Poesia sobre poesia
Como me sinto? Como se colocassem dois olhos sobre uma mesa e que me digam a mim, que sou cego em certos criterios relacionado a você, em que aquilo que vê, essa é a matéria que vê. Toco os dois olhos sobre a mesa, lisos, tépidos ainda, arrancaram há pouco, gelatinosos, mas não vejo o ver. É assim o que sinto tentando materializar na narrativa a convulsão do meu espírito, e desbocado e cruel, manchado de tintas, essas pardas escuras do não saber dizer, tento amputado conhecer o passo, cego conhecer a luz, ausente de braços tento abraçar esse mesmo criterio. A sim me venha a confirmar que, dos maiores problemas que poderia encontrar, é a impossibilidade de qualquer pessoa procurar a verdade sobre qualquer assunto quando ela acredita que já a possui.
A ficção é a arte e a arte é o triunfo sobre o caos... para celebrar um mundo que está espalhado em torno de nós como um sonho desconcertante e estupendo.
Sobre os homens que vivem elogiando mulheres nas redes sociais, não passam de mendigos sexuais. Como eles não podem ter o objeto de desejo, estar perto delas o máximo possível e implorar para serem notados ao menos os faz derivar de migalhas de sensações. É como o cão que sabe que nunca irá comer o frango assado que está no rolete, mas mesmo assim fica assistindo pois estar perto e comer as migalhas lhe viciam com as pequenas sensações.
Quanto mais leio e ouço sobre um verdadeiro amor, sinto que nos dias de hoje esse tal sentimento não existe.
As superstições são a maneira do Homem tentar controlar as coisas sobre as quais não tem qualquer controle.
Ouço a voz do silêncio e o calar da noite. Sobre lua e estrela, procuro-te. Sobre o mar e o ar, sinto-te. Faço festa quando a tua imagem, a mim, vem. Defino traços, tatuo espaços, vastos, sobre tudo que de ti há em mim. E sobre tudo que és, nada sou em tua ausência, além da tua presença vivida em canto espectro do meu ser.
O meu trabalho a cada dia... e a cada detalhe... Conta muito sobre minha história. E a importância do que faço e amo. Sou grato a Deus!
O desejo da alma, é sentir o amor prevalecendo sobre todos os corações, assim tirando o ódio, devolvendo o lugar que pertence ao perdão, e o mais puro dos sentimentos o amor.
Se existe algo que funciona por conta própria e ninguém tem controle sobre ele, é o coração das pessoas.
Quando lemos sobre irradiar a positividade ao outros devemos ter uma convicção, sobre a hipocrisia, a irradiação é o reflexo apenas do que você é mesmo, quer transmitir luz? Seja a luz primeiro a si mesmo.
A pessoa que não opina sobre a liturgia, é porque ela é igual o Demônio, gosto de tudo desorganizado.
Um dia me peguei pensando sobre planos futuros. Percebi que esse "dia" se estendia por toda a vida. Vivemos a sonhar, sem sequer enxergar o presente, não só questão de tempo no espaço, mas presente de Deus; Poder viver essa fugacidade denominada vida, é incrível, verdadeira dádiva. Mas o que fora escrito outrora, quiçá agora, já tornou-se passado na linha de tempo do mundo, assim como um flash de luz capturando um pedacinho especial de momento. Viver verdadeiramente, é "transpirar as emoções" disparadas pelo momento atual, como dizem por aí, vivendo e deixando viver.
Sobre a autoestima? Se ame, se respeite se cuide. Não se importe com o que as pessoas falam negativamente a seu respeito. Se estiveres bem consigo mesmo, o que as pessoas pensam não terá menor importância.
Jesus ensinou a perdoar, mas também advertiu sobre os lobos em pele de cordeiro. Os cristãos atuais não possuem a mesma habilidade que Jesus tinha de perceber a sinceridade e olhar para o "coração" para saber se a mudança é genuína ou não. Por isso, cautela é palavra de ordem. Jesus não perdoava indiscriminadamente, ele perdoava apenas os genuinamente sinceros. Advirto que a mudança programada, como por exemplo, "aproveitar a juventude, vadiar até os 30 anos depois eu me arrependo, sossego, vou para a igreja e caso" não é um arrependimento sincero.
Quem tem medo de andar em pontes suspensas sobre abismos, jamais alcançará o outro lado e ver um novo mundo.
"Estive a pensar sobre o casamento, eis o que me parecia então: tudo que é indissolúvel só deve ser contraído na plenitude de sua consciência, sub specie aeterni. Consequentemente, tudo que é passageiro, considerações de beleza, de orgulho, de vaidade, de riqueza, deve ser reconhecido e afastado como motivo dirigente. Cedo ou tarde, remorso viria. Um casamento que te fizesse esquecer a VOCAÇÃO e teus DEVERES, que te impedisse de olhar sempre para dentro de si, que não te melhorasse, em suma, é mau. De nada vale o casamento que te aparecer como uma cadeia, como uma escravidão, como uma opressão. Não te oferecia nenhuma felicidade ter um casamento temporal, um casamento que não é uma aspiração infinita e transcendente não vale e te deixaria um incurável mal-estar, um desgosto, uma censura, um sofrimento eterno. [...] O verdadeiro casamento deve ser um caminho para a verdadeira vida humana; o ponto de vista religioso é o único digno dele. Assim, enquanto não sentires o casamento como uma necessidade para cumprir tua vocação de HOMEM, abstém-te. Uma única coisa é necessária: ser o que se deve ser, fazer o que deve ser feito, desempenhar sua missão e realizar sua obra."
E de repente, a mente cansa de lutar sobre o acaso. Cansaço existencial diante tudo aquilo que me tortura dia-a-dia, caos investido em solidão. Descaso. Procura eterna da calmaria que me faz cansar de paz.
Conhecerás o Divino Rei, pois seus pés pisarão sobre a sagrada cinza. Você estará protegido sob a luz das doze asas.
"Caminhar sobre areias sem deixar rastros é algo muito louco e fora do normal ; O sobrenatural pode ser apenas imaginação ou um poder dentro de cada um de nós; os pensamentos de alguns homens conseguem expressar em palavras escritas sentimentos profundos ou até pensamentos loucos de outros homens; A ilusão do pensamento do escritor de algum livro pode dizer muito sobre o poder humano de acreditar nas suas próprias fantasias e ilusões adquiridas com o tempo perdido correndo atrás do vento."
Esqueça tudo que já leu sobre anjos, eles não são bons como pensava, Baldrak sempre foi um assassino, é o seu estado natural e isso nunca mudará. (Dias Diogo, "Livro - Baldrak: A profecia dragão.")
