Poesia ou Texto Amigo Professor

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Eu te beijaria vinte quatro horas por dia
Se dividisse todo tempo do mundo ao seu lado
Faria ao seu lado as maiores loucuras
Cego pelo desejo que é essa magia
Essa sedução que é te amar
Com esse olhar perdido
por toda parte tem um pouco de você.
Por todo lugar que olho vejo alguém que me faz lembrar você.
Logo o coração corre,
Logo esqueço como andar
E o pior logo vejo que não é você.

Nas campinas

Quero mergulhar em teus mistérios,
E sentir o gosto das tuas maravilhas.
Viver todos os dias para te servir
E te adorar sem pressa alguma!
Tu és a razão do meu existir,
E a paixão que me move a amar.
Não sou nada além de um grão de areia,
Pois tu me completas, sendo Senhor,
O próprio mar a me banhar num batismo.
Como posso me colocar inteiramente
Ao teu dispor? E receber a tua graça?
Só tu me levas a descasar nas campinas!

Eu volto a negar,
Pra mim jamais será,
Um olhar de sedução,
Para quem não provoca atração,
Só pode ser irreal, feito um ancestral
Que é contado em livros de ficção,
Trazendo uma sensação, de fé no coração

A fé é impressionante,
Ajuda um ser humano a todo instante,
Mas a fé de amar alguém não é constante,
Assim como uma palestrante que fala sem parar, uma hora ela há de cansar,
Esse cansaço já me atingiu,
Erra quem diz que do amor não desistiu.

<Trevo de quatro folhas>


Plantei minha alma num vaso de escuridão,
regando as dores mais inquietantes do meu silêncio.
Sofri calado por vidas karmicas inteiras,
a solidão roubou-me tudo, até a tristeza.

Regava meus lamentos três ou quatro vezes por semana,
num esquema de água fresca na nuca quando o mundo parecia querer cair,
sol quente nas costas quando não sabia aonde ir
e muita conversa ao pé dos ouvidos dos meus trevos da sorte
sempre que eles estavam tristes.

Plantei minha sorte em um vaso raso de terra preta muito fértil
e de brotos dores muito prósperos.
Sequei, chorei, quase parti, mas não morri de inanição.
Reergui-me e, resiliente, hoje floresço trevo de quatro folhas.

SAUDADE
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Saudade é pedaço de berço e de espada…
Saudade é regaço que nunca partiu…
Saudade é cansaço na berma da estrada…
Saudade é abraço de alguém que sentiu…

Saudade é desejo da terra apartada…
Saudade é um beijo que o tempo cingiu…
Saudade é solfejo da pauta chorada…
Saudade é bafejo que não se extinguiu…

Saudade é carinho sem céu nem consorte…
Saudade é um ninho de pássaro ausente…
Saudade é caminho sem porto nem porte…

Saudade é verdade que às vezes nos mente…
Saudade é vontade de vida e de morte…
Saudade é saudade… Só sabe quem sente!...

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30/01/2018 (Dia da Saudade)
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📜© Pedro Abreu Simões - Poetautor ✍
(y) facebook.com/pedro.abreu.simoes

Prece do Amor !
Bendito seja o coração que sente!
Multiplicado de afeto seja todos os dias!
Perdoai toda incredulidade
Aumentai nossa capacidade de amar
E a confiança de ser amado!
Que a beleza extraordinária da Terra
Seja nossa cúmplice!
Que nossas almas alcance o céu
Dos enamorados!
Livrando nos dos olhares da cobiça
Permitindo nos nunca ofender ao amor sentido!
Que assim seja !
" Infinito e eterno enquanto dure !
Lili Aires Felipe ! 142018

UNICIDADE

Quero me misturar à ti...
Mesclar nossas essências
Confundir nossos átomos
Unificar nossas células
Amaranhar nossas
moléculas.
Na doçura,
na candura,
na descompostura
do ato,
do fato
de fazer
amor contigo.

Fundir nossos corpos,
tesar nossos músculos
nervos...
Nossos
fluídos,
incorporados,
intrínsecos
Um gosto exposto
pelo mesmo
gosto
do gosto teu.

Reunir cada pensamento
Cada sensação
Cada centímetro
dos nossos torsos,
ventres...
...Tão sós
Tão à sós
Únicos
Unidos no mundo
que contém
o
mundo teu...
O nosso mundo,
na unicidade
de
nós...

Compartilhar
nossos lamentos,
dores,
medos,
conflitos,
tormentos...
Afogado-os
Extirpando-os
Extinguindo-os
em cada centímetro
da pele que não repele
nunca
a tua pele

... E não há erro
Não há incertezas
culpas ou
dúvidas
Dívidas ou
cobranças.
Só beleza e poesia
em arte
e harmonia...
Teu corpo
no
meu.
Unicidade.

ENTREGA

Toma, amor
São teus
Todos os meus
... Pensamentos do dia
Toda a minha ternura
Toda a minha loucura
Toda a minha timidez
e a minha
ousadia.

Toma, amor
São teus
Todos os meus instantes
Todos os meus flagrantes
Todos os meus rompantes
De euforia
De agonia
De fantasias
transbordantes
de apegos,
de desejos meus,
pelo desejo teu.

Toma
Meus versos
Meus complexos
Meus reversos
Desconexos...
São teus.

Toma
Minha lassidão
Minha adoração
Toda minha inspiração
em entrega
no que me doma
e me enverga
até o chão

Toma
Meus estorvos
Meus renovos
Minha apatia
e
Minha alegria
Tudo
Todo
eu
em
poesia.

Elisa Salles
( Direitos autorais reservados)

Eu brisa fria
na tua pele macia
ao entardecer...

Eu, pôr de sol,
morno no arrebol;
acalanto à te enternecer.

Eu, amor eterno
marcando tua alma à ferro,
sem poder jamais esquecer.

Eu, a rima dos teus versos,
desbravando os mundos
e universos de todo o teu bem querer.

Eu, motivação dos teus sorrisos,
embalo doce, gentil, terno e preciso
no teu acalanto... Tua vida, minha razão de viver!

Elisa Salles
(Direitos autorais reservados)

CERRADO SECO (soneto)

Ah! plangente cerrado, quente, sequioso
Ventos abafados, denodados, e ao vento
Dormente melancolia, e tão portentoso
Murmurejante e, navegante de lamento

Sol queimoso, unguinoso, tal moroso
Que no seu firmamento vagar é lento
Inventando no tempo variegado iroso
Parindo nuvens dum cinzento natento

Securas secas, e que secam ardoroso
Veludos galhos, veludosos e poeirento
Que racham sedentos num ardor ditoso

Ah! cerrado seco, de ávido encantamento
De um luar num esplendor esplendoroso
Da lua de contornos, no céu monumento

Luciano Spagnol
Poeta do cerrado
Março de 2017
Cerrado goiano

O silêncio...
(Nilo Ribeiro)

O silêncio tem o seu valor,
se cala para não magoar,
se cala por amor,
se cala por amar

o silêncio pode ser lamento,
nele pode haver beleza,
nele tem sentimento,
também pode haver tristeza

o silêncio tem perfume,
o silêncio tem ideologia,
às vezes não fica imune,
às vezes vira poesia

silenciar a voz,
silenciar o coração,
o silêncio pode ser algoz,
ou talvez a solução

silenciar não é calar,
silenciar é atitude,
é uma maneira de comportar,
é também uma virtude

o silêncio na poesia
é uma singularidade,
mas ela mantém a magia,
ela versa a verdade...

Flor paradisíaca

Flor que tem perfume,
textura, cor e sabor.
Flor que dá fruto,
reproduz a vida,
amamenta, alimenta,
sustenta e gera o amor.

Flor que pode ser calma
e serena,
até o momento
em que age por instinto,
e se transforma numa fera
destemida.

Flor que é amante
e companheira,
mas desperta ciúmes.
Flor que ama e perdoa,
porque se abre para ser mulher.

Quem eu sou?
Não sou nada
Apenas mais um número
No meio de tanta gente
Apesar de ser grande
Sou pequeno
perante o mundo

Corro contra o vento
Navego em alto mar
Grito e não tem
ninguém para escutar

Quando penso
que não sou nada
Percebo que posso ser muito
E colorir o mundo
Nesta minha jornada

Permita-me dizer quem eu sou?
Sou uma alma
Que acredita no amor

Não quero acreditar na maldade
Que assombra a humanidade
Deixando um rastro
de tristeza e dor

Permita-me dizer quem eu sou?
Sou um ser comum
Que acredita no amor

Incomum?
É ver a miséria e a pobreza
Muita fome
E também muita riqueza

Para alguns falta o pão
Para outros, falta alma e coração

Permita-me dizer quem eu sou?
Sou um sonhador
Que acredita no amor.

"SENTIMENTOS TALVEZ"

Vago,
Por entre as trevas.
Embriagado de esperanças mórbidas,
Querendo ao todo seu amor lunar!
Sua imagem no antigo quadro?
Éramos jovens quando nos descobrimos.
Você e sua vaidade feminina.
Eu e meu relaxo masculino.
Nós!
Duas almas idênticas e ao mesmo tempo
totalmente diferentes.
Bebo, não pra te esquecer
Mas sim pensar em você:
Com outros olhos,
Com outro medo,
Com outra dor!

PRA VIDA INTEIRA

Meu pai... Nunca escreveu,
uma carta para minha mãe
analfabeto, não sabia escrever
também não era intérprete,
mas cantava linda canções de amor
todas direcionada p'ra mamãe.

Cantava meio fora de tom é claro
o forte dele não era cantar
mas cantava pelo amor cantava
pelo amar...
para minha mãe, ele sabia cantar.

Ele amava-a com fervor no coração
amava com amor e paixão,
eu me lembro, eu me lembro...
Meu pai interpretava, vários cantor,
entre eles, ele interpretava:
Vicente Celestino
Nelson Gonçalves,
Orlando Silva e outros.

Meu pai tinha pela minha mãe
aquele amor, bobo, abestalhado
aquele amor de uma vida inteira
aquele amor que, morrendo
morre... Amando, amando.

Antonio Montes

PARADOXO I

E pela primeira vez usou da sinceridade.
Confesso que foi exatamente a sinceridade que sempre esperei de você, nada a mais, nada menos. Nenhuma surpresa.
Se bem, que lá no fundo, parte de mim ainda tinha esperança de salvar sua alma de si mesmo, inclusive dos icebergs que constituem sua forma de receber e fabricar amor. Talvez seja o motivo de viver sempre resfriado, o frio pode trazer esses tipos de males.
A sensação que mais uma vez conclui como fato, quanto mais “do bem” as pessoas demonstram que são, mais parecem demonstrar a necessidade de aparentar algo que realmente não são, como uma espécie de capa de proteção para os seus próprios monstros. Porém, elas se esquecem que quando os monstros saem para brincar, elas já não sabem mais quem são.

Talvez eu sempre analise tudo de maneira tão pessoal, afinal, “análise” nada mais é que opinião, mas fatos são fatos, eles não abrem um leque de conclusões, só simplesmente são fatos. Os fatos não se preocupam com sua opinião ou emoção, são só quem são, apáticos e sem proteção.

De qualquer forma, às vezes quando dizem para pensar melhor, talvez seja mais sadio não pensar em nada. Não digo só por uma questão ética, mas por simplesmente dar menos trabalho a nossa mente a qual processa milhões de informações por dia. Ela não se cala, ela não se aquieta, somente faz o que deve fazer, então não a pressione.

Nunca fui boa em contar histórias, sempre demorei mais que as outras pessoas e me recuso a resumir, pois todas as partes são importantes para uma conclusão. As vezes também perco o foco e uma história acaba dando na outra, que puxa outra e me lembra aquela vez de uma certa história que parece muito com aquela outra. É que talvez seja difícil falar de coisas que já se foram ou se passam, assim como o tempo e a sensação que estava na primeira linha do primeiro parágrafo.

Nem sei teu nome.
Não sei de onde veio
Nem para onde vai depois de nós.

Mas fica aqui...
Tenho um corpo quente
Tenho uma boca faminta
Tenho uma ternura infinita.

Dividimos a cama
Partilhamos nossas chamas
Saciamos nossa fome...

Nem precisamos ter nome
Nossa carência nos basta
E nosso desejo sacia nossa sede.

... E do restante, nada importa
Hoje.

Eu sou assim...
(Nilo Ribeiro)

De tão comum,
chego a ser complicado,
às vezes sou um,
outras, multifacetado

viver é divino,
viver é tentar,
viver é destino,
viver é amar

eu sou assim,
vivo poeta,
se a porta se fecha para mim,
encontro uma janela aberta

não vivo em poesia,
ela que me conduz,
dá ânimo para meu dia,
preenche minha alma de luz

eu sou assim,
assim me apresentei,
a ideia foi ruim,
a distância aceitei

viver é belo,
viver é primor,
sou sim sincero,
sou sim amor...

TUA

Gosto de mim assim.
Submissa sob teu querer.
Meus movimentos limitados
sob tua força.
Anulando meus pedidos,
atiçando meu libido,
me corrompendo,
bebendo do meu mel
gota
a
gota...
Enquanto me reteso.
Minhas pernas trêmulas
pressionadas pelas tuas,
se escancaram,
portas
para o teu,
o meu,
o nosso
paraíso!
Nesse momento sou tua serva.
Totalmente à sua mercê.
Fêmea domada.
Possuída.
Entranhas ensopadas
pelo teu licor...
Satisfeita.