Poesia sobre Preconceito
Você pode dizer qualquer coisa, sobre qualquer coisa, sem correr o risco de ser processado por qualquer coisa que seja. É só você passar raspando pelas coisas, tirando aquele fininho, sem jogar ninguém no chão.
Fico observando como algumas pessoas dão extrema importância às aparências exteriores. Eu nunca dei a mínima pros estereótipos e padrões estéticos. Eu vivo a minha vida, segundo meu próprio estilo, independentemente daquilo que os outros estão ditando por aí. O importante é me sentir livre e bem comigo mesma, e pronto.
Quando, liquidados os motivos de revolta, já não sabemos contra o que nos insurgir, somos tomados de tal vertigem que daríamos a vida em troca de um preconceito.
A duração e a consistência de uma coletividade coincidem com a duração e a consistência de seus preconceitos.
Todo sangue é vermelho. Somos abrigados pelo mesmo céu azul. O mundo não precisa das suas piadas, necessita é do seu respeito.
A probabilidade de existir vida inteligente fora da Terra é maior do que as chances desses seres serem humanos do futuro que vivem em outro planeta e conseguiram superar as leis do espaço-tempo e menor do que as chances de seres que são inteligentes o suficiente para viajar à velocidade da luz preferirem dar provas de sua existência durante o período em que uma raça supostamente inteligente ainda precisa lidar com problemas frutos da ignorância como diversos tipos de preconceitos e negacionismos.
Quando suas crenças e opiniões vão contra as regras e as Leis, você vai estar dando murro em ponta de faca, e vai sofrer as conseqüências disso.
A discriminação racial é a cicatriz da ignorância, que só pode ser curada pela luz da educação, empatia e respeito mútuo, para que possamos construir um mundo onde a diversidade seja celebrada e não motivo de divisão.
A criança em seu coração acolhe a outra, sem receios, sem diferenças e sem preconceitos. O preconceito e o racismo é uma condição, ninguém nasce racista e preconceituoso, é condicionado a sê-lo, por pura ignorância dos adultos!
Só conseguiremos agir verdadeiramente juntos, quando nossas mãos estiverem entrelaçadas e nossos corações puderem emitir a luz da paz, cegando o preconceito e calando a voz da injustiça
Minha história é isso, uma colcha de retalhos emocionais onde fé, dor, memória, solidão e lucidez coexistem como os fios que sustentam uma alma ferida, mas viva.
A inspiração vem da dor, sempre da dor... Cada gesto de escrita nasce de uma ferida fresca ou de um hematoma emocional, sem essa dor, minha voz se calaria. Reconhecer que só a angústia me impulsiona a criar é aceitar que a beleza de cada frase vem acompanhada do sabor amargo de lembranças que preferiria esquecer.
Existem pessoas dignas de pena, e isso é uma coisa muito triste. Quando alguém me olha com pena, sinto que perdem o respeito pela minha história e enxergam apenas a figura fragilizada. Essa “solidariedade” envenena mais do que auxilia, pois revela preconceito velado, acham que minha existência se resume ao sofrimento, e não ao ser humano que ainda resiste.
Existencialmente exausto. Cada nova manhã exige de mim uma façanha maior do que no dia anterior, levantar da cama parece um esforço incompatível com minha realidade física e emocional. Essa exaustão não se resume ao corpo cansado, mas se multiplica na mente, onde a luta contra pensamentos deprimentes consome qualquer resquício de energia que eu ainda guardasse.
Somos uma máquina perfeita, funcionamos quando todos os componentes estão saudáveis. O cérebro começa a falhar, e todo o corpo sofre, todo o corpo falha. Quando doente, percebi quão frágil é essa “máquina perfeita”. Cada célula agonizante reverberou em dor física e mental, lembrando-me que a dependência mútua entre corpo e mente torna qualquer lesão em um colapso sistêmico.
A solidão pode ser a cura de vários males. No isolamento forçado pelos leitos de hospital, encontrei uma retidão brutal, sem distrações, minha mente enfrentou cada trauma sem disfarces. Foi nesse vazio que reconheci o valor de estar só, lá, sem máscaras, pude confrontar o que me assombrava e, por um breve momento, aprender a me reconstruir sem a influência corrosiva dos olhares alheios.
Nascemos sem ter um futuro certo, sem saber o que haverá se porventura, tivermos um amanhã. Nossa vida é uma incógnita, agradeça todo instante a Deus, ou a qualquer força maior em que acredita. A vida é, por si só, um sopro. Aprendi, da forma mais cruel, que qualquer garantia de futuro se desfaz num segundo, meu “amanhã” virou promessa vazia. Agora, cada respiração é preciosa, pois reconhecer que existo é um milagre insistente, sustentado apenas por uma fé que teima em não me abandonar.
Não existe idade para recomeçar, o importante é que a mudança começou. Mesmo com cicatrizes profundas, descobri que cada etapa da recuperação, seja da fala, dos passos ou da esperança, é um recomeço. Não importa se os ossos não se curaram como antes, a coragem de tentar um passo novo, no instante exato, revela que a jornada renasce a cada esforço, sem data para terminar.
Às vezes a vida vai te apresentar acontecimentos que parecem ser o fim, e realmente é, porém é um fim necessário, esse fim chega para dar espaço para um novo e bonito começo. Comece diferente, que esse seu novo começo não se torne aquele fim que já foi embora. Escrever, por exemplo, tornou-se catarse que me mantém vivo, mas sei que esse novo rumo exige vigilância para não se perder no medo do passado.
