Poesia sobre Silêncio
Solidão a dois: o silêncio que machuca mais que a ausência. Nem sempre a dor está na ausência física. Às vezes, está no olhar que não vê, na escuta que não escuta. Entenda por que o abandono emocional silencioso pode ser mais doloroso do que estar só.
Nem tudo na vida merece resposta; o silêncio também tem o dom de fazer calar a boca inóspita de um tolo.
Apesar do silêncio, só me faça falar se suas palavras forem capazes de me fazer arrepender de ter ficado calado
Mensageira da espiritualidade, desabrocha em silêncio, banhada pelo sagrado que pulsa na força matriarcal da vida: A natureza.
De hoje em diante, guardarei minhas palavras onde há censura e farei do silêncio minha forma de resistência, porque até o eco precisa de espaço para existir.
Confie em Deus, mesmo nas injustiças, pois Ele vê tudo, age em silêncio e cumpre Suas promessas no tempo certo.
A partir de hoje, escolho o silêncio como escudo. Onde minhas palavras não são bem-vindas, serei apenas ouvidos atentos, porque até o silêncio carrega sabedoria onde há censura.
O amor se esconde nos detalhes: no toque sutil, no olhar que diz tudo, no silêncio confortável. São as pequenas coisas que carregam os significados maisinfinitos.
"A solidão não grita, ela sussurra — e é nesse silêncio que a alma aprende a sangrar em silêncio por não ser lembrada."
Há dores que ninguém vê. Batalhas que travamos em silêncio, com a alma sangrando e o coração em pedaços. Sobreviver à própria sombra é mais do que força, é coragem crua, é resistência emocional. Não se trata de nunca cair, mas de se levantar depois de cada queda, com o peito ainda batendo, mesmo que entre cacos. Porque viver com intensidade também é saber reconstruir-se no meio do caos. Essa é a força que poucos entendem… mas quem sente nunca esquece.
A solidão do homem forte é um silêncio profundo, onde a introspecção é a única companhia,sendo assim as opiniões externas não fazem sentido algum.
Quando teu coração clama em silêncio, Deus, que Conhece o teu coração, no tempo Dele, responde com sabedoria, envolvendo-te em Amor, Paz e Luz Divina.
Já me quebrei em silêncio e renasci gritando: estou mais forte. O brilho que carrego não veio do ouro, veio das cicatrizes que aprendi a amar. Descobri que estar só é bem diferente de estar vazio. Amar é ter coragem de não ferir o outro com as próprias inseguranças. Não nasci para ser metade. Sou intensidade do início ao fim. Sou feito de instinto, fé e mil recomeços. Não busco um amor qualquer, busco coragem mútua para viver algo único. Ou é recíproco, ou é caminho livre.
A existência é o silêncio que grita dentro do vazio, um instante onde o nada se torna possível e, por isso mesmo, impossível de ser esquecido. Não somos entidades separadas, mas pulsos dessa mesma vastidão tentando, em vão, agarrar o que nunca esteve à nossa mão: o sentido absoluto. Somos feitos do instante entre o ser e o não-ser, a tensão infinita que cria o movimento e o pensamento. Não há fora do existir, pois o existir é a fronteira que se estende e se recolhe, um horizonte que nunca alcançamos, mas que nos define. Viver é assumir a responsabilidade de ser a pergunta viva, um eterno questionar sem resposta, um testemunho daquilo que escapa à compreensão. O que chamamos ‘realidade’ é apenas o contorno provisório dessa busca, a sombra tênue de algo que é ao mesmo tempo todo e nada. Ser, então, é reconhecer que somos a ferida aberta do cosmos — e que nessa ferida pulsa a única certeza: a de que, no fundo, nada é certo, exceto a eternidade do mistério.
Há noites em que o céu parece em silêncio, dias em que tudo parece escuro, momentos em que a sede se intensifica e a fonte parece escondida. É aí que o sedento é provado. Não para desistir, mas para ser aprofundado. Deus não brinca de esconde-esconde — Ele nos esconde para nos preparar.
Cai a noite silenciosa. Quantos mistérios existem em seu silêncio? O sol se esconde e a noite escura nos convida à reflexão. O dia foi suportável, ainda que em alguns instantes lágrimas molharam meu rosto. A felicidade é frágil e dentro dela se escondem temores. Mas também é nela que se esconde a esperança. Já quase não me movo. Essa apatia vem carregada de densas culpas. Talvez o tempo esteja cobrando seu preço. Sou um ser frágil, enfrentando uma densa poeira, que machuca meu rosto. Nascer diferente com uma frágil esperança de futuro. Entretanto sigo minha sina. Choro quando não é possível conter no peito uma angústia ardilosa. E sorrio de esperança, porque apesar de tudo, a felicidade mora em mim. Queria saúde, queria amor, queria tantas coisas. E às vezes a solução é não querer. Espero um medicamento que me cure de mim. Eu não sou mais a mesma. Desconheço sorriso largos e como uma largarta vou rastejando nesse solo árido. Esperando que um dia enfim eu seja como uma borboleta, grande, colorida e leve. Espero o tempo que esse dia chegará. Até então, não vou descansar. Que venha a noite, escura e densa, meu peito suporta, forte como uma gaivota.
