Poesias Famosas de Agua
A genialidade se comparada a tudo que não é sabido, é como uma gotícula de água em meio a inúmeras, suspensas no ar.
250623
"GOSTARIA DE SER O ULTIMO.
Hoje anseio ser o último. O derradeiro pingos de água que percorre teu corpo, escorrendo vagarosamente por todas as tuas curvas desejo ser o último batom do dia, para habitar teus lábios.
Ambiciono ser aquela toalha que cuidadosamente desliza por tuas curvas ao te enxugares. Hoje anseio ser também tuas mãos, que acariciam tua pele ao aplicares desodorante, deixando um toque suave em cada centímetro do teu corpo.
Hoje adoraria ser teu travesseiro, onde pousas a cabeça ao dormires. Hoje pretendo ser o último pensamento antes de adormeceres.
A minha vida é como um rio
Cuidado e limpo
Com água transparente e doce
Fértil em suas margens
Fluindo pelos espaços livres
Contornando obstáculos
Passando por muitas paisagens
Sofrendo mudanças
Recebendo afluentes
Que me vão tornando mais forte
Tendo como objetivo o oceano.
Mágoa“má água”
Não deixe a água parada... (“água parada apodrece”) causa doença!
Só com muito amor será possivel nos livrarmos daquela “má água”.
Mágoa vem do latim ‘macula’, é dor, não a física, mas a da alma.
Pense, se foi o outro que o magoou, porque carregar o pecado dele?!
A vida é uma constante aprendizagem, a lição é esta;
Chegou o momento de trabalhar em si as mágoas que causou nos outros e torne-se um ser melhor. E assim a dor da alma se transformou em AMOR, desaparecendo a "má-água" ou dores de alma.
MÃE
A água é pura, e a mão, cura.
Olhando para o céu, eu digo: “Glória a Deus!”
E com os pés na terra, clamo ao alto:
“Ó meu Pai, abençoai todas as mães…”
Simplesmente porque elas são santas sem véu, rainhas sem trono,
Majestosas, divinas, lindas!
Parabéns para mim, que sou.
Para ela, que foi.
Para vocês, que são e/ou serão.
E para todas as mães deste mundo.
Parabéns pra você, guerreira,
Elo divino — pelo seu dia, que são todos os dias!
Yonne Moreno
Não tem como semear sem água.
Sem água o que plantamos não cresce.
Sem água na há colheita.
Com isso aprendo, que só crescemos com as tempestades da vida.
Há pessoas que você matou a sede com um copo de água e outras que você matou a sede a vida inteira.
Não se espante se, só as que beberam um copo, sejam gratas.
ÁGUA
Eu acho que estou ficando louco,
Eu acho que estou ficando um pouco
Eu acho que estou ficando é pouco;
Eu acho que não sei pensar,
Eu penso que não sei achar você
Vivi devaneios, sofri bombardeios,
Venci por você a batalha do waterloo;
Mas continuo batido, e você continua intacta
E rir e faz pouco, e me chama de louco
E eu acho tão legal ser louco por você...
Acho tão louco ser normal sem você
E tudo isso me encuca,
Eu acho que estou ficando biruta...
Hoje saí pela rua cantando ébrio de vicente celestino,
Dançando tango argentino, vestido de reverendo
E um inocente menino perguntou-me quem eu era
Eu disse que eu era o unigênito o deus dos exército
Que estava apaixonado por você...
E que você era a sereia, a baleia
Ou qualquer diabo aquático que me ncantou...
Eu já estou falando água,
Eu já estou molhando o papo, eu sou um pato...
Falei tanto e o que eu queria explicar,
Não era bem isso ou talvez fosse
Mas o sentido das coisas se perde no pulsar das emoções
E o senso do que é razão talvez ganhe sentido
Exatamente na essência dessa loucura...
Tinha sempre água na geladeira
quando tínhamos geladeira...
de vez em quando me vem essa lembrança,
entre muitas lembranças
que certamente eu tinha
e de certo, muitas dessas lembranças eram saudades,
agora não me lembro de nenhuma saudade...
o buriti parecia colher estrelas
depois da cerca do nosso quintal,
é um neon incandescente neste breu
onde o passado se apaga,
algum vulto se debate impetuoso,
sabe esses fantasmas que se rebelam
e murmuram nos calabouços...
alguma coisa deveria brilhar nessa manhã,
mas é só uma manhã como todas as manhãs;
água gelada, sorrisos anônimos...
uma ternura piegas nesse olhar triste
que talvez queira me dizer algo que eu não entendo mais.
CAMBAXIRRA
Não existe vida sem poesia...
Sem vida não existe
amor, paixão e fantasia
sem água e ar a gente repousaria...
mas sem poesia aonde esta ave pousaria?
ÁGUA FRIA
Demétrio Sena, Magé - RJ.
Não gaste suas exclamações com quem só tem reticências para devolver.
TROMBA D´ÁGUA
Demétrio Sena, Magé - RJ.
Um olhar assustado
rompe o céu; mesmo cético,
faz uma prece.
Cai muita chuva; parece
que Deus tomou diurético.
DOR DE CABEÇA D´ÁGUA
Demétrio Sena, Magé - RJ.
Muitos ficam perdidos no coração do tempo que perderam. Presos na palma da mão do destino que julgam ter na mão. Não admitem, gritam vantagens, mas os dentes de alho da boca da noite mordem suas línguas de fogo e as apagam na própria saliva.
Quem vai além da própria ilusão perde as asas do vento. Por isso não escapa do olho do furacão e já não tem habilidade para montar na costa do sol. Gasta inteiramente seus dedos de prosa e só consegue acumular dores de cabeça d´água.
Um dia todos nós olhamos face a face da terra, quanta vida jogamos fora regando a planta do pé ou tomando banho de carne de sol. Sorte nossa, quando não é tarde demais. Quando constatamos que a unha de fome do mundo ainda não devorou as esperanças.
TUDO É ÁGUA
Demétrio Sena, Magé - RJ.
Água que lava
e abriga larva
que vira inseto...
Água que falta
e também medra.
Enche os riachos,
invade as casas
e fura pedra...
Água que afoga,
também afaga
e fertiliza...
Água pesada
que adia o jogo.
Supre a baía,
gera energia,
pois água é fogo.
"LATA D'ÁGUA NA CABEÇA, LÁ FOI MARIA
Demétrio Sena - Magé
Quando Maria Lata D'água, ex-passista da Portela, com passagem por outras escolas de samba voltou ao Brasil com seu esposo Charles, com o qual se casou na Suiça, o Paulo Redator e eu, que redigia seu jornal, fomos os primeiros a entrevistá-la. Eles vieram morar no Município de Magé. Em um sítio bucólico de Bongaba, no sexto distrito. Charles era um membro de família real na Suiça, que se apaixonou por Maria, quando a viu sambar graciosamente com uma lata de vinte litros d'água na cabeça (foi assim que Maria se tornou Maria Lata D'água) e ambos não demoraram a se tornar um casal que viveu junto até que a morte (o esposo morreu primeiro) os separou.
Maria foi tema de homenagens no mundo do samba (lata d'água na cabeça, lá vai Maria...) e foi inspiração para muitas passistas que vieram depois dela. Quando voltou da Suiça, já na meia idade, foi grande a correria de jornais que a procuraram para matérias que despertaram muito interesse. Maria e Charles receberam o Paulo e a mim com sorrisos, café, bolo e uma entrevista muito alegre, na qual expressava sua gratidão à vida. Ela passou a frequentar a Igreja Católica de Piabetá e, quando Charles faleceu, entregou seus bens a entidades, foi viver em um convento e passou a participar das programações da Rádio Católica Canção Nova, em São Paulo.
Não escavei detalhes de sua morte ontem, da qual eu soube logo depois de falar dela para o Arnaldo Rippel, um amigo de Petrópolis, que acabara de fazer um poema em homenagem à escola de samba Portela. Sei que morreu aos noventa anos. Tive com ela e o Charles uma curta e doce amizade. Nunca mais a vi, senão em matérias pontuais do meio católico. Ficam boas lembranças de uma artista e ser humano incomuns, não pela fama, e sim, pela sensibilidade, o coração sempre aberto e uma grande simpatia.
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#respeiteautorias É lei
PERGUNTAS.
" Toda pergunta que te toque é como a água que acaricia a pedra suave na superfície, contínua na paciência, até que um dia no silêncio que amadurece ela finalmente te abra uma passagem. ”
Do sopro divino, a vida;
da água, o vinho;
da crucificação, a ressurreição;
do sepultamento, o perdão.
Não há tribulação que impeça a nossa renovação.
