Poesia sobre Silêncio
Que a tua vida seja feita de paz que acalma a alma, não de silêncio que pesa.
Que a tranquilidade seja tua casa, não tua fuga.
Que tu tenhas boas conversas até tarde, daquelas que curam mais que conselho.
Que as companhias sejam poucas, mas de qualidade;
gente que te escolhe sem você pedir.
Que as amizades sejam abrigo, e o amor seja porto seguro.
Que a paixão te lembre que tu ainda sente, ainda vibra, ainda quer mais.
Que a exclusividade não seja egoísmo, mas prioridade: Você no lugar certo, com quem te vê inteiro.
Que a fé te sustente nos dias que o chão some.
E que tu nunca perca as tuas Metas de vista... porque elas são o mapa da pessoa que você nasceu pra ser.
Vive leve. Vive inteiro. Vive com sentido. Mesmo que, às vezes, possa parecer sem sentido...
"E na calada da noite que o silêncio plana aos ouvidos, e os mistérios do coração é desvendado, puro são os desejos dos inocentes e os afortunados, de vingança são as interpretações dos corruptos.
É na calada que os pensamentos loucos são compreendido por si próprio. É na calada da noite onde o surdo ouve as vozes de seus preceitos, é onde os olhos fechado vê o mundo por portas novas.
É onde nasce os grandes sonhos movido pela intenciadade de vencer.
É onde a capacidade conspira contra a falta de vontade.
É onde o futuro tá começando a ganha um paço do presente.
Fujo da realidade trocando as horas,
buscando no silêncio novas auroras.
Tento me validar, me provar, me refazer,
enquanto o mundo insiste em não querer me ver.
Cursos, livros, obstáculos vencidos,
anos de esforço em degraus construídos.
Aos quarenta e oito, o brilho não se apaga,
mas uma palavra injusta é ferida que esmaga.
"Incapacitada" — diz a voz sem critério,
tentando enterrar meu saber num cemitério.
Mas a vontade é rio que não para de correr,
ninguém destrói o que eu lutei para ser.
Ass Roseli Ribeiro
O Silêncio de Vidro
Tudo se fez deserto, o verbo se perdeu no intransponível.
Há dias em que o sol ensaia um brilho,
mas a luz é breve, quase um suspiro que se apaga.
Ainda que o amor resista, no cuidado e no abrigo,
há um medo que sussurra: o receio da crítica,
a sombra de nunca ser o suficiente diante da cobrança voraz.
É preciso erguer-se em aço, esconder as cicatrizes,
pois neste mundo de máscaras, o sentir é vigiado:
Se choro, chamam-me fraca.
Se entristeço, dizem ser futilidade.
Se me indigno, taxam-me de desequilíbrio.
A alegria, que antes era bússola e motivação,
agora deságua em ansiedade e num vazio cinzento.
Vi o caráter e o ego serem postos em altares,
enquanto a humanidade se perde no egoísmo,
atropelando corações sem olhar para trás.
Nesta minha verdade nua, nesta sinceridade que dói,
sinto o peso de ver o que muitos ignoram.
Ah, quem me dera a cegueira do espírito,
o silêncio dos ouvidos e a anestesia do peito...
Pois enxergar o invisível e sentir o que fere
é o fardo de quem ainda insiste em ser humano.
(Assinado: Roseli Ribeiro)
Almas de Ébano e Silêncio
De personalidade forte, elas sabiam o que querer,
Tem o passo delicado, um jeito manso de viver.
Pede carinho no seu tempo, como um pássaro a comer,
E no silêncio da dor, prefere se recolher.
Eram duas vidas pretas, resgatadas do abandono,
De terrenos e avenidas, onde não tinham um dono.
Gata e a cachorra, bebês de olhos grandes e brilhantes,
Subiam e desciam escadas, em corridas constantes.
Cresceram juntas, valentes, no calor de um lar,
Mas o tempo traz mistérios que não podemos decifrar.
Veio a doença cruel, silenciosa e cortante,
Vida lutou como guerreira, enfrentando o deserto adiante.
Uma cirurgia a abriu, o câncer tentou lhe tirar o chão,
Lutamos juntos, mas o destino já tinha sua marcação.
Numa nova tentativa, o corpo cansado não resistiu,
E o traço da vida, no horizonte, se partiu.
Restou Lili, isolada na tristeza de sua sorte,
Carregando em silêncio uma dor que parecia morte.
Doente e calada, tirava os pontos com a própria boca,
Lutando pela existência em uma esperança rouca.
Mas o útero e o ovário ficaram para trás,
E do abismo da doença, ela buscou a sua paz.
Lili se ergueu, pronta para o que ainda viria,
Pois mesmo na falta, a vida sempre se recria.
Ass Roseli Ribeiro
Silêncio em Versos
Escrevo em poesia o que a voz não alcança,
O que o peito guarda e a fala cansa.
Nesta data que marca o ciclo de quinze anos,
Recordo o peso de antigos desenganos.
Dez foram os anos em quartos trancados,
Em roupas e gestos por outro moldados.
Dizem: “Isso passa!”, mas quem sente, bem sabe,
A dor não se esvai, no tempo não cabe.
Questionam o silêncio, o porquê do adiar,
Sem ver as ameaças e o medo no olhar.
Pela minha família, por segurança e zelo,
Abri mão de mim, vivi sob o pesadelo.
Havia palavras e gestos cordiais,
Mas a ira no brilho de olhos fatais.
Sinais de alerta surgiram tardios,
Quando me vi presa em laços sombrios.
Sem tempo de fuga, sem força ao gritar,
Pensei que o tempo pudesse curar.
Mas a vida chamou, a rotina mudou,
E a coragem de ser, enfim, despertou.
Saí para a rua, venci a agonia,
Pois dentro de mim a vida vencia.
Curei-me sozinha, na fé e oração,
Deus afastou o mal da minha visão.
Juntei meus cacos, as cicatrizes do chão,
Um ano em silêncio e em meditação.
Ouvia julgarem meu jeito ausente,
Mas era minha alma curando-se, urgente.
Não era loucura, não era o fim,
Era a paz que eu buscava dentro de mim.
Ass Roseli Ribeiro
"Seu silêncio protegia o que o carinho desajeitava.
Tinha a cara fechada e o coração aberto: pura manteiga.
Eu queria o 'nós', você só o 'agora'.
Eu era morada, você era passageiro.
Mas de tanto esperar o que não vinha, a desistência virou destino.
O arrependimento chegou com atraso, quando os rumos já não se cruzavam.
E a sua última frase foi o maior dos paradoxos:
Me chamou de maravilhosa apenas para me dizer adeus."
Atenciosamente Roseli Ribeiro
Onde o ouro dita o tom e o verbo é mudo, o erro veste o manto da razão. Nutrir o silêncio de atos atrozes é alimentar a besta que, de tanto vulto, devora a própria alma e o caráter. No reino do 'posso tudo', o homem se perde por nunca ter encontrado o 'não'
Ass vida Roseli Ribeiro
"Dor que me consome, que me faz sentir só. No silêncio da respiração e dos pensamentos, a solidão aperta, a alma silencia e o corpo padece."
— Roseli Ribeiro
O Eco do Silêncio
Por Roseli Ribeiro
Caminhamos como fantasmas em uma multidão de espelhos,
Olhares fixos em telas que brilham no escuro,
Corações distantes, embora os corpos estejam perto.
A tecnologia, que prometia unir os mundos,
Criou abismos onde antes havia o calor de uma voz.
Nas mesas de jantar e nas calçadas da vida,
O silêncio das redes sufoca a velha cordialidade.
Amigos e famílias habitam a mesma casa,
Mas vivem exilados em seus próprios aparelhos.
Esquecemos o toque, o riso solto, o olho no olho.
Para as engrenagens frias do grande mercado,
Não temos rosto, história ou dignidade:
Somos apenas números em uma planilha descartável.
O progresso avança a passos largos e firmes,
Mas deixa para trás o trabalhador sem chances,
Pois o conhecimento ainda é um privilégio de poucos.
No topo do castelo, guardiões do poder legislam,
Com banquetes caros pagos com o suor do povo.
Enquanto o luxo deles brilha nos restaurantes,
A base da pirâmide luta pelo pão de cada dia.
Como moldar o amanhã se a lição do presente
É que a vantagem própria vale mais que a justiça?
Não há futuro no solo fértil da esperteza.
É preciso resgatar o humano antes que o mundo vire máquina.
Vale do Ribeira Haikais
Vale do Ribeira,
terra que ainda cresce
em silêncio e verdade.
Autor: Sandro Sansão da Silva Costa.
Filosofia do silêncio
A cada passo no silencio guardo um pouco de ti que como uma poesia de poucas palavras e profunda beleza, atiçou o brilho dos meus olhos, despertou o desejo e me fez guardar o sorriso de disfarce. O desconhecido que julgo diferente mas que por suas próprias palavras me faz pensar.
A cada passo no silencio guardo um pouco de ti, que como um livro de belas historias não canso de ler, como um disco de belas canções não canso de ouvir, que como a incrível lua não canso de olhar. A cada passo no silencio guardo a tua beleza que me encanta e que definitivamente não sei explicar, cada bobagem dita e as frases sem sentido. Mas, como aquilo que não está planejado, não vou guardar as palavras que certamente não ouvirás, mas que precisa saber ....respiro profundo e calmamente quando penso em ti e somente ti guardo pois não quero nunca ti perder!
Um tão breve talvez
Um encontro ou desencontro
Um chegar ou partir...
Um grito no silêncio silenciando emoções, desejos ou quem sabe sonhos...
Um recitar em versos...Uma canção de ninar.
Hannah Lessa
"O silêncio é infalível
e as vezes vale mais que
mil palavras, os sábios
também se calam, os leigos
falam de mais e normalmente
vivem muito muito menos"...
"Melhor momento para rever alguns conceitos
é no silêncio, momento para você pensar e refletir, de tudo que precisa para continuar sendo feliz"...
que é a alma senão a extensão do corpo? Inerte, perene e intensa. Quando estamos em silêncio, o invisível ganha forma e a eternidade faz morada.
Reno Fioraso
Dia nublado, tempo oscilante, mente turva.
Pensamentos ociosos vagando sem rumo.
Silêncio por fora, enquanto por dentro uma multidão de vozes disputa espaço.
O mundo parece calmo, mas a tempestade escolheu outro endereço
*Para você .
Sinto falta do teu jeito calmo de existir,
Do silêncio que entende sem precisar pedir.
Não é só saudade que aperta o peito,
É a certeza de que te tenho respeito.
Respeito pelo caminho que você escolhe,
Pela força que não grita, mas acolhe.
Pela verdade que carrega no olhar,
E por me ensinar tanto sem precisar falar.
A distância mede o espaço, não o que sinto.
Cada lembrança tua é um lugar distinto
Onde moro um pouco quando a noite vem,
E lembro que amor também é querer bem.
Volta quando puder, mas saiba:
Se demorar, eu espero.
Se mudar, eu entendo.
Porque amar é isso,
Respeitar teu tempo e sentir falta do teu riso.
*Se o silêncio falar mais alto*
Se o silêncio falar mais alto hoje,
deixa que ele diga o que eu não ouso:
que em cada batida do meu peito
mora o teu nome, manso e repouso.
Se o silêncio falar mais alto,
não prometo céu sem tempestade,
mas prometo mão firme na tua.
Se o mundo virar de cabeça pra baixo,
eu danço contigo nessa rua.
Se o silêncio falar mais alto,
te quero nas coisas pequenas:
no café quente, no “dorme bem”,
no riso que escapa sem motivo,
no quase-beijo que vem e não vem.
Se o silêncio falar mais alto,
lembra: amor de verdade não se mede em chão.
Ele atravessa mar, atravessa tempo,
e encontra abrigo no teu coração.
Se o silêncio falar mais alto,
te quero sem medida, sem desculpa,
pele na pele, verdade nua e crua.
Se o mundo pedir que eu te esqueça,
eu escolho te amar na contramão da rua.
Se o silêncio falar mais alto,
teu nome queima na ponta da língua,
incendeia tudo que eu tento calar.
Não é carinho manso, é tempestade —
e eu quero me perder no teu mar.
Se o silêncio falar mais alto,
quando teus olhos me acham no escuro,
o tempo para e tudo faz sentido.
Um teu "fica" já me deixa rendido.
Se o silêncio falar mais alto,
se amar é risco, eu assino sem medo,
se é queda, que seja no teu abraço.
Porque fora de ti eu só existo,
mas contigo eu aprendo a ser espaço.
E se um dia me perguntarem por que te amo,
eu vou sorrir e responder baixo:
"É porque, quando o silêncio falou mais alto,
eu descobri que era lá que eu moro."
Livros e cafés
Entre o som da cidade e o silêncio das páginas,
me encontro.
Cada capítulo é uma viagem, cada gole de café, um abraço quente na alma.
Aqui, vestida de histórias, habito um universo onde o tempo se dobra e a realidade se dissolve nas entrelinhas.
