Poesia sobre Homens e Mulheres
Notas Universais sobre Ela
Já é de conhecimento público minha paixão pelo espaço
Entenda o que sinto por ela, com essa poesia que faço.
Ela brilha como uma grande estrela.
Um buraco negro cria-se no meu peito em saber que não vou tê-la.
Mas numa imensidão escura.
A energia dela me cura.
Quando olho-a nos olhos, sou levado à calmaria do vácuo, a imensidão.
Aqueles olhos são como nebulosas, que aquecem o gás e a poeira do meu coração.
Aquela densidade que ela traz consigo cria um campo de atração.
Então ao redor dela eu orbito, ação e reação.
Como Marte ela me tira da paz e me coloca em guerra.
Ela emana a vida da Terra.
Tem a beleza de Vênus e costuma sofrer da mesma pressão.
Quando perto dela, minha frequência cardíaca se equipara a de um pulsar.
E ele pulsa, pulsa sem parar.
Eu adoraria poder explorar a geografia do teu corpo.
Fazer expedições pelo seu mundo todo.
E colonizar seu coração, fazer florescer em um ambiente hostil.
Mas tal viagem não seria vil.
Talvez eu e você represente a ficção científica a neste universo.
Talvez seja loucura e ilusão dos meus versos.
Mas não irei deixar que a entropia do dia-dia.
Apague sua luz e roube minha alegria.
Mas agora voltemos ao nosso lugar.
Estamos em um mundo prestes a acabar.
Então, por favor considere minha proposta.
Não me vire as costas, não vamos nos privar, do direito... De tentar.
O DEPOIS
Sobre a tela da vida passo o pincel, pintando o que não terei, perdendo um pouco de mim a cada pincelada;
Ninguém é preparado para morrer, mas sabemos que é loucura não esperar que um dia a pele ficara gelada;
Porque a vida se esvaia, perdemos o nosso ser e ainda como loucos temos esperança de para sempre viver;
Tentando se enganar para fugir da foice, um dia vamos ser levados e “o depois” nós logo vamos conhecer;
Quem sabe como vai ser? Eu digo que é melhor não saber, pois fugir só nos levará a uma tragédia maior;
Colhendo os frutos da vida secamos a nossa fonte, é necessário se alimentar, mas regue ela com o amor;
Então viva como se fosse se último dia, se de felicidade puder transbordar é melhor preparar o seu cálice;
Não vale a pena guardar mágoa, mesmo que não exista céu manchar seu legado com ódio só atrai a foice;
Não adianta limpar o corpo se a morte embaça a vida, Maquiando para disfarçar o horror de nosso mundo;
O Câncer real ninguém explica, a droga do ódio vícia tanto e é passada pelas gerações fadadas ao submundo;
O chão sujo de sangue é a maior prova da fragilidade humana, nos achamos maiores do que podemos ser;
Mas abrace o seu próximo como um símbolo de paz, quem plantar o amor a felicidade um dia ira colher;
A vida é mais do que um destino, construímos nossa própria história, fazemos as nossas próprias leis;
Reencarnar para corrigir nossos erros não funciona, se praticarmos o mal receberemos tempos difíceis;
Querer encontrar o sentido da vida é andar em círculos, se a vida são flores quero ela em meu jardim;
Esperando encontrar algo na caminhada, não sabemos o que é, mas queremos ficar maravilhados no fim.
Primeiro abre-se a porta
por dentro sobre a tela imatura onde previamente
se escreveram palavras antigas: o cão, o jardim impresente,
a mãe para sempre morta.
Anoiteceu, apagamos a luz e, depois,
como uma foto que se guarda na carteira,
iluminam-se no quintal as flores da macieira
e, no papel de parede, agitam-se as recordações.
Protege-te delas, das recordações,
dos seus ócios, das suas conspirações;
usa cores morosas, tons mais-que-perfeitos:
o rosa para as lágrimas, o azul para os sonhos desfeitos.
Uma casa é as ruínas de uma casa,
uma coisa ameaçadora à espera de uma palavra;
desenha-a como quem embala um remorso,
com algum grau de abstracção e sem um plano rigoroso.
antes chova,
do que nunca.
uma releitura sobre a chuva,
cujos corpos se derretem.
repouso mental,
para o ar passar.
passar ar.
pra sar ar,
passa ar.
passa ar.
pas,
ar.
Todas íamos ser rainhas
de quatro reinos sobre o mar:
Rosalia com Efigenia e
Lucila com Soledad
No vale de Elqui, rodeado
de cem montanhas ou de mais,
que como oferendas ou tributos
ardem em vermelho e açafrão
O dizíamos embriagadas
e o tivemos por verdade
que seriamos todas rainhas
e chegaríamos ao mar.
Com as tranças dos sete anos
e batas claras de percal
perseguindo pássaros foragidos
na sombra do figueiral.
Dos quatro reinos,
dizíamos, indubitável como o Korán,
que por grandes e por certos
alcançariam até o mar
Quatro esposos desposariam
no tempo de desposar
e eram reis e cantadores
como David, rei de Judá.
I. Amarás a beleza, que é a sombra de Deus sobre o Universo.
II. Não há arte atea. Embora não ames ao Criador, o afirmarás criando a sua semelhança.
III. Não darás a beleza como isca para os sentidos, se não como o natural alimento da alma.
IV. Não te será pretexto para a luxuria nem para a vaidade, se não exercício divino.
V. Não buscarás nas feiras nem levarás tua obra a elas, porque a Beleza é virgem, e a que está nas feiras não é Ela.
VI. Subirá de teu coração a teu canto e te haverá purificado a ti o primeiro.
VII. Tua beleza se chamará também misericórdia e consolará o coração dos homens.
VIII. Darás tua obra como se dá um filho: tirando sangue de teu coração.
IX. Não te será a beleza ópio adormecido, se não vinho generoso que te estimula para a ação, pois se deixas de ser homem ou mulher, deixarás de ser artista.
X. De toda a criação sairás com vergonha, porque foi inferior a teu sonho e inferior a esse maravilhoso Deus que é Natureza
Sentada no banco
da Avenida Rio Branco,
Descanso a agonia
e dialogo mentalmente
sobre a perplexidade
ante a covardia,
A beleza da bouganville
me faz companhia,
E logo recupero
a coragem e a alegria.
Disse-te que nasci um só
E que morri vários?
Ou nada te disse sobre
O desdobrar-se de mim,
Nesta teia de seres
Que cada dia cresce,
Sufocando o ser
Original que fui?
Que seres são esses
Que se agregaram a mim,
Imitando meus gestos
E minha voz, qual
Herdeiro de esquecidas
Memórias? Disse-te
Que hoje sou tantos
Que nem mais reconheço
Minha face envelhecida
Meu signo particular?
Quem sabe, nada te disse.
Não sei falar sobre o que
Desconheço. Mas posso sentir
Que alguns de mim
Estão morrendo. Outros
Tantos de mim se
Despregam dos contraditórios
Labirintos de mim mesmo.
QUADRAGÉSIMO SÉTIMO HEXÁSTICO
Deixa-te voejar sobre o caos
há nele visível beleza
toda representação há
seja sagrada ou profana
não o olhes com tua indiferença:
caos requer visibilidade
Aprendi a tranquilidade de passar sobre os dias
com o domínio de um coração baixo.
De me perturbar menos a posição astrológica
de certas palavras no coração do verso.
Sensações \sǝ̃o̧ɔɐsuǝS
_
Flutuando sobre os ecos de minha mente
Pude perceber,
O quão vasto era os sentimentos
que tinha por você.
Ressonância de corpos e sentimentos abstratos,
memórias tão fragmentadas
Consoante aos passos que tínhamos dado.
_
Fez-se Verão insólito e índole,
Proeminência de afetos desleixados
E alimento de obsessão mística opressora
_
Era recessão de memórias passadas,
Interferidas pela casualidade.
O destino que transcendia nossas almas,
Foi tão incerto quanto a ressonância
que tínhamos pelo certo.
(2018-2019)
recostei meu braço sobre o papel
pintei todos os meus pensamentos
no final, não gostei do que vi
joguei fora
aqueles traços refletiam o que sou
o que tenho sido
o que tendo a ser
hoje eu me joguei no lixo.
tentei.
a arte prevalece viva nas entranhas do que habita em mim.
é impossível por um fim.
Vida
Facil para uns , dificil para outros
E perturbardor fala sobre isso
Se tratando da adolecencia de um garoto
Problematico mais e muito pratico
Fazer uma poesia sem sentido
Mais que os pensamento contido na
Cabeça de um aduto normal
Nessa sociedade rasista em que um negro
Bolsista não e bem vindo numa istituisao
De auto calao e mando mais um recado a vida passa e os pensamentos ficam.
Não gosto de conversar contigo,
Gosto de sussurrar ao pé do teu ouvido;
Sobre o nosso tempo e as suas areias:
Eles podem até se desencontrar ao [vento,
Todos no fundo possuem um oásis,
E ao mesmo tempo uma história de [deserto.
Em matéria de amor só temos duas opções:
Podemos ser oásis ou [deserto.
O amor não aceita ambiguidades,
Ele só enxerga o [concreto.
Do teu ser quando em posição horizontal,
Garimpo o quê há de mais dourado,
e mais [belo.
O desencontro só existe para aumentar
Ainda mais a poesia,
Porque só o tempo educa o amor.
Para amar existe tempo de ser:
Veludo, seda, cetim e organza.
Depende sempre do deslanchar da hora
[até se for durante a aurora],
Não importa, para amar não existe hora,
Mande a vergonha embora!
Deixa a vida se encarregar,
Apenas se entregue,
Permita que o prazer te deixe levar,
Ame em todos os tons e texturas,
O amor requer dedicação e bravuras,
Ele te conduzirá até as alturas,
Traduzindo além das falas,
Fluindo como um rio de água doce
- mil ternuras -
Extraindo dum beijo - mil doçuras.
A fulguração do desejo em teu rosto,
Aumenta o sentido e me dá gosto,
Faz com eu prepare algo ainda
Mais saboroso,
Para que eu me torne mais do que tua mulher:
uma poesia inteira.
Rompendo métricas [sem perder]
a estética,
Uma prece faraônica - perfeita.
Para revirar os teus sentidos,
E fazer-te perder a noção de quem comanda
ou obedece,
Sou a diversão que lhe mantém
entretido,
Com os meus lábios mantenho os teus
emudecidos,
Com poesia mantenho os nossos
corpos aquecidos,
Tracejando em nós segredos infinitos.
Protegidos estamos sobre o céu azul esmalte,
O teu amor é a minha fortaleza,
Desejo-te como um lindo amanhecer,
Sei que me amas com grandeza,
Estamos fazendo história com beleza.
Nos descaminhos do destino,
Sabemos que há muita rudeza,
Superamos com poesia e grande sutileza,
Vamos com fé preparando o nosso caminho
Caminhando para buscar o ninho
No campo elísio.
Por quê? Por quê escrevo tanto?
Escrevo para distrair as saudades,
E para nos ver de mãos dadas
Entre as florações lilazes dos jacarandás,
Que ainda sequer visitamos...
Escrevo para dizer que lhe tenho amor,
E que ocupa não só esse,
Mas todos os meus e inteiros planos.
Não me pergunte o porquê,
Resolvi te pertencer,
Porquê até o teu gesto tem um 'quê',
Capaz de me endoidecer,
Penso em nós atravessando o anoitecer.
Ontem a noite estava fria,
A Lua pousou sobre a janela,
Senti a carícia plena...,
- a mais bela
Ela fez mais rosa a rosa cor-de-rosa,
A roseira estremeceu inteira...
Eis aqui um coração de pomba,
E você com esse teu charme
Que amacia, toma-me por tua conta!
Transformou-me a comportada menina
Em mulher faceira que só pensa
Em poesia - e na entrega perfeita.
Quem te tem no coração,
Não é mais sozinha,
Você esquenta e faz amorosa
A mais baixa temperatura,
Estou à espera de teus beijos,
E por eles escrevendo versos de ternura.
No itinerário a ser percorrido,
Há desejos a serem encaixados,
Dois corpos para serem acariciados,
Duas volúpias para não serem contidas,
E beijos para não serem findados,
As nossas mãos se farão incontidas.
Estou sentindo o amor primeiro chegar,
Chegou o tempo das nossas possibilidades,
É tempo particular das ternuras aconchegadas,
Saberemos o quê fazer,
E como fazer com as nossas docilidades
Vamos mais do que nos apaixonar:
- Nós vamos é nos (entregar)!
Existência e identidade de um povo
América do sul de todos os adormecidos,
Quando sobre o fio da cruel espada ensangüentada
Que lentamente a todos vos mata...
E ressume cada instante quando por entre as trevas
Nada mais se avista do que as próprias trevas.
Murmúrios, sobre telhados quebrados...
Em pleno amanhecer tão estranho e sempre tão doloroso.
o meu sono e tão pesado,
Que me faz sonhar sempre as mesmas coisas...
Um pássaro que dança sobre um céu azul cristalino que corta ao vento,
Uma criança que se erguem e vê a sua sombra de um tamanho acima de si.
No papel
No papel escrevi sobre minha vida
colocando como uma carta sobre a mesa,
detalhei os acontecimentos, me expressei
nas palavras relatando meu grande sonho.
Fiz questão de falar de todos os meus projetos,
aventuras e vivencias, abrindo meu coração para o mundo.
Com a mente confusa partilhei o meu dia-a-dia,
minhas fraquezas e todas minhas fantasias.
No papel eu delirei com meu entusiasmo, mas, foi no teu ouvido
que falei todos os fatos; o meu grande amor por você...
Isso nem o tempo apaga.
No mais belo horizonte
Vejo um pequeno barco.
Oscila em meio as ondas
Planando por sobre a fina lâmina de água
Guiado pelo vento
Sem destino
Entregue ao acaso
Segue o ritmo do mar
Eu sou o barco.
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