Poemas sobre a natureza para ler e se reconectar com o mundo

⁠O paisagismo paradisíaco

O mundo se transforma, calmo e sereno
Magia épica das montanhas
Que colorem os olhos de amantes
Da natureza, bela e potente
A beleza risca os céus de búzios
Sol, águas límpidas e artes na areia
Garças e barcos disputam
Espaços do mar, na calmaria
Da armadura de João Fernandes
Sintomas de nobreza e exuberância
De Saint Tropez de Brigitte Bardot
Poesia culinária da Tia Chica
Aflora nas mãos mágicas
Santas e talentosas
Da Patrícia, amante do segredo
Do irresistível arroz, que desperta
Encanto, traz à tona a mão santa
Revela o sublime sabor exuberante
Que encanta e apraz o sabor da agradável
Simpática e sorridente Franciele…
A lhaneza do João, sábio, tranquilo
E atencioso, educado e eficiente
Enfim, o lirismo da implosão de argentinos
Que esbanjam alegria e transbordam
Força de trabalho na orla
Do prazer e da humanidade

Inserida por JBP2023

⁠Existia algo naqueles olhos, que era impossível decifrar.

Queria me perdoar, por uma combinação tão complicada.

Era vazia e intensa.

Pois era a única coisa que carregava consigo, seus sentimentos.

Escravo do que seus próprios olhos viram, sua alma era coberta de cicatrizes.

Noite de Lua cheia, o vento corria a sudoeste, suspeitava que levaria uma vida solitária.

Sentava à beira de um lago reluzente em cor de prata, e observava o horizonte infinito.

Uma música comovente ao fundo arrepiava qualquer um que escutasse.

Uma neblina forte se ensaiava, e ao passar, não existia mais ninguém.

A angústia e a paixão, nasceram ali.

Inserida por erickkfurtado

Nicole, és a brisa que toca o jardim,
O sussurro do vento, o começo e o fim.
És o canto das aves ao raiar da manhã,
A dança das folhas na luz que se espalha.
Tens a força das águas que correm no rio,
O calor do sol que afasta o frio.
No brilho das estrelas e no luar profundo,
Nicole, és essência que enfeita o mundo.
És o verde das matas, o cheiro da terra,
O silêncio que reina onde a paz se encerra.
És o ciclo que guia a vida a crescer,
Nicole, és o espírito do bem-querer.
Teu nome ecoa nas montanhas e vales,
Nos campos floridos e nas grandes margens.
Onde estás, a natureza se faz canção,
Nicole, és a vida em cada estação.

Inserida por Matetentaluma

[Retrato]

Já era quase metade do verão
Em um parque por nós desconhecido
Sol de domingo à tarde, pós chuvão
Sentimento de foragidos

Inspiração para fotógrafos e mosquitos
Colecionamos olhares e sorrisos
Até um retrato de nós perfeito
Num momento Gostoso foi feito.⁠

Inserida por Dylonhype

⁠O sol se despede devagar,
tingindo o céu de ouro velho e sonho.
As nuvens, douradas, flutuam no horizonte,
e as sombras se esticam, preguiçosas.
O vento sussurra histórias antigas,
o dia se inclina, entregando-se à noite.
Tudo se banha em luz morna,
como um abraço que aquece a alma.
E ali, parado, contemplo o milagre,
uma obra que não pede aplausos.
Só o silêncio basta,
porque o ouro velho fala por si.

Inserida por Simbik4

A cor do vento?
Invisível, claro!
Mas eu o sinto em cada suspiro do ar,
Em cada partícula do meu respirar.

É uma brisa sincera,
Que dança e descansa no vento do mar,
Que no imenso céu faz um pássaro voar.
É brisa suave que traz as árvores pra lá e pra cá.

Ele brilha nas faíscas que voam da fogueira,
E no fogo da paixão que me acende
Quando vejo o esvoaçar dos cabelos loiros da minha amada.

O vento é sensação!
Um sentimento de paz.
Então, se me perguntarem de novo...
Qual a cor do vento?

O vento tem todas as cores!
O azul calmante do céu e do mar,
O verde das árvores balançando ao luar,
No vermelho das faíscas distantes,
E no amarelo dos fios loiros numa tarde de outono.

Vou fazer o que com esse meu talento de ser um grande amante do vento?
Claro, te convencer a ser um também!

Inserida por Giovannaksrs

⁠Existe uma parábola japonesa na qual um homem entre a casa e o trabalho deparou-se com um largo buraco negro. Aproximou-se e, como não enxergava o fundo usou uma pedra para medir a profundidade. Não houve ruído algum. Intrigado, gritou: "Há alguém aí embaixo?" A única resposta que obteve foi o eco de sua própria voz. Em pouco tempo o buraco passou a receber sacos e mais sacos de lixo.
Meses depois o homem contemplava mencionado buraco quando desabou sobre sua cabeça um gigantesco saco de lixo. Ele olhou à sua volta, não viu ninguém e uma voz distante gritou: - "Há alguém aí embaixo?"
A natureza que está nos retornando toda agressividade que contra ela foi cometida.
Penso que a parábola também tem uma relação muito significativa com o lixo mental e deveríamos estar atentos quanto à qualidade de nossos pensamentos, sentimentos e atitudes.

Inserida por maria_baptista_moraes

⁠CICLO DA VIDA

A vida é como as marés, vai e volta sem cessar,
como o vento que se espalha e retorna ao mesmo lugar.

Se um galho ao chão se quebra, logo um novo há de brotar,
e a gente segue em frente, sempre pronto a recomeçar.

O rio nunca descansa, corre livre sem temer,
mas se a seca lhe castiga, vem a chuva a refazer.
Assim também é a jornada, de quedas e evolução,
onde a dor ensina o rumo e o renascer é a lição.

No compasso desse ciclo, somos folha, tronco e flor,
somos sol que aquece a terra e a semente em seu labor.

A vida dança nos ventos, entre o riso e a aflição,
mas no fim, o que nos resta, é sempre a esperança e o pulsar do coração.

Inserida por VanderleiMuniz

Aos que Virão: V

A Terra não é herança, é empréstimo. Nossas mãos a rasgaram, envenenaram rios, sufocaram o ar com fumaça de ambição. Construímos desertos onde havia florestas; trocamos o canto dos pássaros pelo ronco de máquinas. Em nome do “progresso”, escrevemos o obituário de espécies inteiras.

Cuidado com a mentira de que destruir é desenvolver. Quem vende a natureza em pedaços não traz riqueza, traz dívida e vocês pagarão o preço. Os oceanos engasgam de plástico, o clima enlouquece, e o solo, exausto, já não nos sustenta e tudo isso enquanto aplaudíamos contas bancárias inchadas e corações vazios.

Não repitam nosso erro: a ganância veste terno, assina contratos, mas seu fim é canibal, ela devora montanhas, seca nascentes, envenena o amanhã.

Se ainda restar verde em seus olhos, protejam-no. A resistência começa quando se enxerga a vida como sagrado, não como recurso, plantem árvores onde deixamos cinzas; resgatem os rios que aprisionamos em concreto.

A natureza não pede perdão ela devolve, com juros, cada ferida. Salvem-se salvando-a. O futuro não é uma linha reta; é um círculo quebrado. Refazê-lo ou enterrá-lo: a escolha, agora, é de vocês.

Inserida por CesarKaabAbdul

Para os que Virão: Parte VII

Não permitam que a infância seja engolida por retângulos de luz, pois, as telas são um veneno doce, que adormece mãos curiosas e aprisiona olhos que deveriam decifrar o mundo. Exijam que as crianças caiam no chão, risquem os joelhos, sintam a terra úmida escorrer entre os dedos. A lama não é sujeira: é tinta, é mapa, é o primeiro diálogo com a vida real.

Há uma conspiração silenciosa para substituir o cheiro de grama molhada por notificações, o susto de uma minhoca por likes. Resistam. Brincar na terra não é nostalgia é treino para ser humano, é ali que se aprende a criar com o que existe, a frustrar-se com as formigas que invadem o castelo, a celebrar a tempestade que arrasa tudo. A tela ensina a consumir; a terra, a transformar.

Não tenham medo do tédio, do barro nas unhas, do silêncio que parece vazio. É nele que a imaginação cresce raízes. Seu futuro não será salvo por algoritmos, mas por mãos que sabem semear.

Desliguem. Cavem. Existam.

Inserida por CesarKaabAbdul

⁠Quando as encarou de frente
O que as árvores e teus medos te disseram?
Quais são as verdades que o vento te sussurrou?
Quais murmúrios dos riachos você ouviu?
Quantos quilômetros contigo mesmo você caminhou?
Talvez o que tenhas ouvido não tenhas conseguido decifrar
Ou nem tudo lhe foi desvendado
Quem sabe achaste aquilo que nem ao menos procurou
E procurou aquilo que não se pode encontrar
Segue com Fé pelo Caminho
Assim, quando as tuas respostas chegarem
E tuas dúvidas se esvaírem num brisa
Te olhando de frente estarei aqui
Com os ouvidos e coração aberto
Para poder te escutar
E caminharmos juntos uma vez mais
E se o vento ainda soprar perguntas sem respostas
E os passos ainda ecoarem incertezas na trilha
Que a jornada te ensine a abraçar o desconhecido
Pois nem sempre é preciso entender
Às vezes é necessário apenas sentir
E saber que nunca nesta vida
Se caminha realmente só.

Inserida por rafakoz

⁠Obra de Deus...!!!
(Nilo Ribeiro)

Universo de encantos divinos,
criado pelas mãos do Senhor,
universo dos nossos destinos,
criado com todo amor

Deus fez a Sua parte,
fez tudo sem nada pedir,
uma verdadeira obra de arte,
o homem tratou de destruir

Deus nos deu a Terra,
nos deu um paraíso,
o homem criou a guerra,
criou também o castigo

o mundo perdeu a beleza,
perdeu a suavidade,
destruíram a natureza,
criou-se a maldade

“Jesus, venha, nos socorra,
antes que a Terra morra”...!!!

Amém...!!!

Inserida por niloribeiro

⁠A ciência é a mais bela arte da criatividade humana e a mais fascinante poesia da realidade (Natureza).
© Ana Cachide

Inserida por ana_cachide_pedroso

⁠Sei que vem outubro
Flores, fruto de seiva
romperão no mundo
(Trabalho duro:
sugar de pedras
rasgar os caules
colher ar puro)

Inserida por passageiro555

⁠Ficar pensando ou ruminando sem sentido na vida é, na verdade, deixar de viver. Racionalização nunca foi sinônimo de meditação.
Meditação é viver e, ao mesmo tempo, contemplar o que a natureza ou a espiritualidade tem a dizer sobre a vida.

Inserida por evermondo

⁠Muitas pessoas já desejaram ser como os pássaros que voam livres, mas elas não conseguem pois vivem presas na gaiola do julgamento dos outros.
Libertem-se dos pensamentos alheios e permitam-se viver o próprio voo.

Inserida por LeticiaButterfield

⁠PATOLOGIA COLETIVA (Abr/1984)

Quando já não se acredita,
Quando já não se busca,
Revelamos nossa condição,
De mortos, que a vida ofusca!

Por que não dar lugar a esta chama?
Que certamente existe em teu ser?
Por que não libertar-se das quimeras?
Deixando os sonhos perecerem?
Por que não libertar do íntimo,
Aquela gostosa sensação?
De que a paz é tão possível,
Mesmo diante de tanta confusão?!

Ah, como me sinto!
Em nome de tamanha incerteza...
Que vontade de gritar ao mundo,
Que a solução está na natureza!

Só que temo bastante,
A hora em que ele perceber.
Será normal a Terra não aceitar.
Mais árvores para nascer!

Quando ocorrer em sua vida,
Imagine a primavera.
Creia na conversão de sonhos!
Trabalhe por uma nova era.

Inserida por UBIRAJARAFERREIRA

⁠Santarém, terra de encantos
Agora está em prantos
Aflita com essa ameaça
Lutando contra a fumaça

Inserida por TATISISA

Eu Preciso de Sol

Eu preciso de sol. Preciso da luz que abraça a pele, da energia que aquece o coração e da alegria que se transforma em sorriso sem esforço. Há algo no verão que renova a alma, que espalha positividade como o calor que sobe do chão em um dia quente.

Sou praiana. Sempre fui. Gosto do pé na areia, daquele contato direto com a terra que parece nos conectar com algo maior. Gosto do sal do mar que pinica a pele, como se o oceano deixasse um lembrete: “Você esteve aqui, você é parte disso.” Gosto da leveza dos dias ensolarados, do barulho das ondas que parecem sussurrar segredos antigos.

Meu signo é Câncer, o caranguejo. Talvez por isso eu tenha essa ligação tão forte com o mar, essa necessidade de estar perto dele, de senti-lo e de escutá-lo. O mar é refúgio, consolo e celebração ao mesmo tempo. Ele me entende, mesmo quando eu não consigo me entender.

Desde a infância, o mar foi palco das minhas memórias mais felizes. Nas férias de verão, minha família sempre ia para Florianópolis. Lá, minha conexão com o oceano foi forjada. Brincadeiras na beira da praia, castelos de areia que nunca resistiam à maré, e tardes infinitas sob um céu azul — o tipo de lembrança que não apenas fica, mas se transforma em parte de quem somos.

O verão é minha estação de renascimento. É quando me sinto mais viva, mais alinhada com aquilo que realmente importa. A luz do sol não ilumina só o dia, ela ilumina a alma. E o mar… ah, o mar me lembra que a vida tem ondas, altos e baixos, mas que, no fim, tudo encontra um ritmo.

Preciso de sol porque ele me lembra que a vida é para ser vivida, celebrada e sentida, como uma onda quebrando suavemente na areia.
✍🏼Sibéle Cristina Garcia

Inserida por Sibelecristina

⁠A tormenta, que me atormenta.
Fecha os olhos e me tenta,
o vento forte como farol.

O guia, que é brilhante,
feito relâmpago e pequeno,
vem como uma chuva de veneno,
que me engole sem ter tempo,
sem ter hora para esperar.

A paciência é esperança,
para a nostalgia que balança
em meus sonhos mais felizes.

A amargura reflete a dor.
O que me cura é a flor,
do seu cheiro, que me quis.

Inserida por erickkfurtado