Poesia sobre pensamentos
Alma
Entra em meu corpo ingênuo
O aroma da natureza
E bate uma serena guerra
Profundamente!
Entra em meu corpo singelo
Umas das grandes sensações
Divinas
Purificam a minha alma oculta,
E no final pergunto
O que é alma?
O ar me deixa sem respostas.
...
Sobrevoo na plenitude.
Desgraça alheia
O nariz corroído,
Os pulmões manchados
Por fatores poluentes;
Por fatores químicos,
Cérebro em tumores,
Enxaqueca, ilusão,
Esquizofrenia, delírio,
Ironia, overdose, alucinações,
Suor, tentativa de cura,
Abstinência… Dores,
Tormentos, internação,
E na saída nunca é o mesmo,
E na volta dos vícios
Um finado…
Omnia vincit amor.
O amor tudo vence.
Pensamos conhecer uma história, mas apenas sabemos como termina.
Para chegar ao seu âmago....
Temos de voltar ao início.
Embalar-nos até ao nascer do sol. Um brinde! Proponho um brinde à vida porque ela é só uma. Vão por mim e vivam intensamente.
Omnia vincit amor. O amor tudo vence.
Hoje ouvi tua voz...
Me lembrei de tudo que fiz.
Toda rixa por mim causada, toda estima por mim dilacerada.
Mas não dá pra voltar no tempo.
E se desse, apenas teria nos poupado desse trauma.
Tua risada soava tão gostosa no meu ouvido...
A nostalgia me pegou.
Agora só quero deitar. Adormecer.
E mais uma vez,
ouvir a tua voz.
Nada digo eu para aquelas plumas
quando as vi caindo
Enquanto jogadas nas ruas
passava dançando, sorrindo
e nenhum pingo de mágoa escorria
E as noites foram passando
cada vez mais as plumas brilhando
E cada vez mais o corpo decaía
e nenhum sorriso mais -senão o delas-
naquelas ruas surgia
Eu, passeando em mim...
Nas sombras que não quero ver, nos sonhos reveladores do sem fim.
Sou estranha garça que sobrevoa a própria escuridão. Que fecha os olhos, com medo do real que me assola os dias.
Voo pela superfície, por não suportar a dor de quem sou.
Não mergulho, pois sei que, à falta do ar, me entregaria ao chão...
MEU MUNDO
Meu mundo pequeno é bem grande
Pequeno por fora e grande por dentro
Cada lado tem seu tanto de ilusão
Ilude-se quem o vê pequeno
Iludo-me por vê-lo tão grande
Meu mundo pequeno tem portas
Meu grande mundo e suas portas fechadas
Jamais precisei abri-las
Espero não estejam trancadas
lembrei...
sorri...
sorri feito bobo!
lembranças são assim,
colocam sorrisos bobos
no rostos das pessoas...
lembrei...
ri...
ri como um louco,
eufórico!
lembranças são assim,
fazem as pessoas gargalharem
assim do nada...
lembrei...
chorei...
chorei feito criança!
lembranças são assim,
desmancham as pessoas
em lágrimas..
**Lembranças
Mal sabia você que
Você era o meu motivo favorito
O seu sorriso, era motivo
Pra eu ficar sorrindo
Ver seu rosto, é um medo e um conforto
Seu sorriso, deixa meu coração bobo
E simplismente, sem eu ver
Você revirou a minha vida
Sem nem ao menos perceber
E se você estiver lendo, só tenho a agradecer
Foi maravilhoso, te conhecer
Tu és, um diário
Conte-me então teus, segredos
O tambor da vida ecoa
Em batidas ritmadas,
Um samba de roda
Minha passista
Cairá na gandaia
Seu, riso é uma fogueira
Bronze tu, tens em sua pele
Mel perante teus, olhos
Minha Ventania em tempos chuvosos
Meu, acalanto tua simpatia
Pernas femininas são minha colmeia.
Umidifica-me: com língua
Seja minha única Ilha deserta
Incerta escolhas
Certeiras são as consequências.
Culpa Cultua-me como Cristo
E queime no suor de meu, inferno
Entre quatro (paredes)
Um baseado e duas taças
Tenha-me Sem desculpas
Arranque minhas vestes
Pois, serei teu, boneco de teste!
Neste desamor.
Diante ao exílio do frio
Nossos corpos se rastejaram
Para aquecer um ao outro.
Me observe como um felino!
Sedento pela sua carne
Salivando hipnotizado
Enquanto você, dança Seu, Odor Sequestra meus sentidos então seguimos o ritmo da música um som cortante de violinos solitários o Murmúrio.
Dos gatos livres perante
O regozijo De se acasalar.
Não há nada demais nas coisas que escrevo, são só palavras em um jogo ensaiado. Eu poderia colocá-las em um diário, se houvesse em mim esse hábito, como não o tenho, eu poetizo. Reflito, ora como espelho ora como sombra, esses aspectos peculiares de minha oceânica alma (fria, profunda e infinita)...
Queria dizer que te amo, mil vezes sonhar com teus beijos. Mas já não é seu nome que chamo, nem você quem eu desejo. Me perdi no arco-íris do teu olhar, mas, você foi a tempestade que me fez naufragar. Já não sei se te desejo, nem tão pouco se te mereço. Mas, pouco a pouco, seu nome desconheço.
CANTO II
Janela d'alma, visão
Íris líquidas pingantes
Longe, longe, coração
Ah, distâncias distantes.
Na ronda teu juízo
Envolto em madeira e terno
No bosque paraíso?
Na floresta inferno?
Se com luz,
Voo alto
Asas de Ismália.
Se na cruz,
Não falto
Mortalha.
PAIXÃO
Semente da obsessão
Geradora de devaneios
Encantadora de imagens
Velha irmã da loucura
Manipuladora do caráter
Destruidora da razão
Indutora de vontades
Mescladora de sentidos
Por favor, apareça!
Mas que seja,
Que somente seja,
Quando for correspondida!
(Guilherme Mossini Mendel)
Não quero reviravolta dramática
Tô exausta desse morde e assopra
Corações trocando rosas e socos
Só e bonito em rimas de Leminski
Por mim deixamos de lado a poética
e vamos brincar com a lógica
Quero um sentido e quero um depois
E quero a vontade permanente
Sentimento constante
Que se deixa durar…
Bora...
Um café na padaria
A ida ao parque
Um passeio na praça
O correr na garagem
O grito de gol
O aplauso no teatro
A roda de violão
A pintura do salão
Uma linha ao lago
A fantástica gargalhada
O churrasco nas mãos
O abraço de coração
Tudo pode ser perfeito
Cada minuto é valioso
Ame, demonstre, faça acontecer
as estrelas no céu pintado de azul
uma a uma mostrando seu brilho
de uma luz distante e sem sentido
não podemos voar e tocá-las
na alegria triste de um suspiro
no conter-se de apenas imaginá-las
no êxtase da rebeldia
de contrariar a cada dia
o prazer e o querer se invalida
e assim,
reinventamos a vida.
não existe palavras para poder dizer o óbvio e o que lutamos pela vida a fora, o acaso existe para isso, quando as palavras não se expressam, naturalmente as pessoas envergam umas nas outras, se beijam, se agarram, fazem tudo aquilo sem solidão e sem medo do horror, é o que chamam de paixão ou enfeitam chamando de amor...
