Poesia sobre o Inverno

Cerca de 1545 poesia sobre o Inverno

É um elogio ao inverno

Encontrei o meu dono

Tenho o seu coração

Não sinto mais frio

Você me tem na sua mão

Faça o quê quiser comigo

Sou tua brisa perfumada

- e encantada...



É um elogio ao inverno

Encontrei o meu dono

Tenho o seu coração

Não corro mais perigo

Encontrei o meu abrigo

Tenho o seu coração

Morando nele

- estou protegida...



É um elogio ao inverno

Encontrei o meu dono

Tenho o seu coração

Ele nos aproxima

Sempre me manterei pequena

Para ser grande nos teus braços

A minh'alma nos serena

- nos determina ...



É um elogio ao inverno

Encontrei o meu dono

Tenho o seu coração

Eternamente enamorado

Ele nos encaixa,

e nos intensifica

Vou te provocando

com os meu versos de menina

Para sermos imensos

nos sentidos e delírios...



É um elogio ao inverno

Encontrei o meu dono

Tenho o seu coração

Guardo-o sob minha proteção

Perdoe-me por às vezes ser grande

E também por também muito insegura,

É o jeito que encontrei

de ser tua, e toda doçura...



É um elogio ao inverno

Encontrei o meu dono

Tenho o seu coração

Sob a guarda da paixão

Não sinto mais frio

Só sinto os carinhos

dos teus arrepios

Tenho a sua pulsação

- sou a dona do teu coração...



É um elogio ao inverno

Encontrei o meu dono

Tenho o seu coração, sou pura devoção

Vou te provocando silenciosamente com poesias

Sei com certeza que você sempre volta

Você pode me deixar falando sozinha

Mas nunca na condição de nunca

estar te amando sozinha.

Inserida por anna_flavia_schmitt

É inverno!

Celebremos,

Não é eterno,

Sempiterno.

- momento

Não recusemos.



É eterno!

Não recuemos,

- é extremo

Enfrentemos,

- o tempo

E o eternizaremos.



É sempiterno!

Como um afeto,

Reconhecemos,

É terno,

Intenso,

Logo, o passaremos.

Inserida por anna_flavia_schmitt

⁠"As folhas dos ipês já esvaneciam, naquela manhã fria de inverno, as folhas, com suas cores num tom acinzentado, pareciam tentar dizer-me algo que, em meu peito, eu já predizia.
Aquele amor, em mim, morria; estava morrendo a cada minuto, a cada mês, a cada dia.
Aquela alameda, a rua dos ipês, muitas vezes era a nossa saída, era onde bailávamos ébrios pelo cheiro das flores, crentes que nossa paixão era infinita.
Hoje, meu amor, estou eu aqui, parado, naquela esquina, sob aquele ipê rosa, cujo as folhas e a cor, despertavam aquele seu jeito de menina.
Mesmo que eu velejasse por mil anos, em mares revoltosos, ainda faltar-me-ia a experiência para domar a mulher, que narro nessas linhas.
Estou indo pro cais, quem sabe eu não me afogue na marina, talvez eu consiga matar o resto de amor ou ódio que em mim germina.
Vou ir ver o velho pescador, talvez ele me convença a não ceifar a minha própria vida, talvez ele até me mostre como reconquistá-la, ensine-me como fazê-la minha.
Mas minhas esperanças esvanecem, como as folhas dos ipês, na nossa alameda, naquela manhã fria, naquela esquina..." - EDSON, Wikney - Memórias de Um Pescador, A Alameda dos Ipês.

Inserida por wikney

⁠"O céu urgia em maltratar-me, nas primeiras horas da manhã, daquele dia chuvoso de inverno.
Dormira muito mal naquela noite; durante a madrugada, nos raros momentos em que a atroz tempestade, deu-me uma trégua, eu sonhei com ela.
Quando os trovões, rugiam sobre mim, eu despertava ao gritos, atônito, desesperado, procurando por ela, em meio a lençóis vazios.
Completamente encharcado, eu não sabia diferir, o que era chuva, o que era suor e o que era lágrima.
Mas em minha própria cama, eu me afogava.
Quisera eu, que meu afogamento, se desse pelas águas.
As lembranças, foram o que me afogara.
Cada beijo, cada toque, cada palavra.
Eu lembrava e mais, eu afundava.
Cada gota, que pingava do telhado do meu velho casebre, parecia, em demasia, com minhas lágrimas.
Lembravam a ampulheta da minha vida.
Cada gota, que no meu chão de madeirite se desfazia, a minha vontade de viver, com ela ia.
Perdão Deus, por não conseguir enfrentar as intempéries da minha vida.
Deverei ceifá-la, talvez seja essa minha missão, quiçá, minha sina.
Tentei o velho pescador, nem ele, sábio como és, conseguira desviar a minha finda.
Talvez, o melhor que posso deixar para esse mundo é minha morte, o amor que sinto por ela e minhas palavras vazias.
Logo hoje meu Pai, eu não merecia.
Mas a madrugada me maltratou tanto, e o céu urgia.
Não sou capaz de viver sentindo o cheiro dela, em cada flor, em cada perfume, em cada brisa.
Já me chamam, O Velho do Casebre, já deram sentido, à uma existência vazia.
Fui obrigado a abrir mão dela, então de bom grado, hoje, abro mão da minha vida.
Perdão Cristo, mas essa é a minha sina.
Espero que a corda, que agora amarro em meu teto, consiga suportar o peso, das minhas feridas..." - EDSON, Wikney - Memórias de Um Pescador - A Carta de Despedida

Inserida por wikney

⁠Passagem do Inverno
para a Primavera,
É o quê deveríamos
nos permitir sempre
que a vida nos exigir,
Ser a festa total
dos pastores
nômades
que se celebra,
Afastando sempre
que necessário
a escuridão,
Cumprindo sem cessar
a mensagem
da Ressurreição,
Abrindo a porta da prisão
para quem tem consciência
Ao eleito caminho voltar,
Não é segredo para ninguém
que o Cordeiro perfeito
Por mistério foi entregue,
para que os pequenos
ninguém mais os maltrate
ou os sobrecarregue.

Inserida por anna_flavia_schmitt

⁠O inverno chegou
em véspera tonta
de eclipse anular,
é contigo que quero
constelações tocar.

Ainda não tenho
você aqui ao lado
para me abraçar
e eu te acarinhar
na tua cidade
das sete colinas.

Do mundo doido
para me proteger
e nada nos deter,
aqui cedo ou tarde
comigo vai estar
além das estrelas
e da noites de luar.

Na verdade o quê
importa é que te
trago e exalto
como quem leva
um escapulário,
és minha rima,
sutil planetário
e grã inspiração.

Inserida por anna_flavia_schmitt

⁠O Ipê Amarelo da Serra
dançando o baile
desta bonita tarde
de Solstício de Inverno
parece comigo
por dentro sempre
que te vejo no caminho.

Inserida por anna_flavia_schmitt

⁠As araucárias do meu Sul
dançam com o Sol e a Lua
neste Solstício de Inverno
que coincide com o Lunistício
que está sendo vivido
pelos Hemisférios Norte e Sul,
Os dias serão mais longos
para sonhar com os meus olhos
abertos e traçar mistérios
para que todos os teus desidérios
no absoluto só encontrem os meus.

Inserida por anna_flavia_schmitt

⁠A minha Pátria sob
a dança do Sol e da Lua
neste Solstício de Inverno
é a Pátria que se identifica
por duas árvores de flores
amarelas que sempre
que florescem parecem
com pequenos sóis
suspensos e atraem
os mais lindos sentimentos.

Inserida por anna_flavia_schmitt

⁠As flores do Ipê-Amarelo
saúdam o Lunísticio
neste Solstício de Inverno,
E eu aprendendo a lidar
com a poesia e seu mistério.

Inserida por anna_flavia_schmitt

⁠Antes do Lunisticio
e do Solstício de Inverno
que estamos vivendo,
eu te sinto mesmo em pensamento.

Dancei com os deuses
nos braços da Aurora Austral,
Agora ergo em direção
a Tata Inti o Taita Nina no meu ritual.

Agradeco a Mama Kocha
pela vida que se renova
no ventre de Pachamama,
a minha intuição jamais se engana.

Minhas raízes nesta Abya Yala
vivem nas minhas veias
mesmo que você não as veja
celebrando o Inti Raymi a vida inteira.

Poeticamente as minhas letras
têm as cores da Wiphala,
conheço bem a minha pertença
que segue o rumo da ancestral crença.

Inserida por anna_flavia_schmitt

⁠Festa de São Pedro e São Paulo em Rodeio

No auge do Inverno aqui
no Médio Vale do Itajaí,
Te encontrei na Procissão,
fomos para a Missa
e depois levamos as nossas
chaves para receber a bênção,
e depois caímos na animação
nesta Festa de São Pedro
que animou a nossa querida Rodeio.

Inserida por anna_flavia_schmitt

⁠O Ipê-mamono traz calor
para o espírito neste Inverno
que não é apenas estação,
Com os seus sóis em flor
em plena tarde poema
me inundam com amor
e ainda me faz crer
que vale tudo para não
desistir da beleza de viver.

Inserida por anna_flavia_schmitt

⁠Tarde poética coberta
pela floração do Ipê-vacariano,
É inverno com um Sol
de amor e paixão nascendo
no meu coração de poeta,
Sim, eu morro de amores
pela nossa generosa terra,
e danço entre as flores
que são carregadas pela ventania.

Inserida por anna_flavia_schmitt

⁠Nesta noite tudo passa
na minha cabeça,
não ser mais Verão para
quem só oferece Inverno
é dever em qualquer estação
para manter o Ipê-rosa
do meu coração preservado
para a próxima estação
que sei que eu hei de encontrá-lo
e você há de ser meu namorado.

Inserida por anna_flavia_schmitt

⁠Deixar que o Ipê-rosa
nos enfeite com as suas
pétalas nesta tarde de inverno,
Ser a dona do seu sorriso
sincero e fazer dos teus
abraços todo o meu Universo.

Inserida por anna_flavia_schmitt

⁠Teus acordes profundos
de festivais de inverno:
és o meu destino certo.

Fico em florescer infinito
de Aroeira Assobiadeira
só de ver o seu sorriso.

Buscas Mel e eu sou flor
que se cheire com jeito
porque sou o seu amor.

(A tal felicidade com motivo).

Inserida por anna_flavia_schmitt

⁠Primavera do amor ....
Conforme o inverno vai se despedindo para triunfar a primavera na natureza, na estação da alma o amor desponta no horizonte do coração. Nesta temporada, dentro e fora a vida floresce e todos os sonhos acontecem!
É a primavera na estação das flores, das cores e eternos amores!

Inserida por fluxia_ignis

⁠O inverno do mundo e a primavera da alma

Enquanto o inverno veste o mundo de silêncio e frio, a alma escolhe seu próprio caminho. Nem todas as estações seguem o calendário da natureza, pois dentro de nós, o florescer é eterno.

Lá fora, a neve cobre o chão, gelando passos, silenciando vozes, mas aqui dentro, um jardim desperta, tecendo cores em meio à escuridão.

Quando nos libertamos das amarras da matéria e tocamos a essência mais pura do nosso ser, uma primavera eclode, delicada e infinita, nutrida pela luz da consciência que nunca se apaga.

A primavera não espera calendários, nem pede permissão ao tempo cruel, nasce onde há esperança guardada, sob o véu do inverno, floresce fiel.

O inverno se instala, mas o que sussurra o coração sobre suas próprias estações?

Inserida por fluxia_ignis

O Amor Brota

Valeu a pena suportar o trabalho árduo no inverno, foi necessário semear diariamente para conquistar uma boa colheita;
Mesmo com a neve caindo e os ventos conspirando contra os meus esforços, não deixei o fracasso e nem a decepção entrarem pela minha porta, pois os meus esforços e a minha paciência tinham a certeza e a segurança do que estava por vir;
Pensar em ti nas noites congelantes foi o que manteve a minha fogueira aquecida, foi o que esquentou os meus pés em frente a lareira enquanto a neve caia lá fora tentando matar o que estava brotando;
O meu querer por você sobreviveu bravamente e suportou o inverno, ele foi tão forte e verdadeiro que brotou em ti, a semente do amor.

Inserida por Ricardossouza