Poesias de Pedro Bandeira Mariana
Enquanto eu fujo você preparou
Qualquer desculpa pra gente ficar
E assim a gente não sai
Esse sofá tá bom demais
Deixa o verão pra mais tarde
Por que você chora tanto
E sofre sem ter motivo?
Vai, deixa todo esse rancor pra trás
Que a vida vem sorrindo pra nós dois
Quem quer viver bem no presente encontra o seu lugar
Seu lugar nos braços do sossego
Enquanto uns dizem que o tempo não para
Outros dizem que o tempo
Não passa de ilusão
Invento uma rima
Sobre o teu olhar
Ainda menina (brilha sem parar)
Dora, que reencanta o desencanto
O nada, ela transforma em tudo
Regenera o som, faz ouvir o mudo
Adora amar, faz a vida eterna ficar.
Deus lhe pague
Pela cela
Que me deixou escolher.
Deus lhe pague
Pela vela
Sem fósforo para acender.
Deus lhe pague
Pela dor dela
O sofrimento faz o mundo crescer.
Deus lhe pague
Pela donzela
Que me deu a vida e não pôde viver.
Deus lhe pague
Pela verdade que revela
Faz massa de manobra acreditar sem contradizer.
Deus lhe pague
Pela favela
E o amanhã que pode não vir a acontecer.
Martírios do Destino
Amei-te como uma pássaro perdido no breu
Perdi-te na penumbra, tornei-me teu Orfeu
Os martírios transcrevem o meu pobre destino
Desde tua partida, esqueci-me do Divino.
Não há mais brilho no céu que me foi prometido
Mas o desejo a minha cova foi friamente proferido
A esperança- de que me vale?
O amor - este nem me fale!
O término da vida é o começo da morte
Nenhum ser mundano pode ser imortal
Eu era um ser vivo desprovido de sorte
Amar foi meu erro, meu erro fatal.
Preciso querer para não querer
Eu queria poder ler a poesia
Presa em cada palavra
Que os teus lábios não deixaram
Voar.
Eu queria poder cultivar a semente
De cada momento bom ou ruim
Que, comigo, no pôde
Compartilhar.
Eu queria não querer
Mas, para não querer,
O que mais preciso é
Querer.
Braille
Meus dedos traçam linhas
[no seu corpo
Tua pele é um livro raro
Preciso lê-lo de novo
Ressentir cada parágrafo.
Não te quero na minha estante
Apertado entre dois
Te desejo na minha cama
E não sei o que vem depois.
Silêncio Espiritual
A solidão não existia
A fome o acompanhava
A única solidão que residia:
A do céu, quando
A Deus clamava.
queria
que minha mãe
soubesse
que
não adianta
limpar
tanto
a casa
de fora
se
a casa de dentro
continua suja.
Balança
na balança dos julgamentos
eu aqui
você ali
seu lado pesado
desequilibra o meu
mas tudo bem
eu sou leve demais
para me preocupar.
Ele acelera
Mas também se acalma
Tu é choque-elétrico
Mas também é paz
Pra minha alma
Meu movimento assimétrico
E minha inércia, minha calma.
Ao raciocínio deste poema,
Declaro morte!
A priori, o nome dele
Deveria ser sorte.
Sorte para quem te beija
E se demora nos seus lábios
Rítmico à sensualidade que reside
No teu corpo mágico.
Sorte para quem acorda
Com o céu meio nublado
Pois vê em teu sorriso
O mesmo ensolarado.
Sorte pra quem toca fino
Cada parte do teu corpo
Como se tocasse violino
Num estilo harmônico e barroco.
Sorte te ver de longe
Sorte te ver de perto
Sorte te ver livre e dançante
Como um ser lindo, sexy e desperto.
O amor que faz muito sentido
Quando é ouvido esquece toda a dor
O amor que é muito falado
Quando é calado não é mais amor
Tanta gente
Que não sabe pra onde vai
Nos perdemos todo dia
Sem saber olhar pra trás
Tanta gente
Que só quer viver em paz
Só que o mundo tá um caos
A gente nem se importa mais
Besteiras, loucuras pequenas
Que sempre impedem o coração
De descobrir, acreditar
E se agarrar na imensidão
Que é viver
Ele é um pouco de verdades, metades, maldades
Mas tão ingênuas que no fundo dá saudade
E quando acorda parece que não se importa
Com um sorriso que se estende
Atravessa a parede e depois me enrola
E volta
Esse teu coração que entrou bem devagar
Ninguém nem percebeu
Até ele se acomodar
Ele chegou sem nem me avisar
E de repente quando eu vi
Ele já tava lá
Deixei
O tempo me mostrar quem sou
Perdi
O medo de encontrar o amor
Mudei
O meu olhar diante a flor que me apontou
Beleza onde eu só via dor
Quando eu te vi, tive a certeza
Certeza que era você
Que me trouxe toda a paz
Que sempre me achou capaz
No momento
Foi que eu pude me lembrar
O amor existe com certeza
Só faltava eu me entregar
Estamos sem tempo para nós eu sei, pouco vamos ter de privacidade, temos muito a construir e a firmar, mas nós vamos conseguir nunca fomos fracas e também não há uma pessoa ou casal vencedor que não tenha passado por dificuldades, nos amamos demais e desafios não serão os nosso maiores problemas.
Mas ainda me pergunto, ainda é algo que me incomoda acho que não devo te falar isso, mas que se dane o que deve e o que não até porque se você já leu por aqui já percebeu. Será que estou lutando por algo que é só meu ou por algo que por algum contragosto quer acreditar que me pertence ? Tenho receios dos seu pensamentos mais fundos lá daquela areazinha que você tenta manter inativa,porque te dói tanto revirar e porque você por vezes se agrada dessa dor, aquilo que eu não conseguir entender ainda vou achar mil coisas, mas ainda tenho as minhas convicções que os detalhes que me passam pela mente seja a real realidade que eu quero maquiar.
Ei menina por detrás dos textos, presta atenção neste contexto, ainda te escrevo quase todo dia, mais facil eu escrever do que te falar .
Você, esta na infinidade dos pensamentos, no vento que quando te leva, te espalha no ar.
Olha menina ! Que és indispensável leveza, incalculável esse grado que tenho ao te pensar.
Outro dia, dia que eu não te escrevia, te lia ,relia, para analisar.
Buscava as palavras nas entrelinhas que mal se encombriam nno teu respirar.
Menina! Na prosa, no verso, no texto eu só demonstrava que o que eu te escrevia quase todo dia, são os sons das palavras tímidas da minha síntese mania literária de amar.
