Poeta
O que faço
Se te faço descaso, me perdoe, é medo de ser muito protetor.
Se te protejo de mais, me perdoe, é medo de que algo te faça mal!
Se me permaneço distante às vezes,
É pela boba mania de querer ouvir de você que estás com saudades minhas!
Então vejo que me queres perto o suficiente para que eu não mais permaneça distante.
Então vejo que isso só te machuca e me machuca!
Você é o meu escrever
Vou tentar guardar algumas palavras para depois escrever algo que não seja por você!
A quem estou enganando?
Você é o meu escrever.
Se eu fosse como eles
Se eu fosse como os alheios, que odeiam os versos, insensíveis; talvez eu não sofresse tanto.
Se você soubesse
Se você soubesse a magia que acontece nas madrugadas em que escrevo, você ficaria acordada comigo até que se findasse o aconchego que os lençóis da noite me trazem!
Um país desenvolvido se mede, por exemplo, pela quantidade de redes ferroviárias atuantes que dispõe.
Pessoas que vivem em relações pela metade, receberão a parte inteira de indiferença da metade que se sente incompleta.
A melancolia - quando é menos tristeza que melancolia; menos melancolia que angústia e menos angústia que vontade -, pode servir à arte.
Quem tem que escrever sem erros é o revisor. O papel do escritor é o de inventar, inclusive palavras.
Poetas são seres de cultivo ao inútil, a beleza presente no inútil. Os que se sentem importantes não deveriam se dizer poetas; melhor que se autodenominem impostores.
Quanto ao uso da língua portuguesa no meio digital, os brasileiros podem ser classificados em dois tipos: os que escrevem errado e os que escrevem errado, mas põem a culpa no corretor ortográfico. Certo mesmo ninguém escreve.
Depois do advento das redes sociais, acho que as relações afetivas mudaram bastante. É intensa e efêmera; num dia 'love, noutro 'block'. Conhece-se pelas redes - cai na rede de um, depois cai na rede de outro... A internet abriu pro beijo e fechou pro abraço.
