Poesia ou Texto Amigo Professor
TENTATIVA
Se você encontrar a minha garrafa por ai
anexo, o meu pedido de socorro...
Venha até há mim!
Venha até há mim, enquanto há tempo!
Enquanto vivo,
enquanto respiro e estou vivo...
Venha pelo sul, pelo norte...
Venha antes da morte!
Se você encontrar uma garrafa por ai
com meus escritos, leia-os,
leia os meus ditos e sinta o que tenho
p'ra lhes dizer...
Você me abandonou, acabou com a
minha água, e destruiu meu verde
e toda vida que eu sonhei p'ra você.
Com os feitos que você me enfeitou...
Estou sem margens sem leitos,
Estou zonzo sem ozônio nem oxigênio,
assim, não serei pleno, não serei pleno,
com o termino do seu amor.
Se você encontrar os meus escritos por ai...
Corra, corra! Corra, não morra...
Volte a zelar-me enquanto é tempo
pois o meu tempo esta se transformando numa zorra.
Antonio Montes
" Ouço o coração bater
tão forte, cheio de vida, quero crer
houvesse luz, estaria ao teu lado
sou caminhante, clandestino
de um paraíso todo feito para nós
não há o que perder,
se perder fazia parte do plano
um engano que só o corpo sentiu
a alma alheia as esperanças.
apenas esperou
e sorriu...
A boca fala aquilo que o coração está cheio.
Se és amargurada transbordas amargura e aflição.
Se és amada o teu coração transborda amor e alegria.
Ninguém consegue ser ingênuo "a fio".
São poucas as pessoas que acreditam no amor.
Amar as pessoas que nos amam é tarefa fácil.
O difícil é amar quem não nos amam e não nos aprecia.
04/11/2017
Meu amor
Que farei se meu amor me deixar?
Vou correr sem ter direção?
Que farei se eu a não encontrar?
Vou morrer de tal decepção?
Que farei se meu amor não me amar?
Vou viver sem ter uma razão?
Que farei se meu amor me deixar?
Ah! Vou procurar a sua mão;
E não importa o quão longe você está
Jamais fugirá do meu coração.
Que fará se eu deixar meu amor?
Procuraria outra opção?
Que fará se eu não cobrir sua dor?
Buscaria alguém de plantão?
Que fará se eu magoar meu amor?
Conseguiria me dar o perdão?
Que fará se eu deixar meu amor?
Ah! Ficaria sem solução
Só depende se pra onde eu for
For bem perto do teu coração.
Quero meu amor por perto
Pra todos os dias ver o seu rosto
Quero seu coração aberto
Pra todos os dias fazer o seu gosto
Quero seu falar encoberto
Pra todos os dias deixá-lo exposto
Quero meu amor por perto
Ah! Tudo como havia proposto.
Sabia que amor tem vida?
Que paixão tem duração?
Sabia que amor tem sentimento?
Que paixão tem emoção?
Sabia que amor tem a verdade?
Que paixão tem ilusão?
Sabia que amor é como tudo?
Que paixão é excessão?
Sabia que nem tudo é relativo?
Mas te dou uma opção?
Só me diga se aquilo que eu sinto
É amor, ou é paixão.
" Aquela saudade maluca
aquela lembrança especial
aquele momento único
Quantas vezes me lembrei
dos nossos
tens noção das viagens que me levaram a ti
em pensamentos
e das vontades que tive de chegar e nunca mais sair
a vida é cheia de estações
nelas podemos ficar ou seguir
só que numa delas, em meio ao tumulto da vida
sem querer, eu te perdi...
" A fria camada de gelo
que no outono começou
me deu a certeza que o mesmo frio
é o ápice do amor que acabou
sucumbiram pardais e querubins
choraram bruxas e arlequins
em vão
um não acabou com a festa
o que resta é esquecer
permanecer sóbrio e calmo
quem sabe visitar o mar
e nele salgar o pranto
agora o encanto, virou triste canto
como o sábia que solitário pousa na laranjeira
pensando como pôde perder a companheira
que durante toda a primavera cortejou...
TÃO BELO SERIA
Tão belo seria
Se todos os dias abríssemos os olhos pensando em uma oração
Tão belo seria
Se todos os dias praticássemos os mais puros sentimentos
Por exemplo: o perdão
Tão belo seria
Se todos os dias expuséssemos a nossa verdadeira emoção
Tão belo seria
Se levantássemos da cama
Independente do esquerdo ou direito
Com qualquer pé
Tão belo seria
Se agradecêssemos por sentir o gosto do belíssimo café
Tão belo seria
Se cumprimentássemos uns aos outros com o verdadeiro amor
Esquecendo qualquer sentimento impuro
Por exemplo: o rancor
Tão belo seria
Se todos os dias vivêssemos em nossos mundos mágicos
Deixando tudo menos trágico
Menos nostálgico
Tão belo seria
Se todos os dias sorríssemos a verdadeira alegria
E por este motivo a nossa barriga doesse
O mal desaparecesse
E ninguém padecesse
Tão belo seria
Se todos os dias enfrentássemos a vida com euforia
De maneira leve
Sem grosseria
Tão belo seria
Se todos os dias escrevêssemos um verso
Ou uma simples poesia
Deixássemos a caneta escorregar
Em nosso papel
Esperássemos anoitecer
E antes de fechar os olhos
Agradecer
Por tudo o que recebemos
Com prazer
Todos os dias nos refazer
É assim que deveríamos
Viver
Não se deixe sofrer.
Tem dias que eu penso
Que eu queria morar aí
Bem aí nesse cantinho,
Já basta pra mim.
No cantinho da sua boca
Nesse, de onde nasce teus sorrisos.
É onde minha boca
Quer se encontrar com a sua.
Ao fim de uma tarde chuvosa
De um silencioso amanhecer.
No cantinho da sua boca
É onde eu quero morar.
A vida é um mistério indecifrável
Difícil saber por que estamos aqui e qual o seu objetivo. Lutamos arduamente por conhecimento, prazer, e nos mantermos de pé. Aí vem o imprevisto e nos diz que temos ou não o direito de sermos felizes ou até mesmo que nosso tempo esgotou-se, que é hora de ir, de findar. Quando alguém é sobrepujado pela morte, ficamos ainda mais intrigados com nosso destino certo. Quando é alguém querido que é vencido, pensamos em desistir, pois ninguém nos responde o porquê da passagem. O que fazer diante do futuro certo? O máximo que podemos fazer é prorrogar nossa estadia aqui. Viver de forma responsável e ficar próximo de nossos entes. A vida, embora não tenha conceito exato, deve ser tratada como algo emprestado que não é nosso. Vivamos a vida prestando contas a quem nos emprestou, Deus.
(IN)VOCAÇÃO
Chamai-me, chamai-me, vertentes da serra!...
Cantai-me, cantai-me, num cais de luar!...
Levai-me, horas boas, na luz que não erra!...
Levai-me, levai-me!... Não posso parar!...
Chamai-me, chamai-me, meninos da terra!...
Cantai-me, cantai-me, sereias do mar!...
Levai-me, andorinhas, p’ra longe da guerra!...
Levai-me, levai-me!... Não quero matar!...
Chamai-me, chamai-me, vertentes da serra!...
Cantai-me, cantai-me, sereias do mar!...
Levai-me, horas boas, na luz que não erra!...
Levai-me, levai-me!... Não quero matar!...
Chamai-me, chamai-me, meninos da terra!...
Cantai-me, cantai-me, num cais de luar!...
Levai-me, andorinhas, p’ra longe da guerra!...
Levai-me, levai-me!... Não posso parar!...
29/08/2016
© Pedro Abreu Simões ✍
in "TERRA UBÍQUA"
(y) facebook.com/pedro.abreu.simoes
Finja-se de meu vermelho,
e viva comigo todo o azul.
Sonhe comigo lilás,
e acorde comigo doce branco.
Que nunca te esqueça rosa,
e nunca te toque forte roxo.
Que sinta comigo salmão,
e respire quente violeta.
Ande comigo turquesa,
e toque-me suave bege.
Deixe-me entrelaçar preto,
e sussurrar macio diamante.
Levar-te verde,
e amar-te transparente.
Envolvência...
da música clássica que nos abarca
da melodia que nos apoesia...
tantas lembranças que nos marca...
Envolvência...
feito macerado do vinho tinto
d'um aromado vermute
do amor que nos incute
um prelúdio que faz ninar
é o som melódico
dos poemas no ar
do piano que acordado faz
sonhar...
Os sabores que guardamos...
têm gosto de aventura
misto quente de inocência
recheado de travessuras...
Mistura de chocolate
com licor de menta
Alimenta meus devaneios
até hoje o gosto inocente
do beijo que me assedenta...
O gosto bom de croissant
feito com massa folhada, canela e maçã...
Sabor de vinho e amizade
Chocolate e alcaçuz...
pura essência
Gosto de saudade.
Que o paladar seduz...
Oh morena!
Porque não te fazes ainda mais serena?
E minha vizinha vens se tornar?
Vem e traz seu colo,
Que todo fim de tarde sempre era sagrado,
Para eu lhe procurar!
Vem e traz seu riso,
Que provoca em mim todos os instintos,
Que rimam com te amar!
Vem e traz seu alento,
Morena minha!
Poesia dos melhores tempos,
Que eu sempre amei poetizar!
De tantas idas e voltas,
Que fomos e sempre voltamos!
Porque eu sempre soube que em ti encontro reciprocidade,
Que tanto procurei nesses anos.
Que nunca foi segredo algum,
Que em teu peito me fiz felicidade!
Coisa boa que não se perde a toa,
Nem quando mil vezes se troca de cidade!
Oh morena!
Dos lábios cor de Açaí.
Do sorriso que só encontro em Tu,
Da saudade que só Tu me faz sentir!
Das conversas no relento,
Das noites que se passavam,
Juntos com as horas!
E ninguém estava nem aí!
Dos segredos que também guardamos,
E das promessas que já quebramos,
Só pro orgulho se perder.
Mas, não você!
Morena minha!
Que só poderia ser poesia,
Por tão inesquecível ser!
MOMENTO AGORA
Nesse momento do agora
se fez o choro, de lagrimas
e de saudade, do adeus...
Se faz o choro do sorriso
que era antes de ser triste
mas, que hoje lacrimeja água,
pendula lábios meus.
Nesse momento do agora
quantas lagrimas trocadas
por aquela imensa alegria!
Aquelas tardes beijadas
noite em fim maldiçoada
por tomar o nosso dia.
Quantos soluços de prazer
gravados na eternidade
hoje não sinto você
seu cheiro não tem verdade
n'essa vil privacidade.
Nesse momento do agora
quantas lembranças que nos cabe...
aquele cais e cachoeira
até mesmo o verde da feira
ao nosso coração invade.
Os sonhos e as fantasia
feitas no auge d'aqueles dias
ficaram soltos aos ventos
hoje sem nem um contento
se perdeu nas ventanias.
Nesse momento do agora
nosso choro reluz a alma
e a recordação nos apavora,
lembranças entristece a calma...
A hora nos mostra a vala
e o futuro, nos evapora.
Antonio Montes
Último verso
Deixe as ilusões para os adormecidos,
Para os que se satisfazem com os rodapés da vida.
Suba em minhas costas e apague a luz da lua,
E então saboreie minha essência em um cálice, querida!
Toque levemente a taça
Com a qual te sirvo meu vinho,
Saboreie minha essência como um mapa
Que contornas em meu corpo, com carinho.
Saibas que cada luz desta cidade
É uma vela que ascendo pra ti,
E a cada vez que alguma delas piscar,
O fogo revelará o que és em mim...
Estarei em cada falta,
Em cada brinde, em cada valsa.
Pois nossos corpos são à prova da idade,
E nossas almas, a causa da eternidade.
Pois precisava ser criado o infinito,
Algo tão belo e indeciso,
Para que todos os mistérios da vida
Pudessem caber no teu sorriso...
DENTES DE LEÃO
São espalhados pelos quatro ventos,
Para não deixar cair no esquecimento
A esperança que, melhor, tudo vai ficar.
Como portadores de boas notícias
Vão às portas de lugares distantes divulgar.
Destemidos e corajosos como um leão,
O animal mais temido da savana.
Com fervor e muita dedicação,
Vão a uma casa, um casebre ou uma cabana,
Com a mensagem de salvação, amor e perdão.
Os pés de quem não se deixar vacilar
São tão admiráveis quanto um dente de leão,
Que, com um sopro, deixa levar
Suas sementes para germinar pelo chão.
FIM
Ivan F. Calori
Do que sou feita
Não sei amar pelos meados
Amor de incompletudes me exasperam
Sou feita de vastidões, não de bocados.
Minh'alma é ventania no alto da Serra
É enxurrada que arrasta pinheirais
É tudo ou nada mais.
Então não me venha com pedaços
Ou nega-me o universo
ou deixa-me quedar nos teus braços!
(Desilusão)
Ser poeta é uma chatice
Incompreendido
Compreende a tudo em redor
Mas não consegue
Se compreender
Solidão de ideias
Quase sempre
vê a poesia sozinho
Vegeta em meio a utopias internalizadas
Caminha de costas
Sozinho
Na contramão
Ninguém quer saber o que senti o poeta
Ninguém quer saber de nada
Que flua do oceano das ideias
Esse papo de ser
Sentir
E blablablá ...
É tão distante
Tão obscuro
Tão platônico
O amor pela poesia.
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