Poesia sobre Valores
A priori, o respeito era compreendido como princípio de valor, virtude, mas parece que os tempos mudaram. Pelo menos para alguns!
As atitudes de um indivíduo apontam mais para o seu caráter, do que as suas palavras. Afinal, ações concretas demonstram valores e intenções.
Época infantil, sei tão pouco sobre tudo, hoje. Que as vezes me parece que tenho que reaprender tudo de novo.
O respeito e a educação na chegada e na partida devem ser os mesmo por uma questão de civilidade universal.
Desde bem pequeno sei, que a arte dos artistas populares e a arte nativa indígena devem vir para ocupar espaços nas grandes metrópoles brasileiras e do mundo inteiro. No entanto os artistas, não. Cada um deve permanecer na atmosfera de origem, pela produção em si e pela integridade de sua vida simples e de seu pensamento.
A internet sem limites torna se cada vez mais uma arma letal, eficaz e beligerante para entorpecer e distorcer todos os tradicionais valores éticos, morais, familiares e universais em toda humanidade.
Eu não acredito no Estado, nas Politicas Cambiais e nem no Sistema Financeiro. O único meio verdadeiro gerador de renda é o trabalho e a ele devemos dedicar o maior tempo hábil possível, quando se está bem, todos os dias.
Sou parte do passado. Venho de uma geração com formação de caráter e personalidade, entre uma família de pai e mãe, crença em Deus e amor cívico a terra onde se nasce. Nestes tem tempos tínhamos valores e não tínhamos preços. Hoje a realidade, mudou com a transfiguração de novos pesos e conveniências adaptáveis, paternidades e maternidades isoladas, a crença na tecnologia e o comprometimento transitório só onde se tem vantagem. Agora todos tem preços e por desuso, não tem valores, algum.
A vida com o medo, concorrente e opressora, inclusive dentro do militarismo e pelas poucas oportunidades, convida ao domínio e a passividade se afastando da verdadeira liberdade. O consumo passa a fazer parte da felicidade como a insegurança do depois a arbitraria eternidade. Tudo hoje a qualquer preço pois os valores envelheceram e ficaram perdidos no passado.
Diante de um serviço, por amizade paga se em dobro mas diante de uma inimizade paga se, o preço justo e nem mais um centavo a mais.
Muitas vezes o ser humano civilizado em sua escalada produtiva de ser e ter tem que voltar a condição primaria animal para reconhecer seus instintos selvagens de sobrevivência, entre a auto preservação e a vida em liberdade entre as selvas de pedras do mundo.
Pelo analfabetismo crescente do Mercado de Arte brasileiro, costumam aparecer varias oportunidades. Pois na verdade, sabe se que nem tudo que é muito importante para uma cultura, tem que ter um valor muito elevado.
A falta de valor das pequenas conquistas verdadeiras, fomentam os abismos da insatisfação e os desesperos frente as camuflagens das aparências e todo mega mundo midiático de sucesso imaginário.
A liberdade e a independência não chegam de graça a ninguém, custam caro. Costumo pagar altas parcelas por elas, todos os dias.
O sonho rentável não tem valor algum, pois os mais valiosos são sempre os generosos muito além de todos os valores materiais.
Antes dito e hoje feito. O mercado de arte contemporâneo brasileiro, resinifica se e hipervaloriza obras e artesanatos caboclos, indígenas e de artistas ingênuos. Reconhecendo como o mais valoroso na arte e na genuína cultura brasileira.
Os homens de honra vivem seguros pela suas próprias escolhas, agradecem a Deus por tudo em sua vida e nunca fogem de sua verdade.
O Brasil atravessa nos últimos anos uma crise ética, moral, social e familiar, sem precedentes, todos os valores institucionais sobre o bem e o mal, do certo e do errado ficaram a mercê do hoje, do dinheiro e da falsa e fugaz felicidade. Como agravante para piorar, a liberdade refém do farto consumo.
O mundo contemporâneo, é um momento histórico da quebra do bem e do bom, baseados filosoficamente em antigos valores, fundamentos pela razão e dos questionamentos existenciais. Da mesma forma aliena se o papel individual de cada um para melhoria do todo na sociedade. Vive se a perda gradativa hegemônica dos tradicionais princípios liberais naturais, colocando a força politica não representativa na manipulação de resultados e a movimentação social baseadas muito mais no lucro, mesmo que imoral de todo o poder financeiro, afastando se por completo do que nos tornaria ter melhores índices de humanidade, diversidade e liberdade.
Quanto mais generoso, sábio, bom e iluminado um espirito é nesta dimensão, mais mesquinhez, ignorância, mau e sombrio ele atrai para si em sua existência. Como se o inverso fosse a auto-afirmação persistente de tudo que não vive.
