Busque-me, discípulo acha-me naquela... Miguel Espinoso
Busque-me, discípulo
acha-me naquela estação
entre inverno e verão
Ama-me como uma noiva
recém casada; aonde foi
o teu amor?
Enxerga-me outra vez, como
pôde se esquecer? Com os
teus olhos, jamais irá me ver.
Enxerga-me, pois, de olhos fechados.
Procura-me ver, com o teu coração
e me verás novamente, sentirás outra
vez.
Em sua nudez eu não aponto para a tua vergonha exposta, mas cubro-a com novas vestes, vestesde linho branco. Duvide de reis, questione governos, não acredite em tudo que se ouve
Mas como podes duvidar do meu perdão? Como podes questionar meu amor? Como pôde, se esquecer da cruz que tornou do órfão, mais uma vez, filho?
Permita-me cativar-te, não te escondas de mim.
Revele-se, confesse... pois sou o amor restaurador, e desde que encontrou meus pés, esse meu amor
Te encontrou.
