Poesias sobre o Frio
Nem em uma quinta-feira
de ruas frias,
ônibus cheio,
as sete e dezenove,
à dezenove quilômetros de você,
conseguem me deixar longe o bastante
para que eu não pense em você.
De onde a felicidade vem…
De todo lugar, se olhar e apreciar, perceberá que a felicidade vem do olhar de alguém, do sentir o sol queimar na pele. A felicidade vem de todos os lugares e de lugar nenhum, vem do canto do corpo, vem da manhã fria e da tarde quente, do som da chuva que tamborila na janela, de gente que sorri bonito e que gargalha gostoso, vem do melhor que distribuímos, e do pior que evitamos, vem da paz que lava a alma e do caos que um dia se acalma. Vem do dia de aniversário, dos amigos que fazemos, das dores que um dia esquecemos, do cheiro de coisa nova, do frio na barriga, de finalmente ter superado um medo. Vem de ouvir uma música, de comer a sua comida favorita, de se apaixonar, de ter um coração partido e dizer que nunca se entregará assim outra vez, e se apaixonar novamente. Vem de segurar o riso em momentos inoportunos, de parar nem que seja um minuto para olhar o céu, e ser grato pela oportunidade de viver.
A felicidade ela vem de você, sempre esteve em você, a diferença é como você enxerga toda essa felicidade dentro de você, já parou para namorar sua felicidade em algum momento hoje?
"MAS BÁH! COMO EU GOSTO DOS BICHOS"
Enquanto o minuano furioso guasqueia o oitão
E esparrama sua fúria pelas frestas do galpão
Eu mateio solito à beira de um fogo de chão
E o cusco tremendo de frio me puxa um tição
E o matungo velho lá na baia dá um relincho
Então me lembro dos meus cambichos
Que se foram a lá cria por conta dos meus caprichos
Más Báh! tchê, como é bom lidar com os bichos
Depois do mate uma bóia e pros pelegos me vou
Tenho cavalo, cachorro, galinha, só uma china faltou
Mas pensando bem à última que aqui comigo morou
Era danada nem pros meus bichos ela prestou
Por isso eu cada vez mais pros bichos valor eu dou.
Derrepente me bateu uma tristeza
Uma sensação de solidão
Derrepente um vazio
Abraçou meu coração.
Parece que estou no frio
Ta tudo tão gelado aqui
Parece que a neve do Alasca
Tomou conta de mim.
Será que é em vão tudo
oque estou a passar ?
Será mesmo que tudo isso
Um dia irá se acabar?
Ou estou lutando e não vou obter solução..
Não terei como ganhar?
Preciso acreditar que tudo isso
Vai ter um fim
Não posso deixar de crer
Que Cristo está por mim..
Pois a bíblia diz que
Aquele que nele crer
Tudo será possível, sim.
- Joseanne Karla Rodrigues
Tenho frio nesta madrugada
Não encontro quem me coloque o cobertor nos pés descalços
Os gritos não ardem
Se espargem na estrada
Da riqueza que abandonei
Quando quis crer na tua lembrança
SONETRIX - SONHOS
Oh divina seiva da tua formosura!
Nos sonhos me fascina, em fogosa ternura.
Desperto, um vazio... Em meu eu, esse frio.
#TARDE #CHUVOSA
Feliz, embora louco...
Dizendo coisas que ninguém entende...
Enquanto a chuva fina chega de mansinho...
Pelo meu rosto branco, sempre frio...
Uma ilusão de sonho...
Vendo as estrelas que choram sozinhas no mesmo lugar...
Num instante com a paz e a harmonia...
Flores nas asas do vento...
Caminhando com a saudade infinita no peito...
Muito além do que o pensamento pode alcançar...
Abri os gomos do tempo...
Sinto o que eu não posso ter...
Descobri que tudo foi um doce engano...
Amo por apenas crer...
Espero um amanhã por toda a vida...
Apesar do vento forte...
E da chuva no caminho...
Sei que está o destino...
Sandro Paschoal Nogueira
Não eras para minha vida...
Não eras para os meus sonhos...
Não eras para os meus cantos...
Não foste digno de meus prantos...
Não eras o lume de meu coração...
Não eras o brilho de meu olhar...
Foste apenas decepção...
De todos os encantos...
Não quisestes fazer parte...
E hoje, sem nenhum alarde...
Vi que não fostes nada...
E nada fizestes para ser meu tudo...
Passaste em vão...
Não fostes feito para meus abraços...
Para nossos corpos entrelaçados...
Não comungamos em ardor...
Carinhos não me destes...
Não era para ser amor...
Tu nem mesmo fostes um vento...
Que em algum momento...
Beijou-me e mostrou-me a direção...
Tu foste apenas...
Para aqueles que te queriam um pouco...
Enquanto eu te quis tanto...
Hoje és sombra...
Sombra de nada...
Vulto sombrio...
Que vaga entre tantos tais como tu de alma deserta...
Meu último conforto...
Agora...
Apenas o frio...
Sandro Paschoal Nogueira
No cetim negro das noites...
Os anjos só vem quando chamamos...
Breve é o coração acalentado pela inocência...
Que sonha e anseia...
Por viver e muito amar...
Ninguém sabe o que vai
por este mundo...
Com destino certo e sem destino aos tombos...
Cai o pó em dias assolados...
Enquanto o vento faz um rumor frio e alto...
E nada tem sentido...
Em nada que se queira ter...
Tudo são apenas momentos...
Não há nada a compreender...
Deixo que em minhas mãos cresçam os sonhos...
É o que posso fazer...
Haverá coisa que se lhe compare...
No mistério da inocência a perder?
Em vão já procurei me restituir...
O que duramente perdi...
Não sou mais que uma brisa...
Se vejo coisas que nunca antes tinha visto...
Coisas que sempre soube mas que nunca quis olhar...
Mas como se fosse o milagre pedido...
Nos destinos que não desvendo...
Os anjos me tem atendido...
Ensinando-me a sonhar...
Sandro Paschoal Nogueira
Aqui estou, perdido em meio à multidão, mas completamente sozinho. A mesa que me acolhe, com um copo de whisky como única companhia, parece ser o único refúgio onde posso esconder as lágrimas que não ouso derramar. As pessoas ao meu redor conversam, riem, mas tudo o que vejo são rostos indistintos, como sombras que não podem preencher o vazio que você deixou.
Lembro-me de cada promessa sussurrada, cada sonho que desenhamos juntos no horizonte do nosso futuro. O calendário ainda marca aquele dia, o dia em que você entrou na minha vida, trazendo consigo uma avalanche de emoções que, hoje, se transformaram em destroços.
O que aconteceu com os planos que fizemos? O que restou daquele amor que juramos ser eterno? Agora, sou apenas um homem que tenta se esquecer nas profundezas de um copo, que busca anestesiar a dor que não cessa. Cada dose é uma tentativa vã de apagar a lembrança de um amor que se foi, de um coração que já não bate com a mesma força.
Mas, mesmo assim, a esperança insiste em habitar nas ruínas desse sentimento. O amor, embora machucado, resiste, esperando o impossível. Porque, mesmo que eu finja que já não me importo, que a vida de um coração solitário e frio é o que escolhi, no fundo, ainda espero pelo dia em que você volte.
Até lá, sigo, vivendo essa vida bandida, onde o amor parece um sonho distante, mas onde a memória de nós dois é a única coisa que me mantém de pé.
Meu coração é de metal, forjado no calor de batalhas passadas, endurecido por cicatrizes visíveis e invisíveis. Cada batida é um eco surdo, marcado pela resistência de quem já se feriu demais para sentir com a mesma intensidade de outrora. Nas minhas veias, não há paixão impetuosa, mas um sangue frio como o gelo, que percorre meu corpo com calma, lembrando-me que a emoção agora se submete à razão.
Ainda assim, mesmo com essa couraça, há um brilho tênue que resiste. Porque, apesar do metal, há um pulsar sutil que não se apaga. Talvez seja a lembrança de um amor que um dia aqueceu esse sangue gelado, ou a esperança, ainda que pequena, de que um dia o calor retorne.
E quem sabe, um toque delicado, um olhar profundo, seja capaz de derreter o gelo, suavizar o metal e relembrar-me do que é sentir com a alma desnuda.
Dizem que o #seresteiro chora...
Por um tempo que passou...
Sem pedir nada...
Ele canta histórias de amor....
Seus acordes atravessam madrugadas frias...
Vagueia pelas ruas e em todas esquinas...
Sobe aos céus em suaves melodias...
E convida aos anjos...
Para nos fazer companhia...
A escuridão então acaba...
Eis que surge a senhora da noite prateada...
Estrelas brilham muito mais...
E no frio da noite que se faz...
Nossos corações se aquecem em sorrisos...
Lembrando de tudo que vivemos...
E do que já quase foi esquecido...
Viajamos no tempo...
E até choramos....
Mais forte bate o coração...
Seguindo o toque do violão...
Eis que sobre as pedras azuis...
O nosso caminhar não é em vão...
Viver...
Sonhar...
Amar...
Isso é verdadeiro...
Cante então para nós #seresteiro...
Sandro Paschoal Nogueira
#Eu #vim #somente #dizer...
Se tu ama, ame baixinho...
A vida é breve...
E o amor mais breve ainda...
Não tenha medo de viver...
Não tenha medo de amar...
Tenha medo de não ser...
De não estar...
De não querer...
Não sonhar...
Felicidade pequena semente...
Que todos os dias precisamos cuidar...
Triste é aquele...
Que pelo mundo passa...
E que da ilusão...
Faz seu par de asas...
Viva e deixe-se viver...
Nas auroras ardentes...
Em que nasce a esperança...
Que acalenta nossos sonhos...
Até onde nossa alma alcança...
Suave contentamento...
Vivendo cada momento...
Quem teme ao amor...
Sofre derradeiro tormento...
Espaço oco no peito...
Vazio sem sentido...
Mundo frio...
Olhar não brilha...
Não encontra caminho...
Verdades puras...
As minhas eu digo...
Sonhe conforme quiser...
Mas sonhe sempre...
Sonhando e vivendo...
Segundo o amor que tiver...
Terá, de meus versos, o entendimento..
Sandro Paschoal Nogueira
— em Conservatória, Rio De Janeiro, Brazil.
Depois do maravilhoso sol quente, agradeço a chuvinha gostosa que cai pra gente.
Nara Nubia Alencar Queiroz
@narinha.164
Estação do frio chegando vagarosamente,
Mostrando que sempre teremos dias iguais as estações..
Mesmo passando pelos dias frios, chegará o tempo de florir.
Liddy Viana.🌻✍️
Cordel minha terra.
Eu sou filho do mato
Da terra da cultura
E quem não a entende
Sem ter desenvoltura
E fala do nordeste
Nem sabe da fartura
Lembra de pouca chuva
Poeira, chão rachado,
Mandacaru e palma
(Coroa de frade) espinhado
Caatinga, capoeira
(Unha de gato) estirado
Se chove o ano todo
Estrada é agonia
Buraco em buraco
E todo carro chia
Vamos falar do tempo
Tudo logo esfria
Mas assim é que é bom
Neblina no distrito
Nem dá pra ver escola
Fica logo aflito
As crianças na chuva
De bota faz bonito
Já vi frio de quatorze
Sensação térmica 8
Tem quem acha, é quente
Vigi, povo afoito
Tem aquele que treme
Só levanta no açoito.
De touca na cabeça
Cachecol no pescoço
Doze meses tem o ano
E vale o esforço
Um quarto é de sol
Chuva no resto moço
Já consegue decifrar
Com quê foi revelado
Nada é melindroso
Não está disfarçado
Pra não ficar nervoso
Já volto arretado.
O frio que vem de dentro
Aqui está bem frio.
Faz uns três anos que não ficava assim.
Mas não é a esse frio que me refiro.
O meu vem de dentro —
de uma saudade,
de uma ausência...
É a falta de algo que nunca tive,
não nesta vida...
e nem sei dizer em qual deve ter sido,
mas meu corpo sente —
e não desiste.
Fui dormir,
e meu peito queimava gelado,
se expandindo por todo o corpo,
me deixando gélida.
E não há edredons,
nem cobertores que me aqueçam,
até que eu durma
e, finalmente, o esqueça...
Meu coração
Manhã fria de inverno.
Vento forte a soprar
Não há o canto dos pássaros
Pra minha vida alegrar.
Um aroma firme de café.
O quarto gelado...
O espelho quebrado...
Com você foi embora minha fé.
Sórdido este presente em desarranjo.
Roupas espalhadas pelo chão.
O medo batendo à porta.
Dói com a dor mais doída do mundo meu coração.
Diante deste mundo sombrio...
Nuvens carregas no céu...
O sol que escondido está faz-me sentir um mais forte frio.
É o que resta
Louco temporal
no céu negras nuvens...
um vento frio que entra pelas frestas...
voam folhas de árvores e envolvem as pessoas...
sombrinhas que se dobram ao vento...
água fria que escorre pelos corpos.
Frio que engole o calor do dia.
Frio que leva embora toda a alegria.
Riscam raios o céu.
Pedras de gelo quebram vidraças.
carros amassam.
Roupas no varal voam, se contorcem.
pássaros nos ninhos se escodem
procuram proteção...
negra poesia nesse dia.
Sombrio.
Frio que não passa.
Tristeza sacode a manhã.
Era pra ser um dia de festa...
agora, ao se irem o vento e a chuva na direção do mar que logo ali está, restabelecer a ordem que a tempestade causou...
é o que nos resta.
