Poesias de Dor
Existe uma dor que não grita… ela fica em silêncio, morando no peito todos os dias.
É a dor de saber que quem você mais ama está em um lugar onde o medo é rotina e a incerteza é constante.
Ter um filho na guerra não é só sentir saudade…
é aprender a conviver com o invisível, com o que ninguém vê, mas que machuca o tempo inteiro.
Mas, junto com essa dor, existe algo que me sustenta: o orgulho.
Orgulho pela coragem dele.
Pela força que eu sei que carrega.
Pelo homem que se tornou, mesmo em meio ao caos.
Eu sinto medo… todos os dias.
Mas também sinto um amor que nenhuma guerra é capaz de destruir.
E é esse amor que me mantém de pé.
Dra. Erica Alvim Lyra
Ainda que haja dor, Deus é a minha fortaleza.
Ainda que haja choro, Deus é o meu consolo.
Ainda que não haja som em meus lábios, Deus é a melodia mais suave.
Ainda que meus pés fraquejem, Deus é o meu caminhar.
Ainda que me faltem palavras, Deus é a minha oração.
Ainda que o medo me alcance, Deus é a minha coragem.
Ainda que tudo pareça perdido, Deus é a minha esperança.
Ainda que a noite seja longa, Deus é a minha luz.
Ainda que eu não entenda, Deus é perfeito em todos os caminhos.
E ainda que eu não veja, eu escolho confiar… porque Deus nunca falha. ✨
A dor é uma constante lembrança de algo que insistimos em querer esquecer: a vida é dura, cíclica, complexa e incerta.
Caminharei por suas flores e espinhos.
A dor está sempre presente. Ainda que algumas coisas melhorem, aparentemente outras permanecerão como estão.
Levo em consideração dados, fatos que sempre acontecem e se repetem. Ainda que eu seja tentado a acreditar de uma maneira diferente.
Por isso, não devo fugir dela. Se está sempre presente, o único caminho é ter que passar por ela, senti-la, sofrê-la.
O ambiente contribui significativamente para a sua atenuação ou aumento.
Só posso ir até onde sei.
Descansar, respirar.
Não vale mais a pena gastar energia mental se eu já entendi como a vida funciona.
Entre Chegar e Partir
Tudo é movimento.
Nada permanece,
nem a dor,
nem a alegria,
nem nós mesmos.
Somos instantes em travessia,
ideias em transformação,
sentimentos que chegam, ficam um pouco
e seguem adiante.
Resistir cansa.
Fluir ensina.
Entre chegar e partir,
a vida acontece
silenciosa, breve
e profundamente viva.
Simone Cruvinel
Qual foi a última vez que você lembrou que está vivo?
Talvez quando sentiu dor, talvez quando sentiu a cura.
Talvez vendo a chuva, talvez em uma noite escura.
Talvez na solitude, talvez em uma aventura.
Talvez a vida seja sobre a completude do processo, semelhante a um filme; persistir mesmo sabendo que há um fim quase certo.
O vazio que você deixou em mim,
é tão grande que jamais poderei sentir dor pior, o que era luz hoje são sombras, os raios de sol já não me tocam, já não sinto a leve brisa do vento, já não sinto o prazer da Liberdade, só a dor no meu peito, na minha alma, aclamada por sua falta.
A DOR QUE EU CRIAVA
Por onde olho, vejo o mundo
No espelho refletindo minh’alma
E descrevo sem cortejos:
O que o íntimo do meu ser esbravejava
Era um buraco escuro.
Um palmo de distância separava
Meu corpo do paredão aceso
Que em fogo chamejava.
O que me deixava confuso
Era a incoerência de como ocorria,
Pois, se escuro estava,
Meus olhos não viam,
Mas meu corpo na dor sentia
E sofria a dor que era só minha,
A dor que eu mesmo criava.
Pena que a gente não escolhe
Com quem iremos conviver.
Ainda bem que o mundo é livre,
Junta pessoas para aprender
A dividir o tempo todo
E relacionar-se mesmo sem vontade
Pois, além da nossa compreensão,
Existe um ser divindade.
Navegar é preciso
O rio desliza, soberano e forte,
Comanda a vida, a dor, a sorte.
Nas águas que cantam
Um canto sem fim,
A selva responde
Sorrindo pra mim.
Das margens barrentas,
Um barco se ergue,
Na correnteza que o tempo não segue.
O homem, pequeno,
Se faz e se refaz,
Nas ondas que escrevem histórias a mais.
O rio é senhor do velho e do menino,
Na veia do mundo, num eterno caminho.
A lua se banha no espelho das águas,
E a noite murmura segredos e mágoas.
O peixe, o canoeiro, o jacaré,
todos seguem em frente, pois, a vida não dá ré.
Navegar é preciso, quem para, não vive,
a correnteza é brava, mas os fortes a desbravam.
O rio é um verso que o tempo descreve,
Nas águas que levam, que criam, que lavam.
O barco é um sonho de quilhas rasantes,
Leva os destemidos, os loucos e os amantes.
Navegar é preciso mesmo à deriva,
Pois só no movimento a alma se vive.
O rio comanda a vida, e a todos cativa,
Deus fez seu leito, talhou sua margem.
E as águas cantam, em Sua homenagem:
Ecoando mistérios, em toda paragem!
Navegar é preciso na obra sagrada,
Nas veias do mundo, por Deus desenhadas.
O rio é senhor, mas Deus é a fonte,
De onde brota a vida, além do horizonte.
O rio comanda a vida, mas quem comanda o rio?
Só Aquele que fez o tempo, o vento e o próprio rio.
Autor: Silvano Pontes
Amazonas em poesias.
Saudade é:
O encontro sempre adiado
O gelo que não derrete
Um grito de dor inaudível
Uma partida sem chegada
Tristeza e alegria numa só lembrança
O coração batendo no passado...
A dor da alma
é como nenhuma outra
que já experimentou.
Ela arde com tal intensidade
que algo se parte
dentro de você.Morre a arrogância,a fome e toda ganância.Sobra só o medo
e o sofrer. E olhos pedindo misericórdia enquanto a angústia te assola .
Só quem já sentiu
pode entender…
a importância
de um abraço nesta hora.
Andréa
Um pássaro no fio pousou, com seu coração repleto de dor.
Suas asas que já não eram mais suas,
foram frutos de ameaça,
Que agora vive em sua gaiola, uma linda e bela pássara.
Solitária, tadinha, não tinha nenhuma ave pra fazer companhia.
Sem hesitar cantou a sabiá
que atraiu outros pássaros para lhe admirar.
Hoje eu entendo que a maior dor não é a morte.
É o que a gente deixou de dizer enquanto havia tempo.
A partida de um pai não leva só um homem.
Leva conselhos que ainda seriam dados, abraços que ainda seriam necessários, olhares que diziam mais do que palavras.
A gente cresce achando que nossos pais são eternos.
Que sempre haverá um amanhã para conversar, para perdoar, para agradecer.
Mas a vida não espera nossos acertos emocionais.
E quando parte…
fica o silêncio.
Fica a lembrança.
Fica o “se eu tivesse dito”.
Hoje eu aprendi algo que dói, mas ensina. Eita pesado !!
Valorize enquanto respira.
Abrace enquanto está quente.
Perdoe enquanto a voz ainda responde.
Família não é perfeita.
Amigos falham.
Nós falhamos.
Mas a ausência é definitiva.
Não espere um velório para reconhecer valor.
Não espere um leito de hospital para dizer “eu te amo”.
Não espere a perda para entender a importância.
A vida é frágil demais para orgulho.
Curta demais para indiferença.
Imprevisível demais para deixar amor guardado.
Se você ainda pode ligar para seu pai, sua mãe, seu amigo…
Ligue.
Se pode resolver algo…
Resolva.
Porque depois da partida, o que fica não é o dinheiro, não é o status, não é a razão.
O que fica é o amor ou a falta dele.
E isso ecoa para sempre.
By Evans Araújo.
Em memória de Raimundo Edmundo leite
Carrego lembranças de dor, dúvidas e silêncio…
Mas também carrego algo maior: a certeza de que Deus nunca me abandonou.
Se cheguei até aqui, é porque fui escolhida desde o começo.
— Lílian Arriel
Houve dias difíceis, dias de silêncio e dor… mas Deus nunca deixou de agir. Superar é reconhecer que a força veio dEle o tempo todo.
“O choro pode durar uma noite, mas a alegria vem pela manhã.” (Salmos 30:5)
Superar não é esquecer a dor, é aprender a viver acima dela. É olhar para frente com fé e acreditar que Deus transforma tudo.
“Sabemos que todas as coisas cooperam para o bem.” (Romanos 8:28)
Há dias em que a dor é só uma marola... suave, quase mansa.
A gente até acredita que aprendeu a lidar. Mas então vem outra onda, maior, e nos engole por inteiro.
A fé não apaga a dor, mas transforma o caminho.
É a mão de Deus segurando a nossa, enquanto a alma aprende, devagar, a respirar de novo.
Entre a Dor e o Gesto
Entre a lâmina invisível das dores que te atravessam
e o peso mudo dos dias que não cessam,
ainda assim… você me escreveu.
E há nisso mais do que palavras —
há travessia.
Porque sei: não foi impulso,
foi escolha.
Não foi leveza,
foi coragem.
Havia silêncio antes,
havia a mágoa — esse território árido
onde quase nada floresce.
E, ainda assim,
você fez brotar um gesto.
E nós…
não fomos pouco,
não fomos rasos,
não fomos passagem.
Fomos chama —
às vezes indomável, é verdade —
mas nunca inexistente.
E talvez, para o mundo, reste apenas
um fio tênue…
mas em mim, ainda é chama inteira.
Não sei o que o tempo fará de nós,
nem se os caminhos voltarão a se tocar,
mas existe algo que em mim não se apaga —
silencioso, maduro, sem pressa —
uma esperança que já não grita,
mas permanece.
E, no fim,
entre a dor que te habita
e o gesto que me alcançou,
eu escolho reconhecer:
foi coragem.
Entre a Dor e o Gesto
Marlene,
não te escrevo pra te convencer de nada,
nem pra pedir que volte —
o amor, quando é de verdade,
não se impõe… se reconhece.
Eu sei onde falhei.
E mais do que isso,
sei o quanto isso te doeu.
Hoje, o que mais pesa
não é a saudade —
é saber que eu poderia ter sido melhor
quando ainda tinha você por perto.
Mas a vida tem dessas ironias:
a gente aprende depois,
quando já não tem mais o agora nas mãos.
Ainda assim…
tem algo em mim que não se perdeu.
Não é insistência,
nem carência —
é só um sentimento calmo,
que continua existindo
mesmo em silêncio.
Se um dia nossos caminhos
se cruzarem de novo,
não quero te prometer o mundo —
quero te mostrar, nos detalhes,
que eu aprendi.
Aprendi que amor
não é só sentir,
é cuidar, é ouvir, é permanecer
quando é mais difícil.
E se esse dia não vier…
você ainda vai ser, pra mim,
a história que não terminou em vão,
mas em aprendizado.
Porque amar você
foi real —
e é isso que fica.
O que poderia dizer para ter aquilo que mais preciso? Se tudo o que quis foi o que perdi, e a dor se somou ao partir do que se fez insubstituível? Onde encontro a presença que o fogo da alma tanto almeja? Para onde vão os sonhos que nunca são vividos, e as palavras perdidas entre pensamentos e memórias?
Quero tudo agora! Imediatista e impulsiva, sigo trilhando caminhos tortos. Sinto a chama, aos poucos, queimar o que resta. Acendo a vela, mas não sou do tipo que faz preces, ao mesmo tempo em que não posso proferir o que mais quero. É estupidez, ou há nisso tudo algum sentido? Para o coração, é melhor parar ou seguir batendo nesse ritmo perdido, porém que nunca cessa?
- Marcela Lobato
