Poesias sobre Mae de Jose Saramago
Assim como você é capaz de elaborar perguntas sobre o seu destino, você é capaz de encontrar respostas para suas próprias perguntas. E as suas respostas te darão subsídios para tomada de decisões. A busca nos outros de respostas para suas questões interiores, representa fragilidade, insegurança e vulnerabilidade. Sempre que você buscar dentro de si resposta para suas dúvidas e anseios, estará experimentando um momento de introspecção, de reflexão, de autoconhecimento, de independência e controle de sua própria vida, do seu destino.
10/2019.
Temos tanto ainda a descobrir sobre este planeta, que passa a ser um contrassenso queremos saber sobre os outros.
Aqui onde vivemos tem tudo para nos dar sobrevivência, e o que nos falta, somente aqui será encontrado.
Tanto se tem gastado nesta ideia arrogante, para conhecermos outros planetas, que as consequências já se faz sentir por aqui mesmo, onde a humanidade poderia tirar proveitos para si próprios, em resultados de pesquisas locais, para nossa vida.
Se nosso Criador quisesse que conhecêssemos outros planetas, Ele os faria mais próximos e de fácil acesso.
(Teorilang)
VOCÊ É MAU?
Tem traços de personalidade forte
Fala sobre coisas sombrias tipo a morte
Traduz elipses sem nem um Norte
E além disso, em pensamentos é pobre.
Maldade é trazida pelo o outro
Formada pela ilusão do manso
Regada e rechaçada pelo feitor próprio
E além disso, germina consigo.
Genese não sei muito onde é
Só faz trazer aquele ódio de sentar o pé
Seja nos de afeição ou êmulo isso pede
E além disso, formada aí dentro, exige.
E tá e fala e sem notícia do outro
Inflama o que dizia e não o ofusco
Mas é bom não tá nem aí e ponto
E além disso, talvez isso explique a fereza do tosco
INCERTEZA
Sobre o hoje posso falar
Sobre ontem posso afirmar
E amanhã não me pertence
Pois com o pai sempre está
Sei do que já fui
Pois posso olhar de longe
Analisar
Sem medo de falar
Estou muito perto do hoje
Pra poder observar
E dizer quem sou
Ou quem me tornará
Mas de algo sei
Que tudo mudará
Nem que tudo seja apenas
O meu modo de falar
Iury
Eu acho incrível, como apesar de Tudo, você consegue ter controle sobre a minha vida
Sei que isso é culpa minha, pois fui eu que dei poder sobre mim
Mesmo não estando juntos
Você continua sendo grande parte da minha vida, não consigo sair da sua teia, continuo sendo a sua presa....
Não consigo fugir de você, sempre estou aqui....
Você é uma constante Decepção na minha Vida
Sinto que ainda não acabou, por pior que pareça
Nossos sentimentos continuam intactos
O problema é que você é muito idiota pra perceber, que não temos escolhas, nossos destinos foram traçados, pertencemos um ao outro.
Pode correr o quanto quiser, tente fugir, você e eu sabemos que você vai se arrepender e vai voltar pra mim
Outubro de 2017
Os olhares de uma pessoa dizem muito sobre ela.
Seu olhar tem um dom especial de me conectar a sua energia maravilhosa.
Seu jeito tem um dom especial de me fazer ficar observando você.
Sua voz tem um dom especial de me fazer querer ouvi-la a todo momento.
O DEPOIS
Sobre a tela da vida passo o pincel, pintando o que não terei, perdendo um pouco de mim a cada pincelada;
Ninguém é preparado para morrer, mas sabemos que é loucura não esperar que um dia a pele ficara gelada;
Porque a vida se esvaia, perdemos o nosso ser e ainda como loucos temos esperança de para sempre viver;
Tentando se enganar para fugir da foice, um dia vamos ser levados e “o depois” nós logo vamos conhecer;
Quem sabe como vai ser? Eu digo que é melhor não saber, pois fugir só nos levará a uma tragédia maior;
Colhendo os frutos da vida secamos a nossa fonte, é necessário se alimentar, mas regue ela com o amor;
Então viva como se fosse se último dia, se de felicidade puder transbordar é melhor preparar o seu cálice;
Não vale a pena guardar mágoa, mesmo que não exista céu manchar seu legado com ódio só atrai a foice;
Não adianta limpar o corpo se a morte embaça a vida, Maquiando para disfarçar o horror de nosso mundo;
O Câncer real ninguém explica, a droga do ódio vícia tanto e é passada pelas gerações fadadas ao submundo;
O chão sujo de sangue é a maior prova da fragilidade humana, nos achamos maiores do que podemos ser;
Mas abrace o seu próximo como um símbolo de paz, quem plantar o amor a felicidade um dia ira colher;
A vida é mais do que um destino, construímos nossa própria história, fazemos as nossas próprias leis;
Reencarnar para corrigir nossos erros não funciona, se praticarmos o mal receberemos tempos difíceis;
Querer encontrar o sentido da vida é andar em círculos, se a vida são flores quero ela em meu jardim;
Esperando encontrar algo na caminhada, não sabemos o que é, mas queremos ficar maravilhados no fim.
Sobre os artistas, os pensadores e a morte.
A vida é um castelo e um artista está preso. A chave que o artista usa é o pincel, mas o pincel não é a chave. Então ele pinta. Ele pinta a realidade que só pode imaginar. Atrás das paredes do castelo está a realidade. Ele está preso com vários quadros na parede, onde só imagina como é o lado de fora. Ele está preso e a arte é uma falsa realidade para suportar o castigo de não saber. No castelo tbm tem um pensador. A chave que o pensador usa é o lápis, mas o lápis não é a chave. Então ele escreve. Ele escreve a realidade que só pode imaginar. Atrás das paredes do castelo está a realidade. Ele está preso com vários livros na estante, onde só imagina como é o lado de fora. Ele está preso e os livros são uma falsa realidade para suportar o castigo de não saber.
SONETO DO PLANALTO CENTRAL
Ressequido, a luz do sol alumiado
Sobre o sulcado e arbusto sinuoso
Reclina o planalto central grandioso
Entre as nuvens do céu do cerrado
É percurso do diverso e encantado
Pela maré poeirada, o audacioso
Sertão, de flores e ramo veludoso
Que banha o entardecer encarnado
De grossa casca e, fruto gomoso...
Forma bizarra no leito cascalhado...
Flora ipês, pequi e o buriti viçoso...
Não te rias do planalto, és enganado
Nele, o amanhecer é mágico e vistoso
Nele, o anoitecer é místico e imaculado
© Luciano Spagnol
poeta do cerrado
janeiro de 2017
Cerrado goiano
Ah, é muito fácil escrever, cantar, fazer filmes sobre o "amor".
Mas diria pra você que o amor não é tão vermelho quanto dizem ser,
Não é um sentimento profundo, não é aquilo que te faz sonhar,
Muito menos aquilo que faz você ter a vontade de viver.
Mutante
As chuvas que vem e vão
sobre a sequidão do cerrado
Dos ipês, atapetando o chão
enfeitando o pasmo encantado
No horizonte o céu encarnado
flor de pequi e buritis na enseada
Trafegam entre o pó ensebado
dos galhos, folhas e cor desbotada
Na vastidão as luas de prata
das noites cheia de tudo e de nada
E nesta estrada tão pacata
mutante o vem e vai da esplanada
© Luciano Spagnol
poeta do cerrado
2017, outubro
Cerrado goiano
Cerrado Erudito II
Andei sobre o cerrado
Como os bandeirantes
Pelo vale cascalhado
Tortos galhos, gigantes
De pôr do sol encarnado
Imaginei uma poesia
Como poeta do cerrado
Devaneei na tua magia
E o teu cheiro foi inalado...
Saudades, choro e alegria
Pelo memorial empoeirado
Então, como Cora Coralina
Eu cantei versos ao luar
Neste chão, e céu anilina
Pra a sedução fascinar
Aí, me curvei
Relembrei... na recordação
Da infância que aqui me criei
Espalhadas por este sertão.
Andei sobre o cerrado (...)
© Luciano Spagnol
poeta do cerrado
Cerrado goiano
Abril, 2018
Sobre sono da morte,
se tem sonhos e desejos,
além da liberdade,
se lamenta há poluição do óleo
ou acidente, ou até um crime
que povo e a natureza paga com a tristeza,
magoas que num país de contrastes
se vê o marco da ganancia...
a natureza sofre com lagrimas e gritos no silencio
o estado critico é abafado pela formas agressivas
ditos em vão o que fazer entre as balelas,
o engodo que é o descaso da autoridades...
pouco caso meras palavras meias verdades...
se expõe a real verdade estamos abandonados.
o mundo vê a destruição nada é feito...
podia ser diferente o mundo deveria ser mais unido...
as eco soluções são a hipocrisia de tais.
é ato da morte da vida.
TÉDIO (soneto)
Sobre minh’alma, no cerrado ao relento
Cai tal folhas ao vento, dum dia outonal
Um silêncio mortal, dum vil argumento
Tão brutal, o aborrecimento, tão fatal!
Oh solidão! Tu que poeta no momento
Abandono, no mundo, a mim desigual
Me dando ao pensamento o lamento
Num letargo sentimento descomunal.
Só, sem sonho, sem um simples olhar
Deixar de sonhar, como então fazê-lo?
Se é um aniquilamento assim estar...
Deixar o enfado num desejo em tê-lo
O que não vejo! Porém, estou a ficar.
Ah! Dá-me a aura da ventura em zelo.
© Luciano Spagnol
poeta do cerrado
Agosto, 23 de 2018
Cerrado goiano
Olavobilaquiando
De quem é a propriedade?
Se uma pessoa pecar. . . contra o Senhor mentindo. . . sobre um assalto. . . ele restaurará o que roubou. - Levítico 6: 2,4
Escritura de hoje : Levítico 6: 1-7
Um ladrão em Nova Jersey roubou US $ 7.000 em jóias, moedas antigas e dinheiro de uma viúva. Os itens retirados eram tudo o que restava da propriedade do marido.
Ao ordenar o saque, o ladrão encontrou várias igrejas oferecendo envelopes contendo dinheiro que a mulher pretendia dar ao Senhor. Deixando o conteúdo para dentro, ele os colocou em outro envelope, endereçou-o à igreja da mulher e depois o deixou no correio.
Quando o pastor descobriu o que havia acontecido, ele comentou: “É uma característica da confusão moral de nossos dias que alguém considere roubar uma viúva e seus filhos, mas acha repreensível roubar da igreja”.
Esse ladrão ignorou uma verdade importante: um pecado contra o próximo é pecado contra Deus (Levítico 6: 2). Todos nós, receio, somos propensos a pensar que a linha de propriedades de Deus termina em algum lugar perto da parte de trás da igreja. Mas isso não acontece. Tudo e todos pertencem a Deus. Reverenciá-Lo é respeitar a propriedade que Ele confiou a Seus filhos.
Sábio é a pessoa que teme a Deus e reconhece que pecar contra os outros é pecar contra Ele.
Refletir e orar
Se devemos temer e amar o Senhor
E nos esforçarmos para guardar Sua santa Palavra,
o bem do próximo será sempre
de grande preocupação para você e para mim. -D. De Haan
Uma ofensa contra o seu próximo constrói uma barreira entre você e Deus. Mart DeHaan
Gostaria de sentir como sentia
Queria rir como ria
Estar apenas ao seu lado
Conversando sobre algo
Mas a distância veio
E acabou, não tem jeito
Eu apenas lhe agradeço
Por ter concedido
Um pouco do seu tempo
Paira sobre mim -
Paira sobre mim
a tua voz de silêncio
naquela casa d'onde vim
caiada de Sol e Madrugada !
Visto a dor em meu corpo ...
Algo há de oculto,
meu barco, meu porto,
minha noite sem esperança!
Nada vejo ... nada escuto ...
Há vazio e nada em meu redor,
o eco do silêncio que deixaste
na voz muda das Estrelas.
Aquela casa abandonada
grita por dentro, sem fim,
e a tua voz, cansada,
chama de longe, por mim.
Como tudo entre nós está mudado ...
Tenho frio ... estou gelado!
_Na escuridão caminhamos sobre suas cinzas,
lembranças notamos o glorioso instante que nos amamos...
assim tudo parece parte do passado...
Primeiro abre-se a porta
por dentro sobre a tela imatura onde previamente
se escreveram palavras antigas: o cão, o jardim impresente,
a mãe para sempre morta.
Anoiteceu, apagamos a luz e, depois,
como uma foto que se guarda na carteira,
iluminam-se no quintal as flores da macieira
e, no papel de parede, agitam-se as recordações.
Protege-te delas, das recordações,
dos seus ócios, das suas conspirações;
usa cores morosas, tons mais-que-perfeitos:
o rosa para as lágrimas, o azul para os sonhos desfeitos.
Uma casa é as ruínas de uma casa,
uma coisa ameaçadora à espera de uma palavra;
desenha-a como quem embala um remorso,
com algum grau de abstracção e sem um plano rigoroso.
