Poesia ou Texto Amigo Professor
Ah, não. Não gosto de te olhar
e não é por não me agradar.
É por causa das sensações esquisitas.
O meu olho se arregala,
as mãos trêmulas
que não sabem onde param,
o corpo inteiro se atrapalha
numa engraçada sucessão de falhas.
Você desencadeia em mim
coisas nunca faladas,
que até então,
eu pensava que não existiam.
Da última vez esqueci o jeito de abrir a boca,
mas se abrisse, nenhuma palavra adiantaria.
Como se para explicar o desconforto que você me causa
eu devesse inventar uma outra língua.
Se eu te achar além de meus sonhos
se te materializar para mim
amor que só te sinto e não abraço
seria feliz, por poder te amar
e tornar-te meu senhor, meu rei
e eu vir a ser sua rainha
dona do teu coração para a vida inteira
extasiar-me-ia com o banquete de teu amor e teus beijo
Trecho do livro "O Reino Mugh"
Flores de Ipê-tabaco
formaram um tapete
no caminho que nós
vamos nos encontrar
nesta doce manhã,
Jogar com o amor
na vida é um absurdo
porque o amor é mistério,
E com mistério ninguém
deveria jogar porque
é simplesmente sagrado,
É por isso que esse
ditado faz todo sentido
e continua queimando
como fogo:
"Sorte no jogo,
Azar no amor".
Está dado o recado,
agora falta me entregar
o seu coração apaixonado.
Descansar a alma
Além dos muros cinzentos
Onde a esperança se aninha
No jardim suspenso
Entre lírios perfumados
Hibiscos e trepadeiras
Eu me sentava para contemplar
A vida pulsante transformar
Vista para o mar,
Nossa tela lírica
Serena, mediterrânea
Costa em primavera
Tardes de paz, pássaros a cantar
Anunciando a noite serena
Descansar a alma
Até onde os sonhos nos levar
Bruna Nilza
Piúva-amarela florescida
no Médio Vale do Itajaí,
o toque das minhas
letras se misturam com
o som das badaladas
da nossa Igreja Matriz
São Francisco de Assis,
Que eu não sou a única
Poetisa desta cidade
Rodeio é uma grande
dádiva que louvo de verdade,
porque enquanto
houver poetas na minha cidade
e em tantas outras
pelo mundo afora:
ninguém estará fadado
a morrer sufocado pelo agora.
Madrugada sentimental
com as pétalas de Tamurá-tuíra
espalhadas ao vento,
És o meu mais nobre sentimento,
a minha alucinação inexplicável
tudo aquilo que desejo
com os meus olhos abertos
e meu pensamento mais
importante de cada dia,
pão de amor, poesia
e predestinado romance,
por isso estou tranquila.
Instantâneo
o mar adormece
e as gaivotas vão planando…
o sonho acontece
e a vida vai-nos chamando
para a derradeira prece
que o silêncio vai rezando.
enquanto a brisa arrefece
o mar realmente adormece
com gaivotas a planar…
e no sonho que acontece
o silêncio é uma prece
que nos parece chamar…
O amor não precisa ser perfeito, é verdade, mas não é por isso que ele tenha de ser de qualquer jeito...
Não precisa ser perfeito, mas precisa ter entrega, reciprocidade, fidelidade, carinho e atenção.
Do contrário deixa de ser amor e vira decepção.
É preciso querer fazer o certo, não de um jeito perfeito, mas do melhor jeito.
#Apollo_Nascimento
No abismo da alma, ecoa o pranto
Lágrimas silenciosas desenham o desengano,
Cada batida é um lamento, um encanto quebrado,
No vazio, o coração se perde, destroçado.
O amor, antes chama, agora cinza fria,
Resta o silêncio, o eco da agonia,
O peito vazio, um mar de saudade,
Navega na dor, na cruel tempestade.
O anoitecer chegou
com tons misteriosos
no Médio Vale do Itajaí,
Juro que tentei
capturar uma estrela
cadente que passou
pelo meu olhar,
E hoje aqui em Rodeio
chegou a Lua Cheia
vestida de poesia
para alegrar o peito
e animar romances
sob o condão absoluto
de Junho que há de trazer
você para o meu mundo.
Meu Chimarrão Tradicional
é e sempre será a minha
inspiração fundamental
para as voltas que o mundo dá,
E mesmo que haja tempos
desafiadores ele sempre
será o meu companheiro
que comigo jamais falhará,
Pois quem tem o seu
Chimarrão Tradicional por
perto jamais sofrerá de dor
de amor por muito tempo
ou sequer padecerá
de solidão em pensamento.
O Lunistício sem dar alarde
chegou com os Solstícios
de ambos Hemisférios,
cada qual no seu céu poético
lidando com mistérios,
elegemos a querência
e a rota da coincidência.
Dançando em We Tripantu
somos como o Sol e a Lua
iluminando o antigo Pehuén,
nas asas dos ventos vamos
agarrados no embalador
encontro previsto entre
o rio, o mar e o amor.
Nesta história romântica
que está a se inaugurar,
não será preciso nada falar
porque o tempo e o destino
saberão por onde nos guiar,
porque tudo aquilo que nasceu
perfeito para nós eu acredito.
As araucárias do meu Sul
dançam com o Sol e a Lua
neste Solstício de Inverno
que coincide com o Lunistício
que está sendo vivido
pelos Hemisférios Norte e Sul,
Os dias serão mais longos
para sonhar com os meus olhos
abertos e traçar mistérios
para que todos os teus desidérios
no absoluto só encontrem os meus.
Antes do Lunísticio os deuses
dançaram nos Hemisférios
revelando as sublimes auroras,
A minha terra é onde nasce
o Pau-Brasil sob o condão
do Hemisfério Celestial Sul,
terra que pediria todas às vezes
para nascer quantas
vezes Deus me permitisse,
minha Pátria d'alma, de corpo
de coração e que nas águas
atlânticas perfazem a sua costa
azul, poética e majestosa.
sinestesia
Não neva onde há de nem cair areia, não apedreja onde não há de ter também pedras, não se faz frio onde tampouco há ardor
Cabe ser seu só, que leva um pouco de mim e dois poucos do que julgara ser amor
Que nem os infantes hão de pensar que por fechar os olhos, a luz de fora também se apaga
Que por tanto se ler rótulos de validade, há do homem apodrecer com a idade
Que nem os asnos hão de crer na forma que passa mas não fica, da estação que tarda e falha, fala e também não diz, que contradições também são formas de dor e que se pudessem falar conosco diriam "amo a vós e por isso quero bem meu próprio"
Por que há de você pensar que por um só adeus esquecerei eu mil e tantas poucas saudações?
Por que há de você ver e crer que por tanto erro foi uma falha por mil e outras tantas canções?
Canções suas
Fora irascível tantas outras, devaneios da nossa própria loucura.
Antes do Lunisticio
e do Solstício de Inverno
que estamos vivendo,
eu te sinto mesmo em pensamento.
Dancei com os deuses
nos braços da Aurora Austral,
Agora ergo em direção
a Tata Inti o Taita Nina no meu ritual.
Agradeco a Mama Kocha
pela vida que se renova
no ventre de Pachamama,
a minha intuição jamais se engana.
Minhas raízes nesta Abya Yala
vivem nas minhas veias
mesmo que você não as veja
celebrando o Inti Raymi a vida inteira.
Poeticamente as minhas letras
têm as cores da Wiphala,
conheço bem a minha pertença
que segue o rumo da ancestral crença.
As vezes na vida passamos por momentos em que nos perdemos de quem somos, vivendo dias sem sentido e sem rumo certo para chegar.
E derrepente nesse nosso caminhar sem direção esbarramos com alguém que mesmo sem entender o motivo aos poucos vai nos relembrando quem somos e isso é algo inesplicavel.
Tem gente que tem esse gostinho de céu que nos permite entrar em sua vida e dentro dela enxergar além do que os olhos podem ver.
São nesses momentos que eu olho para o céu e agradeço, pois sei que Deus enviou um anjo pra me dizer que ele sempre esteve aqui e eu que muitas vezes não soube esperar e escutar a sua voz.
Olhar Poético
Como um filme
Vejo cenas que marcaram a sociedade.
Como um filme,
Gostaria de rebobinar muitas cenas
Mudar alguns atores
Alguns lugares
Alguns roteiros.
O 11 de setembro por exemplo
Eu mudaria...
Colocaria meu olhar poético sobre aquelas primeiras horas do dia
Colocaria poesia na vida daqueles homens-bombas
E salvaria!
Tantas vidas
Tantos sonhos
Tantos filhos e pais
Amigos e irmãos.
Não voltaram para casa.
Não acenaram um adeus.
Tiveram suas vidas ceifadas
Pela secura das emoções
Pela amargura de um luta cruel.
Como um filme
Vejo cenas que marcaram a sociedade
E a poesia não estava lá.
Uma trama muito
ruim que o fim
desconhecemos,
Vis nos ofendem
daquilo que
não merecemos.
Nos perturbam todo
o dia com o intento
de no futuro nunca
mais sermos:
estamos vivendo
um real pesadelo.
Nós percebemos
a insistência dos
que desejam ceifar
tudo o quê há
de mais precioso
em nosso caminho:
Das nossas próprias
origens alguns até
se esqueceram,
Caíram no plano
de nunca mais não
nos pertencermos,
Não escapam da visão
deles nem as árvores
que são os nossos
insignes signos:
as Araucárias do meu,
do teu e do nosso destino.
SONETO DOS FINADOS
Dia dos mortos, túmulos... Finados!
Dois de novembro, fé, um ritual.
Almas no céu? Inferno? Funeral.
Cemitérios, os corpos enterrados.
Covas, ossadas, pó... desencarnados!
Orações, rezas... Um tempo no umbral.
Lamentações, espírito imortal...
Mortes, óbitos, ciclos acabados.
Desafinados, só boas lembranças?
Ó sumida pessoa falecida,
Aos teus filhos deixaste uma herança?
Fecha caixão, velório, despedida.
Anos se vão... A única esperança:
Reencontrá-los no além, fim da vida.
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