Poeta

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O SAL DA MINHA VOZ

Não reconheceram
Minhas palavras como ouro
Ou trigo,
Mas escutem o que digo:
Amanhã se levantará
Um grito
Que tropeçando se arrastou
Por toda a vida
Dentro de mim.
Mesmo o silêncio
Das pedras
Vai murmurar
Escandalosas ideias
Que escondi.
Peço ao mar
Que com o seu sal
E alento
Empreste à voz das sereias
Os poemas
Feitos à minha Deusa.
As camas todas
Rabiscadas por mim
Com o sangue e o gozo
Da minha vida.
Não cicatrize nunca
A ferida.
Meu sangue escorrerá
Sempre pelo mundo
Nas revoluções camponesas.
Na prece
Nos quartinhos de bordéis.
Nos gabinetes
O açoite do meu grito
Vai prosperar.
O sal da minha voz
Tirará lágrimas
De olhos cálidos
E fará brotar o amor
No meio da guerra.
O sal da minha voz
Vai temperar a paz
Entre as Coreias
Esquecidas.

BREGUEDO

Inserida por breguedo

Sem Pecado

Edson Cerqueira Felix
04.05.2019
Soneto

Um amor não correspondido
Por mais que seja justo
Não tem o direito
De o requerer do outro

Mas um amor bem correspondido
Perfeitamente
Não precisa brigar
Por nada mais

Um corre atrás do outro
Sem correr
Seus passos andam juntos

E sua vida
Se cruza
Pela eternidade

Inserida por felixedsoncerqueira

DIAFANEIDADE


De João Batista do Lago


Essa vontade de potência rege a vida
Transmigrando almas para novas essências
Transgredindo toda a inútil moral servida
Nos banquetes de vetustas inconsciências


Essa moral enfatuada por certo é morte
Da sublime nobreza que sempre te reluz
Deseja enganar-te… quer ser litisconsorte
Oferecer-te a alcova que a tudo reduz


Foge de tão loucas e insensatas promessas
Jamais te deixará alcançar toda virtude
Roubará por certo o vigor da juventude


Corolário supremo de toda verdade
Que te premia a carne-vida desde o princípio
Alma pura retornarás se te cuidares

Inserida por joao_batista_do_lago

VIGÉSIMO PRIMEIRO HEXÁSTICO


soma do desconhecimento
alma política diabólica
anjo de guru pederasta
verme que se arrasta em palácios
“até quando, vulgo Catilina,
abusarás da consciência?”

Inserida por joao_batista_do_lago

VIGÉSIMO SEGUNDO HEXÁSTICO


o que importa a educação… o saber… a cultura?
vencedores desejam o subjugar da ideia
desejam degolar a nação sem paideia
formar a juventude sem qualquer arete
castrar a atitude da ética e da política
daí produzirão em toda nação a desvirtude

Inserida por joao_batista_do_lago

VIGÉSIMO TERCEIRO HEXÁSTICO


aprendi a fugir do externo
seara de todos meus infernos
hoje cada vez mais interno
vivo toda lucidez nobre
longe de pensamentos pobres
ilusão de ser auricobre

Inserida por joao_batista_do_lago

A poesia está nos olhos, na mente e no coração do leitor.

Inserida por poetamarcosfernandes

VIGÉSIMO QUARTO HEXÁSTICO


desejando minha passagem
para todo universal único
tento entender toda mensagem
não sou diverso do universo
tampouco o universo do eu
natureza do mesmo verso

Inserida por joao_batista_do_lago

VIGÉSIMO SEXTO HEXÁSTICO


procuras sempre só a beleza
buscas sê-la sua semelhança
sofres assim como criança
esquecestes que o uno é duplo
tem estética de duas faces
d’um lado bela d’outro feia

Inserida por joao_batista_do_lago

ANTIALEXANDRINO


De João Batista do Lago


Inclino-me a quebrar
todas tuas santas regras
Não há coisa mais ve-
lha que tê-las presente
Todas as suas amar-
ras são paletas negras
Que prendem o pensar
livre em virtual corrente


A tua linguagem sô-
frega afasta o ser jovem
Espírito sui ge-
neris... indiferente…
Avesso do teu ver-
so tão insignificante
Que nada faz sentir…
pois é tudo desordem


Deixa-me aqui liberto trovador vetusto
Toma teu veludoso fardão nobre bardo
Mortalha ele será para tua pobre lira
Não me queiras tu indicar novos caminhos
Seguirei os meus com os meus pergaminhos
As pedras do meu caminho eu mesmo as tirarei

Inserida por joao_batista_do_lago

VIGÉSIMO SÉTIMO HEXÁSTICO


esse aprisionado sujeito
diz sempre o que não está dito
não sabe do uno se é bendito
ou talvez nem mesmo maldito
perdido no todo universo
junta cacos do ser diverso

Inserida por joao_batista_do_lago

VIGÉSIMO OITAVO HEXÁSTICO


“conhece-te a ti mesmo” é nada
é puro pensamento inútil
é motor sem qualquer potência
todo “eu” é o todo desconhecido
a primeira e única essência
é tempo… é espaço… do “eu” nascido

Inserida por joao_batista_do_lago

VIGÉSIMO NONO HEXÁSTICO


filho da grande mamãe Gaia
d’África de Nana Buluka
n’América índio fui criado
pela Deusa Saia de Serpente
do ventre de todas gerado
tod’essa é minha teogonia

Inserida por joao_batista_do_lago

Se eu amar, me chame de idiota.
Se eu não amar, me chame de covarde.

Inserida por fagner_mera

Todo filósofo é pessimista, então faça um poema filosófico. A literatura realista retrata a realidade do meio não do interior do poeta, crie seu estilo fruto de sua dor. Licença poética é a permissão para sermos o poeta que conseguimos.

Inserida por Kllawdessy

TRIGÉSIMO HEXÁSTICO


há por certo ainda muitas sombras
a caverna no ser resiste
“eus” diversos acorrentados
vidas assim são condenadas
Guaraci há de resgatá-los
luz… calor… há de libertá-los

Inserida por joao_batista_do_lago

Coincidência

Duas da manhã, muito a se pensar nada a se fazer
engraçado; pode até ser,
num estado de sincronia o tempo vem dizer
cada centímetro de rancor ele se livra junto de meu ser
garoando simultaneamente ao meu sentir
parando repentinamente junto ao meu querer
por mais que eu lembre de você
em todas as vezes que te quis presente
me contive sempre, retive meus sentimentos
por ironia eles vieram e vão junto com o clima
junto do tempo;
a tristeza momentânea seca
junto da garoa que cessou agora
coincidência demais ao notar a sincronia deste acontecimento.

Inserida por Avalluse

Hope

Você sou eu, ‘você’ somos nós, somos nada,
Se refere a mim, a você, a um todo..
Mas o que significa? um nada coletivo!
Comparado a imensidão do universo a fora,
Tão insignificante… quanto um grão de poeira,
Comparado a Você, comparado a mim, comparado…
A todos nós, no fim das contas, não somos nada,
Mas podemos ser o que quisermos ser,
Enquanto ainda temos escolha,
Enquanto ainda vivemos!

Inserida por Avalluse

T:me

As horas, lhe servem para que?
De nada me serve as horas,
Apenas como um lembrete, de meus afazeres
Tanto se passa, muitas vezes sem perceber
O tempo que se gasta, a vida a viver
Momentos, minutos, segundos, milésimos
Vivendo sem saber, vivendo sem o por que
Apenas vivendo por viver. Vivendo, Claro
Penso, logo existo,
Existo vou viver,
Não penso mais nisso,
Até por que, as horas não me servem,
Me escraviza, numa certeza universal
que todos temos, um fim que sabemos,
Uma hora ira chegar, o que tanto tememos…
pois bem, aproveite enquanto temos!

Inserida por Avalluse

O preço que irá pagar por ser você mesmo é o da liberdade!

Inserida por Avalluse