Poesia ou Texto Amigo Professor
A idiossincrasia do amor
o amor é inexplicável
assim o acreditam, homens e mulheres
que não conseguiram amar nem serem amados.
Os poetas também se enganaram neste respeito
e até hoje tentam descrever o amor que não conheceram
atribuem aos seu arquétipo de afeto invisível, à musa,
toda sua erudição obtusa, incognoscível, para descrever
um amor impossível, contudo, dela se quer ganharam um beijo.
O amor é inconstante, inconsciente
sem passado e sem presente
o amor não se revela nem se esconde
o amor é um mito, é tudo e nada
é sombra e claridade, às vezes escuridão
por vezes é angústia, cárcere, privação.
O amor pode ser destino, para outros escolha
amores em branco, túmulos de silêncio
porta de engano... o amor é discreto,
não se pronuncia onde não lhe chamam,
pode ser secreto, em seu simples plano
de acorrentar os deuses e de libertar gigantes.
Serei com você
Nos momentos de dor onde lágrimas iriam rolar, você se aproximou e confortado meu coração eu sorri,
Quando por tristeza o meu coração se calava, você a mim canto, e ao ouvir a sua voz de alegria eu pude gritar,
Estando eu ao ponto de desistir, me encorajou a prosseguir lutando, venci,
Ao seu lado me sinto bem,
Quero sempre estar com você,
E no momento que necessitar, quero estar ao seu lado para lhe auxiliar,
Antes era eu, agora somos nós,
Seremos um pelo outro,
quando notar que não irás conseguir sozinho, chama-me,
Estarei sempre ao seu lado para te apoiar.
Morte, você é meu doce amor,
venha e me dê o seu abraço frio ...
Envolva seus braços em volta de mim,
me abrace, me beije até que eu morra ...
Deixe-me sentir a sua pele fria,
sentir a morte da minha carne ...
Solte a minha alma a partir desta agonia,
dá-me liberdade, deixe-me morrer ...
Morreu enquanto ainda dava tempo
Desenristou a mão e encostou-a ligeira ao peito
como quem apalpa, apertando forte, uma banda de carne embalada à vácuo
dessas que ficam em prateleiras em balcões frigoríficos nos supermercados
Dedilhou o ar e esfregou os dedos uns nos outros para sentir se tato havia
e se fim dava àquela dormência que o acometia a mão esquerda.
Arranhou a pele umas duas ou três vezes
para ver se o sangue ainda corria pleno em suas veias
fazendo fértil o terreno de seu coração.
Fértil como aparenta estar a terra quando bem irrigada,
em uma bem cuidada plantação.
No caluniar da escuridão da morte parou, e se arrependeu de tudo!
Parou, por que não tinha como não parar.
Se seguisse em frente talvez lhe faltasse pernas para chegar.
Aos cento e quarenta e sete anos pediu, quase implorando, que o deixassem ali.
Apoiou a língua já quase sem movimento no chão da boca
e gritou de dentro pra fora bem alto:
- Todo mundo parado! Ninguém faz nada! Ninguém se mexe!
Ele parecia estar negociando com a vida e com a morte ao mesmo tempo
Ninguém interviu.
E antes que todos dessem conta, ele morreu, enquanto ainda dava tempo.
Cada dia menos
Amar eu sei que ainda sou capaz,
mas amo cada dia menos
e esse menos é cada dia mais.
Meu coração de manteiga
que ingênuo já fora um dia
torna-se frio pouco a pouco
faz da dor sua alegria,
cresce e míngua dia a dia,
acostuma-se a ser só
mesmo tendo compania.
Já não se importa se partem,
se o partem,
se vão ou se ficam as dores,
os amores.
Ama cada dia menos
e a cada dia precisa mais amar menos.
Nada melhor que ser livre
sem compromisso com o amor.
Às vezes penso ter amado demais,
Em outra menos do que poderia
E continuo amando.
Amo desnudo, sem medo e sem receio.
Simplesmente amo amar. Amo,
Sem a certeza do amor.
Amo, porque amar é alimentar a alma,
O amor e continuo amando,
Mesmo ausente.
O amor é chama que se mantém acesa.
É vento, brisa que sofra, sussurra
Diariamente: Eu te amo!
O amor é uma obra de arte em exposição.
É o olhar que bate. O desejo
Que desperta no interior.
Amar é o preço que se paga pela gratuidade.
O amor é essência viva. Amar é transpirar,
viver e exalar felicidade.
Amor é bem mais que prazer, deleite.
Que simples vestígios de uma noite.
Que a estada, que a presença.
Amor requer bem mais que beijos,
Toques delirantes, travessuras
E malabarismos na cama.
O amor não é território. Não se demarca.
Amor se conquista. É sentimento
Que nasce silenciosamente.
Amor não é só atitudes, ações e presentes.
Amor a dois sem palavras é solidão.
Amor necessita ouvir.
O amor por vezes requer proteção.
Deseja apenas ouvir: Hei!
Eu te amo! Eu estou aqui!
VOCÊ É MINHA INSPIRAÇÃO
Morena com olhar fatal
Não me olhe assim
que eu passo mal
Cabelo molhado
Eita sonho bom
ter você do meu lado
Preto e Branco estás na foto
Qualquer cor
Que você vinhe eu gosto.
Ei vou até aí
Só pra te fazer sorrir
Mexendo contigo
Minha vida não faz sentido
Sem te
Te quero comigo aqui..
Olhando tua foto eu sonho
Pessoalmente te proponho
Prazer intenção
Minhas intenções
É te fazer feliz
Em minha canção
Você é a inspiração.
Poeta Antônio Luís
Ao menino que me faz voltar no tempo.
Posso sofrer a relembrar o passado
mas não posso evitar esta viagem
uma árvore não pode florescer nem dar fruto
se não tiver consciência física das suas raízes.
Antes da maturidade poucos homens
têm necessidade de voltar às suas origens
talvez por ingratidão gratuita ou receio
de encontrar sua verdadeira essência.
Vejo chegar, quase que diariamente
reminiscencias do que fui, nostalgia cara
que não raro me custam lágrimas
outras vezes parto e poesia.
Assim hoje penso, ninguém pode viver
alheio aos atos e fatos pretéritos
o menino que fui produziu o homem que sou
e este homem não viverá se ignorar suas raízes.
Lá neste passado onde mora o presente
encontro só lembranças luminosas
são referências, seivas que me formaram
proteínas espirituais que ainda me alimentam.
Para Josivaldo Bezerra, o menino que me fez
voltar no tempo.
Toda luz que nos olhos estampamos; é uma onda eletromagnética que captamos; que prove a alma. Magnetismo sutil e denso que move as nossas emoções secretas; ora harmonizadas, ora fútil e volátil; e por elas somos guiados. Nessa longa viagem oposta
entre a busca e o equilíbrio é que acendemos a vida.
AS PESSOAS E SUAS LOUCURAS
Cada louco com sua loucura.
erramos e pagamos pelos nossos erros.
no momento de loucura
Você esquece que é pessoa
ser humano ser atoa
Eu sou louco
você Também é
Em algum momento da sua vida
seus quinze segundos de loucura vem átona
Poeta Antônio Luis
EDILMA
Meu ciúme bobo
Me afastou de você
Não quero outra mulher
Sei que não vou te esquecer
Estou agora pensando em nois
Como foi lindo o dia em que te beijei
Vou ser diferente
Quando estivermos a sóis
Edilma, Volta,pode voltar
Esses dias longe de você
Eu aprendi
Que eu só sei te amar
Edilma, Volta.pode voltar
Estou aqui te esperando
Pra Pode te beijar.Edilmar
Poeta Antônio Luis
Noites Frias
Meus dias estão tristes sem você aqui Bate-me um desespero não dar pra sorrir
Fico imaginado onde tu estar
Eu errei por muito tempo vou chorar A sua ausência aflige minha alma
A saudade na porta bate palmas
O tempo vai abrir uma janela
Quero outra mulher Mais não sei viver sem ela
Noites frias Lembro cada momento
As alegrias Ficou no pensamento
E ao relento estar meu coração
Que hoje chora por não ter o seu perdão
No fracasso me acostumo A ânsia sai do prumo Já passei o pente fino
Sem ela vou seguindo meu destino
Noites frias Lembro cada momento
As alegrias Ficou no pensamento
E ao relento estar meu coração Que hoje chora por não ter o seu perdão
Poeta Antonio Luis
Muito prazer em te conhecer
Desaprendi o amor com você
no dia em que te conheci, experimentei
feito experimenta-se uma dose de cicuta
esse seu desamor sempre tão latente.
Hoje não amo mais ninguém
nem eu mesmo.
E agora que estamos em sintonia
e nos tornamos igualmente cruéis
frios e insensíveis
que tal recomeçarmos do início?
Oi... Muito prazer em (re)conhecê-la.
A RAIZ DO AMOR
Nosso amor tem raiz
Você soube regar
Sabe o que eu fiz
Foi somente te amar
A vida inteira vou te amar.
Então ta combinado assim
Agente se ama toda noite
O mundo estremece quando você chega
Fazendo barulhos na minha cabeça
E eu não registo o libido se espalha
Quero te amar
E que todo mundo saiba
Nosso amor tem raiz
Você soube regar
Sabe o que eu fiz
Foi somente te amar
A vida inteira vou te amar.
Na alegria fui o seu amigo
Na tristeza fiquei do seu lado
Te fazendo companhia
Depois do pecado
Nosso amor tem raiz
Você soube regar
Sabe o que eu fiz
Foi somente te amar
A vida inteira vou te amar.
Poeta Antônio Luis
NÃO QUERO GUERRA
Não quero guerra
Eu quero é paz
Viver brigando
É ruim demais
Se você não mudar
Vai ficar sozinha
Vai ficar pra trás
O teu ciúme doentio
Me sufoca a alma
TO criando raiva
Até da sua fala
Não dar pra entender
Porque você mudou
Era tão real esse nosso amor
Mais com as brigas
Estar se acabando
São tantas mentiras
Você inventado
Não quero guerra
Eu quero é paz
Viver brigando
É ruim demais
Se você não mudar
Vai ficar sozinha
Vai ficar pra trás.
SEU CORAÇÃO
Quando você mexe os silhos
Em seus lábios transito
E o que é mais bonito
É seu coração
Feito com as Mao,
Por mais que eu fale
Palavras não cabe
No meu coração,
Porque te abrigo
Levo-te comigo
No peito e na mente,
ES minha guia
Porque sego sou
Não enxergo o amor
Que abita em teu ser
Em teu pensamento
Só sinto a energia
A química física
E pelo que vejo
Já sei o desfecho
É desejo é desejo,
Quando você mexe os silhos
Em seus lábios transito
E o que é mais bonito
É seu coração
Feito com as Mao,
Faz um coração quem ta apaixonado
Faz um coração
E aponta pra pessoa que esta do seu lado
E diz a ela você é especial
Você especial demais pra mim
Compositor Antonio Luis
BIOGRAFIA
Antonio Ramos da Silva
Antônio Ramos da Silva
Nasceu em 19 de setembro de 1960 na cidade de Brusque (SC). Vive e trabalha em São Bento do Sul (SC). É Professor, Radialista, Escritor, Ativista Cultural, Historiador e Poeta. Graduou-se em Ciências Econômicas, pela Faculdade De Plácido e Silva – FADEPS – Curitiba (PR) (1984). Pós graduou-se em Gestão Financeira, pela Pontifícia Universidade Católica do Paraná – PUCPR - Curitiba (PR) (1987).
Em suas atividades em exercício é Presidente da Academia de Letras Infanto-Juvenil para Santa Catarina Municipal de São Bento do Sul (SC) e membro da Associação Internacional de Poetas para São Bento do Sul.
Idealizou, planejou e executa o projeto “Diferente Sim, Indiferente Não”, e “Oficina de Poetas” em São Bento do Sul (SC).
Recebeu a Medalha do Mérito Cultural Dr. Arthur João de Maria Ribeiro - 2013, concedido pelo Instituto Montes Ribeiro e o Troféu Escritor Osvaldo Deschamps de Literatura e Artes - 2013.
Publicou: 30 títulos, entre poesias, textos, diálogo e história.
Sua voz
Ouvir-te Oh! Meu amor.
É como o meu ser,
se conectasse a velocidade da luz
em melodias e sons
e sentir meu interior emergir.
Voz que encanta e me seduz
num bailar de silabas soltas;
num entrelaçar
de uma paixão envolta.
Seus sons. Oh! Meu amor.
Aquele que sorrateiro
foge de teus lábios
como brisa leve,
e repousa em meus ouvidos
como labaredas de fogo.
Deixa meu corpo fervido
e me chicoteia suavemente.
Abriga-me em tua doce euforia.
Quero ser melodia;
num arranjo só me inebria.
Faça-me frequência
e única sintonia.
Seu som me capta
e de amor castiga.
Varre as malditas palavras
que não ouso escutar:
Infelicidade, dissabores, desarmonia.
Eu não canto decepção estagnada;
aquela que fazeis dele pranto
e no canto da alma se fez pó.
Não quero mais desamor
disso eu tenho dó.
Vida se canta numa nota só.
Amor!
Banheira sem sais
Chovem lágrimas.
(finas gotas cristalizadas).
O tempo chora lento.
Arrebento; ouço
sentimentos invernais.
Um deserto nas mãos.
Aflição guardada no peito.
Água doce banheira sem sais.
Poesia banha no leito.
Em brasa a saudade arde.
Não há caminho e nem eito
numa busca covarde.
Avessos de mim revirados.
Passado de ti esquecido.
Trago-te no coração tragado.
Desilusão que me invade
sorvem água, impurezas...
dos meus olhos resguardados.
Solitários, derrama na face esquecida.
Frases de poemas amarrotados;
bebida amarga; engolida solidão.
Não há remédio que cure feridas
de uma perdida e picante ilusão.
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