Poesias de Dor

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Pela dor que nos une e pela ideia de salvaçãoque a gente carrega mesmo sem saber se é real…ou só mais uma coisa pra não desistir.


DeBrunoParaCarla

Estou lutando por paz, mas também por algo muito maior que isso. Porque não foi só dor… foi como se tivessem roubado quem eu sou. E agora eu caminho entre restos, tentando reconhecer o que ainda é meu, como se minha identidade estivesse espalhada no tempo…e eu precisasse juntar tudo pra existir outra vez. E no meio dessa bagunça, mesmo sem saber exatamente o que sou, uma única certeza permanece intacta...o amor que sinto por você!!!


DeBrunoParaCarla

É tão ruim sentir dor
Ninguém quer
Mas quando ela chega
Inevitavelmente dói

A gente sente
Procura alívio
Procura o motivo
Procura o remédio
Para que a ausência dela
Seja um um esvaziar da angústia

É nessa hora que a falta
Seria melhor que a presença
É agora a hora que não sentir
É melhor do que viver sentindo

A gente torce para ela ir embora
Pra voltar a viver
E pede pra dor: - Por favor não volta!
Não quero mais te ver, te ter, sentir você…

ALMA NA JANELA

A cada suspiro, o sangue respinga no abismo de dor onde se encarcerou, tinge de flores rubras a cortina, lúgubre saudade na própria sina. Ouve risos vãos de vultos, por estar só, que rodopiam em zumbidos, formando um nó. Debruça-se à janela, escura como breu, até que o anjo surja e a leve para o céu.

Lu Lena

Temos que dar valor às pessoas que ficam, quando a dor leva a presença física de quem nos ensinou a amar.


Lu Lena / 2026

O Avesso da Dor


Cansei de ser raiz.
Quero ser a árvore frondosa
que dá sombra e frutos
aos meus algozes.
Eles adubaram a terra árida
onde germinou a vida
que agora, plena,
habita em mim.
Lu Lena

Paramos de sentir dor quando nossas feridas internas começam a cicatrizar. E aí, a mudança acontece!


Lu Lena / 2026

' DOR DE SAUDADE '


Sem você a noite é fria
A saudade é uma dor que dilacera
No meu peito arde e espera
Quem sabe, um dia você voltará.
Só conhece a dor da saudade
O coração que chora em silêncio
De tanto tanto amar !


Contemplo a lua, as estrelas...
E cada vez tenho mais certeza
Desse grande amor sem fim
O tanto que te desejo,
Aqui pertinho de mim.
É Então que minh'alma voa
Voa longe pensando em ti.


Seja noite, seja dia
Estás sempre em minha mente
Mesmo que não esteja presente
Logo meus lábios sente
O gosto de seus beijos
Impregnando-me de amor
Como uma abelha que beija a flor !


Então me dou conta de como a
Saudade doi sem você aqui,
Nesse anseio chego a sentir seu calor,
Mas nada é tão difícil
ou impossível
Que não possa viver novamente
Contigo esse nosso amor!


Maria Francisca Leite
Direitos autorais reservados sob a lei - 9.610/98

-A Mulher Que Sobreviveu ao Silêncio-


Nunca duvide da mulher que você é,
mesmo quando a dor fizer o peito perder a fé.
Porque ninguém conhece o peso da tua caminhada,
nem as lágrimas que caem na madrugada calada.
Você sorri enquanto a alma aprende a sobreviver,
mesmo cansada da vida insistindo em doer.
Carrega o mundo no peito sem deixar transparecer,
e ainda encontra forças para permanecer.
Quantas vezes pensou em parar no meio da estrada,
sentindo a esperança fraca, quase apagada.
Mas algo dentro de você jamais se rendeu,
porque até no caos teu coração permaneceu.
Você é tempestade, mas também imensidão,
é cicatriz aberta buscando reconstrução.
E mesmo quando o medo tenta te consumir,
há uma força divina mandando você seguir.
Nunca duvide da tua capacidade de vencer,
porque só quem já caiu entende o peso de erguer.
Você não é feita apenas de dor e solidão…
você é renascimento pulsando dentro do coração.
— Jordeane Lemes

*O Amor que se vai*
.
Um coração sem amor não deixa rastros ou dor, iguala-se ao tempo escasso, quase sem tempo,
que passa depressa como o vento
lá fora, sem esperar.


Um mundo sem amor é como um
corpo sem vida, tendo no tempo,
o vazio da emoção. Desvanece,
esquece, ficando a razão.


Dentro, tudo quieto e calmo, sem cor,
quase parado, energia chega, alegria
se vai, como o sopro da tempestade,
que cai ecoando sons fortes, que leva
os medos junto aos raios.


Quando a primavera vem,
a natureza renova-se.
Novos ares, novos tempos,
levando as chuvas e os ventos,
nem tudo é calmaria.


As plantas, as flores, as cores e seus
perfumes, mostram-se, exalam-se, transformam-se, enchem-se novamente
de esperanças, os corações vazios,
adormecidos, de um sentimento qualquer.


Um coração que insiste sem amor,
endurecido fica, nem o Sol, nem a Lua,
nem o encantamento e calor não há.


Iguala-se ao vento do lado de fora.
Olha, bate, bate se debate na janela,
sem poder entrar.
.
Ademilton Batista
Brasil Bahia Itabuna
Anos - 2013
Do Livro Vencendo o Tempo pg104
.
*Poema premiado no Concurso Nacional de Novos Poetas Sarau
Brasil, em 2017, em livro impresso
Vencendo o Tempo *2020* e,
também, o primeiro trabalho do autor
Ademilton Batista a receber uma premiação nacional, estreando,
assim, as suas próximas participações e premiações em concursos, antologias e declamações pela America do Sul (Venezuela, Colômbia, Argentina e Chile), Europa, ( Italia, Espanha, Portugal) Ásia (Bangladesh, India), e, mais recente em 14/05/2026, foi declamado na Rádio FM, Frequência Mum No Programa Hora Mágica, na Cidade de Luanda, Angola, África,
para o mundo. Muito feliz com desempenho do Poema
*O Amor Que se Vai* ele cumpriu
fielmente o seu destino literário.

Quero voltar para a aldeia dos artistas,
em outra dimensão,
onde não há dor
nem compromissos parentais,
pois lá todos são apenas irmãos;
não irmãos de sangue,
são irmãos por condição.
São todos artistas,
criadores de beleza.
Lá não há religião,
nem nenhuma forma de paixão reprimida,
como há na carne decadente,
onde as almas se contratam
para viver na prisão eternamente.
A lei que rege é a paz,
nem há forma de agressão.
Todos se respeitam,
todos se amam,
pois, na verdade, são íntegros,
perfeitos para adoecer
de qualquer forma de paixão.
Quero voltar para a aldeia dos poetas;
lá eu vivo em segurança.
Não há necessidade de dinheiro,
porque todos têm grande porção.
Respiramos ar puro
e não há falta de vinho
ou de pão.
Quero voltar para a aldeia dos libertos,
que não precisam se apossar
de nada físico
para a vida organizar,
ou usufruir direitos
que outros não podem comprar.
Tudo é livre,
tudo para todos.
Há abundância
de gentileza e gratidão,
por isso não falta amor,
nem tampouco união.
Quero voltar para a aldeia dos justos,
que não precisam julgar,
nem corrigir o outro
para existir.

É duro descobrir que não somos exatamente quem passamos a vida acreditando ser. Existe uma dor silenciosa em cobrar da vida respostas, até perceber que talvez sejamos nós os únicos responsáveis por oferecê-las. E então vem o choque mais frio de todos, o mundo não nos deve absolutamente nada. Nem compreensão, nem absolvição, nem a chance de voltar atrás.

Também é difícil olhar para si de outro ângulo e enxergar, sem máscaras, tudo aquilo que nos falta, perceber o quanto somos vulneráveis, contraditórios, frágeis e, às vezes, assustadoramente rasos. A consciência tem esse poder cruel de arrancar as justificativas bonitas que criamos para sobreviver, deixando apenas aquilo que realmente somos quando ninguém mais está olhando.

Talvez uma das piores coisas seja ouvir algo que atinge exatamente o lugar que tentamos esconder de nós mesmos. Eu gostaria de nunca ter sido chamado de covarde sem ter uma resposta imediata para negar aquilo. Gostaria de ter encontrado indignação, revolta, qualquer defesa convincente. Mas existem momentos em que o silêncio dói justamente porque, no fundo, não há resposta alguma. Porque, às vezes, tudo o que conseguimos enxergar em nós mesmos é exatamente isso.

Se eu pudesse, arrancaria toda dor de ti
Se eu pudesse, traria só as belezas das flores para seus olhos
Se eu pudesse, traria mais sorrisos belos em seus lábios
Se eu pudesse, faria o sol brilhar mais
Se eu pudesse, roubaria a lua p ti contemplar
Se eu pudesse, traria suave musica para seus ouvidos
Se eu pudesse, faria as ondas do mar acariciar seus pés
Ser eu pudesse, andaria de mãos dada contigo, até mesmo na chuva
Se pudesse, dançaria descalça para ti
Se eu pudesse, te abraçaria agora e diria: vai ficar tudo bem.

—By Coelhinha

Bah…
depois que a dor acalma um pouco,
a gente entende uma coisa importante:
nem todo amor nasce pra ficar.

Alguns chegam só pra ensinar.
Ensinar que coração forte não é o que nunca sofre,
é o que sofre
e ainda assim continua acreditando na vida.

Porque perder alguém
não pode significar perder a si mesma.

E uma gaúcha de verdade pode até chorar escondido,
mas nunca deixa de seguir estrada.

Passei tanto tempo colocando a dor no bolso, escondendo meus próprios problemas, porque os meus nunca pareciam prioridade. As circunstâncias sempre faziam da necessidade do outro algo maior, mais urgente, mais digno de atenção.


Até que veio o acúmulo. E com ele, a implosão
silenciosa, mas devastadora, causando danos profundos.


Agora estou aprendendo qual é o meu lugar de prioridade dentro da minha própria vida. Aprendendo a dar passos que antes nunca me foram permitidos.


Mas hoje surge um novo dilema nas circunstâncias da vida: minha dor já não cabe mais no bolso. Ela transborda, aparece até no silêncio. Tento guardá-la em uma gaveta, mas até essa gaveta está quebrada. E, ainda assim, a prioridade segue sendo cuidar de uma dor física, visível, aquela que todos conseguem enxergar.


E a que ficou em mim?
A que implodiu por dentro?


Existe forma de impedir que os danos ultrapassem os limites do aceitável, quando se viveu tanto tempo sem saber se colocar no próprio lugar?

"A dor da perda de um ente querido...é como ter que amputar um membro seu...Com o tempo cincatriza, mais você jamais será o mesmo sem ele."

—By Coelhinha

"Do sofrimento surgiram as almas mais fortes; os maiores índoles. A dor não vem para a nossa destruição mais atuam para a superação. As almas mais nobres geralmente são aquelas que conheceram a dor e conseguiram transformá-la em sabedoria, empatia e grandeza."


—By Coelhinha

Nem toda dor ensina alguma coisa.
Algumas apenas machucam, atravessam a alma e deixam cicatrizes difíceis de nomear. Mas toda consciência que desperta depois da escuridão já não aceita mais viver curvada diante daquilo que a diminui, porque quem desperta verdadeiramente nunca volta a caber dentro das antigas prisões.


- Tiago Scheimann

⁠Tem milagre disfarçado de silêncio.
Naquela dor que não veio.
Naquela pessoa que foi.
Na saúde que ficou.

Tem cuidado escondido no simples:
no alimento na mesa,
no teto que protege,
no abraço que chega mesmo de longe.

É que, às vezes, o que a gente chama de rotina…
é só Deus agindo nos bastidores.

— Edna de Andrade
@coisasqueeusei.edna

⁠Quando o cansaço pesar nos ombros,
lembre-se: o que te sustenta não é a ausência de dor,
é a confiança silenciosa de que vai passar.

Não deixe que o medo grite mais alto
do que a esperança que sussurra dentro de você.
É ela que te ergue, mesmo quando tudo parece desabar.

— Edna de Andrade
@coisasqueeusei.edna