Poesias de Dor

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⁠O que dói mais; a dor de encarar uma mudança ou a profunda insatisfação gerada pelo medo de mudar?
☆Haredita Angel-04.10.2012

"Cedo ela aprendeu a esconder sua dor
por trás de um sorriso bonito!
Um dia o sorriso cansou e foi embora.
Mas no dia que ele voltar há de ser verdadeiro!"
Haredita Angel
19.09.25

ANTES DA DOR
Autor: Góis Del Valle

Quando tudo ao redor desmoronar,
E a vida parecer te abandonar,
Quando a esperança for só um eco,
E os teus sonhos começarem a sangrar…

Não espere a dor te ensinar
Que Eu sempre estive aqui a te olhar,
Nos teus dias mais difíceis,
Nos momentos que chorou.

Eu sou a paz na tua estrada,
Sou a luz na escuridão.
Se me busca só na queda,
Te esquece do que é chão.
Mas Eu sou teu Deus e te amo!

Quando os aplausos forem ruínas,
E as certezas se partirem ao meio,
Lembra que o amor que te sustenta
Não se apaga ao sopro do medo.

Não espere a dor te ensinar
Que Eu sempre estive aqui a te olhar,
Nos teus dias mais difíceis,
Nos momentos que chorou.

Eu sou a paz na tua estrada,
Sou a luz na escuridão.
Se me busca só na queda,
Te esquece do que é chão.
Mas Eu sou teu Deus e te amo!

AO CALVÁRIO
Autor: Góis Del Valle

Ao Calvário, em passos lentos,
sombra e dor, Sobre os ombros,
a cruz a pesar. No olhar, um mar
de amor, mesmo ao ver a noite
chegar.

Gritos ecoam, pedras no chão,
O açoite rasga a pele em vão.
Mas Ele segue, sem recuar,
Cada ferida, um novo altar.

O céu se curva em pranto e aflição,
O sangue tinge a terra em redenção.
O céu se curva em pranto e aflição,
O sangue tinge a terra em redenção.

Oh, meu Senhor, teu fardo era meu,
Cada espinho rasgava o céu.
Mas em teu olhar, havia a paz,
Que fez do fim, um renascer…

“Há um momento em que a dor não vem da falta de amor, mas da sensação de que tudo o que foi dado jamais encontrou abrigo no outro coração.
Porque quem ama sozinho começa, aos poucos, a se calar. E não é por sentir menos, mas por se cansar de oferecer o que nunca volta na mesma intensidade.”

Deixe-me passar com a minha dor,
É um rasgo que sangra.
Sem receita,sem remédio,sem a cura de uma ceita,
Somente ela me aceita.

A casa que partiu


Há uma dor que só a família entende,
uma dor silenciosa
que se reparte entre olhares e lembranças.
É a saudade que chega devagar,
mas pesa como o tempo
quando percebemos
que alguém levou consigo
um pedaço de nós.
É a ausência
de quem era o centro da mesa,
de quem unia os caminhos,
de quem fazia da simples presença
um lar inteiro.
Nós voávamos pela vida,
netos, filhos, cada um em sua estrada,
mas sempre havia um caminho de volta.
Voltávamos nos aniversários,
nos Natais iluminados,
ou quando a saudade apertava o peito
e o coração pedia abrigo.
Porque sabíamos
que ali estava nossa casa.
Hoje ainda queremos voltar…
mas o silêncio tomou o lugar da voz,
e o tempo levou embora
quem era o nosso porto seguro.
Agora entendemos:
não era apenas um lugar
que nos fazia voltar.
Era você
que transformava tudo
em lar.

Bradou, bradou!
Da dor virou marca.
Este momento começou,
Grande é o canto em Harpa.

Não há mais o agora,
Fugiu a razão e foi embora.
Onde o encontrarão?
No mais inútil canto de um coração.

Beldade da existência,
Inquietante é a sua ciência.
Ser o elo entre a dor e o ser,
Na amarga rotina de viver.

Genial é um inseto.
Voa pelos ares incertos,
Não há preocupação,
Apenas resta a quietude de não saber o que sentir no coração.

Dor dilacerante do existir,
Buraco ao qual não vai extinguir.
A lança do pensar,
A nota de pesar.

Tal qual um sonho,
Doeu, suponho.
Ali está o eu,
Muitos dizem que morreu.

A mitologia da felicidade,
Tudo se fez vaidade.
Aqui faz uma mente,
Já se foi aqui o presente.

O diário de de um homem fiel,
De suas ideias ele virou réu.
A condenação eterna do pensar,
O cérebro corroeu o bem-estar.

É muito fácil julgar
Quando a dor não bate no seu peito,
Quando o problema não tira o seu sono
E o silêncio não machuca por dentro.


É fácil ouvir uma história
E achar que sabe de tudo,
Difícil é enxergar
O que ninguém teve coragem de contar.


Quero ver defender na ausência,
Quero ver estender a mão sem interesse,
Quero ver falar palavras
Que levantem alguém do chão.


Porque abraço também fala,
E às vezes o carinho mais bonito
É aquele que não faz perguntas,
Só permanece ali.


Tem dias que a gente não quer conselho,
Não quer resposta,
Não quer lição.
Só quer alguém disposto a ouvir.


Somos humanos.
Erramos sem perceber,
Escolhemos caminhos difíceis
Tentando sobreviver ao que sentimos.


E talvez o mundo fosse mais leve
Se as pessoas julgassem menos
E acolhessem mais.

Pressentimento ruim,
Breve virá o fim,
Dor de dilacerar um rim,
O mental é o estopim.

Nada mais resta fazer,
Dor e lágrima a cozer,
O caminho a escurecer,
Olhos a esmaecer.

Criminosa solidão,
Domina o coração,
Caiu o próprio sermão,
Veio o apagão!

Superar não é esquecer de repente.
Às vezes é apenas conseguir lembrar sem que a dor machuque do mesmo jeito.

Por mais que a dor não passe, a perseverança tem que permanecer.
A meta, é tentar todos os dias, e não desistir da vida, embora que por mais que as vozes do além insistem em dizer dentro de sim, e ecoe cada vez mais forte, dizendo que não vale a pena mais viver!


Deus nunca desistira de Nós 🙏

Deixa eu morrer…
só por um instante de silêncio,
onde o mundo não me cobre,
onde a dor não grite meu nome.

Minhas lágrimas caíram,
mancharam meu rosto em silêncio,
como tinta da dor escrevendo histórias
que ninguém quis ler.
Helaine machado

Eu esqueci que amar é viver,
me perdi no peso do sentir.
A dor do meu corpo transborda,
inunda o que há em mim.
É um silêncio que grita por dentro,
um cansaço que não quer cessar,
e no meio de tudo isso
eu esqueço de me amar.
Helaine machado

Sala de Aula Ferida
Helaine Machado
Dizem que escola é caminho,
mas tem sido desvio de dor.
Onde a voz do aluno se cala,
e o medo fala mais alto que o amor.
Cadernos fechados pelo grito,
sonhos interrompidos no chão.
Não se aprende sob ameaça,
nem cresce quem vive em tensão.
Farda não pode ser resposta
pra quem só quer existir.
Educação não é confronto,
é ponte pra construir.
Se a escola perde o sentido,
algo precisa mudar com urgência…
porque lugar de aprender é com respeito,
e não com violência.
Helaine Machado

Nella città VII - Dor


Onde nasceram os homens, também rastejam os vermes...


Dize-me, peço-te:
qual é tua lida com a dor?
E eu,
carrasco de misericórdias tardias,
cuspirei teu espírito ao pó.

O violino é o instrumento que não canta, chora!
Suas lágrimas em turvo de dor, desespero e melancolia transcorrem entre notas e melodias que emocionam quem o toca e mais ainda quem escuta tal pranto, do suave e feroz violino..

Assim como não existe vacina para arrependimento
não existe também nem um remédio para dor na consciência ou remorso por qualquer acontecimento ruim
que consequentemente devido a teimosia e falta de bom senso de alguns
possa vir a prejudicar ou condenar ao fim
o destino de muitos