Poesia sobre Cidade
“Em uma cidade onde o governo usa a mentira e a maquiagem como forma de defesa, qualquer imposição de verdade é tida como loucura”
Espero um dia poder gritar bem alto e dizer: “tudo valeu a pena”. Minha cidade agora volta a sorrir, porque o progresso, a transformação, a política inteligente e substancial, a democracia com suas mais expressas liberdades, o bem comum, o pensamento renovador, tudo isso agora é que manda por aqui. Não existe um lado e sim um povo, com todos os seus méritos, carências, direitos e deveres.
Saio te procurando pelos quatro cantos da cidade, por alguém que tem o sorriso igual ao teu, uma voz igual a tua, um jeito de me abraçar igual o teu. Seria estranho se eu não fosse louca por você, se eu não tivesse certeza que você era o que eu procurava, o que me faltava...Tua ausência dói não irei mentir, mas quando me ausento é quando eu mais te encontro dentro de mim.
É incrível como amanhece cedo nesta cidade. A gente já acorda na pressa, com caminhão buzinando, cachorro do vizinho latindo, radialista contando a extensão do engarrafamento como se fosse final de novela. Mais uma estranheza à qual a gente se acostuma, mas que não precisava estar aqui. Bastaria alguém e força de vontade. Bastaria dizer chega.
Todos nesta cidade fingem ser tão perfeitos, sempre doces, sorridentes, serenos, e quando a vida explode, temos que fingir que tudo continua bem?
Vejo uma linda cidade e um povo brilhante surgindo do abismo (...). Vejo as vidas pelas quais doei a minha vida, serenas, úteis, prósperas e felizes (...).
Ninguém Alcança méritos sem um constante esforço, como não se pode chegar á uma cidade se você volta do meio do caminho, Persista!
Minha tia não acreditava em horoscopo larmente, nesse dia, ia ao centro da cidade com ela ajudar a trazer uns pacotes pra abastecer um armarinho que ela trabalhava e toda vez antes de sair costumava, como todo dia fazia, ouvir as previsões de Omar Cardoso, famoso astrólogo da época, pro seu signo, escorpião. E nesse dia após ouvir o signo dela ela pediu esperasse e ouvisse o meu. - Minha tia vamos "simbora"! Ela, - Espera, ouve o teu, primeiro. É mentira, mas... O meu vinha depois do dela. Pois bem: Sagitário! Manda, seu Omar... Sagitário... Péssimo dia para viagens!!! Eita! Vou mais não minha tia. - Menino isso é mentira! - É?! Mas ele disse que era um péssimo dia pra viagens, vou mais não! Depois o ônibus cai da ponte no Rio Capibaribe, eu não sei nadar, morro! Olha ai... - Mas, ele quis dizer, viagens longas, pra São Paulo, Rio... - Mas, não deixa ser uma viagem, pelo sim pelo não, vou mais não.
Quando edifícios-garagem forem substituídos por apartamentos, teremos uma cidade realmente mais humana.
Na madruga, sozinho, pensando enquanto a cidade dorme eu vejo que as vezes é até bom perder algumas coisas:Eu realmente acredito que os opostos se atraem. Pois é necessário o "contrário" para poder existir um certo . Ideias e fantasias que saltam do travesseiro, nesse silêncio profundo ouço apenas meu coração batendo descompassado, Enquanto escrevo estas palavras inúteis, porém cheias de sentimentos, lá fora a lua ilumina os caminhos que me levariam até você. Boa noite.
“`GILDO PÉ FOFO` - grande personalidade ! Era o bêbado oficial da cidade. Nunca ganhou uma moção de aplauso ou o título de cidadão, embora seja mais lembrado do que qualquer figurão. Chegou na paróquia como gente estranha durante a Copa da Espanha. No banco da praça ou da rodoviária dormia (quando chovia) e a ninguém comovia. Andava sem rumo pelas ruas, falava sozinho, coletava latinha e trocava por caninha. Não fazia mal a uma galinha. Passava dias sem almoço, seu peso era da pele e do osso. Cumprimentava a todos de forma sorridente, embora a maioria do povo o tratasse como se não fosse gente. No natal foi sempre procurado, ganhava roupa e panetone e ainda era fotografado. Nunca antes na história da cidade houve um velório de verdade. Já enterraram prefeito, vereador, secretário e até vigário, mas no velório do GILDO a cidade ficou morta. A prefeitura fechou a porta. Todos queriam rever aquele que viam todos os dias, como se fosse algo divino, inesperado e repentino. Estava de terno doado, banho tomado, perfumado ... todo arrumado. Lá se foi uma parte da história, da cidade e da sua memória. “
A noite fria cai sobre a cidade. Chove lá fora, Pergunto à lua o que é ser poeta. Ela que por tantas noites se esconde, hoje em silêncio me responde, que é ter a vida incompleta. O Silêncio grita palavras duras e ensurdecedoras, desviei o que pude da noite, porém me deparei com a madrugada triste e solitária. As vezes tenho medo da noite, a escuridão deixa tão clara minhas imperfeições, na imensidão da noite me perco meus pensamentos viajam para lugares so meus. Minha memória cria lugares inventa histórias. Hó madrugada desta noite fria e serena, onde a lua e pequena, me deixa entrar em tua cena e me faças sonhar .boa noite.
Quando a primavera chega mais tarde, as árvores e flores crescerão numa paisagem da cidade tão incrível e maravilhoso.
“JOÃO E SEUS PÉS DE FEIJÃO. Na pequena propriedade, e com certa dificuldade, vendia na cidade o fruto da produção. Ouviu de um alcoviteiro, que isso não ia vingar, porque não dava dinheiro e que num tempo venturo, no banco devia emprestar. Com a escritura na mão, pro banco seguiu o João e de lá saiu animado, deixando consignado o seu pedaço de chão. Porém, na safra seguinte, a chuva não foi parceira e deixou o pobre coitado, perdido e abandonado - sem dinheiro na gibeira. Com o fim da parceria, mudou pra periferia, de favor na casa da tia. Foi pro bico de boia fria, e de tanto pensar na desgraça, João se entregou à cachaça e migrou-se pro banco da praça. Hoje vive no submundo, maltrapilho e sujismundo e ainda lhe deram a pecha de preguiçoso e vagabundo. Seu sítio foi a leilão e quem comprou foi um “João” , que é dono de uma empreiteira e de uma família bacana e que da mesma desfruta em algum final de semana. De uma mesma terra brotou dois “João”: o que faliu trabalhando e o que lucrou descansando.”
Fique em casa estudando até as pessoas pensarem que você mudou de cidade. Depois, continue estudando.
Se a gente se unir, a ratoeira vai ficar pequena. E a cidade inteira vai entrar em choque de medo com a nossa revolução. Porque a gente existe. E a gente vai lutar por justiça.
São Luis cidade dos azulejos,dos buques de noiva, cidade do céu de aquarela que desperta meus temas, adocicando o sabor das palavras e dos desejos das delicadas essências dos meus poemas.
Isso me fez perceber que o imperfeito é perfeitamente confortável para mim. Seja uma cidade ou meu apartamento, eu me sinto mais em casa quando as coisas são um tanto defeituosas.
Observo o céu da minha cidade e começo a perceber todas as conexões que o universo faz, como se as galáxias de alguma forma estivessem conectadas. Sinto que minha consciência vai e volta, acho que estou fora de sincronia, como se estivesse em outro mundo, outra realidade. Estou sozinho, e me sinto bem, mas de repente, surge a minha volta uma sensação estranha, de decepção, de tristeza eu tento não sucumbir a ela, mas não consigo, é mais forte que eu, parece inevitável e dolorido, como apagar uma brasa com a mão. É o mesmo sentimento que tenho ao tentar não me apegar as pessoas, porque elas sempre vão embora e eu fico sozinho. Estou em um ônibus, com uma amiga ao meu lado, eu quase beijo ela, mas algo, alguma coisa, impede isso, não sei exatamente o que, eu saio de lá, entro em outro ônibus e vou embora, ao que parece dessa vez sou eu quem vai embora. Domingo nasce, e com ele vem a sensação de perda. Esse sonho foi um dos mais simples.
Hoje acordei feliz,pois do outro lado da cidade tem uma pessoa especial,alegrando meu dia com sua existência.
