CERRADO NUM SONETO
Bendito és tu, cerrado de cascalhos
que em tuas ramas o belo derrama
num céu imenso e cheio de drama
de exóticas flores e tortos galhos
Escancaraste a janela num monograma
dum horizonte rubro e de secos borralhos
num contraste de luz e sombra em talhos
que a admiração esculpe num panorama
Bendito sejas tu, trançado em retalhos
de relva rastejantes que no chão flama
refrescantes nascentes, e áridos atalhos
E do seu sol poete, poemas declama
ipês florescentes e avoengos carvalhos
que encenam vida, e a vida proclama...
Luciano Spagnol
Outubro, 2016
Cerrado goiano
Cerrado
...do seu sol poete, poemas declama
ipês florescentes e avoengos carvalhos
que encenam vida, e a vida proclama...
Luciano Spagnol
Cerrado goiano
