Poesias de Mulheres Trabalhadoras
Poetisa
Dizem que mulheres
que escrevem poesia
de verdade não se identificam
mais como poetisas,
Eu que não tenho
compromisso com a realidade
permito-me escrever poesia
para fugir da grosseria,
e sempre que eu quiser
me identificarei como poetisa
todas as vezes que for renascer
nesta vida onde muitos
deixaram perder o sentido de viver.
As fadas são seres espirituais..
Ás vezes são visíveis...
Transformam-se em mulheres, alegres sorridentes.
As fadas visitam sua casa, para te conhecer e conhecer seu jardim..
As fadas te visitam para te contar histórias, viver histórias...com você.
Deixe espaço em seu jardim para as fadas a dançar...
..
É, eu até acredito que há..
mulheres mais belas que eu..
Original de fábrica?
Acho que ño!
Mais inteligente?
Também não.
Com todo brilho que eu
tenho do 'sol"?
Não há!
Mais carinhosa que eu?
Claro que não!
Que te queira como eu??
Não..
nunca
terás!
..
As mulheres são espelhos da alma,
que buscam em sua força interior
a liberdade do empoderamento feminino,
no qual transmite a sua verdade.
Ideais e pensamentos,
dos quais mostram a face,
de guerreiras em fortalezas,
lutando e brilhando como o Sol.
Perfumes de encantamentos!
Não são as roupas que vestem,
a determinar suas razões,
mas a maneira com que se empoem.
Por esta linda maneira,
venho abrir o coração,
enxergar suas alegrias,
desejando que, o machismo seja inexistente.
Mulheres
Me visto, improviso, costuro.
Chamo a atenção. Me pinto.
Me enfeito. Para o teu olhar.
Me preparo. Para as bodas.
Me engano. Crio céus, me iludo.
Faço de você meu tesouro especial.
Tudo pelo meu sonho de acolher.
Que nasce de minhas entranhas.
Para continuar a vida que
acalento dentro de mim.
Pulsando para o meu par perfeito.
Idealizado da realização e continuação,
do amor que se junta e se transforma,
em vida. No breve momento,
do encontro. Da lembrança.
Do afago. Do perfume. Que faz lembrar.
E me entrego toda a esse universo.
Que foi escrito desde o começo do mundo.
Para atuarmos , amarmos, multiplicarmos.
E seguir a vida em frente.
Destino, apaziguando o coração.
Ou causando vendaval, das paixões,
invisíveis. Que aperta o coração,
sob o nome de saudade.
Mulher. Feita para ser amada.
A força que empenha para
cumprir seu destinho.
Se transforme em orgasmos,
constantes. Enquanto, organiza
o mundo em sua volta.
Valorize sua sabedoria de paz.
E acalente seus sonhos mais profundos.
De Amor, Paz e Liberdade.
marcos fereS
CONTEMPLE-SE A SI MESMAS
(12.02.2019)
Vejam com seus olhos,
E lembrem-se de que,
São mulheres fortes,
Na busca pelo sorriso.
Não deixem isso se perder,
Nem mesmo a razão,
Sobressair os sentimentos e,
Vice e versa nesta história.
Contemplam a si mesma,
Pois o tempo…
Jamais poderá,
Questionar suas verdades.
Andam por lugares desejáveis!
Curtam-se o máximo possível,
Para viver intensamente,
Como se fosse a primeira experiência.
Como podem as mulheres,
Serem musas tão corajosas?
Sim, eu não sei nada como poeta,
Nem como humano, sobre cada uma.
Porém, tenho no coração,
A responsabilidade de respeitar-las!
E acima de todas as coisas,
Amá-las como pessoa.
Portanto, sejam a poesia a ser recitada!
A luz que vai iluminar uma longa estrada,
A sabedoria a ensinar a palavra: GENTILEZA,
As flores que embelezam qualquer jardim
Amor ou Paixão
Homens e mulheres ao se conhecerem não partam logo para uma união, namorem bastante tempo antes de tomar essa decisão, muitas vezes a pessoa só demonstra quem é depois de uns tempos de convívio, se sua escolha foi correta, tudo só vai melhorar com o tempo, mas se você escolheu só pela emoção, as máscaras vão cair e vai causar muita decepção e tristezas em seu coração.
Sou a favor de um casamento para sempre, separação é a pior coisa que um ser humano pode viver, então não deixe a paixão decidir por você, paixão passa com o tempo, amor dura eternamente, e amor só vem com o convívio nos tornando um para o outro, boa gente.
Se um remar para um lado e o outro remar para o outro lado, vão ficar rodando sem sair do lugar. Se um tentar impedir o sonho do outro, um vai ser feliz e o outro vai se frustrar, casal tem de pensar e agir juntos em uma mesma sintonia, não pare sua vida por causa do outro, mas tentem viver uma mesma história em harmonia.
Amor ou paixão, pensem primeiro na união, como pode água e óleo viverem juntos se não podem se tocar, não podem se misturar, e assim como podem “um” se tornar! E uma família para Deus formar! Se família começa da constituição de dois em um, formando no ventre um outro coração, e assim para Deus, iniciando uma nova geração.
JC Gomes
MEDO DE AMA.
Algumas mulheres têm medo de se envolver em um relacionamentos, é por que ainda não encontraram um homem que as faça sentir amadas.
Talvez a primeira experiência tenha sido tão marcante na sua vida que muitas delas acabam desperdiçandonovas oportunidades de encontrar um novo amor.
Por causa de pessoas que não souberam valorizar-se.
Não permita que as sequelas deixada por uma pessoa ruim destrua seu futuro.
Viva, ame como se nunca tivesse amado finja que é asua primeira vez, diga quer você não perdeu nada afinal quem saiu perdendo foi quem não soubete valorizar.
A Primavera aconteceu,
O mundo não esqueceu,
- dez anos -
Floresceram flores,
Mulheres de vários nomes,
E de todas as idades,
Lutando por mil liberdades,
Dos mil sangues de seus sangues,
Das mil carnes de suas carnes,
Ainda no Outono
- persiste -
Destruindo juízos,
Calando vozes,
Surrando corpos,
Não tratando enfermidades,
Trucidando com os jovens...
Tudo aconteceu há dez ano atrás,
Das Damas de Branco roubaram a paz,
Essa Ditadura que sufoca demais...
A Primavera Negra,
Ainda persiste,
Trancafiando filhos, maridos,
sobrinhos, namorados, tios,
- parentes da liberdade -
Da mais preciosa delas:
a liberdade de consciência.
A liberdade de consciência
é aquela que ninguém domina,
- Nem a mantendo sob cárcere
Ainda que persistam,
A liberdade de consciência derruba,
Algozes, regimes e tiranias,
Ela tomba as ditaduras,
Alcança o céu com as palmas das mãos,
E ultrapassa todos os limites...
Não: devagar.
Devagar, porque não sei
Onde quero ir.
Há entre mim e os meus passos
Uma divergência instintiva.
Há entre quem sou e estou
Uma diferença de verbo
Que corresponde à realidade.
Devagar...
Sim, devagar...
Quero pensar no que quer dizer
Este devagar...
Talvez o mundo exterior tenha pressa demais.
Talvez a alma vulgar queira chegar mais cedo.
Talvez a impressão dos momentos seja muito próxima...
Talvez isso tudo...
Mas o que me preocupa é esta palavra devagar...
O que é que tem que ser devagar?
Se calhar é o universo...
A verdade manda Deus que se diga.
Mas ouviu alguém isso a Deus?
-Tu as eu tort. Tu auras de la peine. J'aurai l'air d'être mort et ce ne sera pas vrai...
Moi je me taisais.
-Tu comprends. C'est trop loin. Je ne peux pas emporter ce corps-là. C'est trop lourd.
Moi je me taisais.
-Mais ce sera comme une vieille écorce abandonnée. Ce n'est pas triste les vieilles
écorces...
Entre pernas, passos e tropeços a gente vai deixando algumas coisas pelo caminho e encontrando outras... O que não pode é se subtrair. O processo tem que ser de acréscimo, sempre. Nada é tão definitivo assim e a gente nunca É, a gente ESTÁ...
Sempre digo que quem se aprofunda nas coisas, quem mergulha, sabe exatamente o gosto que tem o alimento cru porque não se contenta com o que está pronto, posto sobre a mesa. A gente vai experimentando aqui e acolá, vai sentindo o ritmo, o tempo, tendo cuidado com algumas coisas e desrespeitando as placas de aviso de perigo de outras. A gente cai, levanta, chora, celebra. A gente vive. A gente se conhece através das reações dos outros a nós mesmos. A gente se trabalha ou estagna, regride ou evolui. A escolha é sempre nossa. Tal como as consequências. A gente resolve se entregar quando é tarde pra descobrir que pra respeitar o nosso próprio tempo, é preciso lembrar e ter o mesmo respeito pelo tempo do outro. E que muitas vezes, pra ser honesto, é preciso se correr um risco o qual não queremos. Mas a gente corre. Que o medo não tenha tanto poder sobre nós... E que não fiquemos condicionados por experiências anteriores - há sempre uma oportunidade de surpresa, mas teremos que estar abertos a isso. Nada é tão definitivo.
Jamais essa mulher nascerá. Só de uma rede de laços se pode nascer. Ela continuará a ser semente abortada, poder por empregar, alma e coração secos. Ela há-de envelhecer funebremente, entregue à vaidade das suas capturas.
Tu não podes atribuir nada a ti próprio. Não és cofre nenhum. És o nó da diversidade. O templo, também é sentido das pedras.
Com que inocência demito-me de ser
eu que antes era e me sabia
tão diverso dos outros, tão mim-mesmo,
ser pensante, sentinte e solidário
com outros seres diversos e conscientes
Da sua humana, invencível condição.
Agora sou anúncio, ora vulgar ora bizarro,
em língua nacional ou em qualquer língua
(qualquer, principalmente).
E nisto me comprazo, tiro glória
de minha anulação.
IV
Conclusão a sucata! ... Fiz o cálculo,
Saiu-me certo, fui elogiado...
Meu coração é um enorme estrado
Onde se expõe um pequeno animálculo
A microscópio de desilusões
Findei, prolixo nas minúcias fúteis...
Minhas conclusões Dráticas, inúteis...
Minhas conclusões teóricas, confusões...
Que teorias há para quem sente
O cérebro quebrar-se, como um dente
Dum pente de mendigo que emigrou?
Fecho o caderno dos apontamentos
E faço riscos moles e cinzentos
Nas costas do envelope do que sou ...
Mas nós, nós que compreendemos a vida, nós não ligamos aos números ! Gostaria de ter começado esta história à moda dos contos de fada.
[O Pequeno Principe cáp. IV]
Quando as cinzas da quarta
Se tornarem brancas
Quando as notas das falas
Se tornarem brandas
Eu deixarei que minha voz descanse
Sobre o acorde do silêncio
Mas enquanto as armas estiverem prontas
E os olhares altivos revelarem afrontas
Eu colocarei a minha voz
Sobre o acorde da coragem
E cantarei o sonho de extinguir a guerra
Romper as cercas, libertar a terra
Despejar no mundo cores de aquarela
Preparando a vida pra outra primavera
E cantarei o sonho de colher milagres
E ver romper da terra inúmeros altares
Pra derramar no mundo cores de eucaristia
Que semeia a noite para florescer o dia
Quando a fome dos pobres for só de beleza
Quando a chama da paz já estiver acesa
Eu deixarei que minha voz descanse
Sobre o acorde do silêncio
Mas enquanto as retas estiverem tortas
E a morte insistir em manchar as portas
Eu colocarei a minha voz
Sobre o acorde da coragem
Sou eu, eu mesmo, tal qual resultei de tudo,
Espécie de acessório ou sobressalente próprio,
Arredores irregulares da minha emoção sincera,
Sou eu aqui em mim, sou eu.
Nota: Trecho de poema presente no livro "Poesias de Álvaro de Campos", de Fernando Pessoa (heterônimo Álvaro de Campos).
...MaisTodo mundo fica para baixo de vez em quando. Desanimar é próprio do ser humano, porque ninguém é de ferro nem pode ser forte toda vida. A fragilidade faz parte do crescimento, ajuda a gente a se fortalecer.
Mas desanimar não é desistir. Como uma onda que passa, o desânimo pode deixar uma devastação, mas sempre é tempo de se reconstruir. É a lei do progresso. Quando você se sente para baixo, pensando em desistir, algo na sua vida acontece que lhe dá uma mexida. É Deus falando com você, lembrando que tudo tem solução. Pode parecer que não, mas nada é definitivo, nem a morte, que é só um estágio de transição. Tudo pode ser refeito, desfeito e perfeito, porque a perfeição depende das suas expectativas.
Permita-se aceitar que você pode desistir. Isso dá um conforto danado na gente, porque retira de nossos ombros aquela cobrança que a sociedade impõe de que temos que ser persistentes. Você pode desistir, se quiser. Só não desista da vida, porque, sem essa, não dá para se fazer mais nada. A vida é nosso repositório de experiências. Sem elas, não avançamos.
Jogue tudo para o alto, mas lembre-se de que tudo o que sobe há também de descer. Quando isso acontecer, deixe cair o que não lhe serve mais e agarre o que lhe pertence. Você vai ver que isso não é desistir, mas usar a inteligência para se libertar do que pesa na alma para depois prosseguir com confiança, serenidade e, aí sim, persistência.
Menino chorando na noite
Na noite lenta e morna, morta noite sem ruído, um menino chora.
O choro atrás da parede, a luz atrás da vidraça
perdem-se na sombra dos passos abafados, das vozes extenuadas.
E no entanto se ouve até o rumo da gota de remédio caindo na colher.
Um menino chora na noite, atrás da parede, atrás da rua,
longe um menino chora, em outra cidade talvez,
talvez em outro mundo.
E vejo a mão que levanta a colher, enquanto a outra sustenta a cabeça
e vejo o fio oleoso que escorre pelo queixo do menino,
escorre pela rua, escorre pela cidade (um fio apenas).
E não há ninguém mais no mundo a não ser esse menino chorando.
