Poesias e poemas sobre Silêncio
Entre o Eco da Ausência e o Grito do Silêncio
Diante das palavras impregnadas de desapego e dor, surge uma resposta silenciosa, tecida com fios de reflexão e resignação. É como se cada frase fosse um eco, reverberando nos cantos sombrios da alma, mas também iluminando os recantos mais profundos do coração.
Não é a falta que se faz presente, mas sim a presença ausente, uma ausência que se manifesta de formas indizíveis. É a memória que se esvai, o cheiro que se dissipa, o toque que se desvanece. É o reconhecimento de que o que um dia foi, agora não passa de sombras fugidias, dissipando-se com o vento.
E mesmo diante dessa ausência, há uma ânsia que se insinua, uma vontade de confrontar os fantasmas do passado, de encarar de frente a distância que separa o que já foi e o que resta agora. É como se a própria alma se revoltasse contra a lembrança do que um dia a aprisionou, buscando expurgar qualquer vestígio daquilo que já não lhe pertence mais.
Mas entre as linhas desse desabafo, há também um silêncio que grita, um vazio que ecoa. É a solidão que se faz companhia, o eco dos dias vazios, a resignação diante do inevitável. E no meio desse turbilhão de emoções, resta apenas o gesto simbólico de tentar exorcizar o passado, de purificar a alma daquilo que já não a alimenta mais.
Assim, entre a ânsia e o silêncio, entre a distância e a resignação, essa prosa se insere como um suspiro, uma última tentativa de libertação, um ato de coragem diante da incerteza do amanhã. É o retrato de uma jornada interior, onde o amor e a dor se entrelaçam em um eterno jogo de sombras e luz.
Minha alma grita pela tua.
Existe silêncio no grito?
Nas mais profundas camadas do corpo, meu corpo grita pelo teu.
Em um emaranhado de sentimentos, minha vida grita pela tua.
Grito… existe singeleza no grito?
Vida passada, vida presente, vida futura.
Vida…
O sentido da vida está no grito silencioso do amor?
CRISE
Aos poucos o silêncio da madrugada se despede e a cidade acorda para mais um dia. O barulho gerado por pessoas e veículos, gradativamente, vai aumentando.Tudo agora é vida.Vida se movimentando em todos os sentidos e em todas as direções. Tudo parece está dentro da normalidade, mas andando pelas ruas da cidade dá para perceber como o povo anda triste. Placas e mais placas com o nome aluga-se, vende-se ou esta unidade fechou, espalham-se ao longo de toda urbe.
As únicas classes que não sentem tanto o efeito da crise é a do rico e a do pobre. O rico tem o suficiente para inibir qualquer crise e o pobre também não sente tanto , pois toda sua vida já está calejada das agruras desse viver.
O tempo passa rápido e logo as luzes dos carros e da cidade anunciam o final de mais um dia e em poucas horas, quando a alta escuridão chegar, todos esquecerão, momentaneamente, dessa terrível crise financeira ,tendo como maior remédio o sono que leva para longe os problemas e as amarguras de cada ser.
Um ego inflado é uma prisão dourada; só o silêncio interior tem a chave para abrir a porta.
EduardoSantiago
A verdadeira religião não se exibe no altar, mas no silêncio da alma que ama até o inimigo.
EduardoSantiago
Antes de ceder ao impulso, escute o silêncio — ele sabe o preço que seu coração ainda não calcula.
EduardoSantiago
"Um retrato não revela quem você é, mas quem você teme que o mundo descubra no silêncio do olhar."
EduardoSantiago
Lealdade verdadeira é o silêncio que resiste quando a maioria escolhe a traição como barulho.
EduardoSantiago
Salmo da Libertação e da Luz Divina
Senhor, meu Deus e Pai celestial,
No silêncio da minha alma, ergo a Ti a minha voz e entrego o meu ser por inteiro.
Quando me ponho em Tua presença com fé inabalável, sinto o Teu poder agir no mais profundo do meu corpo e do meu espírito.
Senhor, cada respiração profunda, cada sopro e cada bocejo que me acomete enquanto oro,
São testemunhos vivos do Teu amor que limpa, da Tua luz que purifica e da Tua mão que desfaz todo o fardo pesado.
É a Tua energia divina transmutando o cansaço em força, as sombras em luz e a tensão na mais pura paz.
Tu és a minha fortaleza e a minha rocha.
Quando a minha fé vibra alto em Teu nome, o Teu Espírito Santo circula em mim,
Desbloqueando todo o meu ser, renovando as minhas energias e abrindo os meus caminhos.
Sinto as cargas densas se esvaírem e o meu espírito se elevar para mais perto de Ti.
Eu Te agradeço, Pai, pela graça da Tua presença refrescante e libertadora.
Agradeço por ouvir a minha prece, por renovar o meu vigor e por guiar cada um dos meus passos com proteção e vitória.
A Ti dedico toda a minha devoção, toda a minha convicção e o meu louvor, hoje e para sempre.
Amém!
▪︎ Salmo da minha semente.
*Elogio em silêncio*
Não vivo de dizer o quanto és,
eu vivo mostrando.
No cuidado que tenho,
no respeito que guardo,
no olhar que reconhece
mesmo quando a boca se cala.
Não preciso repetir todo dia
o que meu gesto já disse.
Quem ama de verdade
não conta elogios,
vive eles.
Tem gente que precisa ouvir
a cada hora o seu valor.
Eu prefiro provar,
no dia a dia,
que eu sei quem você é.
E se meu silêncio te parece frio,
repara bem:
é que meu elogio não faz barulho.
Ele fica.
Quer sair da matrix coletiva?
Em silêncio, bem sereno
Caminhe para dentro de seu coração
Atravesse esse portal que sempre esteve aberto
Para te libertar dessa ilusão
Fazer você, peregrino
Retornar a sua própria realidade
Viver em paz
Em sua própria dimensão
Penetrando em suas redes internas
Para nunca mais se escravizar.
Fiquem na paz.
Chegou, fez silêncio em meu abraço.
O cansaço quase que fica,
mas foi.
Foi neste dia que percebi
que amar também é silêncio,
e calei.
Nildinha Freitas
Quando a justiça perde o caminho,o silêncio começa a falar.Muitos procuram por respostas,esperando a verdade chegar.
Não existe paz verdadeiraonde a injustiça insiste em ficar.A esperança de um povo cansadoainda sonha em se levantar.
Helaine machado
Não adianta pedir silêncio ao mundo
quando existe uma guerra acontecendo dentro da própria mente.
Não basta falar sobre paz.
É preciso tornar-se paz.
Perguntaram-me o que é arte. Ouviu-se de mim silêncio; não um, mas o silêncio, do tipo que tanto tememos, mas que, por vezes, é a única resposta que temos.
O mesmo silêncio que preenche o universo em que vivemos, que se esconde nas palavras que não dissemos, que, como um véu, cobre a pureza das estrelas. Sim, foi este o meu silêncio.
O mesmo silêncio de uma árvore que tomba no deserto, sem ninguém para escutá-la; o silêncio que faz da arte, arte para nossas almas.
A arte não pode ser definida, deve-se ser contemplada. Por isso, ouviu-se de mim o silêncio, pois...
Como hei de explicar a arte?
Não espere o grito virar silêncio,
nem a ameaça se tornar agressão.
Quando o medo entrar pela porta,
proteja primeiro o coração.
Medida protetiva não é vingança,
é um pedido legítimo de proteção.
É dizer: “Eu quero continuar viva,
quero ter direito à minha própria direção.”
Helaine machado
Manifesto da Raiva
Não é a raiva histérica que me move,
mas a que nasce do abuso,
do silêncio imposto aos que ainda têm alma.
Raiva de ver os bons engolidos
por um sistema que premia a mentira,
que coroa o disfarce,
que veste a hipocrisia como traje de gala.
A indignação é meu sangue,
me desperta, me obriga a escrever.
Não busco paz interior,
não preciso de frases que anestesiam.
Escrevo para rasgar,
para devolver em fogo
o que tentaram me enfiar goela abaixo.
Minha arte não é gentil,
é necessária.
Porque se eu calar,
se eu aceitar,
se eu sorrir junto,
aí sim estarei perdido.
A raiva me lembra que existo.
A indignação me prova que ainda sinto.
E enquanto isso durar,
ninguém, nunca,
vai me domesticar.
CLARIDADE DO INDIZÍVEL
Tua alma é um pátio antigo onde o silêncio respira,
e por onde passam figuras que não sabemos nomear,
ecos de vidas que ficaram presas na memória,
sussurros que dançam entre luz e penumbra.
Ali, o homem que és se desfaz do mundo,
larga o peso, a pressa, o roteiro imposto,
e caminha como quem toca na própria sombra
com a delicadeza de quem sabe que tudo pode ruir.
O vento te ensina gestos que esqueceste,
a chuva te devolve a inocência da água,
e a noite te veste com a claridade que não fere,
essa luz que não ilumina, mas revela.
E no fundo desse jardim escondido,
onde nenhum ruído do mundo te alcança,
há uma fonte que insiste em murmurar verdades —
verdades que não se dizem,
mas que o teu silêncio entende.
É ali que te reencontras:
entre o eco do que foste
e o lampejo do que ainda virá,
sob o luar que não consola,
mas que te devolve a ti mesmo.
No silêncio da noite serena, o vento murmua, suave e pequeno.
E as estrelas brilham intensamente, o céu é tomado pelo seu brilho, que mostra os segredos mudos guardados por elas.
O tempo passa carregando com elas a força de quem acredita, que a vida, embora aflita, vai sempre florescendo uma nova estação, como esperança no coração.
No silêncio do meu quarto
É no silêncio do meu quarto que me transformo em palavras.
Às vezes, meu caro amigo, meu desejo não passa de aspirações literárias, poéticas talvez, românticas sempre.
Sou um romantismo em botão.
Tenho alma de poeta clássico e coração de donzela sonhadora.
Conheço os doces e amargos do sentimentalismo nato, e já fui provedora de todos eles.
E também, vez ou outra, quando me abasta a solidão cabível ao pungente e lascivo transcorrer do tempo, eu me ponho a combinar palavras,
formar versos, montar textos que quiçá traduzam o que sinto.
Tenho no papel um confidente perfeito, com quem compartilho angústias e alegrias sem medo de ser subjugada.
Ele apenas retém os meus sentidos, e isso já me basta.
Quero fazer conhecer a quem, um dia, porventura, venha ser leitor de meus escritos, que sou a mais sensível e suave das mulheres, me desmancho pelo toque, me recomponho pelo olhar, sou artista e plateia ao mesmo tempo; amante e amada.
Recebi do Criador a aflitiva missão de apenas amar, e dela não me queixo, nem me seria digno apontar um quê de reclamação.
É doce morrer de amor.
