Poesia sobre Meu Comportamento
Os relacionamentos atuais são permeados de intensidade e desgaste, onde a presença, inicialmente agradável, parece incomodar e não há esforço para superar qualquer desafio, na ilusão de que sempre se encontrará algo melhor.
É inútil nos preocupamos com o que não podemos controlar, como a opinião, o interesse e o sentimento alheio, assim como o respeito, a consideração e a reciprocidade.
Apesar do emaranhado de fios desencapados no cérebro e a complexidade de expressar sentimentos e emoções, a mulher tem o encanto no olhar, a suavidade na voz, a leveza no toque, a maciez na pele e, tantas outras coisas, que faz do homem apenas um ser rude e ultrapassado.
Se alguém se enamorar por ti, que seja pelo que você é, pelo seu modo de agir, por sua conduta e o seu jeito de ser e, não por nada que tenha, por mais belo que possa parecer mas, se for para enamorar por algo, então que seja pelos teus olhos, pois eles nunca vão envelhecer.
O ego ferido é apenas uma necessidade de controle e poder, de nos sentirmos valorizados. Em geral não depende da ação alheia, mas da nossa próprio autoestima.
Machado de Assis imortalizou a expressão “olhos de cigana oblíqua e dissimulada” ao descrever Capitu, mas a mulher na janela pode ter uma luz infinita no olhar, capaz de iluminar uma casa inteira ou uma vida obscura, como a minha.
É desnecessário expulsar um espírito maligno na vida de uma pessoa, se ela não quiser mudar de comportamento
A beleza e a feminilidade são como poesia. Não é possível se conter com o que se vê, para se deixar levar pela imaginação.
A mente tem um poder tremendo. Pode, num instante, nos levar para onde quisermos, mas apenas duas mentes que se completam podem viajar juntas, por lugares nunca imaginados.
Especialistas em aerodinâmica olham para uma abelha e se perguntam como ela é capaz de voar. Quando te vi, não dúvidas de que você poderia alçar voo rumo ao infinito.
Não somos uma coletividade conectada por uma consciência comum, mas seres individuais compartilhando interesses sociais que, com frequência, sucumbem ao egoísmo.
Se alcançássemos o céu, sem que as nossas raízes estivessem fincadas no inferno, qualquer vento nos derrubaria, com facilidade. (Com o pensamento de Carl Jung).
Talvez nunca perdemos alguém num relacionamento e isso não é uma forma de confortarmos o nosso ego. Não podemos perder algo que nunca nos pertenceu e, sempre que uma porta se fecha, outra se abre, noutro lugar. As pessoas são livres para irem e virem e se quiserem, podem ficar. A única coisa que não podemos fazer é insistir numa porta que não quer abrir ou regar uma planta morta.
Ela não é perfeita, nem a melhor, mas tem foco no que faz e reconhece do que é capaz. Já superou dificuldades, tristezas,ausências e saudades, por isso a sua vida se resume na família, no trabalho e na incessante busca de autoconhecimento, no equilíbrio da sua satisfação pessoal e na paz do seu espírito.
Nós vivenciamos uma completa inversão de valores, o que significa que somos afetados profundamente, quando amar e demonstrar afeto parecer ser um defeito, enquanto a incapacidade de amar é que indicava um desequilíbrio. De qualquer modo, uma pessoa que passa nas nossas vidas, pode nos ensinar o que é apenas um interesse imediato, uma amizade sincera ou amor de fato, por demonstrá-los ou pela sua absoluta falta de compromisso.
No relacionamento moderno, podemos conhecer o corpo, um do outro, do avesso, mas querer enxergar a alma ou, falar de sentimentos, é um absurdo sem medida.
Se não controlamos o que pensamos ou sentimos, como poderíamos ter a ilusão de controlar o sentimento alheio, quando cobramos algo que deveria ser recíproco?
Nestes tempos de prazeres efêmeros, amar se tornou sinônimo de tocar apenas o corpo, sem experimentar, antes, invadir a alma.
Se lêssemos entrelinhas, seríamos capazes de sentir o encontro dos lábios, as carícias e o toque deslizando sobre a pele, nos conheceríaramos além do nome, saberíamos onde iríamos chegar, sem dizer uma única palavra, apenas lendo o brilho dos olhos.
Relações superficiais não permitem conexões profundas e, independente da constância, nem sempre significam alguma coisa.
