Poesias de Dor
V Religião Não É Algema
A religiosidade enrijecida adoece.
Mata o riso, julga a dor,
Cria um Deus que só cobra e cobra,
E esquece que a essência é o amor.
Se o seu dogma te faz olhar com desprezo,
Se o seu templo exige o seu próprio fim,
Isso não é fé, é cativeiro de pedra.
Deus nunca quis ninguém assim.
A verdadeira luz não pesa.
Ela não humilha, não sufoca, não fere.
A fé que vem do alto liberta a alma,
Cura a vida e o bem prefere.
Rasgue a culpa, abra a mão,
Deixe o peito voltar a respirar.
Quem aprendeu a amar de verdade
Não precisa de medo para se salvar.
A dor tem ouvidos finos, escuta o som exato do teu medo. Ela percebe quando você hesita, quando sorri por educação, quando diz “tá tudo bem” só para não mostrar o caos por dentro, ainda que a verdade escape pelos dedos.
A dor tem instinto, não tem pena. Sabe onde você se esconde quando finge estar forte. Aparece de mansinho… num silêncio, num sonho, num arrepio que não se explica. E cresce ali, no intervalo entre o que você sente e o que ousa admitir. Você pode mudar de cidade, trocar de corpo, de cama, de assunto. Pode se embriagar de vozes novas e promessas antigas. A dor não se apressa, ela sabe esperar o momento em que o barulho cansa.
No fundo, ela só quer ser reconhecida. Quer um nome, um rosto, um espaço pra existir. E quando, enfim, você a encara, percebe: ela sempre foi tua. Uma mensageira indesejada, mas sábia, apontando o que ainda pulsa mal curado.
Fugir dela é correr de si — e quanto mais rápido vai, mais se encontra. Há uma beleza triste nisso: descobrir que até a dor te ama o bastante pra não desistir de te ensinar. Encare-a, ela só quer que você saiba quem tu és e te mostrar o que você insiste em evitar.
(Douglas Duarte de Almeida)
A Casa do Pai
O amor não veste terno de julgamento,
Nem pede que você esconda a sua dor.
O abraço do Sagrado é acolhimento,
É descanso, é remédio, é puro afeto e calor.
Se a religião te fez sentir pequeno,
Se te deram pedras em vez de pão,
Saiba que o céu não guarda esse veneno:
Deus é o alívio para o seu coração.
Ele não quer a sua perfeição fingida,
Nem a culpa que te faz curvar o olhar.
Ele quer a sua alma livre, erguida,
Com espaço para sorrir e respirar.
Desarme o peito, esqueça a aspereza.
A luz divina é leveza, é mão estendida.
Quem ama de verdade não apaga a sua luz,
Mas te acende de novo para a vida.
O Veneno do Dogma
Usam o nome do Sagrado
Para erguer muros, ditar a dor,
Transformaram a graça em tribunal
E esqueceram o som do amor.
Gente de rosto fechado e bíblia na mão,
Pronta para condenar quem passa,
Adoecendo a si e ao irmão,
Confundindo veneno com graça.
Mas o Divino não mora na opressão.
Não habita no medo, na culpa, na dor.
Se a sua religião sufoca o seu peito,
Ela é só regra de homem, não é amor.
Desarme a mente, acolha o mundo,
Seja a leveza que o céu pediu.
A fé real não destrói ninguém:
Ela resgata o que a rigidez feriu.
Tem gente que sente a dor do mundo antes mesmo de entender por que está chorando.
“Talvez o pior sofrimento não seja sentir a dor de alguém… mas perceber que ninguém mais parou para senti-la.”
- Anna Personagem
Obra: The Moedara Protocol
Autor: Jonas Saul P. Sodré
@Jonassaul.ofc
A dor da ausência é o preço que a gente paga por ter tido um pedaço de eternidade.
Autor: Jonas Saul P. Sodré
@Jonassaul.ofc
Além dos Obstáculos
Suor, cansaço e talvez alguma dor e alguns riscos — seria um resumo bastante inadequado diante de um dia que foi inesquecível, repleto de muitos significados.
Marcado por risadas; passos dados com mais calma, outros acelerados; olhares curiosos, surpresos e deslumbrados; para alguns a sensação de um reencontro; para outros, o novo sendo visto,
Portanto, um tipo de oportunidade admirável, uma experiência usufruída, compartilhada entre altos e baixos, assim como é a vida, que não deixa de ser uma bênção por causa dos obstáculos.
Nenhum amor vale o preço da sua dignidade.
Melhor enfrentar a dor de um fim do que permanecer onde o desrespeito se tornou rotina.
Saudade passa, coração cicatriza, mas se perder tentando não perder alguém é uma dor que custa caro demais.
O Sofrimento e a Dor do Desapego
O sofrimento que nasce da separação quase nunca é culpa do outro, mas sim da nossa resistência em aceitar que os ciclos terminam. Sentir dor quando um laço se afrouxa é humano, mas prolongar esse sofrimento é travar a nossa própria engrenagem de evolução. O afastamento dói porque rasga a rotina e nos obriga a olhar para o vazio da ausência. No entanto, é exatamente nessa ferida que o crescimento espiritual encontra espaço para brotar. Compreender que a dor da despedida é, na verdade, o parto de uma nova versão de nós mesmos nos dá a lucidez necessária para chorar o fim do ciclo sem nos tornarmos reféns do amargor.
"Quando a sua dor for tão grande a ponto de você não mais suportá-la, deixe-a ir...desapegue-se. - Pois o que não é visto não deixa de ser amado. Mas deixa de ser lembrado!"
☆ Haredita Angel
"Sem angústia.
Sem culpa.
Sem dor.
Sem morte.
Sem aflição.
Comigo Senhor,
sempre andarás..."
Amém!
☆Haredita Angel
...ou você aprende pelo amor ou pela dor. Qualquer um desses caminhos lhe conduz à Deus.
Você escolhe!
☆ Haredita Angel
Tem a dor. Sente a dor.
A dor é de quem tem
Quem tem a dor é que sente.
Sente a dor e a falta do amor.
Tem a dor e sente o peso que ela traz na mente.
Sente na dor o nó permanente.
Sente a dor, mas segue em frente, valente.
Tem a dor e sente que o tempo cura o presente.
Tem a dor e sente
_ e chora,
Discretamente.
Mara Dutra
13/09/2026
(Um domingo qualquer)
Há dias em que a dor não se manifesta como um grito estridente, mas como uma infiltração lenta e constante na alma. Ela vai corroendo as certezas que levamos anos para erguer, deixando no lugar apenas a poeira de um tempo que não volta mais. Ainda assim, é na solidez dessa poeira que reaprendemos a pisar para tentar nos manter de pé.
- Tiago Scheimann
Quando toco a vela acesa, eu não sinto dor
Tanto faz se estou no frio ou no calor
O meu coração não bate, mas ainda assim se parte
E não deixa de sofrer, recusando se render
A morte em mim está
Mas ainda tenho lágrimas pra dar!
Filme: A Noiva Cadáver
Música: Ele Ainda Te Conhece Tão Mal
Original: Tears to Shed — Danny Elfman
VOZES:
Emily: Marya Bravo
Aranha: Ester Elias
Verme: Telmo de Avelar
Se até Jesus chorou, tu acha que vai escapar?
Os fortes conhecem o peso da dor.
Nenhum homem é feito de aço, nem de gesso.
Pois até quem enfrentou o mundo sangrou em silêncio,
E cedo ou tarde, cada um encara sua própria verdade.
_Autor: James Richard Ferreira Pantoja
Pseudônimo: KANGAL
O Ciclo Invisível da Dor
O processo de ferir e ser ferido funciona como uma engrenagem invisível que se alimenta das nossas fragilidades não resolvidas. Pessoas feridas ferem pessoas, perpetuando um ciclo onde a vítima de ontem se torna o agressor de hoje se não houver vigilância espiritual. Quando não curamos as rasteiras que a vida nos deu, passamos a distribuís espinhos por onde passamos, muitas vezes contra aqueles que mais nos amam. Compreender a razão dessa dinâmica não justifica o erro, mas nos dá a lucidez necessária para quebrar essa corrente antes que a nossa capacidade de amar seja completamente sufocada pelo ressentimento.Post: Pessoas feridas ferem pessoas. Se você não curar os seus próprios traumas, vai continuar distribuindo espinhos para quem só queria te dar amor. Quebre esse ciclo.
O que dói mais; a dor de encarar uma mudança ou a profunda insatisfação gerada pelo medo de mudar?
☆Haredita Angel-04.10.2012
"Cedo ela aprendeu a esconder sua dor
por trás de um sorriso bonito!
Um dia o sorriso cansou e foi embora.
Mas no dia que ele voltar há de ser verdadeiro!"
Haredita Angel
19.09.25
