Poesias sobre o Corpo
Vem tatuar tua historia na minha pele... e o meu corpo vai lendo em braile cada letra... e respondendo em vibraçoes deliciosas bosso diálogo...
Desprenda-se dos vazios que absorvem como um parasita a energia vital do seu corpo e desprenda-se dos excessos que prendem com nó cego as escolhas livres da alma. Solte-se, libere-se, viva como um pássaro plainando de asas abertas sobre o mar.
De vez em quando corpo e mente se desconectam, perdem a sintonia. A sobriedade do corpo, por vezes, necessita de uma mente equilibrada, longe de qualquer embriagues que a torne distante da realidade.
O corpo é uma grande tela em branco.. onde cada a alma se torna o artista principal do seu próprio esboço, que molda a arte conforme seu talendo, expressando o que tem de melhor em tons capazes de formar além da pessoa, a sua condição moral. Cuidado com seu auto retrato!
A fragilidade do nosso corpo provém do coração e viaja para o cérebro. O que o corpo sente e pensa determina a maneira como ele tropeça e cai.
A oração é o remédio que toca onde a medicina não alcança. Quando o corpo se fragiliza, a fé se levanta e a mão de Deus restaura.
Olhos traiçoeiros que miravam o que não podia. Corpo desleal que chamava pelo que não tinha. Mente hipócrita que fingia esquecer o inesquecível. Olfato maldito. Carne fraca. Coração doente. De um amor que já não lhe pertencia!
Sente -se um anjo com o coração e um demônio no corpo. Um anjo eleva o corpo, um demônio pesa no coração.
Cuide do seu tesouro, seu corpo, cuide do seu templo, sua alma, cuide do seu empréstimo, sua vida, cuide da sua memória, sua família, cuide de sua força, sua consciência.
Quem arranca abruptamente da vida, um ser de sua descendência. É como quem tira do seu corpo a maior parte sadia, deixando ás mostras a parte mórbida, cadaverosa, sendo corroída gradativamente pela fúnebre putrefação da alma.
Quero sentir o calor da pegada, do corpo a corpo, quero sentir o doce do beijo, o extrair do folêgo, hoje eu quero fazer tudo que passa na tua mente..
Quando formos idosos, nada mais seremos do que pequenas crianças num corpo frágil cheio de sabedoria e experiencia.
Além do meu rosto existe uma alma. Além do meu corpo o espirito, portanto não olhe simplesmente. Porque não é tão simples assim !
Perdi meu olhar num futuro digno e melhor, despenquei meu corpo teimoso na dura realidade que nos cerca!
II- A Filosofia pensa,a literatura escreve e a dança pensa e escreve com o corpo.A música? É claro que ela acompanha!
Eu preciso estar, sua mão segurar, seu corpo tocar, sua voz escutar... Preciso de um só momento pra lhe mostrar o quanto preciso de você, preciso de um só momento pra fazer com que descubra tamanha intensidade que existe em mim e que tudo isso é por você.
Lançar-me de corpo e alma para conquistar tudo o que sempre quis, para ter a alegria de ver meu sonho realizado.
Quando eu morrer, meu corpo vai parar de funcionar. Ele vai se desligar, de uma vez ou gradativamente. A respiração vai cessar, o coração vai parar de bater. Morte clínica. E um pouco depois, tipo, uns cinco minutos depois, meus neurônios vão morrer. Mas, nesse meio-tempo, talvez meu cérebro libere uma maré de DMT. É uma droga psicodélica liberada quando sonhamos, então eu vou sonhar. Vou sonhar mais do que jamais sonhei, porque isso é tudo. É a última descarga de DMT toda de uma vez. Meus neurônios vão disparar e verei um espetáculo de lembranças e imaginação. Vai ser uma baita viagem. Vai ser alucinante porque minha mente vai estar viajando pelas memórias de longo e curto prazo, sonhos se misturando com lembranças, e finalmente a cortina se fecha. O sonho que fecha todos os sonhos. O último grande sonho enquanto minha mente esvazia o depósito e então… acaba. A atividade cerebral cessa e não resta nada mais de mim. Nenhuma dor. Nenhuma lembrança. Nenhuma consciência de quem já fui. De que já machuquei alguém. De que já matei alguém. Tudo permanece como era antes de mim. A eletricidade se dispersa do meu cérebro até sobrar só tecido morto. Carne. Esquecimento. E todas aquelas coisinhas que fazem parte do meu corpo, os micróbios, bactérias e bilhões de outras coisinhas que vivem nos meus cílios, no meu cabelo, na minha boca, na minha pele, no meu estômago e tudo mais, seguirão vivendo. E comendo. E estarei servindo o meu propósito: alimentar a vida. Quando me decompuser e as minúsculas partes de mim forem recicladas, estarei em bilhões de outros lugares. Meus átomos estarão nas plantas, insetos, animais. Eu serei como as estrelas no céu. Aqui em um momento, depois, espalhadas pelo cosmos.
Chorei a ausência das reações humanas daquele corpo sem vida. Chorei a orfandade incômoda, o adeus forçado, a separação. Choro hoje a impossibilidade dos afetos. É abstrata sua presença. É memória e esperança. Apenas isso.
