Poesia ou Texto Amigo Professor
Sim, existe a esperança:
escondida no coração ,
nos versos de uma canção
no olhar da criança que
se joga feliz e sem medo
e ri descaradamente do
roteiro previsível da vida.
Sim, o infinito nos convida
com seus passos incertos
a olharmos a vida , o mundo
com mais sentimento
mas apenas temos dois olhos,
e duas mãos onde só cabe
um pouco de céu e imensidão.
Agora que o disfarçado trem
atravessou a neblina da noite
com seus silenciosos versos
estou pronta para a incompreensão
dos desencontros no tempo e espaço,
para o mistério que paira sobre nós.
Tenho olhos enevoados em excesso
no entanto , sei que sinto e assim
escrevo o que extravasa e não cabe
mais dentro do peito. E isso é o que sei:
A vida toda é uma miragem e é o acaso
quem joga os dados no tabuleiro do tempo.
(…) E, no fim, o íntegro se desculpa
E o assassino faz vitória
Porque dizem que liberdade é solidão
E cara de choro é vexatória.
Força de dentro vira nada
Esquecem que ela vem da maior fraqueza
Mas eles dizem que faca nas costas
É pura falta de destreza.
Então,
Desculpe-me, mas não posso ficar.
Galileu foi louco
Einstein foi burro
E eu sou o drama desnecessário.
Desculpe-me, mas não posso ficar.
O traído é caçoado
O traidor é aclamado
E eu sou a culpa desse falsário.
Desculpe-me
Desculpe-me!
Mas eu, realmente, não posso ficar!
Eu ponho exclamação em todas as coisas
Porque todo o resto, é banalizar.
Desculpe-me
Perdão!
Eu não sei lidar com este mundo!
Não posso ficar calma
Porque tudo o que sei
É ficar
Fundo.
" Meu mundo é tão pequeno sem ela
porque assim, ele se resume a nada
Vago pelo céu, olhando a terra que vivi
sobre mares e montanhas
suntuosos sonhos
cantando, sobrevivi
subordinei com muito rock
para as galáxias próximas, mandei muito pop
para ela, mensagens enviadas numa garrafa sideral
mas ela não leu
nem percebeu
que eu ainda estava aqui
ouvindo o barulho do mar
ontem ainda, olhando para o céu, vi um et planando sua aeronave
parecia me olhar, estava a mil
numa fração de segundos me abduziu
subimos ao cosmos
como se eu fosse um generoso troféu
logo eu, que na ausência do amor,
e na saudade dela
sou peregrino de um mundo só meu
o que dizer aos lunáticos compatriotas
direi que o et foi um idiota
quando por algum motivo,
me confundiu
Sei que há o sagrado
abençoado
protegido
que há abrigo
sustento
alfa definido
sei que existe amor
comprometimento
um pai lá no céu
mas e ela
a flor mais bela
aquela que dá a vida
que faz tudo ter sentido
que brilha
o ser divino
que todo masculino se rende
à essência
à mãe...
"" Ama-me como se a mais ninguém pudesses amar
como se eu fosse teu sol
teu ar
ama-me com loucura
como quem procura
a paixão dos amantes
como antes,
quando nos conhecemos
ama-me além do tempo
acima dos sonhos
eternamente
simplesmente
mas por favor
não deixes de amar
completamente..
poeta encantador...
da voz de mel
seresteiro passarinho
aviador do céu
embaixador de Deus
cantor menestrel...
teu grito chega cá num burburinho
teu canto agracia meu viver
apoesia meu dia e meu ser
arrebata minha atenção teu parolar
no teu bico frecheiro retentor
em teu mais amar cantarolar
o som hospitaleiro é mais amor
eflúvios para a alma decantá
no teu canto enigmático acolá
esqueço os problemas cá
só ouço poemas do teu bico
no explícito assobiar o mais bonito
te explico assim
...Bendito...
" A coisa mais difícil que existe é a transição do amor para a amizade, digo isso porque não é fácil ter apenas carinho por alguém que um dia tanto se desejou. Como preservar o respeito por quem juntos, tanta sacanagem boa se praticou. Como olhar nos olhos e não sentir alguma coisa a mais. É...
Ser amigo de quem um dia foi amor, não é para qualquer um...
Alguem me perguntou, "onde estão as novidades de meus versos"?
Então pensei, onde está a raiz de minha inspiração, a essência do coração?
O gosto por traçar rabiscos da vida, o centro da minha atenção?
O cativeiro do meu olhar, onde está, essa autoridade maxima, a primíssia de minhas memorias, o deleite de ter uma ideia, o prazer de mencionar você, a liberdade de escrever?
A benção da nova letra, onde está a melodia perfeita?
O brilho de seu olhar, onde está seu sorriso que provoca reciprocidade, onde está a irônia da vida, a maçã do amor, a devassidão de seu cheiro, meu cheiro, onde está sua voz macia, seu jeito de me falar, mesmo que fale sem pensar.
Onde está a murmuração do amor, onde está você "alegria, prazer e felicidade" onde estás?
Te digo, "alegria, prazer, felicidade" quando quizer ouvir um verso novo venha para mim e recite um verso passado, que escrevi brindando nossa felicidade, então juntos nesta ocasião perfeita, te darei dos versos a novidade, expressões verdadeiras de minha caneta.
MULHER DA VIDA
A menina que queria ser bailarina
Nunca deu um rodopio
Rodou apenas na vida
Na via
Nas avenidas
Entre idas e chegadas
Corpos sujos e suados
Se vendeu
Nunca se deu
Não amou
Nem foi amada
Usada como mercadoria
Objeto que já não se atreve a sonhar
A menina que queria ser bailarina
Agora é chamada de mulher da vida
Mas que vida?
Nome tão bonito
Pra quem carrega o peso de olhares
E trás seus pesares cravados na alma.
FOLHAS DE PAPEL
Os meus olhos de menina
Enxergavam arco-íris através de cacos de vidro
Viam gafanhotos vestidos à rigor
Eles estavam sempre prontos pra festa
Em meus sonhos de menina os personagens dos livros ganhavam vida
Era possível sentar para um chá
Dividir uma toalha de piquenique
Em minhas mãos de menina as folhas de papel se transformavam
Em gaivotas que ganhavam os céus
Viravam barquinhos que navegavam em poças d’água deixadas pela chuva
Em minhas mãos de mulher
Basta pena e papel
Pra guardar a vida em poemas.
JÁ NEM SEI
Não sei se sou eu que grito
Ou roubei a voz de alguém
Se a dor que sinto é minha
Ou sofro por outra pessoa
Já nem sei se sou dona dos versos
Ou eles são donos de mim
Como é duro ser poeta
Que se afoga nos próprios versos
Ora chora
Em outra ri
Se esvai em grãos de areia
Renasce da folha morta.
As vezes há a necessidade
de parar a mágica euforia,
das letras em descompasso,
na presente e constante melodia
Apenas guardar as palavras,
como em um ninho secreto,
acarinhando o coração,
ali dentro, o amor discreto
Porque ele é verdadeiro,
calmo, alegre e profundo,
não precisa ser posto ao vento
para ser espargido ao mundo
À PROCURA
Paz
Encontrei em um ninho feito em uma árvore à beira da avenida
Carinho
Encontrei em um cafuné no sofá num dia frio de inverno
Paixão
Encontrei nas roupas espalhadas pelo chão da sala
Amor
Esse eu procurei e não achei
Foi então que o vi nascer
Crescer devagarinho
Ser cuidado noite e dia
Antes eu não entendia
Só o amor é assim
Ele não vem de repente
Cresce feito semente
Se bem cuidado
Não há quem arranque a raiz.
EU NÃO TE ESCOLHI.
"Eu não te escolhi.
não existia segunda opção.
eu não te escolhi.
você não foi uma escolha,
Em você eu enxerguei oportunidade de ter por perto uma amizade sincera, uma companheira nos role, uma namora esposa.
amante na mesma pessoa
sedução, amor, carinho, paixão insaciável
uma fera incontrolável, num corpo de leoa."
Meus passos em andanças variadas,
alguns aqui e outros bem mais acolá,
levam-me a observar discrepâncias
que a vida sempre tece sem parar
Pessoas falando de grandes amores,
outras querendo a bondade exaltar,
algumas impondo-nos suas flores
sem no entanto de nenhuma cuidar
Noto a grande e urgente necessidade
de estar sempre num palco para aparecer
numa mostra de sua interior realidade,
são inseguras, fazem isso para não sofrer
Não sucumbi às vagas ferozes que vinham
em cascatas mortais tentando me levar,
não sucumbi a tsunamis, vendavais,
nem às pedras atiradas nas vidraças,
não sucumbirei nem a ataque nuclear,
tenho um bunker que é pura proteção,
aço indevassável, alimento, água e ar,
é a poesia pura, germinando no coração,
dela nunca irão me separar
ENTRE PEDRAS
Já não sou flor de jardim
Aprendi a crescer entre pedras
Hoje nasço em frestas de muro
Cresço em rachaduras de asfalto
Sem o regar do jardineiro
Sobrevivo das gotas de orvalho
Já não sou flor de jardim
Cresço até em terreno baldio
Se arrancarem minha raiz
Brotarei novamente
Minhas sementes dei para os passarinhos.
Somos todos poetas Fernando…
No entanto, nem todos os poetas, são poesias…
Nem todos fingem dor em demasia,
para alcançar a alma e trazer calmaria…
Alguns se vão na dor… Outros no temor, refletem o verso em agonia.
Sua própria vida… Seu refúgio, sua alforria…
Que nas palavras encontram a passagem para a utopia…
E do inato se dá o formato: prosa, cordel, crônica, poema, poesia…
E de longe Fernando, nos encaixamos também!
Pois se um poeta somente finge, queria eu fingir além…
E que a dor fingida me fizesse bem…
Mas o real não mente, não distorce, não desmente…
O poeta escreve com alma!
Por mais que finja em sua mente, é inconsequente…
E nas próprias armadilhas cai em ressalva...
(PARA CANDIDO PORTINARI)
A sua lágrima colore duas açucenas. Nas mãos: o mestiço sorrir dos olhos fechados. Colhes as flores que nascem em cima dos túmulos e te alimentas dos vermes expostos aos urubus. De manhã, o suor da capoeira. A tarde, fome na seca. Noite: o sonho. Fantasias um Brasil que existe e crias o surrealismo do cotidiano. Levas a morte às sesmarias desnutridas, cantas os cores de João Cabral de Melo Neto e invades os postigos da grande impossibilidade. Hades ergue-te adorações. Zeus curva às prosopopeias dos teus pincéis. O Olimpo arruína. A Arte é tua filha. A inspiração é tua mãe. O olhar perdido: a vereda do teu coração.
Veranear como pássaro que procura ninho - paz!
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