Poesia ou Texto Amigo Professor
T R E S H
Eu estou perdendo tempo aqui,
Quaisquer maneiras que tentem me esquecer, apenas demonstraram o quanto ele continua gritando em Minh‘alma, "respira" até que não haverá sobras.
O artista sempre se questiona sobre sua maneira de ser, de sentir, mas esquece o quão suas obras significam, o oblívio do nada.
O poeta grita em meio a tantas coisas incompreensíveis que a vida demonstra ter, ao ponto de desistir dela, que outrora, sera a sua estupenda motivação.
Cegos por sua própria história o gado se curva, amamentando-se de sua hipocrisia insolente, desprezível.
Algo que conjura prazer, se termina em ranger de dentes, purifica o solo, pater, eles NÃO sabem o que fazem.
Não tenha medo da morte, isso é asneira.
O fardo que carregas, pesado.
Cansada se deita.
Sem anseio.
Sem objetivos, sem metas.
Apenas com a chuva discreta
Poesia é o que faz, não tente entender
O monstro que procuras
Esconde-se em você.
Minta, a regra é clara.
Cuidado em quem confias.
Com a arma que feres, será dilacerada.
Verdades ou fatos? Tente dizer
O veneno da boca destrói o que vê
Flores ao vento, sentimentos falsos.
Estais vivendo um sonho escasso
Chore e grite, mas não tente se esconder.
Corra o mais rápido, eles não podem ver.
Cedo ou tarde, vão achar você.
Se prepare o pior está porvir,
Irão afoga-los em doces mentiras.
E os observaram sorrir.
Esse é o ciclo
O preço que paga,
Para entrar tens de ser convidada.
Não faça perguntas a qual não desejas a resposta
Siga em silêncio, ou morra.
Esse é o jogo
Não tem quem dita à regra,
Entraste nesse mundo
Ovelha negra
neste lugar solitário
o homem toda a manhã
tem o porte estatuário
de um pensador de Rodin
neste lugar solitário
extravasa sem sursis
como um confessionário
o mais íntimo de si
neste lugar solitário
arúspice desentranha
o aflito vocabulário
de suas próprias entranhas
neste lugar solitário
faz a conta doída:
em lançamentos diários
a soma de sua vida
Eu vi um ângulo obtuso
Ficar inteligente
E a boca da noite
Palitar os dentes.
Vi um braço de mar
Coçando o sovaco
E também dois tatus
Jogando buraco.
Eu vi um nó cego
Andando de bengala
E vi uma andorinha
Arrumando a mala.
Vi um pé de vento
Calçar as botinas
E o seu cavalo-motor
Sacudir as crinas.
Vi uma mosca entrando
Em boca fechada
E um beco sem saída
Que não tinha entrada.
É a pura verdade,
A mais nem um til,
E tudo aconteceu
Num primeiro de abril.
Um homem
que se preocupava demais
com coisas sem importância
acabou ficando com a cabeça cheia de minhocas.
Um amigo lhe deu então a ideia
de usar as minhocas
numa pescaria para se distrair das preocupações.
O homem se distraiu tanto
pescando
que sua cabeça ficou leve
como um balão
e foi subindo pelo ar
até sumir nas nuvens.
Onde será que foi parar?
Não sei
nem quero me preocupar com isso.
Vou mais é pescar.
Voe!
Com amor,
Pedi a Deus
Pra te levar em paz
E me trazer o meu eu
De volta pra mim
Com amor,
Eu disse Adeus
Entreguei a Deus
Os caminhos seus
Com amor,
Prometi a mim
Que seria assim
Fechei a porta.
Com amor,
Escrevi o poema
Para nenhum sussurro
De contrário vir
Voe,
como pássarinho cego
Que perdeu a rota
Sem saber da partida
Voe,
como falcão rápido
Cuja presa fácil
está bem distante
Voe depressa!
Se não, voarei
De receio já voei
Mas, voe,
não perca a vida.
As vezes sinto meus pés se afundarem na massa gosmenta dos dias, que se arrastam intermináveis, em tons de cinza. Nesses dias, não me peça nada, não me cobre sorrisos cheios de dentes, nem falatórios desnecessários. Meu corpo, minha catedral. Meu silêncio, minha religião. Deixe-me aqui, é transitório feito as fases da lua, e eu estou na minguante, encolhendo, secando, me diluindo. Por ora, apenas me deixe dormindo aos pedaços.
- Flavia Grando
NAÇÕES NO CLÁSSICO
(15.03.2019).
É a alegria de duas nações,
Que transcende a rivalidade.
Dois eternos corações,
Que querem o gol como liberdade.
O furacão se lança para frente,
Desejando no final chegar...
E com sua história,
A taça do catarinense ganhar.
Os versos não mentem!
E sabem descrever,
O Leão da Ilha,
Rugindo pra vencer.
Destemino, se impõe!
Sendo o Rei da Selva e,
Desejando o primeiro lugar.
Ir com tudo para alcançar.
Esse é o clássico a nos resgatar,
No tempo e no espaço.
Buscando-nos presentear,
Com a glória de um espetáculo.
Vejo que nós, negras meninas
Temos olhos de estrelas,
Que por vezes se permitem constelar
O problema é que desde sempre nos tiraram a nobreza
Duvidaram das nossas ciências,
E quem antes atendia pelo pronome alteza
Hoje, pra sobreviver, lhe sobra o cargo de empregada da casa
É preciso lembrar da nossa raiz
semente negra de força matriz que brota em riste!
Mãos calejadas, corpos marcados sim
Mas de quem ainda resiste.
Gentes estranhas com seus olhos cheios doutros mundos
quiseram cantar teus encantos
para elas só de mistérios profundos,
de delírios e feitiçarias...
Teus encantos profundos de Africa.
Mas não puderam.
Em seus formais e rendilhados cantos,
ausentes de emoção e sinceridade,
quedas-te longínqua, inatingível,
virgem de contactos mais fundos.
E te mascararam de esfinge de ébano, amante sensual,
jarra etrusca, exotismo tropical,
demência, atracção, crueldade,
animalidade, magia...
e não sabemos quantas outras palavras vistosas e vazias.
Em seus formais cantos rendilhados
foste tudo, negra...
menos tu.
E ainda bem.
Ainda bem que nos deixaram a nós,
do mesmo sangue, mesmos nervos, carne, alma,
sofrimento,
a glória única e sentida de te cantar
com emoção verdadeira e radical,
a glória comovida de te cantar, toda amassada,
moldada, vazada nesta sílaba imensa e luminosa: MÃE
Somos fugitivas de todos os bairros de zinco e caniço.
Fugitivas das Munhuanas e dos Xipamanines,
viemos do outro lado da cidade
com nossos olhos espantados,
nossas almas trançadas,
nossos corpos submissos e escancarados.
De mãos ávidas e vazias,
de ancas bamboleantes lâmpadas vermelhas se acendendo,
de corações amarrados de repulsa,
descemos atraídas pelas luzes da cidade,
acenando convites aliciantes
como sinais luminosos na noite.
Viemos ...
Fugitivas dos telhados de zinco pingando cacimba,
do sem sabor do caril de amendoim quotidiano,
do doer espáduas todo o dia vergadas
sobre sedas que outras exibirão,
dos vestidos desbotados de chita,
da certeza terrível do dia de amanhã
retrato fiel do que passou,
sem uma pincelada verde forte
falando de esperança.
Súplica
Tirem-nos tudo,
mas deixem-nos a música!
Tirem-nos a terra em que nascemos,
onde crescemos
e onde descobrimos pela primeira vez
que o mundo é assim:
um labirinto de xadrez…
Tirem-nos a luz do sol que nos aquece,
a tua lírica de xingombela
nas noites mulatas
da selva moçambicana
(essa lua que nos semeou no coração
a poesia que encontramos na vida)
tirem-nos a palhota ̶ humilde cubata
onde vivemos e amamos,
tirem-nos a machamba que nos dá o pão,
tirem-nos o calor de lume
(que nos é quase tudo)
̶ mas não nos tirem a música!
Lição
Ensinaram-lhe na missão,
Quando era pequenino:
“Somos todos filhos de Deus; cada Homem
é irmão doutro Homem!”
Disseram-lhe isto na missão,
quando era pequenino.
Naturalmente,
ele não ficou sempre menino:
cresceu, aprendeu a contar e a ler
e começou a conhecer
melhor essa mulher vendida
̶ que é a vida
de todos os desgraçados.
E então, uma vez, inocentemente,
olhou para um Homem e disse “Irmão…”
Mas o Homem pálido fulminou-o duramente
com seus olhos cheios de ódio
e respondeu-lhe: “Negro”.
Cântico à Primavera!
Ao romper da madrugada
assim que o sol acordou;
caminhei pelos verdes prados!
Sentei-me junto da azinheira
onde o orvalho ainda humedecia;
e as abelhas zumbiam!
E da copa da azinheira.
passarinhos chilreavam
cumprimentando o novo dia!
Um malmequer para mim olhou
quando na relva me sentei…
Logo suas irmãs;
para mim sorriram em mil pérolas de fulgor
com que perfumavam a aragem ridente da madrugada!
E mais uma vez: - o malmequer para mim olhou!
E atrevido me perguntou
de que cor gostava eu de ver a
Primavera sorrindo?
De amarelo! - Respondo eu !
que é cor da alegria e da amizade!
Logo daquele campo matizado….
Suas irmãs
para mim sorriram (…)
todas de amarelo se vestiram,
e em uníssono cantaram .
Viva a felicidade!
Viva a amizade!
Viva a Primavera!
Viva a estação das flores!
Viva a estação da alegria!
Sistema de Preces
Hoje Seu Zé ficou doente,
Mesmo no seu mais belo sorriso,
Lhe faltava dente,
Mas ele nunca se intimidou,
Seu riso era a prova de que batalhou!
96 anos, sua esposa o deixou,
Mas permaneceu ao seu lado, até o dia em que expirou...
Mas hoje, Seu Zé adoeceu...
Já morava sozinho, cada um no seu caminho,
Viveu bem, como lhe pareceu...
Seu Zé nunca foi famoso,
Talvez esse nem seja seu nome,
E hoje não vai ser diferente,
Ninguém sabe seu sobrenome...
Neste momento estou orando,
Mas não conheço Seu Zé,
Conheço quem estão me mostrando,
Na mídia reconheço quem é!
Aquela atriz famosa,
Infortúnio, adoeceu,
A novela que ela fez era tão linda,
Que bom que antes ela não morreu,
Mas e agora? O que me cabe fazer?
Conheço essa bela senhora,
Vou orar para não perecer...
Sei que Deus está me ouvindo,
Eu e alguns milhões,
A vida é importante,
Isso toca nossos corações...
Pai...
Como é mesmo o nome dela?
Ah, isso não importa, eu lembro da sua novela...
Realmente, a vida é importante...
A de alguns são apenas... menos interessantes...
Assim... também não me incomodo...
Não conhecer Seu Zé, não indica que não me importo...
Na verdade, não escolhi por mim,
A escolha já foi feita,
Chegou ao meu conhecimento a necessidade da prece perfeita.
Donzela do Destino
Seus olhos são como o brilho das estrelas
No mais profundo universo
Seu sorriso seria como a galáxia
Ao bater no espelho e se perder nas dimensões
Seu cabelo é como as mais belas linhas da vida
Seu corpo com a mais bela curvatura
Ao te olhar minha mente entra em colapso
Se perde no pensamento mais escuro
Ao ouvir sua voz a mente volta
Encontra a famosa luz do fim do túnel
Seu beijo é como andar nas nuvens
Meu corpo se perde, adormece e desliga
Mais volta ao te sentir donzela do destino
Fases da Vida-
Olha, que estranho
toda essa luz...
Esse ar que respiro
E essa água que me banho
Queria entender
Por que estou chorando?
Agora, passou tão de pressa
Estou engatinhando
E rápido a beça
Olha esse mundo colorido
E aquele campo florido
O tempo passa rápido
Agora eu ando e falo
Que sentimento é esse no coração
Me disseram que era paixão
Agora tudo está tudo tão chato
Virei adulto e acabam as esperanças
E na minha cabeça passam
Todas as lembranças
Olhe, meus cabelos brancos
E minha pele flácida
Estou berando algo
Que eu nunca esperava
Agora estou tão alto
E essa luz não me parece estranha
E você? Será que se arrepende
De não dizer que me ama?
Eu e Apenas eu-
Sim, este sou eu
Sou eu esse menino frágil
Sou eu esse menino sentimental
Sou eu esse monte de falha
Sou eu, e me sinto mal
Eu não pedi pra nascer
Eu não pedi pra crescer
Eu não peço pra ser julgado
E muito menos mal olhado
Dói ser eu...
Dói ser diferente
Dói ouvir que tudo tudo é drama
Dói não ter ninguém
pra dizer que te ama
Em fim, sou eu e apenas eu
Nunca digo que estou mal
Mas sempre faço o bem
E mesmo quando
me afogo em lágrimas
Não espero a ajuda de ninguém.
Sinto-me às vezes tocado, não sei porquê
prenúncio de lágrima que não se materializa em dor,
é difícil descrever o que se sente, quando o sentir é o oposto
sendo a alma real e sentindo ela a realidade
como chorar, sorrindo na alma, esta verdade que se escreve?
Ocorrem-me casos, em que choro a distância
sorrindo pelo sentir que nos aproxima
corando a proximidade, suspirando pelo longe
somos assim uma dualidade macabra
de certos e errados, de mal e de bem, que querer e não querer…
(recordo-me do monstro da realidade)
Há homens que como eu, não vêem a sorte ali ao alcance da sua mão…
(os moveis estão montados, tudo esta pronto, apenas eu, me falto ali)
E nem a consciência da realidade que me atravessa o corpo,
deixa-me seguir o meu caminho…
ó maldita dualidade, tão orgânica
Tão vil e traiçoeira… crê e vai… tanto a ser vida…
Nessa MANHÃ, o RELÓGIO DA SAUDADE tocou.
A memória dos abraços, carinhos e olhares tocou fundo ESSA MENINA, que por QUERÊNCIAS DO DESTINO sofre com a AUSÊNCIA.
Mas encontra DENTRO DA PALAVRA o acalento para transformar em versos a sua dor.
E nesse DOCE DESEJO de tê lo de volta em seus braços, eu escrevo meu ÚLTIMO VERSO, que transborda amor e que transforma, DENTRO DE MIM, a tristeza em beleza.
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