Poesia que Fala de Teatro
MARGARIDAS NO PEITO
Fincou raízes na poesia,
dela, somente dela se nutria.
Via beleza na gota perdida em uma folha na calçada,
sorria.
Sentia a tristeza do asfalto cinza,
chorava, se condoia.
Trazia em seu ventre um amargor pelas ausências,
e pelas coisas que nunca seriam,
pelo dia feliz que se perdeu no caminho,
pela dureza do talvez,
pelo botão que secou sem ser flor.
De seu peito brotavam margaridas,
bem nutridas pelo esterco da dor que sentia.
Regadas por lágrimas que teimavam em seu peito chover,
fosse manhã, ou já fosse tarde demais.
Me aparelho aos detalhes das coisas miúdas
Me visto com a poesia delas.
Eu pertenço a natureza,
Como obra que pertence ao mesmo criador.
Pela manhã tens poesia
és habitação de pequenos
o vento é presença invisível
tempo de lábios fieis
o sopro de Deus!
É tumulo aberto
aos impios.
"Nunca fui eu, amante da poesia, mas ela gostava de mim; entre linhas e traços, sempre nos encontramos.
Porém, a felicidade nunca se encontrou nessas palavras doces e parágrafos curtos. Seria ela o meu desejo intangível ou a minha causa perdida, além da vida?
Não tenho a resposta, mas tenho a decisão de procurá-la, pois há honra em tentar e covardia em desistir."
Não te colocarei no papel
Você é a poesia que nunca escreverei.
Talvez por isso seja a única que me atravessa inteira.
Habita a profundidade do meu ser,
num espaço onde nem a razão alcança.
Fica ali, inquieta,
como quem nunca foi,
e ainda assim, nunca deixou de ser.
Não preciso escrever teu nome,
nem de apresentações
nos reconhecemos no escuro,
onde só a cumplicidade respira.
Te escrever seria te tornar concreta demais.
Prefiro te guardar onde ninguém toca.
Te nego no verbo,
mas te carrego no pulso,
feito veneno escolhido,
bebido em silêncio.
Transbordas em mim,
mas eu me contenho
porque quem transparece, sangra.
Eu aprendi a sangrar por dentro.
O que há entre nós não cabe na lógica.
É um corpo que sabe,
uma alma que hesita…
um erro que eu cometeria mil vezes.
És desejo vestido de ausência,
lembrança que nunca aconteceu,
febre contida no gesto calmo.
E por mais que eu siga só,
como as estrelas
longe, intacto, em silêncio
há em mim um canto,
imoral, teu, intacto,
que ainda arde.
E se não te escrevo,
é porque não suporto a ideia
de alguém ler tuas entrelinhas
e ocupar o lugar que só eu sei.
Augusto Silva
Distrito Federal
Não sou um Estado
Mas reúno todos eles
Na linda poesia
Cultura, paz e nação
Amor, pessoas e religião
Reunidos na magia
Reunidos em Brasília
JIU-JITSU É VIDA
Treinei Jiu-Jitsu hoje
E resolvi escrever uma poesia
Que o amor é respeito
E o Jiu-Jitsu é vida
"O Verbo, a Vida e a Poesia"
No princípio...
“Haja luz” — e a poesia se fez,
O Verbo eterno soou nos céus,
E do som divino nasceu a criação.
(Gênesis 1:3)
Deus, o Supremo Poeta,
Tecelão de versos cósmicos,
Soprou vida ao pó da terra,
E fez do homem obra-prima, pura expressão.
(Gênesis 2:7)
A vida é poesia...
Poesia na alegria, no riso que contagia.
Poesia na dor, no pranto, na superação.
Poesia no pouco, na escassez,
Poesia no muito, na abundância do pão.
(Filipenses 4:12)
Cada estação da vida tem seu verso,
Tem seu refrão, sua melodia,
Pois “para tudo há um tempo,
e um modo para cada propósito debaixo do céu.”
(Eclesiastes 3:1)
O Verbo molda o mundo.
Se Deus disse “Haja”,
E tudo se fez,
Então a Palavra é semente,
Que gera fruto, vida e milagre.
(Isaías 55:11)
Jesus, o Verbo encarnado,
Poeta dos céus e Mestre da Terra,
Falava por parábolas,
Transformava dor em esperança,
E morte em ressurreição.
(João 1:1, Mateus 13:34)
Ele ensinou que a vida é arte,
Que palavras têm poder,
Que boca que profetiza,
Muda história, faz renascer.
(Provérbios 18:21)
Por isso, eternize sua existência com poesia.
Declare vida, declare amor,
Seja criador do bem,
Refaça-se no verbo,
Renasça no som da esperança.
Porque somos feitos do “haja” divino,
Filhos do Deus Poeta,
Herança de quem fez do caos, beleza;
Da escuridão, luz;
Do nada, tudo.
(Gênesis 1)
Faça da sua vida um poema vivo,
Testemunhe que o Verbo habita em você,
E que no seu DNA espiritual,
Corre a essência do Criador:
A Palavra que cria, cura e transforma.
(João 1:14)
Atila Negri
Saúdo aqueles que têm o poder de mudar semblantes, de inspirar poesia, de extirpar preocupações e de acalmar pensamentos.
Que partilham a luz que carregam e exercem o bem com espontaneidade — sem a obrigação, nem sequer a intenção de fazê-lo.
"Eu me lancei na poesia como uma agulha no palheiro,
Não quero sair daqui, quero expressar,
Tudo aquilo que é difícil de falar,
Seja do amor, o que causa dor,
O que promete cura, e no final nos fura,
O que causa um sorriso, que não vem sozinho, acompanhado, porém, de lágrimas
Fiz meu inverno no verão, mas não de chuva, e sim de lágrimas.
Esqueci dos toques da sua mão,
E nas minhas letras você se tornou um refrão constante.
Te perdi no inverno, e estou, estou no outono esperando,
Haviam me dito que é nessas épocas que as flores aparecem..."
DA POESIA INDIGESTA
Corro, recorro
Penso, repenso
Sem pressa a prece em socorro
Em absurdo meu Eu absorto
Num rastro de uma dúbia linha
Agora tênue linha transpasso
E creio
Na pele
na carne
E no espaço
Quando nem homem resta
Do que sobrou
Do risco
Da fresta
Sem rima
Na via sem volta
Da poesia
Por fim
Em mim, indigesta
Poesia de um beijo
Seus olhos fixos nos meus
Sua mão na minha , e derrepente
Seus lábios encostados no meus
O coração acelerado a mais de mil
O gosto da sua boca na minha
A lua e as estrelas como testemunha
E o vento ao redor dançando e celebrando
O nosso amor
SENTIMENTO DE CRISTAL (soneto)
Num soneto amoroso, a poesia pura
esquecida de sua encabulação
sente nos versos o afago e ternura
suspirado da angelical emoção
Enquanto espalha a formosura
nas entrelinhas, aquela sensação
tímido, se modela da ventura
e romântico, o amor, doce razão
Quando surge, por fim, encantada
a prosa, cheia de rima apaixonada
sussurrada em uma trama especial
E o poema, apaixonado, feliz, seduz
os versos consoantes e divina luz
murmurando sentimento de cristal.
© Luciano Spagnol - poeta do cerrado
07 junho, 2025, 16’46” – Araguari, MG
Poesia:
Na madrugada, eu me apago
No café da manhã, eu tento me entender
No almoço, eu tento me controlar
No jantar, eu tento me encaixar
Enquanto eu como, eu enxergo a poesia como os pontos cardeais
Norte, sul, leste e oeste, ambos com o brilho que a poesia carrega
É só identificar
O argumento brilhante em sua testa
E que os outros olhem
Não me importo para outras opiniões
Porque isso não muda minha vida
E isso é o que a poesia trás
O poeta escreve e fala
- É só enxergar o brilho de sua mente
O fundamento principal da poesia
É a vivência.
Sentir para ser
Viver e acontecer
Sonhar e realizar
Abraçar o amor
A felicidade no sorrir
Sem perder a essência.
Sem tempo para fazer o que mais amo, escrever.
A poesia não está engavetada , apenas engasgada .
Os versos fluem, mas não são expostos, eles sobrevivem ao tempo curto e a rotina desgastante.
Nada é perfeito
Abaixo do céu,
A palavra aponta o erro
E eu falhando
No amor
Na poesia
E a vida não faz sentido
Se tudo é vaidade.
Por ora.
passo pelo vale da baixa autoestima.
Por ora,
não há poesia que me salve.
Por ora,
somente eu mesmo
que tenho esse alcance.
A poesia transborda em minha alma,
Em cada palavra, um novo sentimento,
A cada linha, uma nova história é escrita
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