Poesia sobre Sementes
As Sementes do Submundo
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Ele não lhe ofereceu flores.
Ofereceu-lhe uma romã.
Vermelha como o sangue
que os deuses derramam
e chamam de destino.
“Coma”, ele disse.
Não como uma ordem,
mas como uma promessa.
E ela sabia—
uma única semente
poderia mudar tudo.
Ainda assim,
levou a fruta aos lábios.
Uma.
Duas.
Três.
E a cada semente engolida,
o mundo acima parecia mais distante.
Os campos.
O sol.
Os deuses.
Tudo desaparecia.
Até restar apenas ele.
Hades não precisava acorrentá-la.
Não precisava fechar os portões.
Não precisava obrigá-la a ficar.
Porque o amor dele não dizia:
“Você pertence a mim.
Dizia:
“Se quiser ficar,
eu lhe darei um reino.”
E talvez fosse isso
que tornasse tudo tão perigoso.
Porque ela poderia ter recusado.
Poderia ter cuspido as sementes,
voltado para a luz
e deixado o submundo para trás.
Mas não deixou.
Ela escolheu a escuridão.
Escolheu as mãos dele.
Escolheu o homem
que aprendera a amar em silêncio
num reino onde nada florescia.
E quando o último grão
desceu por sua garganta,
Hades não sorriu por tê-la vencido.
Sorriu porque, pela primeira vez,
alguém havia escolhido ficar.
Então os portões do submundo se fecharam.
Não como uma prisão.
Mas como um lar.
E dizem que o amor
deve ser luz.
Mas talvez alguns amores
sejam feitos para florescer no escuro.
Talvez algumas pessoas
não sejam destinadas ao céu.
Talvez algumas almas
encontrem seu paraíso
justamente onde os mortos descansam.
E talvez—
se alguém me oferecesse uma romã
com seis sementes de eternidade,
eu também escolheria comê-la.
Se no fim do caminho
estivesse você.
RAÍZES DA VERDADE
Enterraram sementes de promessas
Nos campos férteis da esperança,
Regaram discursos com aplausos
E colheram dúvidas na lembrança.
A verdade, porém, não vive nas vitrines,
Nem nos palácios de mármore polido;
Ela cresce escondida sob a terra,
Onde o povo pisa, sofre e é ouvido.
Suas raízes atravessam mandatos,
Não conhecem partidos ou bandeiras;
Bebem das lágrimas dos injustiçados
E da força das mãos trabalhadeiras.
Enquanto alguns disputam os galhos,
Os frutos e a sombra do poder,
A raiz permanece silenciosa,
Preparando o tempo de florescer.
Pois a mentira teme a profundidade,
Necessita da pressa e da aparência;
A verdade aceita a demora,
Mas nunca renuncia à existência.
E quando o vento da história sopra,
Levando embora folhas e vaidades,
Fica de pé apenas o que foi plantado
Nas raízes profundas da verdade.
Sementes de positividade
(Mauro A Evaristo)
Nem toda hora é de alegria
Confesso que bem o queria
Embora seja normal tropeçar
O mais normal é seguir, recomeçar.
Nem todo sorriso é de amizade
Ainda assim a gente segue
Superando o surreal que acontece
Ao plantar sementes de positividade.
Nem toda hora é de alegria
Às vezes tentam estragar o dia,
Mas a gente nunca vai esquecer
Que tudo passa inclusive a letargia
Logo algo muito bom vai ocorrer,
Acredite, para mim também pra você.
feradapoesia.blogspot.com
Lições.
Eram coisas que brilhavam
Pendiam da luz que vinha do alto
Eram brotos, eram sementes
Espalhadas pelo chão
Eram pedras à beira-mar
desde que o mundo era mundo
Eram folhas mortas
Eram gotas de chuva
Eram pássaros nos galhos
Havia também estradas
Idas e voltas
Atalhos
Eram ponteiros que giravam
A vida tiquetaqueou cada segundo
Eram coisas sem brilho também
Era avô, era pai, era filho
Era amor, era odor, era trem, era trilho
À espera do que não vinha
Mas que de tanto esperar
Também veio
Mas não tinha ninguém à porta
Era só diversão e passeio
Não havia tempo pra aprender
A lição das estrelas
distante demais para vê-las
Tampouco das folhas mortas
Que outro dia eram só sementes
As pedras caladas e ausentes
Os Pássaros cantantes
Tamém não diziam nada
Os caminhos também já não podem
Levar aos lugares que conduziam
Era tanta lição para ser aprendida
Eram coisas caladas
Que estavam ali, somente pra serem vistas
Era tanto tempo
A ser preenchido à toa
Que não dava tempo
E a boa lição desta vida
Não pode mais
Ser aprendida
Por aqueles que tudo já sabem
E que vão dormir infelizes no final do dia
Suplicando aos seus deuses
Que as estrelas desabem do Céu
E que a todas elas
Esmaguem.
Edson Ricardo Paiva.
Chamam de troca de ideias,
Pode também chamar de troca de sementes.
Que podem florescer e trazer bons frutos.
A verdade é uma velha sábia,
A beira do caminho catando sementes.
Observando a mentira passar,
Causando redemoinhos.
Continuar a colher boas
sementes de Seringueira,
sementes de Olho-de-cabra
e para você me enfeitar inteira,
Nem mesmo o mau tempo
irá na vida me fazer desistir,
E não há absolutamente nada
que me faça esquecer de ti,
Não é mais segredo que te
pertenço e sempre pertenci.
Cempedak maduro para saborear
do jeito natural que tem que ser,
E as sementes pôr para cozinhar
para alegrar o humor e o paladar.
Encontrar um Ingá-doce
colher sementes,
fazer um bolo com café,
Ter um dia você do meu
lado ainda está de pé.
Infância bem brasileira
debaixo do pé de Urucum,
abrindo as cascas,
estalando as sementes,
sorriso genuíno sem
ser entre os nossos dentes.
A alegria de criança arteira
cantando e separando
o que era para brincadeira,
e o que ía para tempero
das mães, das avós, das tias
e para as nossas vizinhas.
O fogãozinho era revezado,
e era o celebrado brinquedo,
os perigos eram conhecidos,
vivíamos quase sem medo,
não tínhamos nem mesmo
vontade de guardar segredos.
O colorido faz falta para mim
No galho mais alto da árvore, algumas sementes ainda resistiam, tremulas com a brisa do inverno e persistentes a chegada da primavera. O sol aquece cada brotinho que começa a surgir, o ruído do vento muda a melodia e dá a vez para os pássaros e sua maestria. Os frutos temiam o silêncio quando a noite caía. De manhã era uma festa e a noite calmaria, alguns morcegos rondavam o território, mas sem sincronia, não se pode comparar com a dança das andorinhas, em suas curvas acentuadas perfeitas, emitindo sons de alegria, morcegos são tristes e me dão medo.
Os galhos secos caíram e em volta das árvores e algumas folhagens secas serviram de adubo para o solo. Sei que ali, onde a paisagem está cinza, logo surgirão flores vermelhas, como as do ano passado, mas apesar deste inverno não ter sido tão intenso, parece que demorou mais a passar, senti muita falta do colorido das árvores que rodeiam meu jardim. Seja bem vinda primavera, traga de volta todas as cores para mim.
Apenas colhemos o que plantamos
Então sempre cuidado ao escolher e cultivas suas sementes Nossas escolhas são fundamentais a nossa felicidade..
Palavras ou frases são sementes que seleccionamos e plantamos no solo da vida ao longo da nossa
caminhada.
Regadas com amor, salvas de ervas daninhas crescem imponentes e dão flores e frutos cujas novas
sementes serão plantadas em outros corações.
Sou feliz em saber que cuidou bem das sementes que a ti confiei.
Quanto as suas estão cheias de vida e frutificando em meu coração.
FELIZES OS QUE PLANTARAM O AMOR, POIS AS SEMENTES QUE GERMINARÃO, JAMAIS SERÃO FRUTOS DO ÓDIO...
Almany Sol - 23/06/2012
Flores, são sementes que desabrocham para alegrar
Nossas vidas, nossos dias,nossos momentos especiais.
Deus entregou a cada um de nós sementes, mas ficou com a gente a escolha de fazer o que quiser com elas (o chamado livre arbítrio). Ninguém recebeu mais nem menos semente, mas cada pessoa recebeu a mesma quantidade. O criador sempre é justo.
Algumas pessoas vendem essas sementes e obtêm dinheiro que podem comprar outras coisas aos seus olhos mais úteis do que as sementes. Essas pessoas são levadas pela vaidade e acabam sempre se desgostando por terem muito, mas nunca o suficiente para saciar seu ego.
Outras pessoas simplesmente comem essas sementes. Esses são os que não gostam de planejar o futuro; só pensam no agora. Eles têm resultados imediatos e satisfatórios, mas por um breve período de tempo.
Porém existem alguns que plantam essas sementes e cuidam do plantio, regando-o e limpando-o todos os dias. Eles sabem que terão um resultado demorado, mas que produzirá novas sementes; uma parte será vendida para a obtenção de outros produtos necessários para a vida, outra parte será utilizada como alimento e a outra será plantada para que aquela semente nunca venha faltar e sim crescer cada vez mais.
Essa semente é a inteligência. Cada pessoa possui a mesma quantidade de inteligência, porém alguns não a usam e outros a utilizam de maneira errada.
Transformemos sonhos em objetivos e objetivos em realidade! Criemos um passado, de olho no futuro, sem esquecer-se de viver o agora, pois este é o momento mais especial para nós! Sem nunca se esquecer de regar a planta da inteligência e do sonho, mas também saboreando todos os dias a delicia da vida a gente sempre terá um grande estoque de sementes e Deus se orgulhará de nos ter como seu administrador.
Fui até meu jardim secreto; me armei de pá, ancinho, adubos e sementes.
Fui plantar cataventos. Por quê? O nome já diz; para que ventos os levem.
Meu jardim estava um pouco triste, a chuva da insegurança abatera-se sobre ele. Então sentei-me ali naquela pedra e esperei que a chuva passasse.
Enquanto esperava, imaginava meus cataventos, e eles giravam, giravam, e o vento divertia-se com seus rodopios que eram tantos, que dissipou a chuva. E as nuvens se abriram; um sorridente Sol se mostrou entre elas. E numa parceria inesperada, vento e sol secaram meu jardim.
Peguei minha pazinha, meu ancinho e trabalhei minha terra, esperançosa pelos cataventos. Lançara minhas sementes de verdes cataventos.
E esperei por eles, dias e dias, regados pela chuva da paciência e aquecidos pelo Sol da esperança. Finalmente nasceram, bonitos, perfeitos, rodopiantes bailarinos. Sorri de satisfação. Eram cataventos de montão.
Enfim cresceram. Para quê tanto catavento? Oras, porque só um não basta pro meu intento.
Então, escrevi uma mensagem em cada um deles. Eu pedi a sua volta. Fiz um mapa também, para o caso de você se perder, para não perderes o rumo.
Sou homem da terra, cultivo jardim secreto. Não sei nada sobre plantar garrafas no mar. Depois me explique o projeto.
Tudo pronto para o grande desfecho. Aguardo que o grande vento conciliador se aproxime e Zás! Liberto meus catadores de respostas. Um a um eles se vão em sua busca. Olhe para cima, eles estão à sua procura. Encontre-os. Encontre-nos!
Sentarei aqui, nessa pedra de meu jardim secreto e
esperarei.
Até que retorne o último catavento, trazido pela sua mão.
Volte. Dê meia-volta.
Que eu não tenha plantado em vão.
O tempo do tempo
Não atropele o tempo do tempo.
Se você já semeou,
agora é esperar as sementes germinarem.
Se já teve o primeiro encontro,
é aguardar as emoções aflorarem.
Se já saiu na chuva,
se descobriu o calor e passou pelo frio,
é tempo de observar da janela da vida o tempo passar,
como ás águas do rio...
Não coma as palavras,
respire.
Não fale o que vier na telha,
pense.
Não se atrapalhe com mil pensamentos,
medite.
Não se envolva com energias negativas,
ore.
Não perturbe o seu coração,
confie.
Não se orgulhe de nada, nem do bem e nem do mau.
Apenas dirija o seu barco, seja o capitão da sua nau.
Observe as pessoas correndo,
vão apressadas para o nada.
Não entre nessa fila,
tenha uma direção,
não vá com a manada.
Saia mais cedo e contemple o dia.
A noite enluarada, cheia de estrelas, é a vida.
Vida que pede tempo para se apresentar e te mostrar.
Que você é o próprio tempo que se refaz a cada segundo em que se amar.
É tempo de deixar o tempo agir, ser, estar e prosseguir,
com a certeza de que o tempo não age contra ninguém,
é aliado amigo de quem sabe como seguir bem.
O segredo para ter um belo
jardim, nao esta em plantar
sementes apos um dia de chuva,
mas sim na forma que voce
cuidara desse jardim !!
Ele era um velhlinho que plantava sementes nas rochas. Todos os dias, ainda ao nascer do dia, atravessava as manhãs com uma sacola que prendia ao ombro, possuindo em seu interior uma variedade interessante de sementes, e corria o mundo com sua missão, em cada dia um novo lugar para plantar. Gerava questionamentos e dúvidas por estar fazendo o trabalho justamente numa região que não chove, até que em uma das cidades resolveram lhe questionar, respondeu:
- É que, enquanto suas sementes precisam de chuva, terra fértil, cuidados especiais, as minhas conseguem brotar entre as rochas, ao orvalhar de cada dia.
