Poesia sobre Arte
Uma arte na vida que os covardes não compreendem, vivemos com os pés no chão e finalizamos quando necessário;
Se torna imortal aquele que deixa o legado na vida, de paz, harmonia e para variar... De arte hamonica;
As pessoas até tentam me ensinar a maldade da vida, mas as minhas origens me ensinam a arte do amor... E nisso eu sou especialista!
Fazer arte. Não para salvar o mundo, mas como quem preserva a parte de si que resiste a esses tempos nebulosos.
Acredito que todas as pessoas e coisas que nos toquem de verdade na vida, sejam vistas como arte pelos nossos olhos. E a arte não pode ser apagada, nem esquecida. A arte permanece dentro de nós até que findem nossos dias.
Faça da vida uma obra de arte. Quantas vezes os artistas colocam a obra inacabada de lado por um tempo, até que surge o dia que a inspiração volta e ele acaba a obra! Paciência...tudo acontece no tempo e da maneira certa.
A dança nos proporciona um prazer automático, é uma forma de arte tão boa que te faz rio e canoa ao mesmo tempo...Pois tu'alma navega no próprio corpo e o conduz qual uma canoa num rio calmo ou conforme a música em águas térmicas e agitadas...
A atmosfera e os locais da arte e da cultura na sociedade contemporânea à partir da gestão cultural deixa de ser tão artística, filosófica, educacional e estética para se tornar paulatinamente um meio e ferramenta da administração econômica, politica e financeira pública e privada.
A arte e a cultura não pactuam com os partidos políticos quaisquer. São sempre parte e ferramentas do estado para promoção e edificação da crítica e do pensamento da construção educacional de um governo livre e de uma atenta justa sociedade.
A arte fala sobre os sonhos, da poesia e da divina harmonia entre todas as coisas mas quando ela grita e chora está comunicando e profetizando os possíveis mais terríveis pesadelos.
A gravura na arte não é uma plataforma menor e muito menos de menor valor. É sim uma expressão mais ágil e direta mas quando realizada com responsabilidade de tiragem e cuidados próprios de impressão pelo autor.
A cada nova edição das mostras e exposições da arte e da cultura contemporaneidade re aparece uma nova re leitura de uma antiga ideia clássica, apagadinha, esquecidinha pelo grande grupo. Geralmente à boa ideia base foi engolida, pouco digerida pelo acelerado processo consumista exigido pelo mercado,de temos sempre às novidades.
Até entendo a forma ácida e irônica de ver, falar,interpretar e produzir arte diante as poucas mudanças ajustadas breves existentes frente ao tanto mais que deveria ser mudado por agora.Mas não consigo ser indiferente quando o artista e o autor para isto grita por mau gosto e extrapola por cima dos princípios éticos, morais e da boa convivência da cultura de quem quer que seja.A transigência já é uma postura muda e obscura de aceitação e persuasão a tudo aquilo que nos é diferente.
A tipicidade perfeita entre um grande numero de obras de arte de uma artista revela principalmente duas coisas. A execução e/ou montagem da obra por meio de uma plataforma mecânica ou a terceirização da mão de obra para execução dela à partir de uma ideia bem detalhada e com alto controle de qualidade e forma.Das duas formas, a arte do artista a ser avaliada deve ser sempre à ideia os múltiplos são só alegorias expressadas materialmente.
Gosto de arte como beleza, gosto de arte como vocação, expressão, como profissão, como educação, como cultura, como fé, como decoração, até como terapia ou como curtição mas não gosto de arte que pensa que é só aplicação, investimento, bonificação tributária, acervo financeiro, garantias, doações pervertidas, instrumentos de poder e corrupção.
O sentido social e político da arte está como ferramenta e plataforma para Educação e o incentivo sustentável do exercício da Cidadania Cultural ajustando, adaptando e preparando o individuo político cidadão-ser social para as novas realidades selvagemente impostas ao meio pela vida em grupo.
A arte contemporânea do século XXI cada vez mais se afasta das possibilidades de ser uma plataforma artística madura expressada por uma técnica ao rigor da técnica, primorosa de execução aliada ao equilíbrio de bom gosto e passa a ser uma instalação mecânica quase pré-fabricada por sucatas como uma brincadeira de mau gosto, dentro do conceito ideia de humor negro, uma piada sem graça quando não avança no desrespeito da cultura, da fé e da filosofia dos outros.Espelho próprio de um período crítico de nossa atual sociedade, doente, individualista, egoísta, perversa, compulsiva, competitiva, fundamentalista, exclusivista, enlouquecida e selvagem.
Toda vez que ouvir uma opinião taxativa muito exata sobre uma obra de arte, muito cuidado, pois todo aquele que assim o faz deve ter muito mais interesses de cunho matemáticos e financeiros que principalmente artísticos e históricos sobre a arte.
Difícil encontrar disciplina de produção no processo criativo na arte propriamente dita, existe sim jornadas de montagens de terceiros ajudantes na montagem de uma ideia e instalação como também na produção do artesanato ou nas artes contemporâneas que se utilizam das plataformas das artes de ofício, marcenaria, tapeçaria, tecelagem, cerâmica, gravura, escultura, entre tantas outras criativamente diferenciadas das obras e objetos de produção.Sempre senti uma distância muito grande do artista entre as horas certas, os prazos determinados e o tempo do compromisso.Distância está tão grande que admito ser mais como uma abstração ilustrativa e/ou uma teorização meramente conceitual de ofício.A arte precisa da liberdade e o artista em sua maioria do caos mas não para ordenar o caos mas sim torna lo compreensível e visível a partir de uma nova linguagem e/ou de um novo ponto de vista.
Entre eu e Caio Mourão, o papa da arte joalheira no país tivemos infindáveis embates e furtivas argumentações em plena " Calçada da Fama" em Ipanema no tempo que a Vinícius era a Montenegro. O cenário era sempre o conceito e re-conceito da arte joia no Brasil, distante das velhas escolas copistas de oficial de ourivesaria européia. Eu sempre defendendo meu ponto de vista da gema para o metal e o Caio, meu mestre e parceiro do metal para à gema, ambas estão certas.Mas em um ponto jamais divergirmos, que a maior fonte das inspirações criativas brasileira entre gemas e metais concentra se na nossa diversidade gemológica e biológica, dos minerais, da fauna e de nossa flora, exuberantes e dadivosas.
