Poesia sobre a Fome
Onde tiver muita comida
Mostrarei meu outro lado
Saiba que comer é minha vida
Sim, eu sou um esfomeado!
Não se mede a miséria de um país pela pobreza do povo, mas sim pela riqueza dos governantes. Quantos mais ricos no poder, mais miseráveis à margem da sociedade.
O que mata a fome do povo é comida, e o que alimenta os ricos governantes é a ignorância do povo.
Ouvi dizer que sofrem porque amam e não são correspondidos..
Ouvi também que não comem por medo de engordar
Que não gostam de repetir roupas porque tal pessoa já viu usarem ela.
Podem ter mil e um motivos para chorar, e dois mil para se matar, Mas APENAS lembrem-se que existem pessoas assim como nós em situações muito piores e mesmo assim continuam vivendo ,e às vezes abrem mais sorrisos puros e verdadeiros do que muitos por aí.
Em você encontrei meu céu e meu inferno.
Você... permitiu sabor em minha vida,
o néctar e o fel, no rompante de meus loucos desejos por ti, fez de mim um ser feliz quando por amor dediquei-me por inteiro,
... não sou metade, não dou metade,
teus olhos ébrio por vaidades e ganância te desprover de fidelidade te ausenta de amor, seu presente de nome traição quebrou as fortes amarras da confiança mas não destruiu o coração que você ainda habitava,
e com a lembrança ainda do doce sabor, eu sedia a aos caprichos deste cego coração que outrora a ingenuidade me desarmou pera vida, sou agora um ambicioso que está disposto a cultivar suas intensas ambições, eu vendi a dignidade, quebrei meu orgulho, barganhei o amor próprio, mas quem brinca com fogo terminará se queimando, quem vende o corpo perde a alma, te inundei com as vaidades,
te deixei com fome de prazeres, de mãos dadas com a luxúria tu me prova que uma vez rei já mais perderás a majestade, me presenteastes com o fel do desprezo...aprendi a enganar o mundo com meu sorriso e uma falsa vontade de viver, tudo por ainda ter... Está fome de você, Se você perder o amor de quem você ama, não se engane este amor você nunca teve o verdadeiro amor não morre.
Refugiados
É muita gente correndo da morte
A única companhia é a sorte
Muitos fogem da guerra
Outros fogem da fome
Levando consigo só o nome
Deixando tudo para traz
Querendo viver em paz
Pobres refugiados
Que ver seu futuro em outra nação
Mas muitos são odiados
Por aqueles que poderiam lhe estender a mão
O peito cheio de esperança
Deixando para traz a dor e a lembrança
Pobrezinhas das nossas crianças.
Valores
Hoje eu quero te mostrar
o que a vida vai te ensinar
que a pobreza enobrece
o que a riqueza se esquece
aquele menino que quebrou
o brinquedo novo que ganhou
nao sabe que o seu vizinho
é um menino pobrezinho
que brinca com uma madeira
fingindo ser o seu carrinho
um pai que é muito ausente
dá um carro em forma de presente
mas será que isso tem valor
ou seria melhor o amor
de um filho que caminha a pé
e tem orgulho de ser o que é
Hoje eu quero te mostrar
o que a vida vai te ensinar
que a pobreza enobrece
o que a riqueza se esquece
quantas vezes você se deparou
com uma comida que não te agradou
e nem pensou na mãe que com carinho
preparou aquele mingauzinho
que pouco lhe matou a fome
mas fez de você um grande homem
a riqueza compra um bem material
e deixa de lado aquele ideal
de se tornar uma pessoa nobre
apesar de ter sido tão pobre
e tudo aquilo que se tem
não é nada pra quem é alguém
Hoje eu quero te mostrar
o que a vida vai te ensinar
que a pobreza enobrece
o que a riqueza se esquece
Tu és linda.
Tu és bela como uma flor.
Tu és tão linda que poderia ser chamada de amor.
Tua beleza não se compara nem com o nascer do sol do sertão Pernambucano.
Teu brilho é inebriante aos olhos de quem vê.
Teu vapor traz cheiro hipnotizante e delirante.
Teu nome, és cuscuzeira
mãe do saciador de fome chamado cuscuz..
Boi com sede no sertão,
É de partir o coração,
Ver os quarto arriar,
Sem um pingo de água pra dar,
Ver o bicho chorar,
E não ter como consolar,
Ver tanto lugar com água a fartar,
E tanta gente a desperdiçar..
Há uma luta constante entre
Consumir demais e
Não se encher o bastante.
Com pessoas,
Mal há equilíbrio.
Ou estão
Em overdose
Ou presas
À migalhas.
(Foi a fome ou a gula que te destruiu?)
CHUVAS DE OUTONO
Sonhei que chovia, acordei chorando. Antes de levantar-me, penso sobre o quanto a vida é injusta, e o quanto somos egoístas ao ponto de priorizarmos nós mesmos e nossos sentimentos. Bom, ao deixar minha cama, volto ao meu cotidiano entediante.
Já não fico mais faminto, é como se eu estivesse cheio, mas de que ? Sendo que não comi nada. Cheio de sentimentos negativos ? Cheio de pensamentos autodestrutivos ? Talvez eu só esteja cheio de você.
Você é saudade, e vem rasgando minha carne. Mas eu me recuso a sofrer de novo, embora a tentação seja grande. Tomara que as águas de abril carreguem a tristeza e a solidão que em mim habitam.
Religião e apostas são diretamente proporcionais aos momentos de incertezas e de dificuldades.
(2021 SET 01)
Havia um miúdinho,
sem nome nem passado,
nu, esquecido,
andava sozinho pela rua,
escaldante de tão gelada,
como sombra sem dono.
Tinha um corpo
feito de cortes e pedras,
parecia ter sido mastigado
por calçadas com dentes.
Era um pobre coitado,
seguido sempre
por um cão magro,
tão sofrido,
igual a ele.
Sentavam-se no pedregulho duro
à espera de um fim.
O miúdo, paciente,
esperava que o cão partisse,
descansasse no reino dos cães,
para então poder matá-la —
a fome.
O cão, por sua vez,
até aprendera a contar horas,
de tanto esperar que o miúdo,
vermelho de dor,
fechasse os olhos
e dormisse de vez.
Assim, ele saciaria a fome
com lógica cruel,
mas destino cego.
O cão não ladrava,
e não sabia truques,
era inútil.
O miúdo, por sua vez,
também não sabia nada,
nada lhe ensinaram.
Era inocente,
imprestável,
invisível ao mundo.
Ambos só serviam um ao outro,
à ninguém mais.
Certo momento...
o miúdo, já derrotado,
deitou a cabeça no granito
para poder descansar o seu corpo cansado,
o cão, desesperado,
cravou como os seus dentes podres
no peito nu do miúdo,
com dó e piedade,
pois isso ainda lhe restava.
Mas morreu também,
porque o miúdo,
coitado,
não tinha carne sequer
para alimentar um cão.
O QUE NÃO MORRE
Eis o que não morre
Pois tem suas garras cravadas na garganta do tempo
Ela está entre a humanidade desde o início dos tempos...
Fera que ronda a terra
Louca besta devoradora
O mundo teme suas garras afiadas
Rasgando ventres vazios,
Infernal sempre é sua presença
Arrastando quem há tanto tempo não come,
No prato vazio revela seu nome
O maldito nome é: Fome... Maldita fome
Fome.
Produzir com prazer ,faz bem á Alma!
Dar de comer a quem precisa, melhora o relacionamento entre as pessoas!
Sempre me perguntam o que é amar
Enquanto te amo sofro
Enquanto se prende a mim sofro
Enquanto amo outro sofro
Estando sozinha sofro
Meu coraçao em mil pedaços
O melhor sexo é so isso bom e vazio
A melhor comida logo vem a fome
Momentos passam
E quanto mais luz mais escuridão
A escuridão consome os seus
De tudo o que sou
De tudo o que vivi
De todo chão que pisei.
É de mim que me nutro
Me alimento de mim
Que sorte a minha
Não passo fome!
CALI [FILO] GRAMA
Cali grama.
Cali etimo fragma.
Cali nu xeno anêmico.
Cali etno noso a fago.
Cali trama.
Cali da claquer o cálix.
Cali cine o logo da hoste.
Cali éter o anemo da gag.
Xeno sofo.
Xeno eco o cosmo.
Xeno oniro.
Xeno o filo Teo de andro e gino.
Xilo sema.
Xilo o gene e geo.
Xilo o xisto.
Xilo iso a fos e a tanas... Cali grama!
O miso radical-grego que maceta os ossos.
O caco carcinoma na testa do mito CEO [Chief Executive Officer].
Homens apenas? Apenas homens!
Não o ícone necro objeto do ofício!
"Há um mundo lá fora... vidas... Bocas de comer com os olhos..."
"O escorpião é um
animal perigoso
mas, se segurá-lo
pela cauda, ele se
torna
uma iguaria e ainda
mata nossa fome...
Portanto
ter carinho
e respeito por
cada ser na terra
nos torna
Seres Divinos!"
A dor...
A dor nos alimentou, se doou, fez de tudo para não nos largar. E hoje, a dor faminta, pelo tudo que deu na sua entrega, de fome desfalece, mas insiste em doar suas ultimas migalhas, pelo desejo de tê-la insistentemente presente, por si só, mesmo que da dor não nos alimentemos mais, pois quando na malícia ela se fez vício, almejava que nunca, o não mais, viria a ser o que se tornou, digo do alimento, mesmo que aos passos do fim, destruída, mas ainda cheia de vigor pelo que em outrora nutriu no coração!
Mettran Senna
