Poesias sobre a Cultura Indigena
Alef ao Tav (ACRÓSTICO)
Amo a origem de todas as coisas
Lá aprendo a Tua sabedoria
Elohim de toda a Criação
Fariseu humilde e pequeno sou...
Aqui o passado vira o futuro
Onde as profecias se cumprem...
Tav é a última letra da salvação
Alef é a primeira letra da salvação
Vav é o homem a caminho da salvação...
גיהנום
GEHINOM– LIXÃO
INFERNO?
Um lugar desprezado
pelo Criador,
onde era
processada no calor
as almas íntimas...
"Devemos amar ao próximo como a si mesmo, mas também devemos amar o distante, amar o diferente.
Não adianta amar quem se parece com você, segue sua cultura, religião, orientação sexual e odiar quem pertence a outros costumes, a outras religiões,culturas, tradições e outros estilos de vida"
**Melancolia Silente**
Há dias em que o mundo parece parar,
Como se o tempo fosse feito de sombra.
A luz do sol não consegue clarear,
E a alma se perde na noite que assombra.
O peso invisível nos prende ao chão,
Passos lentos, quase sem direção.
Lembranças vêm como ondas do mar,
Tragando o agora, deixando escuridão.
No silêncio, ouvimos o eco da dor,
Uma melodia triste, mas tão nossa.
Não há quem possa explicar esse amor,
Que carregamos, mesmo quando nos assopra.
Mas nessa tristeza também há beleza,
Um convite ao fundo de quem se é.
Pois quem conhece a melancolia e a reza,
Descobre que a vida é mais do que se vê.
A lágrima cai, mas também faz brotar,
Uma flor singela, um novo olhar.
**Força e Caminho**
No topo da montanha, o vento sopra,
Dizendo verdades que a vida ensina.
"Deus morreu", falou um homem à sombra,
Mas dentro de nós nasce uma luz divina.
Não busque fora o que podes encontrar,
Dentro de ti há força e razão.
Cada queda é pra aprender a voar,
Cada dor traz nova direção.
Seja quem dança sob seu próprio céu,
Quem faz seu caminho sem medo de errar.
O peso da vida? Carregue com zelo,
Pois só assim pode-se transformar.
Olhe pra frente, siga teu chão,
A vida é feita no ir e vir.
Não temas o abismo nem a solidão,
Pois quem enfrenta aprende a surgir.
Os tiranos não temem armas,temem ideias.
Os déspotas não receiam a miséria, receiam que se perceba por que ela existe.
Eu sou a reencarnação
Eu sou a reencarnação daqueles que nunca se foram. Sou a personificação da luta e da guerra,entro na mata e me transformo em fera, tenho em mim a força da terra e tomo a Jurema pra purificar.Não procure minha história em livros, sente-se comigo, um velho ancião, que conta em fala mansa a
história de uma nação. Meu deus não é católico muito menos evangélico, respeito a sua crença mas não acredito no seu inferno, entre na mata de corpo e alma aberto, para que possa compreender a grandeza de Tupã, coloque em seu pescoço um
cordão de Tucumã e adentre comigo pra conhecer o Deus Tupã. Tenho como nome Potiguara comedor
de camarão, trago em minhas mãos a força de um ancião e peço aos encantados paz e proteção. Uso
meu coca e toco meu maracá, pinto o meu corpo sem querer me amostrar, isso tudo faz parte do que eu
sou, e enquanto houver vida eu reencarnarei no meu povo quantas vezes for preciso eu sou o
primogênito da aldeia São Francisco
29 de abril - Dia da dança
A dança é arte
Entretenimento
É prazer, viver.
A dança é interação
Movimento
É cadenciar, ritmar.
A dança é cultura
Envolvimento
É harmonia, alegria.
A dança é liberdade
Sentimento
É emoção, diversão.
Você é arte que habita.
𝐍ós, os artistas, os portadores de luz,
𝐏romovemos a arte em um mundo muitas vezes confuso,
𝐑ejeitamos a negatividade em prol da esperança,
𝐏orque sabemos que cada um de nós é arte que habita.
𝐍ão nos esquivamos do sofrimento alheio,
𝐏rocuramos aliviar a dor com um toque de cor,
𝐂riamos para inspirar, para elevar, para unir,
𝐏orque reconhecemos o poder da arte que habita em nós.
𝐂om pincéis em mãos, criamos paisagens de sonho,
𝐂apturamos momentos fugazes com nossas lentes,
𝐌odelamos formas a partir do barro, dando vida à matéria,
𝐏orque em cada técnica, em cada expressão, reside nossa jornada.
𝐄ntrelaçamos cores vibrantes lindas composições, criando um oásis de esperança,
𝐄xploramos texturas e formas, moldando o mundo conforme nossa visão,
𝐂ada clicar da câmera é uma busca pela verdade e pela beleza,
𝐏orque a arte que habita em nós se manifesta em cada detalhe.
𝐍osso trabalho é mais do que criar, é transformar,
𝐂ada obra que produzimos é um convite à reflexão e à inspiração,
𝐒omos os contadores de histórias silenciosas, os comunicadores sem palavras,
𝐏orque nossa arte é uma voz que ecoa através do tempo e do espaço.
𝐒𝐞𝐣𝐚 𝐪𝐮𝐚𝐥𝐪𝐮𝐞𝐫 𝐜𝐨𝐢𝐬𝐚, 𝐦𝐞𝐧𝐨𝐬 𝐜𝐨𝐦𝐮𝐦.
Poucos livros bons haviam aparecido. Entre eles, Literatura e Humanismo, de Carlos Nelson Coutinho; Os equívocos de Caio Prado Júnior, de Paulo Cavalcanti; Ferro e Independência, de Osny Duarte Pereira. Voltava-me para as revistas de cultura; apresentavam-se com dois tipos, pelo menos as universitárias, as dos docentes e as dos discentes. Eu concluia, por isso: "Em suma, provam os três exemplos alinhados que existe contraste, e até antagonismo, entre o pensamento novo, que se levanta nos meios estudantis, e o pensamento velho, que se aninha nas cátedras universitárias. É evidente que as exceções servem apenas para confirmar a regra. Nem tudo que surge do meio estudantil é de alta qualidade cultural, evidentemente; mas a esmagadora maioria do que surge do meio docente universitário é de qualidade inqualificável. Como pode haver respeito, numa atividade ligada ao conhecimento, quando os que aprendem sabem mais do que os que ensinam?
A FÚRIA DE CALIBÃ, pág. 226-227
O que o professor burocrata, medíocre, displicente, sabe e ensina, não reforma, mas conserva a universidade. Logo, não pode ser ela o instrumento da transformação exigida pela sociedade no seu movimento histórico...Compete aos estudantes associarem-se a estes mestres mais esclarecidos, incentivarem as suas atividades inconformistas, apoiarem-nos, para no diálogo com eles mantido, conseguir fazê-los progredir o mais possível no sentido de compreensão comum do problema e da batalha em que necessitam aliar suas forças.
A QUESTÃO DA UNIVERSIDADE, pág. 90-91
Penso que devemos continuar discutindo, na medida do possível e aproveitando todas as oportunidades, esses e outros problemas ou contradições ou antagonismos. Pouco a pouco, e na medida em que se reconquiste a liberdade, as discussões se ampliarão e ganharão conteúdo e nível mais alto...temos compromisso com o futuro. O lixo será removido, sem a menor dúvida
HISTÓRIA E MATERIALISMO HISTÓRICO NO BRASIL, pág. 99
Me chamaram pra eu ir declamar
Fui ao palco sem demora declamei
Fui falar do Cordel que é cultura
E no mundo da Poesia viajei
Alguém disse que eu sabia de tudo
Eu confesso num momento eu fiquei mudo
Mas eu disse que de tudo eu não sei.
Santo Antônio do Salto da Onça RN
Terra dos Cordelistas
11 Janeiro 2025
A última das liberdades se chama 'MORRER', pois, esse mundo tenta nos APRISIONAR de várias maneiras, desde a cultura até à espiritualidade.
Talvez exista algum ser humano na Terra que não esteja em algum tipo de prisão.
O que posso dizer aos meus próximos se o que tenho na fala não é degustável? Se não carrego as feições que merecem o acolhimento? O que faço com o que fizeram comigo?
Tenho aqui a densidade do vazio, navegando na dor da experiência, todos os dias, mais um dia, o acordar enche o peito e a noite esvanece.
Em uma luta incessante na mente, há o retorno das perguntas que gritam no silêncio. Porque é tão fácil? Será que é o corpo, a mente, o jeito, a aparência, ou a cultura que carrega e se difunde nas tuas ações?
Terei o luxo de ser vista ao sentar sobre o nada e desabar? Ou só é mais uma dentre os bilhões?
Gritar, Pirar,
Criar,
Extravasar,,
Barulhar,
São coisas pra pensar,
Viralizar, mencionar, contextualizar,
Só não pode endoidar.
Mas lambuzar, com a noiva no altar,
Pra casar, morar, namorar, beijar,
Uma filha pra amar, um pássaro pra cantar e uma amorinha agarrar.
Almeirim, Terra Que Inspira
Almeirim, teu nome ecoa forte,
no sopro doce da mata e do rio,
és poesia que nasce no Norte,
és raiz, és caminho, és desafio.
Teus traços moram nas mãos do artesão,
na dança que gira em roda de chão,
no batuque que pulsa a tradição,
no canto que embala o coração.
Tens no povo teu maior tesouro,
simples, valente, guardião do ouro
que não brilha em metal — mas em alma,
em histórias contadas com calma.
Sou filha de tuas águas, de tuas ruas,
onde aprendi que o mundo também é meu.
Em teus braços, cresci, sonhei,
e hoje declamo: Almeirim sou eu!
Cidade-menina de colinas reais,
te reverencio em verso e canção.
Não trago ouro, nem trago festim,
te trago, inteira, no meu coração.
Composição instrutor coco .
15/04/2025
Palmas Tocantins
Corrido)
Coco na roda de capoeira
É pra jogar, camarada, se não treina não entra não
Coco na roda de capoeira
É pra jogar, camarada, se não treina não entra não
(Refrão)
Pelo meu gingado cê pode ficar esperto
Pega a sua mochila e vai embora, vai dar certo
Volte pra sua cidade, vá se esconder de mim
Na roda de verdade, não tem lugar pra fim
(Coco na roda)
Coco balança, mas não cai no chão
Ginga ligeira, jogo de visão
Quem não treina, treme, perde a direção
Capoeira é arte, é luta, é oração
(Refrão)
Pelo meu gingado cê pode ficar esperto
Pega a sua mochila e vai embora, vai dar certo
Volte pra sua cidade, vá se esconder de mim
Na roda de verdade, não tem lugar pra fim
Toda civilização que esquece os seus mortos cava, com
silêncio e festa, a própria sepultura.
Não é o estrangeiro que a dissolve — é o vazio de
sentido que a torna permeável ao abismo.
