Poesias sobre Pássaros
Vento, pássaros cantando, brisa do mar, folhas verdes, céu azul e uma janela - janela da alma? vidraça? um simples vão no imaginário?
Cachorro latindo, caminhão passando, coração a pulsar;
Teclas sendo pressionadas, respiração ofegante (ansiedade?);
Pequeno momento de percepção e reflexão na solidão criativa.
As suas curvas são tão belas,
Que passaria horas
Observando cada traço
Do seu corpo,
Assim como se faz
Com uma obra grifada
No canto de um caderno.
Você é como um quadro
Daqueles que eu procuraria
Uma moldura única
E penduraria na parede
Do meu quarto,
Para te olhar toda hora
Principalmente quando acordar.
Te desenharia todas as noites
Em meus sonhos.
Passaporte passarinho
Passa onde quiser
Sem pedir licença pra voar
Passa o rio, move o moinho
Passa o mar até
Primavera vem anunciar
Ei, seu passarinho
Fez um ninho e se foi cantar
O teu caminho é liberdade em mim
Se estiver recebendo pássaros, é porquê está jogando sementes.
Se estiver recebendo lobos, é porquê está jogando sangue.
FUNCHAL – MADEIRA
Rio, 05/08/2013.
Eu pouso em ti
Como um passarinho,
Descendo do alto,
Em qualquer caminho
E ando tuas curvas
Com muito carinho.
Teus olhos se choram
São lágrimas de flores.
Teus muitos abismos,
Precipícios de amores.
O mar que te olha
Te afaga melhor,
Te salga, te molha
E te protege ao redor.
As pedras são enfeites
Por todo teu horto,
São como confeites
Que salpicam teu corpo.
Às vezes tens o olhar
Com choro de relvas,
Teu sorrir a me matar
Tem brilho de selvas.
Teu céu de cristal
Te cobre feliz,
Teu sol sem igual
Tua força motriz.
Paraty dos passarinhos,
Da Capelinha,
Da Pracinha ha qualquer hora,
Paraty do paratiense e dos indio que ja foi e do que aqui chegou,
De todos que se encatam e migram numa história de amor por existir,
Das ruas de pedra dos bairros que cerca
Paraty da área rural vendo a baía
Paraty dos Quilombos onde orgulho é beleza,
Da sua natureza absoluta!
Paraty das cachoeiras brutas
Das Ilhas e grutas.
Paraty é o salto do peixe e o rio desaguando
Paraty do fjord, da península
Paraty das Cirandas encantadas
É remar sua rede nas canoas de kumaru
Paraty de Trindade até Perequê
Paraty é protegida pela Serra Verde
É a mare alta que se espera
É humida e fresca feito a vida
Onde os passarinhos gostam de cantar
Onde o amor de tanta gente ve o mar
Paraty é a alegria de estar aqui.
André Luz
Gentilmente
O silêncio é interrompido pelo cântico dos pássaros.. melodia que surge ao amanhecer..
Gentileza que possui harmonia, simetria, imponência..
Nos galhos das árvores pousa... suavemente a beleza, a vida, e a liberdade...
Gentil beleza... que canta, encanta, perdura no tempo a luz, o amor, sem exigir nada em troca..
Gentil beleza... que eu possa aprender com o que canta e encanta..
Gentil beleza... que me faz presenciar as mãos do criador.
Fim de tarde
Quando a tarde começa a esmorecer,
os momentos ficam mais tranquilos,
os passarinhos já estafados estão,
pelos seus voos do dia.
As nuvens observam a terra, às tardes
ficam mais paradas, aguardando a noite.
Tudo isso transmite a sensação de em
um outro lugar estarmos.
Quase nunca atentamos esses momentos,
a vigília que os céus fazem sobre nós.
Há um encanto mútuo entre o firmamento
e a terra, não é de admirar que isso exista.
São paisagens diferentes, mas obras do
mesmo artista.
Roldão Aires
Membro Honorário da Academia Cabista
Membro Honorário da Academia de Letras do Brasil
Membro da U.B.E
O Monte
Sentindo o frio na espinha,
O vento levemente sopra a face,
Os pássaros alvoroçados cantam,
Diante dos olhos, um foço de luz,
Um extenso vale molhado da névoa,
De cores, aroma e sabores...
Naquele monte escarpado,
Um tesouro às escondidas,
Onde o sol não brilha, se põe...
Um interlúdio para reverenciar
Eu com minha alma em chamas,
Batimentos desalinhados,
Volúpia e simetria...
Tocando as pétalas desabrochadas,
A passo e passo, adentro ao vestíbulo,
Desajuizado a explorar,
Desembainhado a dançar...
Abrandando os sussurros dos ventos,
Osculações abrasadas na cerviz,
Os pomos, belos e bem delineados,
Aprecio-os com devoção, contemplam o Éden
Como eles, o colo embebido...
No enlace dos corpos, ofegantes,
os amantes entregam-se lascivamente,
sobre o outeiro, suspirando em brasas,
do sonho ao apogeu...
Ah, a natureza e sua beleza misteriosa...
As fímbrias a vascolejar
As borboletas a voar,
O deleite do poeta,
A moldura do artista...
Apego-me às memórias daquele Monte de Vênus!
A boa mulher conduz o lar
O capitão conduz o mar
O passarinho é tão leve como ar
Amar é tão essencial como respirar
Sonhar é tão bom como realizar
Abrigar seu par
As vezes somos como um pássaro, que canta incessantemente para não perder a maneira sutil da natureza, a floresta repleta de aves, todas orquestrando, mas a briga imponente para construir um ninho, pois os inimigos atacam, como nós somos atacados pelo medo, a imprudência e incapacidade de alçar vôo, e encontrar o ambiente, nesse momento é o nosso encontro com a paz, a coragem, a fé e liberdade de voar e pousar no respectivo ninho, esse momento é a realização de mais uma etapa, vencer os obstáculos, o não do mundo, os olhos invejosos e sobretudo o orgulho e a soberba de não perceber que essa floresta cabe nossas asas e é assim e aqui que repousa a vitória, se a tempestade desmontar o ninho, sejamos fortes de bater asas e mesmo solitário adequar um cantinho que no decorrer da vida se chamará carinho, e caberá a felicidade e a força em dispor a voar e até mesmo abrigar o seu par.
Giovane Silva Santos
Canta passarinho canta.
Que encanto é o seu canto
Me encanta mais que qualquer canto
Que alguém possa cantar
Seu canto as vezes quer dizer alegria
Seu canto as vezes quer dizer pranto
Mas me alegro tanto com seu lindo canto
Que assim tão bem queria cantar.
Caminhando pelo parque te avistei de longe dando migalhas para alguns pássaros e sorri. Nenhum deles queriam elas. Pense comigo, se nem os passarinhos quiseram suas migalhas, imagina eu.
{Ordem de despejo}
O canto.
Cante meu amor, cante.
Como o cantar dos pássaros em manhãs serenas que seja sua voz ao meu ouvido dizendo que me ama.
Pássaro livre voa bem alto,
assim como eu voo, em sonho ou pensamento.
Pulo sem medo e me lanço no ar,
sigo a favor do vento,
e se eu cair...que seja no mar!
Quarentena
Amanheceu! o cheiro suave do orvalho,
A brisa fria da manhã, ouvir o canto dos pássaros
Não existe nada melhor que o cheiro do café,
Imagine está cena.
Os arvoredos balançando,
Os passarinhos cantando,
Eu acordando e me espreguiçando
Abro a janela chega da pena.
Pena? Pena sim
Pena de ver a rua vazia
Minha bicicleta guardadinha
Sem poder gemer a ema.
Gemer a Ema? Ai você me pergunta, o que é gemer a Ema?
No dito popular, é brincar, correr, montar com meus amigos os esquemas,
Mas infelizmente não posso, tenho que ficar observando da minha janela, porque o mundo esta de quarentena.
Cuide-se não saia de cena,
Lave as mãos com sabão, passe álcool em gel
Não saia para rua, fique em casa, da janela ou nas redes sociais
Para quem esta distante você acena, respeite a quarentena.
Tadeu Vaqueiro
voa
voa passarinha
rouba do sol um pouco do brilho
ilumina estas sombrias almas terrenas
voa passarinha
voa
Nada mais a fazer
a não ser
olhar os pássaros
que voam calmos e solitários
por uma rota que eles traçam
assim como quem sabe
a liberdade de cor.
Nada mais a fazer
a não ser
voar
como os pássaros
