Poeta
EM NOSSO FÚRTIVO LEITO,A SÓS FICAMOS
ÉBRIO DEIXOU-ME TEU AMENO PERFUME,
ME SEDUZINDO,DANDO-ME IMENSO CIÚME
DOS TEUS SUSPIROS QUANDO NOS AMAMOS.
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TRECHO DO SONETO " SUSPIROS"
"Na liberdade de meus pensamentos, me aprisiono em meu silêncio a contemplar uma curva, na triste ilusão de lhe ver surgindo me procurando..."
Do livro: Vaga-lumes que choram...
Ponto oculto:
Tapar os olhos e fingir,não vi,não escutei!
Parar e olhar de vários ângulos,e observar!
Sentir as verdades nos olhares trocados!
Ocultar uma verdade,movimentando os lábios!
Qual é o ponto x? fingir que não viu nada?
Colocar uma pedra,e sentar em cima?
Até que ponto seria capaz você esconder,uma mentira?
Seria capaz,só pra ajudar um amigo(a)?
E você se pertencer a uma crença onde o temor fala!
Carregaria,consigo o pêso para defender seu semelhante.
Na busca por respostas cheguei a conclusão.
Que até mesmo os mais fiéis é capaz de criar o chamado,ocultar uma verdade,para salvar alguém...
Porisso a palavra o Ponto X!
"SELÊNCIO RELATOS DO DIA"
Silência!,é se calar diante de um olhar,ou um gesto nos lábios.
Silência!não é tapar os olhos para não ver,é sentir o desejo ficar calado.
Silênciar!é juntar o quebra cabeça,uma situação inacabada.
Silênciar!é matar dentro de si próprio o que te tráz a incerteza de algo obscuro.
Silênciar!é ter cautéla no que vai falar,silênciar é saber esperar a hora certa de argumentar.
O melhor a fazer,quando essa incerteza invade seu ser,o melho é não dizer nada,ou seja esperar é a solução.
O silêncio nos faz pensar,nos faz agir com sabedoria e inteligência.
Não há nada diante dos olhos de Deus,que fique oculto,se não falamos por medo,nossa conciência nos traem,se não falamos por égo que nos é um instinto,nossos lábios nos traem,se deixamos passar,achando que vai ficar a vida toda sem ser revelada,nossos olhares nos condena.
Isso é uma formação em cadeia que está em nosso espírito,está em nosso ser.
Os dons dado por Deus,nos mostra que temos a capacidade de captar,diversos pontos negativos uma passoa,nos olhares,que é o maior inimigo,de nossa vasta mentiras,e não vem só vem acompanhado do balbuciar de nossos lábios,e sendo assim constantemente,seja no homem seja na mulher,é a natureza criada por Deus que opera em nós independente de crença religiosa."
LÁGRIMA (soneto)
Quando meus olhos leram o cerrado
Umedeceram de lágrima ressequida
Que pagou os meus pecados da vida
E o que devo, ainda num tempo calado
Por outro lado, brada a poesia, e lida
Se não é como gastaria, é um estado
Faço todos os dias, pois me é sagrado
Nela, as lágrimas, escrevo a dor doida
Também rimam a felicidade, o meu fado
No poema misturado, n'alma repartida
Porém, cada lágrima, um sonho sonhado
De lágrima em lágrima, a poesia cumprida
A existência traduzida, o verbo anunciado
E segue, poeto, até a hora da despedida...
Luciano Spagnol
Outubro, 2016
Cerrado goiano
De lágrima em lágrima, a poesia cumprida
A existência traduzida, o verbo anunciado
E segue, poeto, até a hora da despedida...
Luciano Spagnol
Cerrado goiano
Viva a vida, não se sinta largado
O amor no coração é muito mais
Tire a tristura, não olhe para trás
O caminho por Deus é marcado
Luciano Spagnol
Cerrado goiano
Família é assim, muda só o endereço
Se complicada, simples é a tradição
No sangue é o amor, o amor é união
Mas o que mesmo conta é o apreço
Luciano Spagnol
Cerrado goiano
Família em família tem direito e avesso
A emergência numa quase legislação
É nome, é sobrenome e de vital preço
Luciano Spagnol
Cerrado goiano
SONETO PRUM ADEUS
Tendo a cova por último ornamento
Na incógnita lápide minha pequenez
Lembrança na lembrança, um talvez
Sob a terra o mais vil esquecimento
No redobrar dos sinos, a total nudez
Dum defunto sem data de nascimento
Um ninguém, de solidão e sofrimento
Dos que à vida, na vida foi escassez
Deixei atos em versos de sentimento
Podem até ser os tais sem a polidez
Mas, foram vozes, e não só momento
No adeus, o adeus com total lucidez
Pois se meu fado foi sem argumento
Então, pós morte, perde-se a validez...
Luciano Spagnol
Cerrado goiano
Tendo a cova por último ornamento
Na incógnita lápide minha pequenez
Lembrança na lembrança, um talvez
Sob a terra o mais vil esquecimento
Luciano Spagnol
Cerrado goiano
SONETO AO PÉ DO PEQUI
O fado ao pé do pequi, no cerrado
pôs-me a ouvir e um soneto narrar
estórias que eu não podia imaginar
e que fez da gratidão o meu agrado
Era o destino me propondo reciclar
pra me tirar do espírito aperreado
do fútil que estava acorrentado
me dando a chance doutro lugar
Sim, ai eu pude então ser evocado
qual a terra prometida, vim me achar
na eterna busca de ser encontrado
De filho pra pai, pai me vi no olhar
então na compaixão fui anunciado
e entendi o doce sentido de amar...
Luciano Spagnol
Cerrado goiano
ao meu velho pai
CERRADO NUM SONETO
Bendito és tu, cerrado de cascalhos
que em tuas ramas o belo derrama
num céu imenso e cheio de drama
de exóticas flores e tortos galhos
Escancaraste a janela num monograma
dum horizonte rubro e de secos borralhos
num contraste de luz e sombra em talhos
que a admiração esculpe num panorama
Bendito sejas tu, trançado em retalhos
de relva rastejantes que no chão flama
refrescantes nascentes, e áridos atalhos
E do seu sol poete, poemas declama
ipês florescentes e avoengos carvalhos
que encenam vida, e a vida proclama...
Luciano Spagnol
Outubro, 2016
Cerrado goiano
Cerrado
...do seu sol poete, poemas declama
ipês florescentes e avoengos carvalhos
que encenam vida, e a vida proclama...
Luciano Spagnol
Cerrado goiano
TANTO (soneto)
Que importa, oh sonho! Se sonhei tanto
Se por ti, tanto e mais tanto, estou aqui
E hoje, pra não ver os olhos em pranto
Vejo o tanto de estórias que eu escrevi
Agora são meus fados, cheios de encanto
Dum destino intenso, que sonhei, e vivi
Se truncados, me foi tanto, que são canto
Cantando tanto, que tanto não esqueci
Se o passado se esvai, o futuro no entanto
É presente na minha felicidade, entretanto
A saudade dói, de não tanto, ter tanto mais
Portanto, o milagre de se ser, eu aprendi
Foi tanto amor, que nele eu tanto construí
E estes tantos na alma, nunca são demais
Luciano Spagnol
Cerrado goiano
ALGO MAIS (soneto)
Eu queria ir além, algo mais que quimera
algo que me abrase, que me punge, arda
e não só consuma o íntimo que acovarda
mas que tirasse o desejo da eterna espera
Queria deixar a alma no tempo acordada
Para ter vivido algo mais, mais primavera
Sem amargar solidão, sem poesia parda
Ou tão pouco, a alegria em uma cratera
Eu queria ter algo mais que um lamento
Queria lembrança de um beijo tatuado
Um olhar eternizado e não de momento
Com tão pouco de mim, e o poetar calado
Eu queria algo mais, sem um sangramento
Dum amor que não tenho... e não só desejado!
Luciano Spagnol
Outubro, 2016
Cerrado goiano
SONETO DUM AMOR
Aos olhos surdos, estás ainda, presente
No silêncio do cochicho, tua voz é canção
Meus versos mudos, ainda assim, emoção
E aos ouvidos, o teu vulto nunca ausente
Arrastar-me-ia, se coxo, até a exaustão
Pra ter-te em minhas palavras vorazmente
Qual tal aragem arrefecendo inteiramente
A afeição, a inspiração e o meu coração
Sem sentidos, eu te sentiria novamente
Circulando loucamente na recordação
Qual miragem num perfume languente
E sucumbido, ainda assim, em devoção
Ao teu nome, na alma eu bem contente
Versejaria e te poliria com doce exatidão
Luciano Spagnol
Outubro, 2016
Cerrado goiano
