Poeta

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⁠
SE TODO POETA MORASSE NO MAR

Se todo poeta morasse no mar...
Jamais lhe faltaria a inspiração
Pois tudo que veria ao acordar
Era o horizonte em tridimensão...

O sol, a lua, o vento, a maresia...
Desfilando em frente à varanda
As águas agitar-se noite e dia
Conforme fosse sua demanda...

Veria milhões de estrelas no céu...
Criava poemas de vivo encanto
Faria um extraordinário fogaréu
Para iluminar o negro manto...
(SE TODO POETA MORASSE NO MAR - Edilon Moreira, Maio/2025)

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⁠A JORNADA DO POETA

O poeta sem a sua cruz...
Também tem o seu calvário
Se não se reveste da luz
Nada vem no imaginário...

Percorre áridos caminhos...
Qual a natureza desenha
Separa da rota espinhos
Faz sua fogueira sem lenha...

É dia dos mais ensolarados...
É longa noite... Escura, fria
É templo sem haver cercados
Um amplo antro de nostalgia...

Poeta... É um ser paciente...
Quando tece lindo bordado
Do que é... Do que ressente
Pra oferecer ao ser amado...

Espera pela felicidade...
Na última hora a chegar
Com a mesma vivacidade
Só o que importa é o amar...

O poeta... O que pensa, diz...
O poeta, se quer? Encanta!
Poeta, um eterno aprendiz
Tudo à vida, dá-lhe conta...
(A JORNADA DO POETA - Edilon Moreira, Março/2021)

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⁠QUEM DISSE QUE SOU POETA?

Quem disse que sou poeta?
Que tenho uma escrita boa?
Que a vida mantenho aberta,
Aos olhos de quem a destoa?

Quem disse que sou poeta?
Quem disse que poesia voa?
Talvez esteja em linha reta
Distante do mestre, Pessoa!

Quem disse que sou poeta?
E ando nas noites de Lisboa?
Saindo e entrando de festa
Seduzindo, seduzido, à toa?
(QUEM DISSE QUE SOU POETA? - Edilon Moreira, Setembro/2024)

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⁠NO SILÊNCIO DO POETA

No silêncio do poeta...
A palavra fica pausada
Esperando a hora certa
E então ser expressada...

O poeta quando se cala...
Emudece todo o mundo
Não há verso e nem fala
Que rompa este segundo...

Podendo ser de tristeza...
Ou da falta do que dizer
Por não perceber beleza
Na existência de cada ser...

Já tendo a própria missão...
De exaltar o que é singelo
Ou só dá uma informação
Fazendo conexão ao elo...
(NO SILÊNCIO DO POETA - Edilon Moreira, Março/2024)

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⁠TODO ESCRITOR É POETA?

Todo escritor é poeta?
Todo poeta é escritor!
A sua poesia é honesta
Perante olhos do leitor...

Em toda noite tem festa?
Nem todo dia faz calor!
Quanto de tempo resta?
A visitar-me, meu amor...

Se o céu é uma linha reta...
Ele tem a cor que o dou
Nasce lá uma rosa ereta
E nasce todo tipo de flor...

Há no universo, uma fresta...
E ninguém por lá passou
É onde o verso atravessa
É onde o poeta tem louvor...
(TODO ESCRITOR É POETA? - Edilon Moreira, Novembro/2019)

Inserida por moreiraedilon_1100186

⁠QUANDO DORME UM POETA

Quando dorme um poeta...
O seu mundo se desmonta
Cerrando a porta secreta
Do que ausculta e aponta...

Tudo em silêncio pleno...
Como o soninho do bebê
Que sempre é tão ameno
Esperando o amanhecer...

E assim... O físico descansa...
Renovando as suas energias
Já a mente... Ao além avança
Na profundeza dos seus dias...
(QUANDO DORME UM POETA - Edilon Moreira, Fevereiro/2024)

Inserida por moreiraedilon_1100186

⁠CANTORIA DE POETA

A cantoria de poeta...
Começa bem devagar
Atingindo a sua meta
O verso fica a vibrar...

Não tem dia ou certa hora...
Quando quer reaparecer
Por dentro dela revigora
Só o que tem a aquiescer...

Poeta escreve em versos...
Uns rimados outros não
Os delicados os perversos
Dependendo da situação...

Metade da vida fui música...
Que deu paz ao meu sentir
E a outra metade tão lúdica
Que brinca assim de existir...
(CANTORIA DE POETA - Edilon Moreira, Junho/2023)

Inserida por moreiraedilon_1100186

⁠ESSE SER ESTRANHO

Eu sou esse ser poeta...
Sou esse ser estranho
Levo uma vida discreta
Cultivando cada sonho...

Escrevo sem hora certa...
Toda rima tem tamanho
E cada verso me liberta
Minha alma eu exponho...

E sendo obra incompleta...
Toda palavra eu reponho
Alguma há de ser a certa
A deixar-me mais risonho...

O amor é a grande meta...
E por ele, eu me assanho
Solto fogos! Faça festa!
Pouco perco... Tudo ganho...
(ESSE SER ESTRANHO - Edilon Moreira, Setembro/2022)

Inserida por moreiraedilon_1100186

⁠⁠CONGRESSO EM ÓRBITA
(por um poeta em Marte)

No púlpito, a voz acadêmica
Simula um fervor de retórica,
Mas tudo que exala é política
Com gosto de névoa catártica.

Promete um país de harmonia,
Com leis de fachada plástica,
Mas trai, na proposta utópica,
A ética em curva pragmática.

Do claustro marciano observo
Os jogos em tela lunática —
Debates que brilham sem verbo,
Em marcha de lógica tática.

A esperança, agora sintoma,
Veste um glamour de crendice.
A Terra adormece em diploma
Assinado por sua mesmice.

E eu — sem consolo ou doutrina —
Risco um rastro que vacila,
Um canto sem lei nem figura,
Brindando ao vazio com tequila.

Inserida por ninhozargolin

⁠A poesia
Está na alma do poeta
Desabrocha em versos
Que ficam guardados
Esperando brotar...

A poesia
Vem sem esperar
Do sorriso que brota
Da lágrima que cai
Do vento que passa
Da chuva que se esvai...

A poesia
Ela vem assim
Do olhar que brilha
Do rosto de uma criança
Da meiguice estampada
Com sabor de esperança...

A poesia
Chega de mansinho
No canto de um passarinho
Na brisa que passa rasgando
Fingindo está brincando...

Inserida por Irarodrigues

Sou Poesia

Posso ser o poeta
Ou então, o Poema em si.
A diferença está apenas nos meios,
O que importa, é o fim.
Sou alma presente,
Chamada Poesia.
Sou do poeta, o dente
E do poema, melancolia.

Com a palavra,
Alice Coragem. ⁠

Inserida por alicecoragem

⁠Uma Ideia

palavras não matam
nem provocam inverno atômico

e na voz do poeta
(abelhas na colmeia)

podem até conter uma ideia

Régis Bonvicino
Más companhias: poesia, 1983/1986. São Paulo: Olavobrás, 1987.
Inserida por pensador

⁠Ó, poeta

fiz tão pouco
publiquei tão menos
nem sei se posso
proclamar-me poeta
I, too, dislike it
enfim
um escritor
que mal escreve
bom pranto
para as ironias
baratas
e um “poeta”
entregue às traças
chegarei à velhice
sem aprender nada
era virar
um purgante insuportável
minha meta
mas nem isso
terminam chegando perto
de mim
e batendo nas costas
ó, poeta

Régis Bonvicino
Más companhias: poesia, 1983/1986. São Paulo: Olavobrás, 1987.
Inserida por pensador

⁠Poeta da Dor"

(Reflexão injetada na veia)

> Tem dor que não chora.
Só se esconde atrás de um sorriso ensaiado, desses

⁠🔥 Poeta da Dor — (Reflexão injetada na veia)

> Tem dor que não chora.
Só se esconde atrás de um sorriso ensaiado,
daqueles que aprendem a existir só pra não assustar ninguém.
Porque nem toda lágrima cai…
algumas viram nó na garganta.
Outras viram texto.
Virar louco é mais aceitável do que assumir que está sentindo demais.



> E quem sente demais, cansa.
Cansa de explicar, cansa de esperar, cansa de segurar o próprio mundo desabando enquanto responde “tá tudo bem”.
Mas não tá.
Nunca esteve.
Só ficou bom em disfarçar.

⁠Nos conhecemos no dia em que o destino decidiu brincar de poeta,
meu aniversário. Eu resolvi sair de casa sem nem saber o motivo, talvez meu subconsciente soubesse, era a tua chegada.
Olhares se cruzaram e o tempo parou,
como se nós já soubéssemos a qual caminho nos levou.
Paixão avassaladora, daquelas que não se explica,
pele que encaixa, beijo que justifica.
Teu cheiro no meu, feito promessa selada,
um vínculo de alma, uma dança entrelaçada.
Disseram: “Você parece emocionado.”
E eu apenas sorri com coração acelerado.
Emocionado? Não. Apenas reconheci o amor no teu sorriso —
simples, certeiro, como quem sempre soube que ali achara abrigo.
Agora somos dois que se sabem, sem máscaras, sem talvez.
Como abrigo, como fé, como paz que contagia.
Encontrei em ti o que nem eu mesmo sabia que queria.
E se me perguntarem o que sinto com verdade,
eu direi: é sentir proteção mesmo na tempestade.
É saber que entre tantas, era pra ser você —
e que esse momento tinha cheiro, pele, alma e nome. Só tinha que ser com você.

Inserida por straussnasar

Quem dera ser leitor e entender os sentimentos passados
Quem dera ser poeta e tocar sua alma com palavras
Quem dera ser filosofia e entender um pouco mais sobre a vida
Quem dera se historia, para te contar mais sobre mim sem deixar nada passar
Quem dera ser aquilo que nunca fui pra você
Quem dera ter sentido o que me transmitiu, e não percebi
Quem dera as estações para compreender teus momentos explosivos
Quem dera sabedoria, para saber o que te dizer nos momentos de confusão.
Nessa luta de quem dera, existe apenas o desejo em ter! É notável que saibamos o que se é necessário ser, para fazer o outro feliz, mas é ingenuidade a nossa, não correr atrás disso. O amor não é uma palavra que é isolada, é um plural que dá o sentido de uma ou mais pessoas, amar sozinho é amolar uma faca passando as mãos, só te rasga, mas não afia para que corte os desejo aos que são alheios.

Wesley Nabuco

Inserida por WesleyNabuco

Não sou poeta. Sou empilhador de sentimentos
em frágeis linhas.

Inserida por WesleyNabuco

Não sou um grande escritor, nem um grande poeta, talvez, não tenha as palavras e as risadas nas horas certas, mas celebro cada manuseio de caneta e papel quando escrevo sobre você. Somente nesse momento tenho absoluta certeza que estou fazendo a coisa certa.

Inserida por WesleyNabuco

Não me chame de poeta.
Não sou uma dedicatória da história, sou a cria dos próprios pensamentos, os papéis lambem e degustam dos meus pensamentos!
Todos nós somos poetas, em afirmação sim senhor!
Poetas, e quando digo isso tenho certeza absoluta, na alegria ou na tristeza se põe as mãos em uma caneta sai dali a poesia. Dane-se que não tenha rimas, se você entende o que quis dizer no seu momento, interpreta e se liberta, é sim poesia.
Fim.

Inserida por WesleyNabuco