Poesia sobre Silêncio

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⁠Tem gente que vai ver você brilhar, vai admirar em silêncio, mas nunca vai admitir. Tem gente que vai acompanhar suas conquistas, vai aprender com seus passos, mas não vai te dar crédito, porque isso seria reconhecer o seu valor.

Tem gente que não suporta a sua alegria, a sua coragem de ser quem você é, e as suas vitórias. Tem gente que não vai te apoiar, mas também não vai conseguir tirar os olhos do seu caminho! Mas entenda: pessoas assim têm um papel importante. Elas nos mostram a importância de confiar em nós mesmos, de valorizar nossas próprias conquistas sem depender do aplauso dos outros.

No fim das contas, é sobre seguir em frente, com a cabeça erguida, sabendo que a maior validação vem de dentro. Continue sendo você, brilhando, conquistando, porque a sua jornada é única, e ninguém pode tirar isso de você.

⁠Na profundidade de um silêncio sereno, surge uma fonte de sabedoria,
Fluindo incessante, como rio de luz, em busca de verdades etéreas.
Indagações profundas ecoam no vento, perguntando sobre a vida,
E a fonte, sábia e paciente, responde com serenidade e graça.
"O que é a vida?", pergunta uma alma inquieta,
E a fonte murmura, com voz de veludo e mistério:
"A vida é o compasso do tempo no vasto cosmos,
É a dança do acaso e da intenção, entrelaçando destinos."
"De onde viemos?", indaga um espírito curioso,
E a fonte responde, com a calma da eternidade:
"Viemos das estrelas, do pó do infinito,
Semeados pela vontade divina, crescemos como árvores cósmicas."
"Qual o propósito do nosso ser?", questiona o buscador incansável,
E a fonte, sábia como sempre, revela:
"Nosso propósito é descobrir a luz oculta dentro de nós,
Transformar o conhecimento em sabedoria, e a sabedoria em amor."
"Por que sofremos?", sussurra uma voz em meio às lágrimas,
E a fonte responde, como mãe acolhedora:
"O sofrimento é a forja onde se tempera a alma,
É o fogo que purifica e transforma, revelando a essência verdadeira."
A fonte de sabedoria, eterna e imutável,
Reflete as estrelas em suas águas claras,
Cada resposta, um reflexo de verdades antigas,
Cada pergunta, um passo na jornada da alma.
Ao final, a alma compreende que a fonte não está fora,
Mas dentro de cada ser, em cada coração que busca.
A sabedoria é a viagem e o destino, a pergunta e a resposta,
É a chama eterna que ilumina o caminho do autoconhecimento.
E assim, no silêncio da noite, sob o manto das estrelas,
A fonte continua a fluir, incessante e luminosa,
Guiando os buscadores, os curiosos, os aflitos,
Para a verdade suprema: o encontro consigo mesmo.

Conversem!
Conversem sempre
sobre tudo!
Porque o silêncio são pedras.
E pedras são muros, e muros dividem.

Cheiro do teu corpo

Se não se lembrares de mim,
Lembre-se do meu amor por ti.
E no silêncio dos teus pensamentos
Recorde as juras de amor.

Se não sentir o meu cheiro,
Ande nos caminhos que passei.
E na flagrância desse amor
Sinta o calor dos meus abraços.

Se não tiver minha presença,
Releia as cartas que escrevi.
Sinta nelas a alegria
De reviver os meus abraços.

De você não me esqueço
Quando eu vejo as estrelas.
Vejo nelas a luz do teu olhar
Vindo aqui pra me banhar.

E no vento que me cerca
Sinto o cheiro do teu corpo.
Que perfuma a minha vida
Revivendo o nosso amor.

Se me falta o teu calor
Sobra em mim tão grande amor,
Guardado no meu peito
Dado a ti em uma flor.

Edney Valentim Araújo

Tem dores que não fazem barulho…
mas mudam tudo por dentro.
Foi no silêncio que eu me refiz.
— Lene Dantas

Existem milagres que acontecem em silêncio e fazem toda a diferença:
Despertar sem sofrer.
Uma profissão que te dignifica.
A confiança que o melhor está por vir.
A fartura na mesa.
O carinho de quem nos quer bem.
A segurança do retorno para casa.

Deus costuma responder não com grandiosidades, mas com delicadeza.
O incrível sempre habitou o simples, só precisamos lembrar de prestar atenção.


Silvio Bueno.

No silêncio vermelho do fim de tarde,
teu olhar se esconde entre coragem e medo,
e na rosa que treme nas minhas mãos
vai tudo aquilo que nunca coube em segredo.


Te vejo frágil, mas tão infinita,
como quem sente o amor antes de entender,
teu gesto tímido diz mais que mil palavras,
e meu mundo inteiro aprende a te querer.


Se o tempo ousar nos testar com distância,
que ele encontre em nós raiz e permanência,
porque o que nasce assim, tão verdadeiro,
não se desfaz — só cresce em resistência.


Então fica…
mesmo no que não é perfeito,
mesmo quando o coração duvidar de si, porque amar você não foi escolha nem acaso,
foi destino me encontrando em você — e eu, enfim, em mim.

O silêncio tá barulhento e minha cabeça tá rodando em círculos, mas todos os caminhos dão em você. Acho que bebi saudade ou só cansaço de não te ter aqui agora.


DeBrunoParaCarla

"O silêncio dos fortes é mais barulhento que mil discursos."


Naldha Alves (@naldhaalves)

Doer até o osso


Doer não é só lágrima,
é silêncio que grita.
É acordar com o peito rasgado
e ainda assim vestir coragem.
É morder o próprio choro
para não desmoronar
diante do mundo.
Ninguém vê a noite sem fim,
apenas aplaudem quando
você se levanta.
No fundo, ser forte não é
vitória, é sobreviver
sangrando,
com a alma em carne viva.


Naldha Alves

Há momentos em que o silêncio entra na vida como quem não quer nada, mas, pouco a pouco, ocupa todos os espaços. Ele se senta entre duas pessoas, paira sobre uma lembrança, repousa no canto de um quarto vazio e, sem dizer uma sílaba, revela o que nenhuma palavra consegue alcançar. O silêncio também fala, e muitas vezes fala com verdade do que qualquer discurso.
Ele se manifesta no olhar cansado de quem pede ajuda sem coragem de pedir, na pausa de quem guarda um sofrimento antigo, no abraço que dispensa explicações. Há silêncios que são muralhas, erguidas para proteger feridas. Outros são pontes, construídas com afeto, compreensão e presença. Em ambos, existe linguagem.
Ser humano aprender a escutar o que não foi dito. Nem todo silêncio é ausência; às vezes, é excesso. Excesso de dor, de amor, de medo, de saudade. Por isso, ouvir alguém vai além de prestar atenção às palavras: exige sensibilidade para perceber o que a alma sussurra quando a boca se cala. E talvez seja nesse espaço invisível que nascem as verdades profundas.

⁠Caminho

De manhã silencio
Ao meio dia grito
De tarde me perco
De noite me evito

No norte a lembrança
Contra ela luto
Do leste a esperança
O sul é meu luto.

Que outros calculem
Rumo e razão:
Eu vivo em vertigem
Morrendo em vão

Nasço no agora
Respiro o incerto
— Meu tempo é demora.
Meu passo, deserto.

Me desculpe, estou partindo, não consigo amar você.


Meu silêncio te incomoda a cada instante, não consigo mais te ver.


Não falamos, nenhuma palavra, não quero me despedir...


Meu silêncio te incomoda e não me sinto bem...


Não consigo amar você.


Me desculpe estou partindo...


Não podemos mais viver assim...


Me desculpe estou partindo dessa história, não consigo mais te ver.


Estranha história essa nossa...


Não consigo mais te olhar...


Meu silêncio te incomoda a cada instante, não consigo mais te ver, já te amei muito e gostei tanto de você...


Me desculpe estou partindo, eu não quero amar você.

Anos atrás, encarei a morte.
Mas não foi ela quem decidiu.
Ouvi no silêncio do espiritual: “Ainda não é o tempo.
Antes, a justiça precisa passar, a verdade precisa aparecer,
e o que foi feito na sombra será cobrado na luz.”
Hoje eu sigo entendendo:
não permaneço por acaso,
permaneço por missão.
Enquanto Deus não fecha o ciclo,
ninguém me leva.

O DESPERTA DO SER
​A espiritualidade não habita no que reluz,
mas no silêncio que a sombra produz.
É no escuro do peito, longe do vitral,
que pulsa a verdade, crua e visceral.
​Não és o que vêm, nem o que dizes ser.
És o espaço imenso entre o querer e o fazer.
​Quebre o vidro. Deixe a poeira entrar.
A essência só respira quando para de encenar.
O propósito não é ser o melhor espelho do mundo,
mas mergulhar no próprio abismo, calmo e profundo.
​Só quem desiste de ser vitrine para os outros,
consegue, enfim, ser templo para si mesmo.

Há em ti um poder que incendeia,

um fogo que arde só de me olhar.

Teu silêncio é chama que incendeia,

teu perfume é desejo a me dominar.



Tua boca é tentação proibida,

teu toque, vertigem, um grito a calar.

És o veneno que dá vida à vida,

és o delírio que não quero escapar.



No abismo dos teus olhos me lanço,

sem medo do mundo, só quero provar

que no teu abraço, selvagem e manso,

o amor é chama que veio pra eternizar.

Eu poderia ficar acordado

só pra ouvir você respirando,

testemunhar o silêncio da noite

onde seu peito marca o compasso

de uma canção que só eu entendo.



Eu poderia vigiar seus sonhos,

ver seu sorriso surgir sem aviso,

luz secreta que se acende

no teatro tranquilo do sono.



E ainda que o mundo lá fora

grite sua pressa sem fim,

aqui, ao seu lado,

o tempo aprende a ser eterno

Os mais fortes carregam a suavidade da gentileza.

Os mais sábios guardam silêncio como tesouro.

Os mais felizes vivem no segredo da simplicidade.



O valor verdadeiro não grita, floresce em silêncio.

O poder autêntico não precisa ser visto, apenas sentido.

Quem precisa de aplausos para existir… ainda não conheceu a própria grandeza.

Agora

O passado sussurra em silêncio,
carrega nomes, rostos e arrependimentos,
como folhas que o tempo não levou,
mas que o coração aprendeu a guardar.

O futuro…
é um céu sem forma,
um caminho sem pegadas,
uma promessa que ainda não nasceu.

Mas o presente ah, o presente é vida pulsando no peito,
é o único instante que respira conosco,
é o milagre simples de ainda estar aqui.

Não carregue o ontem como corrente,
não tema o amanhã como sentença.
Abra as mãos para o agora,
sinta, viva, permita-se existir.

Porque a vida não mora no que foi,
nem se esconde no que será.
A vida mora neste instante…
e ela está chamando por você.

Não me peça lógica — sou flor.
Sou verbo em carne viva.
Sou reza de Cora no silêncio da cozinha.
Sou verso de Mario escapando pela fresta.


E mesmo quando a dor fizer morada,
ainda assim —
com olhos molhados e alma lavada —
deixarei a porta aberta.
Pedro Soares Ribeiro