Poesias de Dor
Meu coração de lata, tudo começa com um arranhão. Quando percebemos, estamos sem proteção, vem a ferrugem e corrói, consumindo a razão. Esperança? Só nos resta essas lembranças… Ah, meu coração, enferrujado pela paixão.
...Curiosamente, todos os passos bem sucedidos que dei nunca foram com o intuito de vencer, eu estava apenas fugindo da dor.
Às vezes sinto que meu peito dói, toda vez que penso em você meu peito dói, as lembranças de nossos momentos faz meu peito doer, toda vez, toda vez, porque sempre por você meu peito dói, as minhas falhas me consomem, minhas ações erradas e equivocadas fizeram meu peito doer, e hoje tudo sobre o passado vem me remoer, arrependimentos eu tenho mais que se possa contar, mas infelizmente o passado eu não posso mudar, tentei consertar tudo, e no fim eu só ferrei com tudo, por que sempre sou eu quem fodo com tudo, por quê? Me sinto preso num quarto escuro, onde falta ar e há porta eu não consigo encontrar, acho que é isso que eu mereço, pois eu mesmo me coloquei nesse quarto escuro, quando ferrei com tudo, eu só preciso de alguém que possa me apresentar a saída, talvez só alguém que me fale que acertei alguma fez, mas acho que isso é impossível, eu me coloquei no fundo desse abismo, eu posso ver o feixe de luz, mas não sei de onde ele vem, tudo que eu construir na minha frente simplesmente se destrói, e isso no meu peito dói.
As feridas da alma são as mais difíceis de serem curadas. Sua própria mente reabre as feridas em seu coração te jogando pra baixo de um mar de tristeza e insuficiência, onde a ausência de carinho entorpece seus sentidos e lhe impede de respirar.
Será que um dia minha semente germinará? Tentar entender, é complicado demais. Será que ela não brotará? É isso que penso quando questiono se sou assim por insegurança. Será que um dia encontrarei água? Indago, assim, por esperança, acreditando que a água talvez seja o único elemento que me fará florescer... Mas até quando esperarei em seca?
A falta primitiva pode até não ser preenchida pela abundância posterior, porém a ressignificação atenua significativamente a dor e abastece a lacuna, encarregando-se de minimizar o conflito.
Não sei se haverá um dia em que irei pensar em você sem que um mar de saudades transborde dos meus olhos... Essa tem sido a maneira que encontrei de acalmar meu coração... até nosso reencontro!..❤
Qual seria o motivo de ainda insistir na vida? Eu sangro por dentro, busco refúgio em um qualquer, ofereço minha alma em troca de nada... O motivo? Falta de coragem. Busco nas minhas fraquezas, motivos para me manter em pé, sabendo que meus sonhos eram apenas invenções, de um mundo que não existe.
" Esse amor é um vírus que se reproduz dentro de mim em velocidade assustadora, por vezes sinto até que ele adormece, mas de repente, ele eclode!"
"fiquei profundamente impressionado: pensei que deixara de ser livre (...) procurei libertar-me desta ideia e não consegui (...) Esperava que ela se dissipasse com as luzes. Mas a ideia ficou onde estava, em mim, pesada e dolorosa."
Enquanto examinava gentilmente seu ferimento, perguntei-lhe, mais para ter algo a dizer do que por qualquer outra coisa, se ele doía muito. Sua resposta, que nunca esquecerei, foi: “Não, senhor, só quando eu rio.”
Um término nunca é fácil. É claro que a separação vai doer, é inevitável. Mas, se não te fazia bem, dificilmente você vai sofrer. Lembre-se, o sofrimento é opcional.
Uma criança não nasce ruim ou com maldade em seu coração, mas a vida faz com que isso aconteça, no fundo, toda pessoa ruim, é apenas uma pessoa com dor.
Cordas! Cordas em minhas mãos. Seus movimentos têm o monopólio do cadáver. Ande, pule, sinta, quebre seu coração. Apresentando-se para as cadeiras vazias continue seu número. Enrrolado sem cor, sem medo, sem amor. Um homem na mão de outros, um boneco no peito de seu amor. Corte! Corte minhas mãos! Mas não deixe-me terminar o show. O refletor é venda. Onde está? O amor próprio que me salvou?
Há um momento em que para mim nem o escuro parece ser tão escuro. Nem o assassino parece gostar de carnificina. E que nem a morte tem corajem, de roubar vida de um miserável.
Amordaçado ele segue sem se importar com os sentimentos que batem na porta. Imóvel e descrente prossegue sobre as fendas agrurantes do desepero. O barulho! O barulho das batidas me assombra ao mesmo tempo em que cicatrizes traz. Persiste não aceitando o seu destino. Covarde porque não vociferou?! Insisti em condenar o corpo e a mente que lhe derão abrigo? Com essas batidas. Com esse palpitar. Toda vez que ela passar.
Viver é desconstruir o que sabemos e erguer novos edifícios de conhecimento o tempo inteiro. Por vezes, dói demolir e criar algo diferente, mas o que vem sempre é mais bonito, mais maduro. Nunca deixamos de nos transformar. A clareza liberta.
