Silêncio que abraça No silêncio dele,... Simone Cruvinel

Silêncio que abraça

No silêncio dele,
não quero ser pergunta
quero ser abrigo.

Ser o cuidado que chega sem fazer barulho,
a presença que não invade,
mas permanece.

Como uma luz acesa num quarto tranquilo,
que não exige que ninguém acorde,
apenas garante
que não há escuridão completa.

Amar, às vezes, é isso:
sentar ao lado da dor do outro
e segurar a mão dele
mesmo quando ele não tem forças
para apertar de volta.

E ainda assim ficar…
inteira, serena,
cuidado vivo
dentro do silêncio.

Simone Cruvinel