Poesia Teu Corpo
No calor da noite, quando tudo se acalma,
Teu corpo ao meu lado é pura chama.
Teus sussurros me guiam como um farol,
E cada toque seu é um convite ao sol.
Teus lábios são doces como mel a escorregar,
E eu me perco no prazer de te amar.
Cada gemido ecoa como uma sinfonia,
Na dança do desejo, somos pura energia.
Vamos nos perder em noites sem fim,
Explorar nossos corpos até o amanhecer assim.
Você é minha tentação, meu desejo profundo,
E juntos criamos um amor tão fecundo.
Sapekinha, venha comigo nesse jogo ardente,
Onde o amor se transforma em prazer latente.
Porque com você, cada momento é explosão,
E eu quero saborear essa deliciosa paixão.
Fragmento lasso
Quero arrancar
Os teus lábios
Dos meus...
Quero traçar
O teu corpo,
No meu!
Louco sozinho
À noite!
Quero teu corpo.
Cachoeiras
Descem
Nos seixos
Delírio nós dois
Feito cometa
No cais...
Nós dois grudadinhos
Na chuva, no mar!
Vezo
Furtarei a tua fragrância...
Sinto todos os dias
O teu aroma!...
Vou me banhar no teu corpo,
Todas as noites de jasmim!
Só para degustar o teu
Perfume.
Banho
Enquanto banhava-me senti tua presença. Molhada, envolvida, enlaçada em teu corpo, senti tua sensualidade rondar meu sangue.
Tenho vivido no silêncio dos teus beijos querendo gritar teu nome até enrouquecer. Mas calo-me para que não ouçam minha respiração ofegante imaginando-me dentro do teu corpo.
Comprazer-me e dar-te prazer é mais do que uma conquista, é abrir a porta dos teus desejos, enquanto sou alguém que espera ser aberta por uma palavra.
(Bia Pardini)
pai
não tenho memórias
desde que mostraram
a mortalha coerciva
cercando o teu corpo
pai
ouvia dizeres “é a fingir”
eu ria e dizia “é a fingir”
por isso todos acreditaram
que a minha extravagância
era um produto da loucura
pai
como se na aritmética
da vida que continua
e do tempo que passa
coubesse alguma lógica.
(Pedro Rodrigues de Menezes, "aritmética do luto")
Juntos caminhamos em direção ao paraiso
Perco-me nas curvas do teu corpo encontro-me no teu sorriso
Fico hipnotizado sempre que sorris
E que para nós os dois haja um final feliz
Não me basta saber que sou amado,
Nem só desejo o teu amor: desejo
Ter nos braços teu corpo delicado,
Ter na boca a doçura de teu beijo.
Ter você ao meu lado ouvi você dizer em repetidas palavras eu teamo
Não me basta ter so a metade do teu amor quero ele por inteiro, sentir teu coração pulsar nas envolturas dos meus braços.
Não me basta eu dizer teamo, tenho a necessidade de conquistar vc todos os dias, sinta amor o meu amor que não é pouco e nem sombrio é claro como água é ardente como fogo.
Gotículas caindo
sobre a brasa quente do teu
corpo nu.
Alvissareiro fico ao sentir,
nós dois,
como se fosse um.
Tempo que não se acaba,
em lugar algum.
COMPLETAS-ME
Teu corpo o tenho em meu pensamento.
Nos constantes sonhos tidos, a cada
momento deles tiro o alento que preciso
para as obrigações do meu dia.
São horas que passo, e os prazeres são
tantos, que os momentos voam, e é tão bom
como na realidade.
Como consigo, não sei, só sei que sem
esforço trago-te por inteiro e tu não me
deixas um instante se quer.
A tudo completamos, nada é deixado de lado,
o pensamento vibra forte, e o coração de
tanto querer , quase fica parado.
Roldão Aires
Membro Honorário da Academia Cabista R.J
Membro Honorário da Academia de Letras do Brasil
Membro da U.B.E
Acadêmico Acilbras - Roldão Aires
Cadeira 681 -
Patrono- Armando Caaraüra- Presidente
"O teu corpo é luz... sedução..."
Com verdadeira fascinação dançamos aquela valsa...
"De quimeras mil, um castelo ergui..."
E nele estamos vivendo há mais de 60 anos...
Amor, amizade, carinho, respeito,
eis o segredo que mantém uma
existência em comum pelos anos afora...
UMA VALSA INESQUECÍVEL...
Marcial Salaverry
Uma valsa que começamos a dançar...
Não conseguiamos parar,
sempre pelo salão a rodopiar...
Nossos olhos não se largavam,
nossos corpos não se descolavam...
Uma valsa tocando alma e coração,
despertando doce emoção...
Num baile de formatura,
amamo-nos com doçura e muita ternura...
Prosseguimos dançando,
e vamos pela vida nos amando...
Uma valsa para sempre lembrada...
Na magia dessa dança,
nosso coração balança...
Ao amor nos entregamos,
enquanto dançamos...
Uma valsa renovando aquela doce emoção
que dançamos com fascinação...
Não queria mais parar,
pois senti que já estava a te amar...
Tentei beijar-te,
mas te esquivastes com arte....
Uma valsa inesquecível...
Perdi-me em tua fascinação,
e entreguei-te meu coração...
Percebi em ti total reciprocidade,
e ganhei teu amor e minha felicidade....
Uma valsa... Aquela valsa...
E prosseguimos pela vida esta valsa bailando...
Lembranças do Clube Transatlantico jamais se apagando...
E como recordar é viver,
estamos sempre a reviver
esse momento de felicidade,
que perdura pela eternidade...
62 anos e até agora nos amamos...
E quem sabe até onde chegamos...
Será até quando Deus permitir
este amor em nosso porvir...
Quantos anos ainda por vir?
Quantos Ele permitir...
Descubro
No teu corpo cálido
A textura do pássaro —
O teu corpo ave
Qualquer coisa de voo
Muita coisa do leve
Prestes a voar
O teu corpo breve —
Tua Chegada
Quando enternecida te encontro,
Vejo-a inteira na luz perpassada.
Acolho teu corpo de grão amadurecido,
Estendido sobre minha procura.
O tempo fez com que ressurgisses,
Recoberta com o brio reconstituído do sentir.
Desdobrei teus passos sobre minha espera.
E a memória acendeu-se em tua vinda.
Assim, misturei-me em tua sina.
Gravei na face, o raio anunciado em tua chegada.
Clamei, na profundeza do existir,
Para que teu tempo, no meu, fosse infindo.
Carlos Daniel Dojja
In Poemas para Versar
Flores não nascem no inverno
Com meu silêncio teu corpo conversa
Não vê novidade
Não vê verdade
Mas de minh' alma o fundo enxerga
Onde por tudo procura
E só dúvida encontra
Pedaços de mim num porão
amontoados em fria solidão
Nenhum é meu de verdade
Como é cara a vaidade
E só você que é flor do inverno
Pode me tirar desse inferno
Você que nasceu do gelo
Você que não tem estação
Me guarde em seu coração
E me arranca esse medo
Vazante da madrugada..
Sussurros em murmúrios
Lamentações de desejos.
Desenhados no teu corpo
Atos que deixam espinhos
Tais máquinas corporais
São transpostas nas sombras...
Para as quais desejos são o maior atributo...
Teu corpo é como uma galáxia
Queria ter a audácia de explorá-lo
Poder transitar nas constelações do céu da tua boca,
Uma viagem como nenhuma outra.
as curvas do teu corpo são as mesmas que me acidenta
as curvas de teus lábios são as mesmas que me perco
as curvas do teu sorriso são as mesmas que me acho
teu lábio carnudo
me deixa desnudo
teu conteúdo
me deixa miúdo
meu mento barbudo
n'teu corpo veludo
é tudo
Eu acho que tô ficando louca..não paro de pensar na tua boca na minha.. teu corpo no meu ..tua vida na minha... teu calor misturado no meu ... não paro de pensar no teu sorriso..no teu olhar bandido ..disfarçando tudo.. fingindo...não paro de pensar na tua voz ao pé do ouvido perguntando baixinho se eu quero...se te quero e eu ... brigando comigo ... tentando enganar meu coração que não quero.. mas lá no fundo ...estou me sucumbindo de desejo ...mas o braço a torcer não dou mesmo...
frente a proa embarcava nos sete mares de teus olhares
arpando contra o vento
cruzava n'teu corpo sedento
velejando n'tuas curvas
com o convés aos teus pés
tuas ondas galgavam sem revés
penetrando n'tua maré
cruzando meus oceanos
navegando pelos ares
beijando-me e aguando
NAQUELA NOITE
21/04/2021
Naquela noite
Vi você aquecendo o frio da noite
Com teu corpo nu, tocando Mozart
No piano de Bosendorfer.
Ouvir as melhores melodias
Vindo do seu coração.
Meus olhos se perderam nas curvas
Tortuosas do teu corpo.
Minhas mãos ficaram tresloucadas
Quando atracaram nos teus cabelos.
Teu beijo levou-me à outra dimensão.
Fizemos amor na madrugada
Da lua cheia.
O céu ficou estrelado para nós
Anjos vieram nos abençoar
Poetas recitaram suas poesias
Damas vieram nos felicitar
Cavaleiros vieram nos cortejar
Pianistas tocaram Beethoven
Floristas enfeitaram vosso leito conjugal
Naquela noite
Fiz retrato seu fumado, enquanto
Lia Samuel Beckett na cama.
Produzir uma caricatura sua enquanto
Treinava boxe na sala.
Te fotografei amiúde, quando banhava-se,
Enxugava-se, penteava-se, vestia-se,
Perfumava-se, apanhava um livro.
Estando contigo, fizeste sepultar
Toda a solidão, a tristeza, o medo…
Refez renascer em mim a esperança.
Fizemos amor no dia da festa junina.
Beijamo-nos na orla da praia.
Apoiar-te a tua cabeça na minha coxa,
Enquanto falávamos de poesia nórdica.
Falava sobre as constelações, Os Beatles,
E que estudava medicina.
Fomos assistir a ópera "As Bodas de
Fígaro", de Richard Wagner.
