Poesias sobre a Cultura Indigena
A maravilhosa vantagem dos espaços da vida virtual sobre os espaços "offline" consiste na possibilidade de tornar a identidade reconhecida sem de fato praticá-la.
Andei pensando coisas sobre amor, essa palavra sagrada. O que mais me deteve, do que pensei, era assim: a perda do amor é igual à perda da morte. Só que dói mais. Quando morre alguém que você ama, você se dói inteiro (a) mas a morte é inevitável, portanto normal. Quando você perde alguém que você ama, e esse amor - essa pessoa - continua vivo(a), há então uma morte anormal. O nunca mais de não ter quem se ama torna-se tão irremediável quanto não ter nunca mais quem morreu. E dói mais fundo - porque se poderia ter, já que está vivo(a). Mas não se tem, nem se terá, quando o fim do amor é: never.
Determine o seu valor, não fale sobre você de forma negativa fazendo comparações, seja potencialmente ousada em avançar em suas limitações. Faça de forma e acordo com o que Deus requer de você.
Acho que esse é o melhor conselho de todos: pense constantemente sobre como você pode fazer as coisas melhor e questione a si mesmo.
Algumas poucas pessoas são muito especiais, se você colocar o ouvido sobre seus corações, provavelmente você ouvirá o oceano jurando para alguma estrela distante na galáxia que algum dia eles não estarão mais sozinhos. E talvez essa seja a razão de existirem estrelas cadentes todas as noites.
Guardo pra mim as crises de identidade e a vontade de sumir. Não vou dissertar sobre minhas fragilidades e minhas inseguranças.
Não consigo confiar em alguém que não me conte muita coisa sobre si próprio, e como sei muito pouco sobre ele, não consigo me sentir mais íntima.
Itatiaia, nome indígena para um lugar especial do Brasil.
Onde a natureza desejando tocar o céu elevou pedras
Montou um altar verde com a mais bela floresta atlântica para reverenciar a vida
Suas nascentes dão de beber aos rios
De suas águas matamos a sede
E em seu chão fixamos nossos sonhos
Do alto de suas montanhas aprendemos sobre o infinito e como somos pequenos diante a imensidão do universo.
A ação do tempo, forte e de viés, esculpiu suas pedras para nos mostrar o poder da persistência.
Não há palavra mais digna e representativa para definir o que sentimos por esta terra.
É amor por ser nosso refúgio, nosso abrigo e nossa casa. Temos um lar chamado Itatiaia que nos acolhe com sua beleza e nos mostra que a vida pode e deve ser linda.
Eu sou indigena, indigena em contexto urbano.
Dentro do meu corpo território, também já houveram invasões.
Primeira invasão foi ao nascer nesse mundo e ser arrancada do pertencimento da minha cultura.
Segunda invasão foi na infância, saquearam minha inocência de achar que éramos todos iguais.
Em todos lugares, tentaram me marginalizar, escantear e dizer que eu era menos, apenas por ser na indígena.
A terceira invasão foi na adolescência, onde acharam que meu corpo tinha que ter dono, pois uma mulher indigena é considerada apenas objeto de dominação.
Cor do pecado, olhos que hipnotizam, exótica, selvagem, são palavras usadas pra normalizar a violência e o abuso sob nosso corpo território.
Dominaram e destroçaram meu espírito mais vezes do que eu saberia contar, mas eu nunca abaixei minha cabeça, ando com nariz empinado em qualquer lugar que eu passo porque apesar de me tratarem como invasora da minha própria terra, eu resisto e insisto em mostrar que estaremos aqui.
Sempre estaremos aqui, na nossa terra, com nossos ancestrais nos levantando em cada caída rumo a nossa re(tomada). ✊🏽
Sangue indígena
Sangue cigano
Nem tão alienígena
Nem tão humano
Omissão exposta
Em vigília ou em sono
Explorador da crosta
Filho do dono
Do início ao fim
Do percurso ao meio
Sendo o todo em mim
Experimento sem freio
Eu fui
Eu sou
Eu serei
O que quero
O que temo
O que criei
Das heranças vivas
nas minhas veias
sei uma por uma,
O quê é e o quê
não é indígena,
tal qual o quê é
e o quê não é nativa;
Não menos bonita,
e confessamente
encantadora como
a Chuva-de-Ouro
de terras distantes,
que fascina a visão
e inunda o coração
fascinando a estação
com a sua floração.
Parte minha é estrangeira,
e a outra parte é indígena
nascida de Norte ao Sul
abraçada amorosamente
pelo Oceano Atlântico,
Aqui têm todas as razões
de ser o destino romântico.
O Hemisfério Celestial Sul
guarda a Amazônia Azul
do meu Brasil Brasileiro,
que é terra do Pau-Brasil,
ninho do Sabiá-laranjeira
e terra de absoluta beleza.
Entre sóis, luares e chuvas,
não há outra terra que
caiba com todos os sonhos
que nutro todos os dias
com amor, ternura e folias.
Desta vida nada excluo,
nesta terra que me ensinou
honrosamente seguir
de pé com tristezas e alegrias.
Segundo o povo indígena Setere Mawe, a vida sem intempéries não vale nada !
Eles definem que o homem deve sofrer e se esforçar para que a vida tenha algum valor. Então meu amigo, não perca tempo reclamando de seus problemas, simplesmente procure solucioná-los usando a cabeça para que tudo valha apena.
No território indígena,
O silêncio é sabedoria milenar,
Aprendemos com os mais velhos
A ouvir, mais que falar.
No silêncio da minha flecha,
Resisti, não fui vencido,
Fiz do silêncio a minha arma
Pra lutar contra o inimigo.
Silenciar é preciso,
Para ouvir com o coração,
A voz da natureza,
O choro do nosso chão,
O canto da mãe d’água
Que na dança com o vento,
Pede que a respeite,
Pois é fonte de sustento.
É preciso silenciar,
Para pensar na solução,
De frear o homem branco,
Defendendo nosso lar,
Fonte de vida e beleza,
Para nós, para a nação!
beleza indígena
Sou como o sol a brilhar em meio mata fechada escutando enfrentando rugidos ferozes mais não tenho medo de me intimidar trago na pele um sangue guerreiro impulsivo corajoso sem medo do perigo que tenho que enfrentar.sou mulher indígena mesmo como a lua aparecendo nua tenho um brilho a zelar com os olhos escuros como a noite um belo cabelo brilhar. A beleza está estampada em meu rosto com marcas e pinturas do meu povo irei levar aos quatros ventos a essência guerreira de sonhar a verdadeira maneira de amar a beleza sempre estará no fundo da mata. A tua espera para prestigiar a beleza da mulher indígena a te encantar.
Lucas Silva
Muito Europeu, para não ser romântico
Muito Africano, para não ser guerreiro
Muito indígena, para não ser espiritual
Meu sangue é um rio de ancestrais
O fado que toca no meu peito tem batuque na lua cheia
O vinho do copo, desce pela garganta ( que canta)
com ervas mais antigas, que os nomes.
vivo demais para ser mentira
Muito humano, para não ser muitos.
Guardais as florestas o utópico sertanejo
É o lendário indígena traz consigo seu símbolo um gracejo
Intrínseco no nome, lavor e alto pundonor primoroso
Como ostenta no curral glorioso
Defensores da estrela do boi piranga
Da dançarina flutuando a nossa cunhã-poranga
A batida envolvente, que contagia a nação
Da marujada de guerra que assevera a empolgação
Marca em meu pulso corado e desgastado
O astro porque nessas veias o sangue azul e confirmado
Vaqueirada tutelem o preferido do amo
Deixa ele brilhar desenvolver, agora eu clamo
Pajé abençoai o manto cerúleo, índigo e anil
Desse boi que me faz pulsar no céu no mar no ar azulanil
De Parintins para o mundo trazendo um amor tão charmoso
Venha se consagrar meu guerreiro caprichoso.
Eu sou multicolorida. Explico: Tenho descendência negra, européia e indígena.
Por mais bacana que pareça a campanha lançada pelo Neymar que diz "Somos Todos Macacos", eu discordo!
NINGUÉM É MACACO! Somos todos pessoas, seres humanos e independentemente da cor, merecemos ser respeitados. Até os macacos merecem respeito!!!!
EU NÃO SOU MACACO e NÃO CONHEÇO NINGUÉM que mereça ser chamado de macaco, a não ser, os seres irracionais que andam indo aos estádios com suas bananas e como seres irracionais que são, atiram sua merendinha ao campo!
