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Poesia sobre Silêncio

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Poema depois do sábado


Domingo amanheceu em silêncio
com o sol entrando devagar.


A noite foi longa nos meus pensamentos,
mas nenhuma noite sabe durar.
Ainda caminho sozinho,
mas já não me sinto perdido.


Há vazios que são só espaços
esperando ser preenchidos.


Talvez o próximo sábado
me encontre com outro olhar —
não procurando alguém no mundo,
mas aprendendo a me encontrar.


Porque a solidão, quando escutada,
não é castigo nem fim:
é o começo de um abraço
que nasce primeiro em mim.

Te amo duas vezes...


Eu sempre amei você,
desde o início,
desde o silêncio,
desde sempre...
desde o nada que já era tudo.


Antes de saber quem você era,
antes de entender o que seria
na minha vida.


Não sei se foi o poder da chama gêmea —
da junção divina —
mas te amei bem antes...


Talvez seja a força das almas,
o laço antigo,
a chama gêmea —
essa união que não se explica,
mas que se sente...
com a pele,
com o coração.


Não sei se fui eu quem amou primeiro,
ou se apenas reconheci
um amor que já me habitava.


Quando soube de tudo,
não houve espanto,
nem dúvida.
Só permaneci —
amando.
Como se já soubesse.


Meu corpo já ansiava o seu,
meus pensamentos já te buscavam,
meu coração…
já era teu.


Já amava com toda a intensidade,
já sentia saudade.
E eu, sem perceber,
já tinha desistido de tudo
por você.


Não sei onde termina o amor
e onde começa a conexão de almas.
Talvez nem exista fronteira.


Porque, se for assim,
em total lucidez,
declaro —
nesta vida corpórea
e na outra espiritual —
eu te amo duas vezes.

O silêncio da minha alma


Fui me apagando aos poucos...
E eu nem percebi.
Lutava sem saber,
Implorava sem querer...


Demorou,
Mas entendi.
Tentei,
Briguei,
Estava numa guerra.


Eu queria de volta a minha personalidade,
A guerreira
Que vencia tudo
E todos.


Onde me perdi?
Onde deixei de existir?


Mas isso não era certo,
E eu não desistiria.


Na luta por me encontrar,
Já não sabia
Se me achava...
Ou mais me perdia.)

Sinto demais, mas não sei mostrar.
Dentro de mim, um universo inteiro em silêncio —
porque a vida, um dia, me ensinou a calar.
Achei que isso me tornava alguém ruim…
mas pessoas ruins não carregam esse peso —
elas apenas vestem sorrisos e parecem leves.

Quase tudo!
O dinheiro compra quase tudo: justiça, amigos, status, mentiras, silêncio e tantas outras coisas. Mas há algo que ele ainda não pode comprar — a morte. Pelo menos, por enquanto.

Por trás de um belo sorriso
existe, às vezes, um silêncio que grita.

Uma mente em abismo,
cheia de pensamentos que não encontram saída,
sentimentos que se acumulam
como ecos em um lugar sem luz.

O sorriso engana, protege, disfarça —
é a armadura leve de quem trava batalhas pesadas.
Porque nem toda dor faz barulho,
e nem todo caos pede socorro em voz alta.

Há quem sorria bonito
enquanto se despedaça por dentro.

E talvez, no fundo,
o que essa mente em abismo mais deseja
não é ser salva…
mas apenas ser compreendida.

— Sariel Oliveira

"Entre insistir e soltar"


Insisti no silêncio, gritei sem ouvir,
me perdi no caminho tentando seguir.
Fui presença constante, mesmo na ausência,
mas virei só lembrança, sem mais importância.
Corri contra o tempo, lutei sem vitória,
doei minha vida, apaguei minha história.
Hoje eu paro as mãos, largo esse chão,
não sou migalha, sou coração.


Se ela não sente, não posso insistir,
é hora de soltar pra poder me vestir
da força que resta, da fé que é minha,
pois quem não me quer, me ensina a saída.

No peito, um quarto vazio,
paredes brancas esperando cor.
Não dói, mas lateja em silêncio,
como chão que pede passo.
Ontem vi que foste embora,
não em palavras, mas em ausência.
O vazio então se acendeu,
me pedindo dono, me pedindo vida.
Não vou preenchê-lo com sobras,
nem com migalhas de outros amores.
Vou preenchê-lo comigo:
minhas canções, minhas tintas,
meu riso fora de hora,
meu corpo que insiste em existir.
O vazio não será falta,
será território meu.
E onde era eco,
vai nascer voz.

No silêncio do abandono, existe também uma oportunidade de clareza.
Você percebe quem realmente se importa, quem respeita o espaço que você ocupa, e começa a aprender que vínculo verdadeiro não se compra com proximidade constante, mas com reciprocidade real.
É aí que a dor se transforma em força: ao invés de tentar recuperar alguém que escolheu outro caminho, você passa a se fortalecer na própria presença, na própria verdade.

Eu sequei.
Não por cura,
não por alívio,
mas por excesso.
O coração, rachado em silêncio,
aprendeu a suportar sem água,
a arder sem lágrima,
a viver com o peso seco da dor.


E nesse árido de mim,
ainda brota um cacto,
verde e teimoso,
só para provar que seco não é morto.

Esse silêncio, essa dor, é trocável, e genuína, hoje eu a senti profundamente tocando o meu peito, ouvi o meu coração gritando e as vozes ecoando na minha cabeça para eu reagir e transformar tudo em força, pude ver os meu vasos sanguíneos como em um raio X e senti-los, a conexão com cada celula ..
... Eu estava tendo um princípio de infarto.

Tem dia que a alma não quer poesia, só silêncio.
Não quer conselhos, quer sumir.
E no meio do sumiço,
um pedaço pequeno
de esperança insiste em ficar.
Mesmo cansada, ela respira.
Mesmo sem fé, ela tenta.
Porque dentro do sei lá, ainda mora alguém que quer recomeçar.

Posso ser calma, silêncio que acolhe,
ou tempestade que tudo revolve.
Posso ser riso solto no ar,
ou nó no peito difícil de desatar.
Posso ser casa, porto e chão,
ou estrada sem direção.
Posso ser força quando dói ficar,
ou fraqueza que precisa chorar.
Posso ser faca, palavra afiada,
ou cura lenta, bem pensada.
Posso ser fogo que aprende a conter,
ou cinza fértil pronta a renascer.
Posso ser muitas, sem pedir perdão,
contradição viva em expansão.
Não me resumo, não caibo em um ser:
sou mil maneiras de simplesmente ser.

Família.
Não é quem divide sangue. É quem divide silêncio sem constrangimento.
Quem fica quando não sobra nada bonito pra oferecer.
Quem te chama à razão sem te diminuir.
Quem segura a barra quando você já largou tudo por dentro.
Família não é perfeita, é funcional.
Se dói o tempo todo, não é laço, é peso.
Se exige que você se apague, não é amor, é controle.
O resto é discurso pra enfeitar abandono.

Stephanie


Ela é de Capricórnio.
Não nasce.. se constrói.
Pedra sobre pedra, silêncio sobre silêncio.
Independente
porque aprendeu cedo
que promessas quebram
e quem segura o mundo
é quem não o larga das próprias mãos.
Fiel de poucos amigos —
não por frieza,
mas por profundidade.
Raiz não se espalha na superfície,
raiz escolhe onde fincar.
Ela parece inverno,
mas quem atravessa o frio
descobre abrigo.
Ama sem espetáculo.
Cuida sem anúncio.
Fica.. quando decide ficar.
E quando escolhe alguém,
não é impulso.
É destino assinado em rocha.

Vencendo gigantes pela fé


No vale profundo, o silêncio ecoou,
Onde o medo de muitos a voz se calou.
Um gigante de bronze, de força e metal,
Erguia-se no alto, um muro do mal.


Mas no passo firme de quem crê no invisível,
O impossível se torna um alvo atingível.
Quando alguém inviável é por Deus o escolhido
Não veio com espada, nem escudo na mão,
Mas trouxe o Altíssimo em seu coração.


Davi, mesmo jovem mas ousado do espírito, se permitiu em frente ao gigante ser guiado pelo divino.
"Tu vens contra mim com a lança e o rigor,
Mas eu vou a ti em nome do Senhor!"


Não foi a estatura, nem o braço brutal
Foi a fé que venceu o gigante afinal.
A pedra atirada no ar se lançou,
E o peso do orgulho no chão desabou.


Que a tua coragem não venha da vista,
Pois é no espírito que a alma conquista.
Na luta diária, não te deixes abater,
Pois o Senhor está contigo, não há por que temer.
A fé é a chama que arde no coração,
Que te ergue e te dá forças, não importa a situação.


Igreja, mocidade tenha a ousadia do espírito
Pois a coragem que te ajuda a vencer o gigante Ela vem do Divino
Não retroceda, vá adiante
Com a certeza de que Deus está contigo.

O silêncio é um lenço úmido no rosto,
um peso que escorre pela garganta,
como o inverno que se recusa a ir embora,
deixando os ossos doloridos.


A espera vira um copo vazio na mesa,
o barulho do nada ecoa nas paredes,
e os dedos, inquietos, desenham círculos
sobre a pele que já não lembra o teu toque.


O telefone dorme como um animal doente,
sem latidos, sem pulsação, sem calor,
e o coração aprende a bater devagar,
como quem conta os segundos de um adeus.


As horas se arrastam como remédio amargo,
cada minuto um grão de areia nos olhos,
e o peito guarda o frio das manhãs sem sol,
onde até a luz parece desbotada.


Quem diria que o vazio tem sabor de ferrugem,
que a ausência é um espinho na língua,
e que o amor, quando não responde,
vira uma cicatriz que nunca sara?


Mas um dia, talvez, o corpo desaprenda
essa dor que se aninha como gripe antiga,
e o silêncio deixe de ser uma casa vazia
onde só os ecos sabem o seu nome.

Lembro como hoje ao luar, ouvindo nos teus versos, a melodia da tua voz em meu silêncio, comparando-me à luz que banha o mar, naquelas pedras.


Embriagados de amor, de vinho, de tempo.
Minha pele arrepiando-se ao teu olhar,
fundos abismos onde me perco e encontro luz, teus olhos são espelhos do meu ser,
e neles vejo o que jamais esqueço.


Impossível apagar tua expressão,
o sorriso que desenhaste em mim,
impossível esquecer-te, mesmo agora,
quando a noite me lembra o teu jardim.


Hoje te busquei-te nas esquinas do vento,
nos reflexos da lua sobre o mar,
mas só encontrei o eco da tua sombra,
um vago rumor que não pude tocar.


Talvez nunca tenhas existido,
senão na perfeição dos meus delírios,
um sonho que teceu minha alma,
e agora se desfaz em devaneios.


Sonhos não são reais, eu sei,
mas carrego teu nome na pele,
na memória que não se apaga,
no verso, um apelo de saudade que nunca se revela.

Resposta do ser amado"


Quando te afastas e vives em silêncio,
meu peito também se fecha, em defesa e receio.
Não nego tua falta — ela vibra nas frestas —
mas me recolho.
Me apago.
E o amor que grita em ti, em mim se cala.


Teu feitiço me toca, mas não me prende sozinho.
Quando caminhas sem me olhar,
eu também deixo de me mostrar.
Como um farol apagado, esperando
que o barco queira voltar.


Não sou labareda quando me deixas no frio.
Sou brasa quieta,
dormindo entre as cinzas do que fomos,
esperando o vento certo.


Mas se tua mão buscar a minha,
se teus olhos voltarem com sede de nós,
acharás mais que abrigo:
acharás um coração aberto,
um peito ainda teu,
um amor que não foi embora — apenas silenciou
pra não sangrar em vão.


Se vieres com ternura,
não precisarás perguntar se ainda és minha.
Sentirás.
Na pele, no olhar, no beijo suspenso entre o tempo e o agora.
Porque teu nome vive em mim —
mas só floresce quando regado de volta.


Teu encanto é chama,
mas só queima em dois corpos acesos.
Tua ausência é sombra —
e a minha resposta, o eco do que recebo.


Se teu amor renasce,
o meu desperta inteiro.


Com o mesmo feitiço,
mas só quando chamado.
Com amor,
ainda teu — Niklaus.

Que o silêncio embale o teu coração,
transformando o cansaço em gratidão.
Dorme em paz, no teu ser, no teu leito,
com a calma de quem fez o que era perfeito.
Boa noite.