Poesias de Dor

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Ao meio de uma floresta, densa, vejo ela chorando, tensa, conversando com estrelas, deitada no galho mais alto, da árvore mais alta, dizendo de sua vida difícil e todas as belezas, que um dia ela viu ou sentiu, todas vezes que mentiu, todas vezes que caiu, todas vezes que sorriu, e então sumiu..
E eu me vi a bera de um lago, e vendo o reflexo da lua e todas estrelas, vi um mundo escuro com pontos de brilho, talvez seja esse o reflexo do mundo de hoje, a escuridão tomando conta e apenas umas pessoas de brilho próprio e verdadeiro que restaram, e então me vejo dentro de um cubo, onde a mesma menina da mata está, então conversamos, sobre tudo e todos, e optamos por continuar lá, no nosso mundo em cubo, com nossas loucuras e nossas verdades..
Afinal, o mais difícil de existir, e viver..
Então que seja em nossas loucuras.

Essa chuva...
Oh! Chuva...
Não para de cair.

Cai de noite
Cai de dia
Pingos sem melodia.

A chuva cai quando faz sol
A chuva cai até na chuva
É sempre desse jeito.

Cai... Oh! Chuva triste...
Chuva de mágoas no meu peito.

Faz de conta que a vida é perfeita, que tudo é possível, que o mundo conspira só a favor do bem;
Que as lágrimas são doces, que os arranhões são confetes, que a tristeza não machuca;
Que a dor foi embora, que o riso agora, chegou pra ficar.
Faz de conta...

Dói quando perdermos o nosso amor ainda com vida
Dói quando perdermos a expectativa de estar com a minha amada
Dói muito quando lembro dos nossos momentos juntos e de não poder acontecer mais
Dói muito quando penso que vou dormir sem ouvir a tua bela voz novamente
Mas o que mais me dói, é de achar que não fui importante para você

"Aquele dia em que você quer ir embora, mas não sabe o destino.
Aquele dia em que você quer pensar e tenta pensar em qualquer coisa menos na palavra 'desistir’.
Mas esquece que pensar demais cansa, desgasta, não te deixa dormir.
E se isso vira rotina… o dia nublado começa.
Aquele dia em que levantar da cama é doloroso.
E o teto parece ser tão atrativo de se olhar..."

Um dia tu me disseste que jamais me deixaria
Um dia prometeste que pra sempre me amaria
Um dia me ganhaste, com tua doce melodia
Um dia eu acreditei, então me enganei
Quando enfim reparei, o que sempre duvidei
Por dias me questionei, aonde eu errei?
Eu gritei, eu mostrei, eu te indiquei
Você ignorou, duvidou, e me acalmou
Para que tudo isso? Se um dia abandonaria
Para que tanto esforço? Se um dia me destruiria
E no fim mudou, quem é este? Quem é você?
Não há mais melodia, não há mais sintonia
Meu coração escurecido então se esfria
Meu coração já não dirigia as rédeas da minha vida
Então retornei
Para aquilo que sempre acreditei
Ser meu guia nesta intensa poesia
Apenas dei adeus, quisera eu querer voltar
Mas como posso eu voltar?
A quem não sabe me amar?
A quem diz tentar me amar?
A quem sem dó me tratou como pó?
Como posso eu voltar?
A quem prometeu me proteger, do meu pior pesadelo?
Como posso eu voltar?
A quem se tornou o meu próprio pesadelo?
Oh doce perdão, aonde foste quando te procurei?
Oh doce amor, o que te fiz para me machucar?
Oh doce amor, me perdoe por duvidar
Da pureza do teu ser
Da doçura do teu viver
Oh doce amor, me perdoe por duvidar
Mas meu coração não pode mais aceitar
Usarem você
Como uma amar para me matar

Sabe quando a gente puxa o ar dos pulmões antes de mergulhar na água? É assim que eu me sinto quando passo por sua rua…Puxando toda e qualquer informação visual possível na tentativa de guardar até ver de novo. E antes disso, meus olhos correm de um lado para o outro na esperança de te ver. Na inútil esperança de te ver. No fundo, eu sei que você não tá por lá …
Eu preciso respirar de novo, não posso ter medo da água, tenho que passar por ela e respirar.

Alguém que entenda meu coração de poeta?
Que chora tantas dores, vive tantos amores e na solidão, as vezes faz festa
Que sofre calado
Bate alarmado
Transbordando esperança
Quando nada mais resta.

Sabe o bolo?!
Ele acabou...e... eu tenho medo...
acreditava no Final Feliz de histórias encantadas, mas às vezes, o fim não é quando acaba, mas sim quando não se sente.
A vida acaba quando não é sentida.
A felicidade tem um fim quando não é sentida.

Eu estou no meu limite
Enlouquecendo aos poucos
De repente tudo parou de fazer sentido
E eu queria apenas desaparecer.
Porque tudo precisa ser tão difícil?
E quem deveria estar ao seu lado é quem mais te julga.
Eu olho para fora e não vejo nada.
Nem cores nem formas.
As coisas estão escorrendo pelo ralo.
A espera, o tic tac do relógio só parecem evidenciar o meu fracasso.
E a dor passa a ser insuportável.

Está vendo essa rosa, moça?
Por trás dela havia uma ferida,
que latejava... doía.
Mas ela cicatrizou.
E foi sobre essa cicatriz
que eu Floresci.
Moça, não há nada muito quebrado, que Deus não possa consertar. Nem ferida tão doída, que Ele não saiba curar.
Mas Ele quer lidar com o seu coração sozinho,
Sem nada te afastando Dele.
Então você tem que deixar ir o que dói.
Para de olhar para o seu machucado.
E olha pra Ele
Ele também tem um plano separado para você e é lindo. Busque a vontade de Deus acima de tudo.
É só nEle que você florescerá.

TUDO LONGE (fado)

Tudo longe, tudo vazio, tudo sem encanto
do teu canto, teu olhar, no peito no entanto
que se põe a suspirar... as tuas lembranças!
Que são lágrimas em rodopios e em danças
na minha saudade. Você está ausente!
Só o cheiro dos teus beijos nos lábios presente
Insistente: - num poema, num verso, num canto
uivando o acalanto, tanto, me jogando num canto
Nem o teu calor, o teu amor, aqui posso tocar
Você está longe... como nostálgico não ficar?
Ai está dor, este pranto, este manto, ai...ai... ai...
não me deixes tão distante, solidão... vai... vai...
A dor do amor sozinho, é tristura grande
que invade a alma, de quem é amante
Tudo tão longe, tão grande, tão emudecido
aqui neste gemido em sofrido alarido...
Me ponho ao vento por ti clamar:
- como é bom poder te amar!

© Luciano Spagnol
poeta do cerrado
23 de agosto de 2019
cerrado goiano

Sinto o peito apertar.
O ar falta aos pulmões e
é difícil respirar.
As lágrimas insistem
em molhar o travesseiro.
Sinto a boca secar e
há um mar de mágoas
que eu ainda preciso
mastigar...
depois engolir.
O nó da garganta
é que não deixa.
O sabor amargo
das desilusões
tem me enjoado.
Peraí...

Acho que vou
vomitar

Quando a nossa música tocar, tu ainda vai lembrar do ritmo?
Quando o mundo me machucar, tu ainda vai querer curar minha dor?
Tua voz e tua respiração são meus sons preferidos
Mas, quando eu esquecer de viver, teu olhar ainda vai me lembrar quem eu sou

Quando perdi minha vontade de viver, algumas orações de terceiros foi o que manteve de pé. Aos que se disponibilizaram ouvir sem julgamentos, com amor e empatia eu chamo de anjos. Pois estes são os que a cada dia salvam minha vida de uma maneira diferente, muito mais do que eles seriam capazes de imaginar.
É difícil essa luta, principalmente quando o resultado final de todo processo só depende daquele que deveria ser o maior interessado. Porém é difícil manter a gratidão por algo que vc não quer mais receber.
Como ser grata pela vida, se ela é tudo que eu não quero mais? Então se vc fez parte do meu seleto grupo de anjos, saiba que vc fez e faz tudo que podia pra me manter aqui mais um dia, eu serei eternamente grata por isso. Não se sintam impotentes, me encontro num estágio que a dor é muito maior que o amor.
Dor, é a única sensação que minha alma conhece. Eu já não sinto mais nada de bom. Me tornei uma pessoa oca de bons sentimentos e bons pensamentos. Sinto pena, sinto ódio e sinto um desprezo imenso por mim mesma. Pq eu sou covarde e busco meios de pelo menos na hora de morrer não sentir dor, pq meu limiar de dor já chegou fim e por isso eu só quero que tudo acabe, pq pra mim mais um dia na terra é insuportavelmente doloroso.

E num piscar de olhos, o dia vira noite, os pulmões se enchem e esvaziam repetidas vezes, como um sinal de vida, respirar. Os ouvidos se aguçam no silêncio da madrugada banhado pelo tilintar das gotas de chuva batendo na janela e, por incrível que pareça, consigo sentí-las em mim, cada gota gelada e cheia de dor escorrendo pelo meu rosto triste. E como de praxe, me pergundo: Por que? Por que meu sentir exige dor, e choro, e lamento, e saudade, e lembranças... Por que?
Me dou conta que o dia começa ao pôr os pés no chão frio do quarto, no banho gelado, melancólico e totalmente sem graça, na roupa amassada, no café mal tomado, na rotina miserável. No fim do dia, cá estou eu, no mesmo quarto de chão gelado, chovendo oceanos de cansaço, chorando sussurros e dúvidas.

No final, o porquê continua a ser uma incógnita, assim como eu.

Arrefecer

E depois do fim, do frio na barriga
De quem cai de amores
Eu volto pra casa com músculos doloridos
E então o sangue esfria, e os espasmos correm
E a dor de hoje cobre a de ontem.

Falar o que sente, dos
seus sentimentos, não
é sinal de fraqueza, ou
vulnerabilidade.
Isso é coragem, coragem
de enfrentar aquilo que te
dói na alma.

“Minha boca chama pela tua, minhas mãos por teu corpo, meu peito por teu rosto reclinado a disposição de terno carinho.

Os momentos que passo contigo, quero te servir por abrigo; descansa menina meiga e cheirosa.”

O sol nasce,
e com ele, a esperança.
O sol se pôe,
a lua toma seu espaço,
rouba sua luminosidade
e inicia-se a aflição.
Desde sempre.