Poesias de Dor
"Deus te vê no secreto
e conhece cada luta e cada dor.
Aquieta o coração —
sua colheita virá no tempo certo.
Permaneça firme,
caminhe confiante."
Amor não é dor;
Amor não é atormento;
Amor não é lamento;
Amor não é desprezo;
Amor não é medo;
Amor não se vende;
Amor não ofende;
Amor não é tristeza;
Amor é a certeza;
Que o Amor é valor;
É comprometimento;
É bom intento;
É beijo, é festejo;
Vem e entende, compreende;
Amor é a sublime prece;
Ele transforma, enriquece e nos enaltece;
Amor apetece amor;
Amor é poder, amor se faz ser; cuida, sonha, doa, ganha...idealiza e realiza.
O amor e sua linda e relevante façanha!
A VIDA EM RISOS E DOR
Até no riso o coração sente dor e o fim da alegria é tristeza e o dissabor.
Até no riso o coração sente dor e o fim da alegria é tristeza e o dissabor.
A verdadeira alegria vem de dentro, de um coração que reluz.
Que em cada canto da vida, revela de Cristo a luz.
Até no riso o coração sente dor e o fim da alegria é tristeza e o dissabor.
Até no riso o coração sente dor e o fim da alegria é tristeza e o dissabor.
Não espere da vida, mais do que a vida lhe dá.
Pois nada trouxemos pra esta vida e dela, nada vai levar.
Até no riso o coração sente dor e o fim da alegria é tristeza e o dissabor.
Até no riso o coração sente dor e o fim da alegria é tristeza e o dissabor.
Seja sempre sorriso em um mundo cheio de dor.
Pois até no sorriso também há dissabor.
O sorriso da alma, traz alegria ao rosto, nos enxendo de calma, revelando da vida o gosto
Até no riso o coração sente dor e o fim da alegria é tristeza e o dissabor.
Até no riso o coração sente dor e o fim da alegria é tristeza e o dissabor.
Se tem rosas, tem espinho, se tem espinho pode haver dor.
Pois até as rosas tem sua sorte, algumas relembram a morte, outras revelam o amor.
Até no riso o coração sente dor e o fim da alegria é tristeza e o dissabor.
Até no riso o coração sente dor e o fim da alegria é tristeza e o dissabor.
Cícero Marcos
quero revolucionar meu interior
apagar minha dor ...
interiorizo no momento
dar colorido ao pensamento
tenho força superior
de apagar esta dor
vou sorrir persistir
meu presente florir ...
tudo passa neste mundo
vou respirar bem fundo
A dor que não curei
A minha dor, que eu não curei, me fez machucar muita gente, até a mim.
A minha dor, a dor que eu não curei, me matou, e eu matei.
Não usei armas. Usei a dor que não tinha sido curada como espada e como faca.
Não matei literalmente; matei sem usar a força, só com a dor que eu ainda não tinha curado.
A minha dor, que eu ainda não curei, vez por outra grita, mas não ando mais por aí destilando o que dói em mim; sigo buscando a cura o tempo todo, até o fim.
Nildinha Freitas
Sombras do passado
Apagam o brilho do presente,
Dilaceram o futuro.
Marcas de uma dor cruel,
Traumas que clamam por superação
Na mente inquieta
Que implora por socorro.
Vejo a maldade no olhar,
e, com profunda dor,
sei que derramar amor
não vai adiantar.
O ódio toma conta,
corações se perdem
no caos do viver,
sem esperança
de um novo amanhecer.
A Morte é um mistério
Deixa Dor na despedida
O Corpo é do cemitério
E o Espírito, a Luz da Vida.
Gélson Pessoa
Santo Antônio do Salto da Onça RN
04/01/2026
QUE ME MATE
Que me mate este amor clandestino
Que me mate a dor dos gemidos
Que me me mate esta fome sentida
Que me mate a dor da navalha
Que me mate os silêncios sentidos
Que me mate o fel da tua boca
Que me mate as pedras frias da rua
Que me mate a tua indiferença
Que me mate o canto dos pássaros
Que me mate a falta de coragem
Que me mate esta cobardia na alma
Que me mate este destino de morte
Que me mate a cruz pesada que carrego
Que me mate esta chuva que molha o rosto.
Última Esperança
— "Por que tanta tristeza e tanta dor?"
Ao coração eu perguntei um dia.
E êle, em resposta: — "Já morreu o
amor."
Ao coração eu perguntei um dia:
— "Por que esperar se já morreu o amor?"
E êle: — "Sem esperança eu morreria."
- Stecchetti
eu fui saudade o sal no rosto, a dor solitária, a angústia que ecoava no peito.
Mas já não habito esse corpo ferido.
Hoje estou livre.
Desço ao mar para sentir o sereno no rosto, o toque das folhas, a brisa que me atravessa.
Estou vivo.
Resistir a dor de uma alma lacerada
Dói de tanto sentir, alma desamparada
Agarro me a fé, deixo me ir ...
É difícil resistir, dói de tanto sentir
Meu desejo é partir, deixar de existir
Minha alma perdida ... ferida
quero mesmo essa partida ....
meu grito interior, esconde a dor sentida
Tenho medo de viver ...
Não tenho medo de morrer ...
Se eu soubesse; não queria nascer
Tenho vontade de apagar meu ser
desligar meu sofrimento, partir
Não quero existir, persistir
No jardim que o silêncio cultiva,
a mão que acolhe não fere a haste.
Se a dor é maré que nos deriva,
que o afeto seja o que nos baste.
Pois na areia de cada destino,
entre a fúria e o manso carinho,
o gesto humano, puro e divino,
é, enfim, a flor sem espinho.
Ainda Há Cacos Espalhados
Eu ando em pontas, lento e distraído,
Pois sei que a dor não foi de todo embora.
A ferida fechou, mas o chão, o meu chão querido,
Guarda o que foi quebrado, mesmo que lá fora
O mundo ache que o tempo já cumpriu o seu castigo.
Ainda há cacos espalhados no tapete,
Fragmentos de um espelho que não soube mentir.
Eu tento varrer, juntar no meu colete,
Mas há estilhaços que insistem em luzir,
Lembrando-me de cada passo que se repete.
A mão que tateia a escuridão é a mesma
Que um dia segurava o vaso inteiro.
Agora ela recolhe a dor, essa gema
Transparente e cortante, sem um paradeiro
Certo, apenas o peso de uma descrença extrema.
É preciso ter cuidado ao recomeçar,
Pois a pressa faz o pé sangrar de novo.
A cura não é um instante, é um lugar
Onde aprendemos a coexistir com o povo
De fantasmas que a memória teima em guardar.
E eu respiro fundo, sabendo que amanhã
O Sol vai nascer sobre os pedaços que restaram.
Não para uni-los, mas para que a manhã
Me encontre a caminhar, mesmo que me custaram
O peso e a prova de que nada é mais de lã.
Com os erros, aprendemos e nos tornamos mais sábios.
Com a dor, criamos raízes mais profundas e crescemos além do que imaginávamos.
Nada é por acaso — cada queda carrega uma lição, cada cicatriz guarda um propósito.
A vida não nos quebra, ela nos lapida. E no fim, tudo que doeu também construiu quem estamos nos tornando.
Ah, água do mar,
apaga qualquer dor
que por aqui passar.
Remove os vestígios
da maldade do mundo
e faz com que
suas ondas levem
tudo o que for negativo.
No palco da dor
O coração é o protagonista
Minha mente é a antagonista
Meu sentimentos são os coadjuvantes
E quando eu me dei por mim
Haviam folhas por todos os cantos
folhas onde depositara tanta dor
Agora estava tudo jogado
Tentei sem exito me levantar
mas assim como minha dor
eu estava presa ao chão
juntei forças para reorganizar
Eu tinha quatro válvulas de escape
uma se quebrou
outra me quebrou
restou apenas as folhas e uma válvula
Assim meu choro não será ouvido
Assim as palavras serão registros
Assim vou me fazendo raiva
Assim eu posso me enganar
Poucos humanos conheceram o fundo do oceano, mas muitas vezes o utilizam como símbolo de dor, mesmo que em suas profundas águas silenciosas e turvas representem também o início da vida, do amor, toda injustiça e do horror.
Estaria uma hierarquia existêncial em forma evoluída sublimando seu vazio e infinito através de uma carne perecível?
O tempo ajuda quem, com coragem, se afasta do que o reduz. A coisa mais mágica que existe no mundo é existir através do sentir, o resto provavelmente é uma mentira teatral, muitas vezes de mal gosto. E todo homem que não respeita a lei do homem busca o que o beneficia, não o bem comum.
O tempo que se perde sofrendo pode ser utilizado para se preparar para a sublimação extraordinária em paz.
Somos aquilo que fazemos, não o que copiamos ou morremos sonhando.
Parecer real não preenche vazio.
O que é original não pode ser copiado.
Quem é de verdade sabe quem é de mentira.
Destruir a luz não resolve a falta de paz.
A Dor da Luz
Antes da forma, havia a luz.
Mas luz sem sombra não possui rosto.
Brilhava infinita, indivisível,
e nada podia ser visto dentro dela.
Então a inteligência despertou
no silêncio da eternidade.
E desejou conhecer.
Para conhecer,
afastou-se da unidade.
E nesse afastamento nasceu o limite.
O limite deu contorno ao infinito.
O tempo começou a respirar.
E Saturno ergueu seus muros de pedra
para que a consciência tivesse onde caminhar.
Pois sem limites não existe percepção,
e sem oposição não existe visão.
Assim a inteligência aceitou a dor,
não como punição,
mas como preço da liberdade.
Porque sem liberdade não há erro,
e sem erro não há aprendizado.
A queda abriu os olhos da consciência.
A sombra desenhou o rosto da luz.
E o universo surgiu como um espelho
onde o espírito poderia reconhecer a si mesmo.
A forma é a luz interrompida.
A matéria é a pausa do infinito.
E no coração da experiência
a inteligência aprende lentamente
que a escuridão não destrói a luz,
apenas revela seu contorno.
Assim caminha o ser:
da unidade inconsciente,
à queda na dualidade,
até o retorno consciente à origem.
Pois a jornada da consciência
não é fugir da sombra,
mas atravessá-la.
E quando finalmente retorna à luz,
traz consigo aquilo que antes não existia:
sabedoria.
Porque Deus cria a luz.
Mas é a experiência que ensina
a vê-la.
São José dos Pinhais, 05 de março de 2026.
Mago Trimegista
